quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Nº. 1392 - PR: o engenheiro, I
1. Como é óbvio, só tenho dotes para a literatice, esforçada na questão do cooperativismo, dado que presumo ser a única doutrina capaz de dirimir os efeitos perversos do liberalismo oligárquico, bem como dos socialismos burocráticos.
2. No entanto, há histórias de vidas que demonstram à saciedade que o homem realiza-se por golpes do acaso - não é bom, nem é mau; pouco determinado ou muito aventureiro; herói às vezes, poltrão por natureza, em suma: inopinadamente oportunista.
3. Aos 10 anos já o JMC tirava o carro da garagem enquanto o pai, descansadamente, tomava o pequeno almoço. Precoce nas afinações dos motores das viaturas da família, conduzia qualquer delas até ao liceu, sempre que o pai, nas suas deslocações, lhe concedia tal prerrogativa.
4. Embora pouco aplicado nos trabalhos escolares, finalizou o secundário com bom aproveitamento em... inglês e, como os negócios do pai iam de vento em popa, este decidiu que o filho seria engenheiro mecânico, despachando-o para Londres onde deveria inscrever-se num instituto técnico, com uma confortável mesada
5. Boa figura e bons cabedais, o moço lá foi aguentando os frios londrinos contrastantes com as temperaturas cálidas de Luanda, mais com as ausências às aulas do que frequências mas, nas raras deslocações à casa paterna, dava a entender que tudo corria da melhor forma, mantendo-se por Londres a fim de tirar melhor aproveitamento do ensino.
6. Quando, nas contas do pai, o filho já era engenheiro, ordenou que este regressasse a casa, integrando-o numa das suas empresas onde o título académico era relevante, porém o jovem mostrava-se mais activo na vida social de Luanda do que no sector da indústria.
7. Habituado a tirar o máximo proveito do trabalho dos seus colaboradores, o pai do JMC exigiu que o filho lhe apresentasse um projecto digno das suas habilitações, mas os pormenores ficam para o próximo apontamento.
Nau
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