segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nº. 1383 - Doutrina Cooperativista


1. A Revolução Industrial, saudada como uma nova era de abundância e prosperidade universal, recorrentemente utilizou a mão de obra (cada vez mais) barata para atingir os seus objectivos.

2. De facto, a abundância presumida verificou-se a curto prazo, enquanto que a prosperidade apenas beneficiou a minoria usurária que passou a controlar a produção, fomentando o consumo.

3. O derrubar de fronteiras que apenas protegiam os interesses dos senhores da região foi bandeira liberal, progressivamente moderada pela política aduaneira em obediência aos interesses da produção.

4. A progressiva mecanização industrial, embora atenuando a vida dura dos trabalhadores, tem mantido estes como força laboral descartável e políticas sociais inconsequentes.

5. Tanto as propostas de cariz liberal como as de feição socialista avançam para uma burocratização emperradora, tornando a população activa ora cliente de companhias de seguros, ora mera pensionista do Estado.

6. O poder de decisão a todos nós, como povo, pertence, pelo que o leviano acto de delegar não é sinónimo de Democracia, mas de estratagemas de demagogos.

7.  A prática cooperativa é a única via para a consolidação de uma autêntica Democracia.

Nau

domingo, 30 de agosto de 2015

Nº. 1382 - Portal Comunalista


1. A Comunidade é formada pelas comunas num território geograficamente definido, servindo-se os grupos de pessoas nelas residentes dos meios comuns para lograr um bem-estar próprio.

2. Sendo a cooperação a matriz das comunas, urgente é disseminar a prática cooperativista a fim de que, nas unidades de dimensão adequada aos respectivos projectos, os associados possam satisfazer as suas necessidades sociais, económicas e culturais.

3. O diálogo entre energúmenos que se verifica nos meios da comunicação social - até exacerbado por boa gente em privado - apenas satisfaz o ego de alguns e/ou amarfanha as frustrações da maioria dos votantes o que, transposto para a próxima consulta popular, resultará nas habituais engenharias eleiçoeiras.

4. Certo é os monárquicos não se puderem apresentar como uma sólida alternativa ao regímen vigente, uma vez que , ao parlamentarismo de cariz partidocrático, opõem uma solução política da mesma jaez.

5. Argumentar que o soberano hereditário e vitalício vantajosamente substitui o soberano a prazo que se perfila no horizonte é conversa fiada, uma vez que esse é o trunfo usado pelos Presidentes republicanos para apoiar ou contrariar as maiorias parlamentares.

6. Por outro lado, o governo do Rei com ministros pontualmente referendados pelo parlamento é chão que já deu uvas, pois ensaiado em França pela via presidencialista, mostra frutos bem amargos que até le petit monsieur Hollande  não consegue disfarçar.

7. O choque da 1ª República foi uma calamidade, penosamente sofrida durante a 2ª República; a 3ª República continua sem Rei nem Norte. Resta-nos votar no PCTP/MRPP a fim de que a voz da razão entre na Assembleia da República.

Nau

sábado, 29 de agosto de 2015

Nº. 1381 - Psyche


1. No livro "Cabeças Trocadas" de Thomas Mann, o corpo enfezado do erudito, ao receber o transplante da cabeça do predador, ganha massa muscular, tornando-se mais capaz para as actividades físicas.

2. Por outro lado, o transplante da cabeça do erudito no corpo do apolíneo receptor torna este flácido, ganhando experiência intelectual e perdendo a graça varonil.

3. Claro que tais portentosas transformações apenas são possíveis devido à intervenção dos deuses, embora a ginástica mental em corpo são também faça milagres.

4. Razoáveis dúvidas são pertinentes quanto à possibilidade do corpo franzino do ex-intelectual, ao adquirir massa muscular, não tenha mantido impulsos equilibrados em relação à cultura do espírito.

5. Certo é a troca de cabeças no corpo governamental e da política portuguesa ser apenas redundante, uma vez que os destinos estão traçados e a massa eleitoral agir perfunctoriamente segundo o clube da sua eleição.

6. A cooperação a todos os níveis e o consenso como prática sistemática no seio da comunidade prescindirá de trocas de cabeças, dado que a cultura baseada na acção é mais importante do que a mera especulação.

7. Em suma: faltam deuses laboriosos, não para a troca mas para iluminar a cabeça de monárquicos titubeantes.

Nau

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Nº. 1380 - Fim de Semana 35


1. Aquilo que somos devemos às sábias mestras que nos tutelam desde os primeiros passos: a dor e o prazer. Logo, as emoções alteram o raciocínio pelo que importa é manter a cabeça fria.

2. Largo número de monárquicos defende a instituição política da sua preferência como se um clube desportivo fosse, com um apoio incondicional aos representantes da sua cor preferida; sem avançar com projectos reformadores.

3. Muitos simpatizantes monárquicos - ultrapassando a Idade Média e rondando o Absolutismo Divinal - fixam-se no parlamentarismo vintista que, a largos passos, descambou nos desequilíbrios orçamentais que duraram até à primeira década do século transacto.

4. A assustadiça classe média, sem uma grande burguesia de rectaguarda, procurou o suporte de caudilhos militares, indo cair nos braços de um ditadorzeco civil e provinciano que prometia ordem nas ruas, santos nos altares e equilíbrios orçamentais, carecendo todas as despesas administrativas da sua aprovação prévia, coincidindo esta com a entrada de contrapartidas nos cofres da Fazenda Pública.

5. O mundo cooperativo afirma-se em diversos campos, tais como as unidades de consumo, de educação, de habitação, de produção, de saúde, de trabalho, de turismo e lazer, bem como a muitas outras actividades, sem fins lucrativos.

6. A propalada globalização, tendo por centro dinâmico o núcleo duro dos oligarcas que a financia (tanto a produção como o consumo) impondo marcas e técnicas patenteadas, tem por contrapartida os regionalismos/nacionalismos espúrios cultivados a esmo.

7. Fiel aos seus fundamentos, o PCTP/MRPP continua no bom combate sendo este o único partido digno do voto dos cooperativistas monárquicos cooperativistas no próximo acto eleitoral.

Nau

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Nº. 1379 - Luta Popular


1.Na sua génese,  o movimento socialista português não foi anti-monárquico mas essencialmente reformista.

2. O actual PS pouco tem do passado resultando a sua emergência da necessidade do eixo franco-germânico acabar com resquícios autoritários dos anos 20, consolidando o bloco europeu.

3. Claro que os movimentos cívicos, envolvidos na luta surda contra a salazarquia, não se revendo no espírito das Repúblicas I e II, alinharam na sua opção liberal (PPD) progressivamente inflectindo para o socialismo reformista (PSD).

4. A esquerda democrata-cristã que, infiltrada no campo autoritário, desafiava a salazarquia, posicionou-se como centro político e social (CDS) arrebanhando muitos monárquicos que, acreditando numa nova era de liberdade, se tinham inicialmente posicionado no reduto do PPM.

5. O PCP, de obediência moscovita, beneficiando de uma organização clandestina que aglomerava toda esquerda radical, tomou de assalto posições estratégicas no exército, na administração pública e nos movimentos sindicais, desarticulando toda estrutura económica existente à data do 25A.

6. Reagindo contra o descalabro que se avizinhava no horizonte, a juventude estudantil do PCTP/MRPP (1970) cedo reagiu contra as directrizes sociais-fascistas do PCP, apoiando-se na ideologia política de Mao Tsé-Tung que, na revolução cultural permanente, não dá tréguas no combate à tendência burocrática e revisionista da direcção comunistóide.

7. Fiel aos seus fundamentos, o PCTP/MRPP continua no bom combate sendo este o único partido digno do voto dos cooperativistas monárquico-comunalistas no próximo acto eleitoral.

Nau

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Nº. 1378 - Prelo Real


1. "Amigos, cento e dez ou talvez mais" têm chamado a atenção para o facto de, embora sejam muitos os que passam os olhos pelos apontamentos deste espaço, ninguém comenta as teses aqui defendidas.

2. Para confirmar a regra, a excepção é personalizada por um cidadão brasileiro que, à semelhança de muitos nefelibatas que pela Internet medram, entende ser a aristocracia o estrato social, poderoso e abastado, dos tempos idos, provavelmente agora consubstanciado na nata da classe dirigista da sociedade do presente.

3. O "provavelmente agora consubstanciada na nata dirigista do presente" é a interpretação que faço da encaprichada defesa da aristocracia por alguns que continuam a presumir ser a comunidade dos nossos dias formada pelos governantes e a carneirada habitual.

4. A propalada globalização em curso, tendo por centro dinâmico o núcleo duro dos oligarcas que a financia - tanto a produção como o consumo - impondo marcas e técnicas patenteadas nos diferentes mercados, tem por contrapartida os regionalismos/nacionalismos espúrios cultivados a esmo.

5. Cabe a nós, defensores de uma Economia Social, lutar pela disseminação da ideia cooperativista; demonstrar que a Comunidade é formada pela multiplicação de comunidades com uma raiz comum: a cooperação; sublinhar que no Reino não se verificam discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

6. Somos monárquicos porquanto estamos cientes que os soberanos a prazo de génese partidária apenas defendem as cores da sua preferência; somos pela autogestão, pelo diálogo e pelo consenso pois estes são o fundamento do cooperativismo.

7. Temos presente que todas as religiões são fraude e nefastas ao género humano, pelo que não enchemos páginas com santos e não defendemos aquilo em que não acreditamos.

Nau

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Nº. 1377 - Real Actividade Cooperativa


1. CONSUMO: as cooperativas adquirem bens de consumo a preços de conveniência - produtos alimentares, roupas, material escolar, etc. - para os seus associados.

2. EDUCAÇÃO: processos de desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais e morais dos seus associados, visando a sua melhor integração individual e social.

3. HABITAÇÃO: compra de casa própria e/ou projectos da construção da mesma por custos controlados e dentro das possibilidades dos cooperantes.

4. PRODUÇÃO: unidades dedicadas à produção de bens fungíveis e mercadorias comercializáveis em plataforma comum.

5. SAÚDE: destinada à preservação e recuperação da saúde dos associados, congregando profissionais de várias áreas.

6. TRABALHO: organização e administração de actividades profissionais dos associados prestadas por estes no sector comercial e/ou de serviços técnicos.

7. TURISMO E LAZER: disponibilização de habitação e serviços a potenciais clientes e/ou associados em instalações próprias ou contratadas para o efeito.

Nau

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nº. 1376 - Doutrina Cooperativista


1. Tentar dialogar com monárquicos acerca da doutrina cooperativa é como recomendar o uso de faca e garfo a trogloditas.

2. O facto de, muitos simpatizantes monárquicos - ultrapassando a Idade Média e rondando o absolutismo divinal - fixam-se no parlamentarismo vintista que, a largos passos descambou nos desequilíbrios orçamentais que duraram até à primeira década do século transacto.

3. Claro que os republicanos cá do burgo, orquestrados pelas Lojas Maçónicas de inspiração burguesoide e um anarquismo messiânico, não tolerando outros credos religiosos, afirmavam libertar o povo ignaro quando o último frade tivesse sido enforcado nas tripas do último padre.

4. A assustadiça classe média, sem grande burguesia de apoio, procurou o suporte de caudilhos militares indo cair nos braços de um ditadorzeco civil e provinciano que prometia ordem nas ruas, santos nos altares e equilíbrios orçamentais, carecendo todas as despesas administrativas da sua aprovação prévia, coincidindo esta com a entrada de contrapartidas nos cofres da Fazenda Pública.

5. Tarde a Europa compreendeu as vantagens do neo-colonialismo - submissão das economias débeis aos interesses das grandes economias industriais - comandado por oligarcas apátridas que tanto financiam a produção como o consumo, manipulando centros decisórios com parte dos lucros arrecadados.

6. Novas fontes energéticas e amigas do ambiente encontram-se em fase de aperfeiçoamento podendo tornar a vida do homem menos penosa e mais confortável, sem a tendência da exploração tradicional do homem pelo homem.

7. O que importa é abjurar a apropriação e optar pela cooperação.

Nau

domingo, 23 de agosto de 2015

Nº. 1375 - Portal Comunalista


1. Fizemos uma peregrinação a espaços assumidos como monárquicos na Internet e ficamos com a impressão que estes existem por desejos doentios de merecer a admiração dos outros.

2. A lista dos nomes dos que se propõem manter em funções tais espaços é impressionante, porém a intervenção destes vai escasseando após o solene aparecimento até ao silêncio sepulcral.

3. Os raros comentadores que por lá passam limitam-se a blasonar fidalguias - nomes sonantes e heráldicas anacrónicas - sem expor uma tese consistente; sem acrescentar uma ideia factível.

4. Largo número de monárquicos defende a instituição política da sua opção como se um clube desportivo fosse, com um apoio incondicional aos representantes da sua cor preferida; sem avançar com projectos reformadores.

5. Contra o parlamentarismo e a partidocracia do regímen vigente defendem os monárquicos um parlamentarismo e uma partidocracia esperançosamente incorruptível; outros defendem o governo do rei em que este se comprometeria a substituir os ministros caídos em desgraça.

6. A confusão no campo monárquico é tão grande que há também aqueles que perdem tempo a espingardear o herdeiro da Coroa Portuguesa esquecendo que o soberano hereditário é o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

7. O bom senso recomenda mais ponderação e menos aleivosias. Para quando discutir o CMC, isto é, o cooperativismo monárquico-comunalista?.

Nau

sábado, 22 de agosto de 2015

Nº. 1374 - Psyche


1. Aquilo que somos devemos às sábias mestras que nos tutelam desde os primeiros passos: a dor e o prazer.

2. Estratégias intelectuais e culturais foram desenvolvidas nos primórdios das civilizações para amenizar os atritos entre os homens e facilitar a tomada de decisões.

3. Toda actividade cerebral é condicionada por estímulos geneticamente industriados a construir uma extensa rede de circuitos que predispõem os nossos comportamentos.

4. A dor e o prazer fazem parte das reacções emocionais do homem, podendo ser alteradas pela educação, intervenções cirúrgicas ou processos medicamentosos.

5. O contributo da neurologia e da medicina vai no sentido de aliviar o sofrimento, podendo também proporcionar o bem-estar pela eliminação de qualquer desconforto.

6. Porém, bom senso e sabedoria prevalecem no trabalho dos investigadores científicos, o mesmo não sendo provável na actividade daqueles que se presumem condottiere inatos.

7. As emoções alteram o raciocínio pelo que importa é manter a cabeça fria.

Nau

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Nº. 1373 - Fim de Semana 34


1. O aumento das perspectivas de vida dão azo a um desequilíbrio geracional em que os idosos ultrapassam o nível das reservas matemáticas das pensões constituídas, não tendo a juventude, ainda fora do sector produtivo, capacidade para uma adequada reposição.

2. Tem aqui sido frequentemente sublinhado que o moderno conceito de Reino corresponde à Comunidade de pessoas sem preconceitos sociais, raciais, políticos ou religiosos, espelhando assim a célula generatriz - a cooperativa.

3. Segundo os vigilantes ao serviço deste espaço, até para a maioria dos monárquicos, o tema "Aristocracia & Nobreza" é displicente e, sobretudo, anacrónico.

4. A Real Actividade Cooperativa (RAC) é campo semanal obrigatório e destina-se a chamar a atenção dos eventuais visitantes para projectos e programas das cooperativas, tanto do rectângulo Ibérico, como das unidades d'além-mar.

5. Logo, para o efeito desejado, deverão ser os visitantes a indicar as obras selecionadas o que não exigirá grandes esforços da parte dos seleccionadores.

6. Talvez à laia de comentário, semanalmente, no Prelo Real, os visitantes poderão indicar, em singelo parágrafo, título da obra e nome do autor recomendado.

7. Urgente é dar acesso a novas correntes políticas na Assembleia da República, sem correr o risco de votar em alegados movimentos cívicos que, por falta de ideias e disciplina, se esboroarão em meras capelinhas. No próximo acto eleitoral, vota PCPT/MRPP.

Nau

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Nº. 1372 - Luta Popular


1. Os partidos do arco governamental disputam a primazia nas próximas eleições.

2. A esquerda, em funções de serviço doméstico na Assembleia da República, arrepia-se com a ideia de maiorias absolutas, fazendo negaças ao PS.

3. Claro que a sobrevivência do Bloco de Esquerda reside numa eventual sangria para ajudar o PS o que, como facilmente se compreende, desagrada ao quinteto directivo.

4. O PCP resistirá nos fortins habituais, dado que a população lá do sítio está ciente que o trabalho precário disponibilizado apenas será mantido enquanto se verificar apoio indefectível ao partido.

5. Por outro lado, de pés e mãos atados em Bruxelas - secretamente aguardando substanciais promessas estadunidenses - os maiorais dos partidos sabem que pouco ou nada poderão fazer, para lá do que foi imposto.

6. Logo, o que importa é dar acesso a novas correntes políticas na Assembleia da República, sem correr o risco de votar em alegados movimentos cívicos que, por falta de ideias e disciplina, se esboroarão em meras capelinhas.

7. No próximo acto eleitoral o voto da esperança tem por nome PCTP/MRPP.

Nau

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Nº. 1371 - Prelo Real


1. O número diário de visitantes neste espaço (embora visitantes silenciosos) é o nosso refrigério.

2. Espaço dedicado à actividade editorial, várias facetas destas têm sido ensaiadas: selecção de autores e obras; críticas esporádicas; projectos adiados e outras coisas mais.

3. Porém, o que importa é auscultar a opinião dos visitantes, eventualmente votando no autor e/ou obra do agrado daqueles que nos visitam.

4. Logo, para o efeito desejado, deverão ser os visitantes a indicar as obras selecionadas o que não exigiria grandes esforços dos selecionadores.

5. Talvez à laia de comentário, semanalmente, no Prelo Real, os visitantes poderiam indicar, em singelo parágrafo, título da obra e nome do autor recomendado.

6. Nas semanas seguintes os interessados poderiam indicar, pela mesma via, os pontos atribuídos às obras eleitas, tudo numa só linha e nunca ultrapassando um parágrafo.

7. Do nosso lado, após ter tomado conhecimento da última votação (de 1 a 7 pontos) daríamos conhecimento, na semana seguinte, dos resultados apurados.

Nau

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Nº. 1370 - RAC


1. REAL por existência verdadeira, servindo igualmente para amplificar o significado do tema aqui inserido o qual exprime a ideia de exemplo e projecção.

2. ACTIVIDADE, sublinhando a dedicação completa ou forte inclinação para as lides (azáfama e/ou disputas com argumentos e razões) do âmbito e autenticidade cooperativa.

3. COOPERATIVISTA, função dedicada basicamente ao sistema associativo fundado no princípio da cooperação para combater tanto o capitalismo oligárquico, como o capitalismo burocrático - socialista e/ou social-fascista.

4. A Real Actividade Cooperativista (RAC) é campo semanal obrigatório e destina-se a chamar a atenção dos eventuais visitantes para o projecto e/ou programas das cooperativas, tanto do rectângulo da Península Ibérica, como das unidades de além-mar.

5. Por esta via, sistemática e persistentemente, procuramos motivar aqueles envolvidos nestas questões cooperativistas a expor as suas experiências neste sector, bem como a levar ao conhecimento de novos segmentos públicos a actividade em que se encontram envolvidos.

6. Claro está que este nosso apelo se estende a todos os continentes - Europeu, África, Oceânia, Ásia, não esquecendo o Novo Mundo - onde se encontre um português ou um falante lusófilo.

7. Darem-se as mãos em projectos cooperativistas e numa amplitude planetária é procedimento responsável.

Nau

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Nº. 1369 - DC: Caro Sérgio Sodré


1. A sua visita diária a este espaço é saudada com muito agrado.

2. Lamentamos apenas o facto da sua presença ser limitada ao apontamento que se dignou comentar aqui há um par de anos.

3. Ao tema do seu apreço já dedicámos vários apontamentos - talvez uns dez! - mas a esses, embora em carta aberta, não suscitaram qualquer comentário da sua parte.

4. Segundo os vigilantes de serviço, até para a maioria dos monárquicos, o tema "Aristocracia & Nobreza" é displicente e, sobretudo, anacrónico.

5. Porém, viciando as estatísticas, o único comentário exposto ainda não foi eliminado por vir do outro lado do Atlântico.

6. Assim sendo, encarecidamente agradecemos ao nosso obstinado visitante que se coíba de tal peregrinação.

7. Os cooperativistas monárquico-comunalistas antecipadamente agradecem.

Nau

domingo, 16 de agosto de 2015

Nº. 1368 - Portal Comunalista


1. Tenho frequentemente sublinhado que o moderno conceito de Reino corresponde à comunidade de pessoas sem preconceitos sociais, raciais, políticos ou religiosos, espelhando assim a célula generatriz: a cooperativa.

2. Sendo o consenso - disposição natural para realizar acordos - um dos fundamentos da doutrina cooperativa, não podemos deixar de insistir para que se efectuem amplos debates acerca de tal matéria.

3. Através do confronto de ideias e esclarecimentos de eventuais dúvidas poderão ser apuradas definições, bem como metas a atingir, ultrapassando o impasse que se verifica presentemente no seio dos monárquicos.

4. Não basta confessar a opção monárquica entre amigos e/ou assembleias restritas pois o que importa é afirmar-se monárquico, aduzindo razões; avançando com exemplos; propondo metas a atingir.

5. A crítica mordaz, o insulto soez, a insinuação verruminosa apenas evidenciam a frustração do invectivador que não será por essa via que motivará a participação de eventuais simpatizantes.

6. Somos comunalistas porquanto a autogestão e a prática cooperativista são o alicerce daquela doutrina; somos monárquicos porquanto a figura do Rei obvia disputas partidárias no topo da comunidade.

7. A instituição monárquica, o comunalismo e o espírito cooperativo são a razão do CMC - Cooperativismo Monárquico-Comunalista.

Nau

sábado, 15 de agosto de 2015

Nº. 1367 - Psyche


1. A medicina não será um mundo de incertezas, mas um universo de reflexões acerca das incertezas.

2. O cálculo das probabilidades e as estatísticas avançam no campo da medicina a par dos progressos verificados na biologia e nas técnicas laboratoriais.

3. Tais progressos levantam graves problemas sócio-económicos transformando o paciente pessoa em número estatístico.

4. O aumento das perspectivas de vida dão azo a um desequilíbrio geracional em que os idosos ultrapassam o nível das reservas constituídas, não tendo a juventude, ainda fora do sector produtivo, capacidade para uma adequada reposição.

5. Por outro lado, os governos são compelidos a praticar a política de pão e circo a fim de se manterem nas cadeiras do poder, sistematicamente endividando as futuras gerações.

6. Logo, o diagnóstico da medicina forçosamente assentará no abuso de paliativos para atender à necessidades dos idosos, com o beneplácito da indústria farmacêutica.

7. A classe médica tem presente que o diagnóstico e o combate em que se encontra empenhada está comprometido por estatísticas incontornáveis.

Nau

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nº. 1366 - Fim de Semana 33


1. Os tópicos da semana continuam disponíveis bastando accionar o cursor do PC.

2. Tanto os monárquicos, como os republicanos parecem apostar no voto anódino, irresponsável, bem como na partidocracia.

3. A apregoada globalização satisfaz plenamente o neocolonialismo em que as economias dominantes exigem vassalagem das congéneres há muito franqueadas.

4. Por outro lado, o regímen vigente continua bloqueado pelo Artº. 288, alínea b) da Constituição da República a fim de que o soberano a prazo de génese partidária proteja o governo da mesma cor política e fustigue os contrários.

5. Lojas maçónicas arregimentam figuras com interesses económicos comuns, distribuindo benesses pelos seus confrades e mordomias pelos apaniguados do regímen vigente.

6. Tanta pouca vergonha merece uma resposta imediata e essa será eficaz através do voto em massa no PCTP/MRPP no próximo acto eleitoral.

7. Entretanto, exercite a sua autonomia através da prática cooperativista.

Nau

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Nº. 1365 - Luta Popular


1. Semana a semana os temas repetem-se monocordicamente, sem uma contestação ou contrapontos judiciosos.

2. As peregrinações dos visitantes multiplicam-se mais como hábito adquirido ou jornal que se consulta por desfastio.

3. Porém, a luta impõe-se dado que o excesso de passividade embrutece e não satisfaz a fome de poder dos oligarcas.

4. Importa rebaixar mais e mais o maralhal para a burguesia dominante se sentir majestática e indispensável.

5. Não tendo referências, nem vontade própria, permanece o instinto de subsistência, marchando ao toque de caixa.

6. Porém, no horizonte delineia-se a Economia Social; a autogestão (administração por consenso) impõe-se; a ideia de Reino consolida-se; o soberano hereditário e vitalício é garante da Democracia.

7. Logo, a luta popular é a afirmação real de todos nós.

Nau

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Nº. 1364 - Prelo Real


1. Na presente vilegiatura a nossa selecção de autores e obras consiste em reler aquilo que mais nos agradou.

2. António Lobo Antunes: "As Naus".

3. Domingos Amaral: "Assim Nasceu Portugal".

4. J. Pestana Teixeira: "O Grito do Gaio".

5. Miguel Esteves Cardoso: "A Causa das Coisas".

6. Miguel Sousa Tavares: "Madrugada Suja".

7. Vasco Pulido Valente: "Portugal - Ensaios de História e Política".

Nau

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nº. 1363 - RAC


1. Ainda ontem escrevi acerca dos bons e dos maus cooperativistas, sendo os primeiros naturalmente dinâmicos e os segundos justamente o oposto.

2. Também as unidades cooperativas poderão ser classificadas como más, quando geridas como empresas patronais, ou boas sempre que conotadas com o espírito cooperativo.

3. Claro que o objectivo da doutrina cooperativa é ir ao âmago do problema acabando com o dualismo secular de dirigente e dirigido.

4. Porém, há sempre uma minoria preconceituosa supostamente nascida para mandar que, a par de uma maioria acriteriosa, mantém apetites pantagruélicos pelas cadeiras do poder.

5. No entanto, o poder real está apenas ao alcance daqueles que controlam a produção e consumo dos bens essenciais através dos circuitos financeiros - os oligarcas - actuando como uma frente corporativa.

6. O cooperativismo, pelas suas características anarco-comunalistas, será a alternativa tanto ao Estado partidocrático liberal, bem como ao centralismo burocrático socialista.

7. Exemplos do bom cooperativismo e/ou das más unidades cooperativas são indubitavelmente boa matéria para debate. Quem quer usar da palavra?.

Nau

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Nº. 1362 - Doutrina Cooperativista


1. O conjunto de princípios que servem de base ao cooperativismo têm sido ventilados neste espaço, mas ninguém se mostra interessado em debater o assunto.

2. Todo o mundo tem uma vaga ideia do que é o cooperativismo e apenas os mais afoitos se encontram envolvidos naquelas actividades - uns mais activos do que outros.

3. Dos envolvidos nas lides cooperativistas também há aqueles figurões que, por protagonismos falhados se afastam, dizendo cobras e lagartos como lenitivo para as suas frustrações.

4. Claro que a cooperativa é uma plataforma onde poderão ser realizadas várias actividades destinadas a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus intervenientes.

5. Logo, guardar uma posição expectante sem avançar com projectos ou participar naqueles em curso será mera perda de oportunidades, contribuindo para a emergência de uma administração apartada dos mais.

6. Preocupados em alcançar bons resultados dos administrativos, alguns dirigentes das unidades cooperativas falham no sector da comunicação, assumindo o papel de patrões na óptica das empresas privadas.

7. Cooperar é trabalhar concertadamente para o mesmo fim pugnando pela erradicação do espírito de dirigentes e dirigidos.

Nau

domingo, 9 de agosto de 2015

Nº. 1361 - Portal Comunalista


1. O oligarca controla a produção de bens e estimula a distribuição destes, usurariamente financiando ambas operações.

2. O oligarca alimenta os meios de comunicação social - jornais, rádio, TV, etc. - através da publicidade, esta orientada para o aumento do consumo de determinados produtos.

3. O oligarca condiciona as decisões dos governos nacionais através das grandes potências (política neocolonialista) jogando nos ciclos e contraciclos económicos.

4. O oligarca não tem rosto, não tem sentimentos, não tem pátria, apenas parceiros para a defesa dos interesses comuns.

5, O oligarca tanto defende entusiasticamente a globalização como os nacionalismos desde que do confronto possa obter confortáveis lucros, indiferente às tragédias que possa causar.

6. O oligarca fecha unidades fabris (onde se avolumam conflitos laborais) para as abrir outras em zonas de mão de obra barata com o aplauso de governantes que se vendem por qualquer preço.

7. O oligarca jamais por este modesto Portal Comunalista passará e os seus numerosos apaniguados diligentemente vão pagando o devido tributo do silêncio.

Nau

sábado, 8 de agosto de 2015

Nº. 1360 - Psyche


1. A mudança profunda na opinião pública de uma comunidade, mesmo quando provocada por conflitos fracturantes, tende regredir à situação precedente, sem alterações significantes.

2. Porém, conceitos viciosa e sistematicamente defendidos poderão condicionar os comportamentos de uma substancial parte da população que, com um misto de fé e sectarismo, se impõe a contrários que são, por natureza amórfica, culturalmente submissos.

3. A coragem de pensar reduz o clubismo à expressão mais simples e a crença num direito supostamente disciplinador do comportamento humano revela-se, à saciedade, como mero instrumento e prerrogativa da classe dominante, pelo que urge manter uma atitude crítica contra os capitalismos redutores, tanto de oligarcas, como de perniciosos consistórios.

4. O futuro não se promete: avança com o trabalho tentativamente esclarecedor da vontade de permanecer ou de criar sinergias inovadoras, sempre com os pés assentes na Terra e tendo por limite o próprio infinito.

5. Segundo Proudhon, "Les revolutions durent les siécles" embora as conclusões acerca destas possam ser conjecturadas em segundos e articuladas em décadas, poucos se apercebendo dos tempos que atrás dos tempos virão.

6. A escola de Frankfurt, nos finais dos anos 60 do século passado, denunciou as novas formas do poder resultantes do preconceito autoritário da classe burguesa dominante, fornecendo armas intelectualmente eficazes contra as ideologias tecnocráticas e positivistas ocidentais, bem contra o dogmatismo do leste europeu, almejando pelo passo seguinte.

7. "Todos os problemas que temos falado, e que voltaremos a contemplar a todo o momento, acerca do nosso mundo exterior, podem ser reduzidos, na medida em que são especificamente filosóficos, a problemas lógicos". B. Russell dixit.

Nau

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Nº. 1359 - Fim de Semana 32


1. A fome da imortalidade de duração indefinida na memória dos homens é tentame inevitável. Porém, o ciclo da vida permanece insensível - o homem nasce, cresce e morre, em tempos variáveis e duração limitada.

2. O axioma do universo é o pluralismo e sem contraditório não haverá a hipótese de pertinentes aclarações que jamais poderão assentar no voto anódino, irresponsável, proposto como recurso por demagogos a soldo de oligarcas e/ou de alçapremados dirigentes,

3. A distribuição dos bens entre os vários indivíduos que, como facto económico, contempla a repartição social dos valores materiais por meio de salários, ordenados, alugueres, juros e lucros, é matéria cara aos cooperativistas.

4. Frequentemente temos chamado a atenção dos visitantes deste espaço para o facto do moderno conceito de Reino corresponder à comunidade de pessoas sem preconceitos sociais, raciais, políticos ou religiosos.

5. A necessidade de reflectir acerca do passado - bom será reler o "Auto dos Danados", "Fado Alexandrino" e "As Naus" - demonstram a preocupação de António Lobo Antunes em entender o futuro que, a passos largos, se avizinha.

6. Logo, a partidocracia clerical, a nobreza oligárquica (com o séquito dos apaniguados sempre a crescer) e o povo como alegoria serão, progressivamente, coisas do passado, graças à dinâmica cooperativista.

7. O cooperativismo, face à competitividade entre as pessoas e a ditadura dos tecnocratas (tanto liberais, como socialistas), opõe a cooperação e o apoio mútuo, através de unidades cooperativas a fim de moderar os ímpetos dos capitalistas - liberal e socialista.

Nau

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Nº. 1358 - Luta Popular


1. Popular será multidão ou gesta relativa ao povo.

2. Logo, povo demarca uma antiga classe, pressupondo a existência do clero e da nobreza.

3. A classe sacerdotal - oficialmente encarregada do culto ao Capitalismo e ao centralismo Socialista - é incontornável.

4. Claro que a nobreza, como herdeira da extinta classe medieval castrense, persiste apenas nas cabeças ocas e na testa dura dos alçapremados dirigentes políticos.

5. A República, à semelhança da democracia ateniense, continua a excluir os escravos do trabalho e aqueles que não lhe são afectos, de acordo com a Constituição republicana vigente.

6. Por cá, prosseguimos na luta pela moderna ideia de Reino assente na comunidade onde não se verifica qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

7. A partidocracia clerical, a nobreza oligárquica (com o séquito dos apaniguados) e o povo como alegoria serão, progressivamente, coisas do passado, graças à dinâmica cooperativista.

Nau

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Nº. 1357 - Prelo Real


1. António Lobo Antunes é o escritor português mais lido e admirado, dentro e fora do seu país natal.

2. Com um largo número de prémios, o Nobel ainda não lhe foi atribuído pelo complexo de esquerda do júri de Estocolmo.

3, Autor prolífero, Lobo Antunes surpreende por uma escrita nem sempre fácil, mas segura e cativante,

4. Os primeiros livros (1979) têm por tema a guerra colonial - "Memória de Elefante", "Os Cus de Judas", "Conhecimento do Inferno" - por si experienciada .

5. A burguesia confessional dos anos trinta - ora apegada, ora descompensada - é campo fértil para este autor.

6. A necessidade de reflectir acerca do passado - "Auto dos Danados", "Fado Alexandrino" e "As Naus" - demonstram a sua preocupação em entender o futuro que se avizinha.

7. Acompanhar a passada de Lobo Antunes é coisa simples de se fazer; basta estar atento às últimas edições e ler com vagar.

Nau

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Nº. 1356 - Real Actividade Cooperativista


1. Procurámos encorajar os visitantes a debater os problemas do cooperativismo no último Portal Comunalista.

2. Sintetizámos as razões que nos assistem face ao confronto com os capitalismos (liberal e socialista) no último apontamento da Doutrina Cooperativa.

3. Continuamos a sugerir aos veteranos cooperativistas que apresentem, neste espaço, a sua unidade cooperativa, divulgando actividades e projectos.

4. Frequentemente temos chamado a atenção dos visitantes para o facto do moderno conceito de Reino corresponder à comunidade de pessoas sem preconceitos sociais, raciais, políticos ou religiosos.

5. Embora haja um crescimento em número de pessoas a afirmarem-se monárquicas, presumimos que imperem mais os sentimentos do coração do que racionais.

6. Todo o mundo já se apercebeu que o regímen vigente - corrupto e partidocrático - encontra-se impróprio para consumo, mas continuam a apostar em parlamentarismos espúrios.

7. Monárquicos criteriosos: precisam-se.

Nau

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Nº. 1355 - Doutrina Cooperativista


1. O problema está em não querer discutir o problema alegando falta de tempo; falta de interesse no assunto; falta de bases para a formação de juízos, em suma - falta de capacidade.

2. Segundo a definição sintética de Samuelson-Nordhaus "a economia é o estudo da forma como as sociedades utilizam recursos escassos para produzir bens com valor e de como os distribuir entre os indivíduos".

3. Este conceito sublinha os recursos escassos, isto é, aqueles que não abundam na natureza em qualquer ponto do globo ou não satisfazem a procura geral, esta devido a estímulos ao consumo ou convenções sociais.

4. Em bens com valor pretende-se salientar tudo o que é considerado materialmente útil, reforçado pela ideia da importância daquilo que é essencial para a satisfação das necessidades pessoais ou comuns.

5. A distribuição dos bens entre os vários indivíduos que, como facto económico, contempla a repartição social dos valores materiais por meio de salários, ordenados, alugueres, juros e lucros, é matéria cara aos cooperativistas.

6. Enquanto a doutrina liberal defende a maior liberdade do comércio e da indústria, combatendo a intervenção dos poderes públicos nos assuntos económicos, os socialistas pretendem a colectivização dos meios de produção e distribuição, através de um centralismo burocrático.

7. O cooperativismo, face à competitividade entre as pessoas e a ditadura dos tecnocratas (tanto liberais, como socialistas), opõe a cooperação e o apoio mútuo através de unidades cooperativas a fim de moderar os ímpetos dos capitalismos - liberal e socialista.

Nau

domingo, 2 de agosto de 2015

Nº. 1354 - Portal Comunalista


1. O sentimento da liberdade é anárquico pelo que importa equilibrar o egocentrismo através da prática cooperativista, sem o recurso à lei ditada pela classe dominante.

2. Tem-se procurado opor a um capitalismo arbitrário o sistema colectivo de produção e distribuição centralizado, com uma progressiva socialização da propriedade, mantendo-se o impasse que apenas poderá ser ultrapassado pelo recurso cooperativista.

3. Logo, urge estimular a prática da autogestão e da autonomia administrativa em unidades cooperativas, porquanto o aumento em número destas racionalmente dirimirá tanto os ímpetos oligárquicos, como aqueles dos concílios deliberativos.

4. A diversidade e a pluralidade evidente em simples observação ao redor desmentem a ideia de unidade essencial, uma vez que é no equilíbrio dos consensos que poderá progredir a comunidade genuína.

5. O axioma do universo é o pluralismo e sem contraditório não haverá a hipótese de pertinentes aclarações que jamais poderão assentar no voto anódino, irresponsável, proposto como recurso por demagogos a soldo de oligarcas e/ou de alçapremados dirigentes.

6. Debater problemas é tomar consciência de realidades aparentemente controversas e, uma vez que os exemplos trazidos à colação poderão ser analisados desapaixonadamente, os preconceitos desaparecerão por falta de fundamentos sérios.

7. Esperar por Godot não é apenas adiar qualquer tipo de acção, mas alienar o inalienável.

Nau

sábado, 1 de agosto de 2015

Nº. 1353 - Psyche


1. O ciclo da vida permanece inexorável. O homem nasce, cresce e morre, em tempos variáveis e duração limitada.

2. Também no corpo humano, o crescimento das dendrites e das sinapses variam com o tempo e a actividade física experienciada.

3. Ao longo da vida, novos neurónios são produzidos no hipocampo e, em particular, no bolbo olfactivo, capacitando novas venturas nesse sector.

4. Claro que os novos neurónios também se tornam partes funcionais dos circuitos do cérebro em fase de aprendizagem, tanto no campo intelectual, como em esforços físicos.

5. O síndrome de encarceramento mantém o cérebro dos pacientes activo, mas não permitindo às pessoas afectadas traduzir os seus pensamentos em acções.

6. Segundo me assopram aqui do lado, este locked-in síndrome está a afectar grande parte dos políticos portugueses, particularmente aqueles que asseguram funções governativas.

7. Bom é não perder a esperança de algo mudar através de adequado exercício físico por este poder reduzir o risco de demência.

Nau