segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nº. 1383 - Doutrina Cooperativista


1. A Revolução Industrial, saudada como uma nova era de abundância e prosperidade universal, recorrentemente utilizou a mão de obra (cada vez mais) barata para atingir os seus objectivos.

2. De facto, a abundância presumida verificou-se a curto prazo, enquanto que a prosperidade apenas beneficiou a minoria usurária que passou a controlar a produção, fomentando o consumo.

3. O derrubar de fronteiras que apenas protegiam os interesses dos senhores da região foi bandeira liberal, progressivamente moderada pela política aduaneira em obediência aos interesses da produção.

4. A progressiva mecanização industrial, embora atenuando a vida dura dos trabalhadores, tem mantido estes como força laboral descartável e políticas sociais inconsequentes.

5. Tanto as propostas de cariz liberal como as de feição socialista avançam para uma burocratização emperradora, tornando a população activa ora cliente de companhias de seguros, ora mera pensionista do Estado.

6. O poder de decisão a todos nós, como povo, pertence, pelo que o leviano acto de delegar não é sinónimo de Democracia, mas de estratagemas de demagogos.

7.  A prática cooperativa é a única via para a consolidação de uma autêntica Democracia.

Nau

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