quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Nº. 1400 - Luta Popular
1. A luta popular é mais uma expressão mítica do que um enunciado prático, dado que o povo apenas reage a quente, isto é, mais por emoções do que por ímpetos racionais.
2. Grandes privações sofreram os povos ao longo da história (e ainda sofrem) por despotismos execráveis, sem um queixume da própria ralé, todos aceitando a condição servil em relação aos deuses, até que a ambição de algum lobo lá do cume da jerarquia desse à cauda.
3. Logo, a revolta popular ocorre quando os mais altos interesses de alguns se evidenciam, tendo presente que o ditador (até nos nossos dias) tem à sua volta largo número de sequazes que o suportam, atentos a uma qualquer auspiciosa oportunidade particular.
4. Todas jerarquias têm sido construídas a partir daqueles que possuem robusteza física, astúcia, isto é, arte para enganar, salientando-se como cabos de guerra, sacerdotes, feiticeiros, sobretudo estes últimos porquanto, nas horas difíceis, as suas magias são, inequivocamente, bem-vindas.
5. As lojas maçónicas (que tão prestimosas têm sido para a emergência e a consolidação do poder da burguesia) não passam de clubes elitistas os quais, sempre que lhes convém, se transformam em corifeus do povo ignaro, dando o cariz popular à luta dos encapotados habituais.
6. Nós, cooperativistas, até a simples ideia de chefes nos complica com os nervos uma vez que a cooperação não exige liderança mas tão-somente o diálogo e o consenso, pois também o elemento anatómico que é a unidade morfológica dos seres vivos, harmonizam-se e, sem batutas, são bom exemplo do que é uma eficiente autogestão.
7. As unidades cooperativas em articulação com os residentes de um determinado espaço geográfico formam a comuna e o conjunto destas o Reino, sendo a figura midiática do Rei, hereditário e vitalício, o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
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