quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Nº. 1413 - Prelo Real
1. Vozes discordantes da orientação de voto aqui assumida são estimáveis, embora pouco compreensíveis, uma vez que se pretende a reforma das instituições vigentes.
2. Os partidos do arco governamental continuam a reversarem-se despundonorosamente nas cadeiras do poder com promessas balofas que em nada correspondem às ideologias apregoadas.
3. Os liberais, travestidos de sociais-democratas com tendências políticas socializantes, isto é, meramente burocráticas, pretendem levar a cabo reformas sociais por meios parlamentares.
4. De origem igualmente liberal mas de caracter conservador, os democratas-cristãos, com base na doutrina social católica, aguardam a conversão de todo o mundo ao mesmo credo esquecendo que Deus não tem religião.
5. Por outro lado os socialistas, defendendo uma sociedade sem classes baseada na propriedade dos instrumentos de produção de modo evolutivo e pacífico, ou por ditaduras espúrias, são meros fideístas - a fé suplanta a razão.
6. As franjas partidárias apenas se evidenciam nos actos eleitorais dando visibilidade a figuras que procuram ocupar lugar de destaque em qualquer acontecimento, sobretudo quando as câmaras da televisão andam ali perto.
7. Devotos (não sendo o mesmo que de votos) é que o regime vigente precisa, mas para contrariar a ditadura dos plutocratas - liberais, socialistas, fascistas ou sociais-fascistas - basta votar no PCTP/MRPP.
Nau
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Nº. 1412 - RAC
1. Como é óbvio, a real actividade cooperativista jamais se poderá limitar à acção dos associados que trabalham para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais.
2. O espírito cooperativo, cultivado na realização de projectos em que o diálogo e o consenso sublimam a autogestão, é enrobustecido pela prática, dentro e fora da sua unidade cooperativa.
3 Habituado à normal quotização - contributo regular para as actividades da sua cooperativa - os sócios destas protocélulas comunais moderam o recurso ao financiamento dos usurários porquanto tal prática se torna viciante.
4. Sem dúvida que a disponibilidade financeira permite imediata aquisição dos instrumentos exigidos para a realização de qualquer projecto, embora dando origem ao encarecimento deste através dos encargos financeiros.
5. Claro que as necessidades financeiras quando recorrentes devida à fraca quotização de unidade cooperativa poderão ser supridas a baixo custo pelas sociedades mutuantes, estabelecidas para esse fim como unidades cooperativas.
6. Por vezes a realização de projetos megalómanos exigem um substancial reforço financeiro, bem como elevada utilização ou consumo dos frutos deste, caindo numa prática muito semelhante à dos plutocratas.
7. Bom é ter presente que a unidade cooperativa, à semelhança da comunidade em que se encontra inserida, comporta todo o tipo de indivíduos - crentes/ateus, políticos/apolíticos, indivíduos abastados/pessoas de fracos recursos, etc. - determinados na realização de consensos entre si.
Nau
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Nº. 1411 - Doutrina Cooperativista
1. Iguais como espécie humana, diferentes como homens, isto é, como seres animados e racionais.
2. A coragem, força, vigor, ânimo, além da capacidade de trabalhar, de desenvolver, de fomentar, de promover, variam de homem para homem, mas a concertação de indivíduos com estas qualidades é o fundamento do cooperativismo.
3. Mentes por suposição liberais, favoráveis à liberdade civil e política, admitindo opiniões diferentes das suas, tanto nos aspetos estéticos como nos religiosos, presumem ser eles os eleitos para conduzir a massa ignara, atropelando-se para tomar as rédeas do poder.
4. Aqueles que lutam em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas através do controlo do poder político por forças minoritárias, agem com idêntica fome de poder.
5. Para lá das necessidades básicas - subsistência e reprodução - o homem sente-se fascinado (encanto que perturba a razão) pelo exercício do domínio sobre algo que poderá ser da mesma espécie ou de natureza inferior - cavalos, animais domésticos e outras coisas da mesma jaez.
6. O Poder - capacidade de deliberar, de modo arbitrário, sobre outrem - é a via para satisfazer tais intentos utilizada pela burguesia liberal, nomeadamente os plutocratas, bem como pela minoria dirigente socialista, assumida como uma nova aristocracia parlamentar ou travestida em ditadura do proletariado.
7. Claro que o voto anódino liberal, bem como a consulta em assembleias piramidais apenas satisfazem o poder discricionário, defendendo os cooperativistas o voto responsável, possível através do diálogo e do consenso nas unidades autogestionárias, isto é, a cooperativa.
Nau
domingo, 27 de setembro de 2015
Nº. 1410 - Portal Comunalista
1. A maioria dos monárquicos pertence a dois grandes grupos: os simpatizantes (que da doutrina pouco sabem) e os pragmáticos, estes um tanto ou quanto hostis ao racionalismo e, sobretudo, ao pensamento pragmático.
2. Os que se sentem atraídos por arsénico e rendas velhas, bem como desgostosos pelos presumidos excessos da vida contemporânea, voltam-se para o grande passado, cheio de plumas e frases galantes, sem se aperceberem das misérias e vilanias doutrora, aliás de todos os tempos.
3. Adoptando como critério da verdade a utilidade prática, embora agarrando-se por vezes, a conceitos ou princípios de menor interesse, os partidários da eficácia mantêm-se enredados em discussões de lana caprina entre-si, incapazes de formular uma linha de acção racional.
4. Do liberalismo, os partidários da acção concreta defendem a maior liberdade do comércio e da indústria e menor intervenção dos poderes públicos, na linha do pensamento de Saint-Simon que ao aumento da produção e na distribuição equitativa das riquezas vislumbrava a possibilidade de se atingir uma equilibrada harmonia social.
5. Monárquicos de esquerda afirmam-se adeptos de uma progressiva colectivização dos meios de produção e uma distribuição mais igualitária das riquezas, mas pela via parlamentarista, tomando a figura do rei - hereditário e vitalício - como governante por excelência, embora os ministros caídos em desgraça tenham que ser referendados pelo parlamento.
6. Nós, os cooperativistas, consideramos tanto o liberalismo, como o socialismo parlamentarista condicionador do governo do rei como fórmula nitidamente burguesoide (ambos assentes no voto anódino) pouco eficaz, tal como se verifica na versão republicana francesa, pelo que nos assumimos como a terceira via.
7. Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo, sendo a figura do Rei o garante da Democracia - por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade - sendo os conflitos sociais harmoniosamente atenuados pelas unidades cooperativas impulsionadoras da autogestão, autofinanciamento, espírito consensual e voto responsável.
Nau
sábado, 26 de setembro de 2015
Nº. 1409 - Psyche
1. Certos monárquicos, sendo há muito tempo fundamentalistas, já não conseguem explicar as razões da sua opção política, à semelhança do inveterado pinga amor que, apesar da avançada idade, capricha em perseguir as moças sem saber porquê, nem tão-pouco para quê.
2. Os mais tradicionalistas fazem questão em ostentar grande apego a rendas e velharias de pouco ou nenhum préstimo, blasonando fidalguias de duvidosa autenticidade, mas caprichando em nomes sonantes, tal como certo brasileiro que, várias vezes ao dia, vem visitar o comentário que fez neste espaço ao tema "Nobreza & Aristocracia", tentando decorar os termos da sua lucubrada e curta intervenção.
3. Tabu é a religião e a presumida nobre raça que, apesar dos frequentes caldeamentos - antigos e/ou de fresca data - irracionalmente querem preservar, emulando o estado teocrático do Irão ou almejando por uma monarquia idêntica à vigente na Coreia do Norte.
4. Os monárquicos mais aggiornatos já trocaram os espectáculos taurinos e a equitação por máquinas de alta cilindrada, tomando o lugar das bestas nas exibições pelas ruas das cidades, tendo por parceiros republicanos ou meros cidadãos igualmente endinheirados que, doentiamente, gostam de dar nas vistas.
5. Bom é não esquecer que os monárquicos do tipo intelectual, com ideias cristalizadas acerca de tudo, cientes que o dia de hoje é pior do que o anterior, embora melhor do que o dia de amanhã, verruminosamente atacam os seus correligionários, dizendo cobras e lagartos do regímen vigente que pretendem seja substituído por outro idêntico, mas monárquico!.
6. Demonstrando que já aprenderam qualquer coisa com os republicanos, estes intectualoides da trampa (não digo merda para não parecer demasiado popularucho neste espaço) pretendem que o Príncipe seja eleito e não aclamado, possivelmente exigindo que o mesmo esquema seja aplicado ao Afonso Henriques.
7. Se estes gajos, digo, senhores gajos cripto-republicanos se preocupassem em avançar com propostas credíveis, ainda compreenderia as suas intervenções porém, quando nem sabem apresentar as razões pelas quais se afirmam monárquicos, vão... (a).
Nau
(a) visado pela comissão de censura
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Nº. 1408 - Fim de Semana 39
1. As doenças degenerativas, nomeadamente Alzheimer e Parkinson, não têm cura, embora o processo possa ser retardado. A perda de células nervosas advém da diminuição do volume do cérebro, lentamente, mas com tendência a agravar-se ao longo dos anos.
2. Ser monárquico é optar pela Monarquia o que não é a mesma coisa do que manifestar-se adepto do clube 'A' ou do clube 'B', uma vez que no primeiro caso é exigida racionalidade e nos clubismos mera simpatia. O Portal Comunalista continua a sugerir a discussão destes assuntos até porque Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, sem o estratagema do voto anódino.
3. O acto de cooperar significa colaboração e solidariedade cultivada pelos homens que não ensimesmada contenda no seio destes. Logo, a guerra de interesses entre as unidades cooperativas do mesmo ramo são expectativas lucubradas doentiamente pelos inveterados detractores do cooperativismo.
4. Andámos pela Internet à procura de cogumelos mas, de Chaves, nem novas, nem mandados. Segundo parece, há dois anos, apoios não faltavam para a unidade cooperativa de Chaves avançar, uma vez que bastariam cinco associados para fazer frente às burocracias do costume. De qualquer modo, continuamos atentos às boas novas que os dinamizadores do projecto "Cogumelos de Chaves", de certo, oportunamente apresentarão.
5. Embora dado à estampa, pela Editora Alêtheia, nos primeiros meses do corrente ano, "Olhar o Futuro", autor Ramalho Eanes, é testemunho inestimável da experiência adquirida na primeira fase do regime vigente, optando para os modos de vida que poderão dar melhores resultados. Se não conseguir encontrar um exemplar desta obra, esteja atento à nova edição ou faça reserva na dita editora.
6. A caça ao voto aproxima-se do fim. Os indecisos, como é hábito, nem põem os pés nas assembleias de voto. Porém, a engenharia eleiçoeira dá relevo aos votos apurados, ficando tudo composto nas percentagens imputadas a cada facção política e o resto desaparecido nos votos nulos. Assim, um eleitorado potencial (100%), caso o número de votantes confirmados se aproxime dos 40%, basta o partido mais votado atingir os 21% para ser declarado vencedor, embora corresponda a menos de 9% do eleitorado.
7. Logo, urgente é substituir o voto anódino pelo voto responsável, bandeira do cooperativismo.
Nau
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Nº. 1407 - Luta Popular
1. A caça ao voto aproxima-se do fim. Os indecisos, como já é hábito, nem põem os pés nas assembleias de voto.
2. Porém, a engenharia eleiçoeira apenas dá relevo aos votos apurados, ficando tudo composto nas percentagens imputadas a cada facção política e o resto desaparecido nos votos nulos.
3. Assim, num eleitorado potencial (100%), caso o número de votantes confirmados se aproxime dos 40%, basta ao partido mais votado atingir os 21% para ser declarado vencedor.
4. Embora o partido vencedor represente uma pequena percentagem dos eleitores inscritos, o voto anódino continua do agrado da burguesia possidentibus, posto que confirmada fraude democrática.
5. Claro que a ditadura dos plutocratas ultrapassa todo o tipo de fronteiras, impondo padrões de vida e consumos desbragados; envenenando a população para gaudio da indústria farmacêutica; fomentando guerras para tirar benefícios nos negócios armamentistas.
6. A Economia Social por nós, cooperativistas, almejada, assenta na autogestão e no voto responsável que, extrapolado para a comuna será muralha, cada vez mais forte, para dirimir os ataques dos plutocratas inveterados.
7. Como parceiro preferencial nesta luta popular só resta o PCTP/MRPP cuja presença na Assembleia da República será a hipótese de reforma, até agora, constantemente adiadas.
Nau
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Nº. 1406 - Prelo Real
1. A azáfama editorial, com a aproximação do fim do ano, discretamente, vai dando sinais de vida. Já cheira a letras.
2. Embora dado à estampa, pela Editora Alêtheia, nos primeiros meses do corrente ano, "Olhar o Futuro", autor Ramalho Eanes, é testemunho inestimável. Se não conseguir encontrar um exemplar desta obra, esteja atento à nova edição.
3. A talho de foice, e edição mais antiga da Alêtheia, bom é não perder o livro "Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias", do historiador Pedro Marques Gomes, que muita tinta fará correr nos próximos anos.
4. A pessoa cuja profissão é escrever em jornais, normalmente aventura-se numa composição literária de ficção. Porém, Andreia Vale resolveu explorar, aliás com muito mérito, expressões idiomáticas, ao "Puxar a Brasa à Nossa Sardinha", Manuscrito Editora.
5. Claro que as ficções têm largo público e o romance de duas raparigas na cidade de Nápoles, Itália, após a guerra de 1914-18 é pano para mangas na "História do Novo Nome", de Elena Ferrante. Edição Relógio d'Água.
6. "Jesus sem milagres", autor Frederico Lourenço, edição Livros Cotovia. Para Thomas Jeffersosn, a mensagem de Jesus é essencialmente filosófica, porquanto o caminhar sobre as águas, a multiplicação dos pães, etc., são meras alegorias.
7. "Terra - A Herança dos Deuses", autor Alcides Ferreira, Chiado Editora. Evolução ou criação?, pour votre grand plaisir.
Nau
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Nº. 1405 - RAC
1. Andamos pela Internet à procura de cogumelos mas, de Chaves, nem novas nem mandados.
2. Segundo parece, há dois anos atrás, apoios não faltavam para a unidade Cooperativa de Chaves avançar, uma vez que bastariam cinco associados para fazer frente às burocracias do costume.
3. Por outro lado, o número de postos de trabalho previstos (cerca de 200) era bastante interessante, mesmo para uma região famosa pelos seus presuntos assegurando-se um casamento de dignidade e conveniência.
4. As instalações para o cultivo e produção industrial dos cogumelos pareciam asseguradas, tal como a tecnologia indispensável para o efeito, além de bons contactos para a colocação do produto no mercado externo.
5. Tornando o quadro ainda mais interessante, pareciam auspiciosos os ventos que sopravam lá da banda da autarquia que, na altura nos foi confidenciado, era formada por uma equipa bastante dinâmica.
6. Os fundos comunitários para investimentos industriais, por vezes, são problemáticos, devido à burocracia de Bruxelas, mas nada melhor do que mãozinha do Ministério da Agricultura uma vez que, se a montanha não vem a Maomé, vai Maomé a esta.
7. De qualquer modo, continuamos atentos às boas novas que os dinamizadores do projecto "Cogumelos de Chaves", de certo, oportunamente anunciarão.
Nau
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Nº. 1404 - Doutrina Cooperativista
1. O acto de cooperar significa colaboração e solidariedade cultivada pelos homens que não ensimesmada contenda no seio destes.
2. A guerra de interesses entre as unidades cooperativas do mesmo ramo são expectativas lucubradas doentiamente pelos inveterados detractores do cooperativismo.
3. Claro que a pertinente legislação em vigor contempla, em regra, o espírito cooperativo, embora a essência deste se verifique na prática que não em boas intenções.
4. Toda a acção propriamente dita exige um mínimo de coordenação não sendo estimável que esta se feche em círculos cada vez mais restritivos.
5. Por outro lado, a dinâmica geratriz de projectos deverá pertencer exponencialmente aos associados, jamais ficando limitada aos actos administrativos.
6. A passividade do resquício individualista tendencialmente converte o associado em membro do clube em que paga quotas apenas para usar o emblema e a cor do seu aprazimento.
7. Bom é ter presente que o cooperativismo não é liberal, nem socialista - apenas a terceira via.
Nau
domingo, 20 de setembro de 2015
Nº. 1403 - Portal Comunalista
1. Ser monárquico é optar pela Monarquia o que não é a mesma coisa do que manifestar-se adepto do clube "A" ou do clube "B", uma vez que no primeiro caso é exigida racionalidade e nos clubismos mera simpatia.
2. Além disso, a tradição é simples apego aos usos e costumes antigos que não uma arte de governar os povos, nem tão-pouco uma doutrina religiosa que deva ser comungada por todos, sem excepção.
3. Por outro lado, optar por um conjunto de ideias e princípios conotados com a liberdade política, civil, económica, religiosa, etc., é identificar-se com o "Estado de Direito" de inspiração burguesa e fundamento da plutocracia.
4. Como alternativa, poderá enveredar pelo socialismo o qual consiste num sistema político-económico e domínio do "Estado Burocrático" nos bens de produção e consumo, bem como uma distribuição das riquezas com a abolição do capital.
5. Variantes do liberalismo timocrático estadunidense ou caudilheiro e do socialismo burocrático nazista, social-fascista ou de cariz gravoso estalinista, tudo tem sido ensaiado, até como nova crença religiosa, verificada na maior parte dos partidos comunistas europeus... e não só europeus.
6. A terceira via, aqui defendida, tem por objectivo a construção de uma Economia Social baseada num sistema associativo, isto é, nas unidades cooperativas, para combater o capitalismo, tanto o liberal plutocrático, como o socialista burocrático.
7. O Portal Comunalista continua a sugerir a discussão destes assuntos até porque Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, sem o estratagema do voto anódino universal.
Nau
sábado, 19 de setembro de 2015
Nº. 1402 Psyche
1. As doenças degenerativas, nomeadamente Alzheimer e Parkinson, não têm cura, embora o processo possa ser atrasado.
2. Raramente os sintomas evoluem com rapidez, podendo o estado de degeneração inicial manter-se inalterado durante 10 a 15 anos.
3. A perda de células nervosas advém da diminuição do volume do cérebro, lentamente, mas com tendência a agravar-se ao longo dos anos.
4. Em fases avançadas, os pacientes tornam-se incapazes de cuidar de si próprios, ficando acamados, com incontinência urinária e fecal.
5. A deterioração das funções psíquicas, nomeadamente das faculdades intelectuais - memória e atenção - além das faculdades emotivas, são os sinais inequívocos daquelas doenças.
6. Os pacientes na fase inicial dos sintomas atrás referidos poderão levar uma vida quase normal, embora seja necessário ajudá-los na execução de certas tarefas de risco, dada a frequência dos esquecimentos.
7. As casas de saúde, os lares, os centros para a terceira idade são hipóteses a considerar, uma vez que o afastamento total do convívio seja contraproducente.
Nau
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Nº. 1401 - Fim de Semana 38
1. Sem dúvida que era a robustez física e moral que motivava o desprendimento de Sócrates em relação à vida, bastando-lhe uma consciência justa (paz) e a boa companhia dos que eram próximos para o confortar.
2. Forçoso é sublinhar que o comunalismo se consolida pela disseminação do espírito cooperativista, tendo a comuna por células a cooperação. Vamos a caminho dos 30 000 visitantes em 4 anos, mas valerá a pena, segundo a apatia geral, prosseguir neste combate?
3. No "Hino ao Cooperativismo", música de Claudinei Alves de Oliveira e letra desta em co-autoria com Maria Dolores Figols Costa, bom é recordar a primeira quadra: Um por todos e todos por um/ É o nome desta bandeira/ Que tremula, levando a esperança/ Aos cooperadores da Terra inteira.
4. Quem estiver interessado em divulgar as suas actividades (como cooperador ou por incumbência da administração da cooperativa) será, naturalmente, bem-vindo, uma vez que as boas experiências são gratas ao ouvido e as menos boas poderão ser um precioso aviso à navegação.
5. O cheiro a letras frescas não se vai limitar ao "Olhar o Futuro" de Ramalho Eanes, Editora Alêtheia; "Os saneamentos Políticos no Diário de Notícias" do historiador Pedro Marques Gomes, da mesma editora.
6. Além do "Puxar a Brasa à Nossa Sardinha", de Andreia Vale, Manuscrito editora; "Histórias do Novo Nome", de Elena Ferrante, edição Relógios de Água; "Jesus sem milagres" de Frederico Lourenço, edição Livros Cotovia; "Terra - a Herança dos Deuses" de Alcides Vieira, Chiado Editora, são algumas das nossa sugestões.
7. As unidades cooperativas em articulação com os residentes de um determinado espaço geográfico formam a comuna e o conjunto destas o Reino, sendo a figura midiática do Rei - hereditária e vitalícia - o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Nº. 1400 - Luta Popular
1. A luta popular é mais uma expressão mítica do que um enunciado prático, dado que o povo apenas reage a quente, isto é, mais por emoções do que por ímpetos racionais.
2. Grandes privações sofreram os povos ao longo da história (e ainda sofrem) por despotismos execráveis, sem um queixume da própria ralé, todos aceitando a condição servil em relação aos deuses, até que a ambição de algum lobo lá do cume da jerarquia desse à cauda.
3. Logo, a revolta popular ocorre quando os mais altos interesses de alguns se evidenciam, tendo presente que o ditador (até nos nossos dias) tem à sua volta largo número de sequazes que o suportam, atentos a uma qualquer auspiciosa oportunidade particular.
4. Todas jerarquias têm sido construídas a partir daqueles que possuem robusteza física, astúcia, isto é, arte para enganar, salientando-se como cabos de guerra, sacerdotes, feiticeiros, sobretudo estes últimos porquanto, nas horas difíceis, as suas magias são, inequivocamente, bem-vindas.
5. As lojas maçónicas (que tão prestimosas têm sido para a emergência e a consolidação do poder da burguesia) não passam de clubes elitistas os quais, sempre que lhes convém, se transformam em corifeus do povo ignaro, dando o cariz popular à luta dos encapotados habituais.
6. Nós, cooperativistas, até a simples ideia de chefes nos complica com os nervos uma vez que a cooperação não exige liderança mas tão-somente o diálogo e o consenso, pois também o elemento anatómico que é a unidade morfológica dos seres vivos, harmonizam-se e, sem batutas, são bom exemplo do que é uma eficiente autogestão.
7. As unidades cooperativas em articulação com os residentes de um determinado espaço geográfico formam a comuna e o conjunto destas o Reino, sendo a figura midiática do Rei, hereditário e vitalício, o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Nº. 1399 - PR: O Engenheiro, II
1. O projecto exigido pelo pai do JMC era canja. Difícil seria fazer entrar no mesmo o fabricante gaulês pelo que uma viagem à Europa, passando por Lisboa, seria o ponto nevrálgico da negociação.
2. Nas oficinas paternas veículos militares de marca francesa tinha presença certa, umas para beneficiação de chaparia, outras para a revisão dos motores, havendo um bem montado circuito para a angariação de sobressalentes, ora por lisboa através de uma firma associada, ora directamente pela empresa de Luanda.
3. Segundo JMC apurara lá pelos meandros do Clube Naval, tanto o exército, como o governo da província não levantariam qualquer objecção caso os veículos - tanto para o serviço militar em campanha, como para o comércio local - fossem montados ali à porta de casa, o que reduziria o compasso de espera verificado na aquisição de sobressalentes.
4. Há já algum tempo, automóveis eram montados em Portugal, obrigando os condicionalismos industriais à incorporação de mão de obra qualificada e de produtos portugueses, o que deu azo ao florescimento de firmas subsidiárias. Porém, no caso angolano, bastaria a mão de obra local, esta monitorizada pelos técnicos franceses.
5. Concertado o sítio da linha de montagem (num recuperado e magnífico armazém do pai) e o fornecimento dos jigs, bem como das encomendas regulares de CKD, o Kit de ensaio avançou à velocidade de cruzeiro, logo que as cartas de crédito bancário foram abertas a favor do licenciador gaulês.
6. Nem tudo foi simples. Primeiro, o volumoso investimento paterno vacilava, mesmo com o apadrinhamento do governo local; depois a perspectiva burocrática (entenda-se, atrasos) verificada nos pagamentos do material fornecido ao exército pesou forte, além da ameaça dos movimentos independentistas fazer gorar tal projecto.
7. Pouco a pouco todos foram contemplados. Ao pai foi garantida o encaminhamento de capitais silenciosos para algures na Europa; ao governo local o prestígio de um potencial fabricante dentro de portas; ao exército em campanha, fornecimentos regulares; aos independentistas, futuras vantagens. O resto fica para o próximo apontamento.
Nau
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Nº. 1398 - Real Actividade Cooperativista
1. Real devido à sua existência verdadeira, não imaginária e/ou fantasiosa.
2. Actividade, presumida pela imagem projectada nas estruturas, nos programas e nos resultados anunciados que a caracterizam e a enobrecem.
3. Cooperativista por corresponder à doutrina defendida neste espaço que opõe o acto de cooperar, a colaboração e a solidariedade ao efeito da apropriação, tornar próprio.
4. A real actividade cooperativista torna-se mais dinâmica que não informal quando apresentada pelos órgãos directivos ou meros cooperadores.
5. Durante algum tempo, apoiamo-nos na informação disponibilizada nos boletins da "CASES - Cooperativa António Sérgio da Economia Social" mas os mentores cá do sítio não aprovaram tal iniciativa.
6. Quem estiver interessado em divulgar as suas actividades, como cooperador ou por incumbência da direcção da sua cooperativa, será sempre bem-vindo.
7. As boas experiências são gratas ao ouvido e as menos boas poderão ser um precioso aviso à navegação, até pela hipótese de se questionar como tais dificuldades poderão ser eventualmente ultrapassadas.
Nau
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Nº. 1397 - Doutrina Cooperativista
1. O "Hino ao Cooperativismo", música de Claudinei Alves de Oliveira e letra desta em co-autoria com Maria Dolores Figols Costa, está a ser disponibilizado, com o suporte de voz, em muitos espaços da Internet.
2. "Os pioneiros em Rochdale
Ensinaram uma grande lição
Somando forças venceram percalços
Criados pela Revolução.
3. Um por todos e todos por um
É o lema desta bandeira
Que tremula, levando esperança
Aos cooperadores da Terra inteira.
4. Espalhados por todos os rincões
Onde quis a miséria imperar
Vem triunfar o cooperativismo
Para a prosperidade levar.
5. Os pinheiros são dois e retratam
No seu símbolo a imortalidade
Perseverança diária na luta
E na terra fecundidade
6. O amarelo do sol simboliza
Fonte de calor e energia
E o verde a força vital
Da natureza esguia
7. E na continuidade do circulo
Que representa a vida eterna
Buscamos forças para nos unirmos
o que nuca se quebra"
Nau
domingo, 13 de setembro de 2015
Nº. 1396 - Portal Comunalista
1. O Portal dá a entender uma grande entrada para um magnífico edifício.
2. Aqui, o magnífico edifício é bem visível por corresponder aos fundamentos do cooperativismo.
3. Quanto à dimensão do portal, começamos a ter sérias dúvidas pois, até à presente data, ninguém por ele passou.
4. Das duas uma: ou os cépticos quanto à doutrina cooperativistas são demasiado cabeçudos ou as ramificações aéreas dos contrários são tais que batem na estrutura do portal.
5. Por outro lado, bom é sublinhar que o comunalismo se consolida pela disseminação do espírito cooperativista, tendo a comuna por células a cooperação.
6. Ainda com os cheiros da vilegiatura e adestrando armas para a escola da vida quem é que bota palavra acerca do cooperativismo?.
7. Vamos a caminho dos 30 000 visitantes em menos de 4 anos. Valerá a pena prosseguir neste combate?.
Nau
sábado, 12 de setembro de 2015
Nº. 1395 - Psyche
1. Os problemas - questões que carecem de resolução - acompanham todas as idades e não acabam com o avançar dos anos.
2. Quando perguntaram a Sófocles (já na sua recta final) o que esperava da vida este deu a entender ser a mera companhia de pessoas capazes, próximas do seu tempo.
3. Uma vez que já não podia comer, nem beber com o prazer doutrora e as aventuras amorosas refugiavam-se todas no longo passado, Sófocles perdera qualquer encanto pela vida.
4. Da boa mesa Sófocles nutria ainda algumas saudades, mas da vida galante lamentava as vezes sem conta em que ficara desiludido, porém reincidindo nos mesmos erros.
5. Sócrates, mantendo-se calmo e aparentemente feliz, era suposto não sentir o peso dos anos, o que não seria o caso de Cefalus cuja boa disposição na avançada idade era atribuída à riqueza pessoal e boa saúde.
6. Talvez a robustez física de Sócrates residisse no desprendimento que este nutria em relação à vida, bastando a consciência justa e a boa companhia para o confortar.
7. Da "Republica", basta Platão.
Nau
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Nº. 1394 - Fim de Semana 37
1. A interpretação dos fenómenos sociais tem por substrato o modelo, sendo o real caótico sem tal recurso, embora este não passe de uma construção da mente, será a única via para a interpretação dos fenómenos sociais.
2. Confundir, por irreflexão ou interesses partidários, o comunalismo com seitas religiosas, o anarquismo universitário, os movimentos nefelibatescos e/ou o comunismo estalinalista é cultivar erros crassos. Porém, quem pretender colaborar neste espaço com o objectivo de melhor esclarecer tais assuntos, será em todo o tempo bem-vindo.
3. Socialistas e liberais encontram-se conluiados num rotativismo em tudo semelhante às últimas três décadas da Monarquia, acossados por uma esquerda radical. Contudo, nós somos cooperativistas, defendemos uma Economia Social e não nos revemos no regímen político vigente.
4. O Estado de Direito é o recurso da burguesia possidentibus. A liberdade - capacidade de ir até aos limites morais, dos costumes e dos deveres - é refrigério espiritual e um dos fundamentos do cooperativismo. Porém, a igualdade perante a lei, por razões óbvias, nada nos diz, porquanto somos pela equidade, isto é, rectidão - somos intransigentemente cooperativistas.
5. Como é evidente, só tenho dotes para a literatice, esforçado na questão do cooperativismo, dado que presumo ser a única doutrina capaz de dirimir os efeitos perversos do liberalismo oligárquico, bem como dos socialismos burocráticos.
6. Nada se faz sem esforço - intelectual e/ou físico - pelo que a luta não se resume a um combate entre dois indivíduos, nem ao confronto de modos de pensar diferentes.
7. Urgente é pôr as cartas na mesa. Quem distribui armas e munições aos grupos radicais?.
Nau
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Nº 1393 - Luta Popular
1. Nada se faz sem esforço - intelectual e/ou físico - pelo que a luta não se resume a um combate entre dois indivíduos, nem ao confronto de modos de pensar diferentes.
2. Popular não significa que agrada ao povo, que é feita para o povo, mas tão-somente que é do povo, de todos nós, sem discriminações raciais, culturais ou religiosas, num projecto social comum.
3. O nosso conceito de Reino não se limita à figura do soberano - hereditário e vitalício - embora este seja o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
4. Logo, o Reino significa a Comunidade obviamente de comunas, estas formadas pelo conjunto de pessoas que, num espaço geográfico definido, se governam autonomicamente como células proto-cooperativistas.
5. A cooperativa tem por objecto libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários (usurários, inclusive) alicerçada na autogestão, logo célula onde se verifica o voto responsável.
6. Figurados súbditos do Rei, não toleramos a canga imposta por oligarcas exploradores do trabalho alheio, bem como por demagogos escudados em votos anódinos que apenas servem para o aviltamento da Democracia.
7. Todos os que lutam contra as classes exploradoras são nossos parceiros naturais. No próximo acto eleitoral votamos no PCTP/MRPP.
Nau
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Nº. 1392 - PR: o engenheiro, I
1. Como é óbvio, só tenho dotes para a literatice, esforçada na questão do cooperativismo, dado que presumo ser a única doutrina capaz de dirimir os efeitos perversos do liberalismo oligárquico, bem como dos socialismos burocráticos.
2. No entanto, há histórias de vidas que demonstram à saciedade que o homem realiza-se por golpes do acaso - não é bom, nem é mau; pouco determinado ou muito aventureiro; herói às vezes, poltrão por natureza, em suma: inopinadamente oportunista.
3. Aos 10 anos já o JMC tirava o carro da garagem enquanto o pai, descansadamente, tomava o pequeno almoço. Precoce nas afinações dos motores das viaturas da família, conduzia qualquer delas até ao liceu, sempre que o pai, nas suas deslocações, lhe concedia tal prerrogativa.
4. Embora pouco aplicado nos trabalhos escolares, finalizou o secundário com bom aproveitamento em... inglês e, como os negócios do pai iam de vento em popa, este decidiu que o filho seria engenheiro mecânico, despachando-o para Londres onde deveria inscrever-se num instituto técnico, com uma confortável mesada
5. Boa figura e bons cabedais, o moço lá foi aguentando os frios londrinos contrastantes com as temperaturas cálidas de Luanda, mais com as ausências às aulas do que frequências mas, nas raras deslocações à casa paterna, dava a entender que tudo corria da melhor forma, mantendo-se por Londres a fim de tirar melhor aproveitamento do ensino.
6. Quando, nas contas do pai, o filho já era engenheiro, ordenou que este regressasse a casa, integrando-o numa das suas empresas onde o título académico era relevante, porém o jovem mostrava-se mais activo na vida social de Luanda do que no sector da indústria.
7. Habituado a tirar o máximo proveito do trabalho dos seus colaboradores, o pai do JMC exigiu que o filho lhe apresentasse um projecto digno das suas habilitações, mas os pormenores ficam para o próximo apontamento.
Nau
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Nº. 1391 - RAC
1. Não somos liberais, nem tão-pouco socialistas; somos medularmente cooperativistas.
2. O Estado de Direito é o recurso da burguesia possidentibus. Nós somos cooperativistas, privilegiamos o diálogo e o consenso.
3. A liberdade - capacidade de ir até aos limites morais, dos costumes e dos deveres - é refrigério espiritual e um dos fundamentos do cooperativismo.
4. Porém, a igualdade perante a lei, por razões óbvias, nada nos diz, porquanto somos pela equidade, isto é, rectidão: somos intransigentemente cooperativistas.
5. A fraternidade republicana é adequada às suas origens maçónicas; nós somos cooperativistas e não enfiamos barretes frígios; assumimo-nos como comunalistas, solidários e monárquicos.
6. Claro que à liberdade, igualdade, fraternidade republicanas, opomos, conforme atrás exposto, a Liberdade, a Equidade, a Solidariedade. Somos convictamente cooperativistas.
7. A Comunidade, formada pelo conjunto das comunas, esperançosamente de espírito cooperativista, são o Reino que almejamos, encabeçado por um monarca garante da Liberdade, por este obviar disputas partidárias - soberano hereditário e vitalício.
Nau
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Nº. 1390 - Doutrina Cooperativista
1. A actividade partidária vai em crescendo, até nos núcleos de emigrantes veteranos, motivada pela trafulhice do BES.
2. Os simpatizantes do governo em funções lamentam a falta de pulso deste, na vã tentativa de salvar o banco.
3. Grande parte da oposição acusa o governo de intuitos vingativos, pela proximidade da administração do BES à clientela do PS.
4. Os movimentos mais radicais atacam aqueles dois partidos - o governamental e o candidato ao mesmo - pois o tema é pau de dois bicos.
5. Quanto ao nosso sentido de voto estamos conversados - votar sim, mas no PCTP/MRPP - uma vez que reformas do regímen continuam adiadas ad aeternum.
6. Socialistas e liberais encontram-se conluiados num rotativismo em tudo semelhante às últimas três décadas da Monarquia, acossados por uma esquerda radical.
7. Nós somos cooperativistas, defendemos uma Economia Social e não nos revemos no regímen político vigente.
Nau
domingo, 6 de setembro de 2015
Nº. 1389 - Portal Comunalista
1. O comunalismo tem sido neste espaço frequentemente defendido. Vide apontamento 1352, parag. 2, de 2015/07/26.
2. Confundir, por irreflexão ou interesses partidários, o comunalismo com seitas religiosas, o anarquismo universitário, os movimentos nefelibatescos e/ou o comunismo social-fascista é, indubitavelmente, cultivar erros crassos.
3. O comunalismo religioso assenta em crendices absurdas, cultos a deuses prodigiosos que, pela sua multiplicidade, são mera fraude, nefastas ao género humano.
4. Por outro lado, o anarquismo, conotado com uma rejeição total da intervenção do Estado na vida do indivíduo, faz jus aos movimentos longe da realidade, hippies inclusive.
5. O comunismo, doutrina que preconiza a abolição da propriedade privada, a comunhão de bens e a distribuição destes pela via burocrática, apenas reincide em erros e dá azo a frustrações ainda frescas.
6. De certo que, atento a estes problemas, quem pretender colaborar neste espaço com o objectivo de esclarecer tais assuntos, será em todo tempo bem-vindo.
7. Antecipadamente agradecemos toda a informação relativa a conferências, publicações (convencionais, jornais electrónicos, discussões, etc.) e comentários pessoais acerca desta matéria.
Nau
sábado, 5 de setembro de 2015
Nº. 1388 - Psyche
1. A interpretação dos fenómenos sociais tem por substrato o modelo, sendo o real caótico sem tal recurso.
2. Claro que o real não passa de uma construção da mente, mas única via para a interpretação dos fenómenos sociais.
3. Tanto o sociólogo como o historiador utilizam modelos próprios para a construção da sua realidade, esta isenta de dependências mútuas.
4. Sem um contexto espaço-tempo determinado difícil será a verificação científica da correlação daquelas duas ciências.
5. Embora o geral e o ideal possam ser confundidas como leis, o modelo não passa de uma mera representação idealizada.
6. Porém, a dupla propriedade de geral (quando aplicada a contextos espaço-tempo diversos) e ideal (longe de qualquer realidade concreta) é sempre possível.
7. O conhecimento sociológico científico não ultrapassa o real, nem racionaliza o evento histórico.
Nau
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Nº. 1387 - Fim de Semana 36
1. O corpo do erudito, ao receber o transplante da cabeça do predador, ganha massa muscular, tornando-se mais eficaz para as actividades físicas; o transplante da cabeça do erudito para o corpo do apolíneo receptor torna-se flácido, ganhando experiência intelectual e perdendo a graça varonil.
2. Certo é a troca de cabeças no corpo governamental e da política portuguesa ser apenas redundante, uma vez que os destinos estão traçados e a massa eleitoral agir perfunctoriamente segundo o clube da sua eleição. Por outro lado, faltam deuses laboriosos, não para trocar cabeças, mas para iluminar a cabeça de monárquicos titubeantes.
3. A Comunidade é formada pelas comunas num território geograficamente definido, servindo-se os grupos de pessoas nelas residentes dos meios comuns para lograr um bem-estar próprio e, sendo a cooperação a matriz das comunas, urgente é disseminar a prática cooperativista a fim de que, nas unidades de dimensão adequada aos projectos, os associados possam satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
4. A Revolução Industrial, saudada como uma nova era de abundância e prosperidade universal, recorrentemente utilizou a mão de obra (cada vez mais barata) para atingir os seus objectivos, porém a presumida abundância verificou-se a curto prazo; a prosperidade apenas beneficiou a minoria usurária que passou a controlar a produção, fomentando o consumo.
5. Os valores de milhões de Euros tornados públicos relativos aos ajustamentos efectuados nas diferentes equipas futebolísticas não esclarecem o número e respectivos montantes das luvas contempladas, mas nestas coisas do desporto, as transferências de jogadores envolvem sempre muitas luvas a fim de esconder as impressões digitais implicadas.
6. Em campo estão os vários clubes desportivos seguidos das clientelas habituais (presidentes, treinadores, afilhados, etc.) não existindo qualquer racionalidade na escolha entre o clube-A ou o clube-B, mas todos torcendo pela sua equipa do coração, aparecendo as estrelas de ambos os lados fortuitamente num dos campos por transferências que valem milhões de Euros, o que os adeptos daqueles clubes veem com muito orgulho e satisfação.
7. Ao pretenderem correr com os alemães do continente africano (guerra 1914 -18) os súbditos de S.M. Britânica franquearam as portas em África ao neocolonialismo do tipo norte-americano, consistindo este no controlo económico de países formalmente independentes (do ponto de vista político) mas subordinados por esquemas financeiros e/ou tecnologias patenteadas que tão bons frutos estavam a dar no Novo Mundo.
Nau
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Nº. 1386 - Luta Popular
1. As guerras que tiveram lugar na Europa durante a primeira metade do século transacto - 1914/18 (parte I) e 1939/45 (parte II) - foram o resultado do ardil laboriosamente construído pela Grã-Bretanha para eliminar dois fortes concorrentes industriais.
2. Verdade é que, em vez de robustecer a indústria das Ilhas Britânicas, o envolvimento directo destas naqueles dois conflitos obrigou ao afundamento de navios de passageiros estadunidenses no Atlântico, alegadamente atribuídos aos nazistas germânicos.
3. Ao fim e ao cabo, ao pretenderem correr com os alemães do continente africano onde jaziam muitas riquezas naturais e mão de obra barata, os súditos de S.M. Britânica franquearam as portas ao neo-colonialismo estadunidense que tão bons resultados estavam a dar no Novo Mundo.
4. Como frequentemente temos chamado a atenção, o neo-colonialismo consiste no controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político, mas subordinados por esquemas financeiros e/ou tecnologias patenteadas.
5. Embora com reservas petrolíferas razoáveis, os políticos norte-americanos "convenceram" os aliados das Ilhas Britânicas a ceder o controlo das jazidas de petróleo do Médio-Oriente (Arábia Saudita inclusive) o que lhes permitia maior eficiência no papel de polícias no planeta Terra.
6. Agora a China emerge como a segunda maior economia mundial e novos jogos políticos se avizinham através de múltiplos conflitos regionais e migrações em massa, numa aparente globalização de problemas humanos.
7. A luta popular impõe-se para retirar das mãos de oligarcas doentios e de políticos ronhentos o poder de decisão que a todos nós, povo, pertence.
Nau
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Nº. 1385 - Prelo Real
1. Pretender elaborar uma simples resenha dos livros dados à estampa em pleno campeonato futebolístico não passa pela cabeça de ninguém.
2. O tempo é de acusações provocatórias e de promessas solenes que serão esquecidas na hora da verdade, aquela em que o vilão tem a vara (o cofre, o aparelho partidário, etc.) do poder ao alcance da mão.
3. Em campo estão os vários clubes seguidos pelas clientelas habituais (presidentes, padrinhos, afilhados, etc.) não existindo qualquer racionalidade entre o clube-A ou o clube-B, mas todos torcendo pela sua equipa do coração.
4. Certos jogadores tanto aparecem no clube-A como no clube-B, valendo as transferências sempre milhões de Euros o que os adeptos dos respectivos clubes veem com orgulho e satisfação, quiçá sonhando em arriscar ou lamentar não ter ensaiado tal carreira.
5. Porém, se os falados milhões de Euros das transferências fossem conotados com operações de branqueamento de capitais, pagamento de luvas e coisas da mesma natureza grandes clamores partiriam da multidão, tendo presente as penosas dificuldades que esta enfrenta.
6. Claro que os jogos do campeonato futebolístico não são desporto, apenas espectáculo, e cada um poderá escolher o que mais gosta, com o mesmo empenho e fé com que se dedicava no passado à religião para a qual fora empurrado.
7. Letras são tretas, porém cuidado com aquelas susceptíveis de serem protestadas.
Nau
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Nº. 1384 - RAC
1. O campeonato ainda não iniciou mas os pontapés na bola são notícia em todos os meios da comunicação social.
2. Até há jogos saudados como bons augúrios para as lides que se avizinham, crónicas de jogadores transferidos e de presidentes adoentados.
3. Os milhões de euros tornados públicos pelos ajustamentos nas diferentes equipas não esclarecem o montante das luvas contempladas.
4. Claro que, nestas coisas do desporto, as transferências envolvem sempre muitas luvas a fim de esconder as impressões digitais dos envolvidos.
5. Felizmente que a política à portuguesa nada tem de semelhante com estas coisas do desporto, pois luvas, neste campo, significariam corrupções.
6. Valha-nos um burro aos coices! porquanto mais fácil é passar um corrupto pelo fundo de uma agulha do que uma medida anti-corrupção sair da Assembleia da República.
7. Quanto às actividades cooperativstas nem sombras, nesta altura do campeonato.
Nau
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