quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Nº. 1379 - Luta Popular
1.Na sua génese, o movimento socialista português não foi anti-monárquico mas essencialmente reformista.
2. O actual PS pouco tem do passado resultando a sua emergência da necessidade do eixo franco-germânico acabar com resquícios autoritários dos anos 20, consolidando o bloco europeu.
3. Claro que os movimentos cívicos, envolvidos na luta surda contra a salazarquia, não se revendo no espírito das Repúblicas I e II, alinharam na sua opção liberal (PPD) progressivamente inflectindo para o socialismo reformista (PSD).
4. A esquerda democrata-cristã que, infiltrada no campo autoritário, desafiava a salazarquia, posicionou-se como centro político e social (CDS) arrebanhando muitos monárquicos que, acreditando numa nova era de liberdade, se tinham inicialmente posicionado no reduto do PPM.
5. O PCP, de obediência moscovita, beneficiando de uma organização clandestina que aglomerava toda esquerda radical, tomou de assalto posições estratégicas no exército, na administração pública e nos movimentos sindicais, desarticulando toda estrutura económica existente à data do 25A.
6. Reagindo contra o descalabro que se avizinhava no horizonte, a juventude estudantil do PCTP/MRPP (1970) cedo reagiu contra as directrizes sociais-fascistas do PCP, apoiando-se na ideologia política de Mao Tsé-Tung que, na revolução cultural permanente, não dá tréguas no combate à tendência burocrática e revisionista da direcção comunistóide.
7. Fiel aos seus fundamentos, o PCTP/MRPP continua no bom combate sendo este o único partido digno do voto dos cooperativistas monárquico-comunalistas no próximo acto eleitoral.
Nau
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