domingo, 27 de setembro de 2015

Nº. 1410 - Portal Comunalista


1. A maioria dos monárquicos pertence a dois grandes grupos: os simpatizantes (que da doutrina pouco sabem) e os pragmáticos, estes um tanto ou quanto hostis ao racionalismo e, sobretudo, ao pensamento pragmático.

2. Os que se sentem atraídos por arsénico e rendas velhas, bem como desgostosos pelos presumidos excessos da vida contemporânea, voltam-se para o grande passado, cheio de plumas e frases galantes, sem se aperceberem das misérias e vilanias doutrora, aliás de todos os tempos.

3. Adoptando como critério da verdade a utilidade prática, embora agarrando-se por vezes, a conceitos ou princípios de menor interesse, os partidários da eficácia mantêm-se enredados em discussões de lana caprina entre-si, incapazes de formular uma linha de acção racional.

4. Do liberalismo, os partidários da acção concreta defendem a maior liberdade do comércio e da indústria e menor intervenção dos poderes públicos, na linha do pensamento de Saint-Simon que ao aumento da produção e na distribuição equitativa das riquezas vislumbrava a possibilidade de se atingir uma equilibrada harmonia social.

5. Monárquicos de esquerda afirmam-se adeptos de uma progressiva colectivização dos meios de produção e uma distribuição mais igualitária das riquezas, mas pela via parlamentarista, tomando a figura do rei - hereditário e vitalício - como governante por excelência, embora os ministros caídos em desgraça tenham que ser referendados pelo parlamento.

6. Nós, os cooperativistas, consideramos tanto o liberalismo, como o socialismo parlamentarista condicionador do governo do rei como fórmula nitidamente burguesoide (ambos assentes no voto anódino) pouco eficaz, tal como se verifica na versão republicana francesa, pelo que nos assumimos como a terceira via.

7. Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo, sendo a figura do Rei o garante da Democracia - por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade - sendo os conflitos sociais harmoniosamente atenuados pelas unidades cooperativas impulsionadoras da autogestão, autofinanciamento, espírito consensual e voto responsável.

Nau

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