segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nº. 1285 - D.C.: Fundamentos, I


1. O fundamento da doutrina defendida neste espaço é a cooperação; conjecturar acerca das suas raízes é o propósito deste, bem como dos apontamentos seguintes, sempre na expectativa do vosso contributo.

2. Pai, mãe e filho é a Trindade que vem da noite dos tempos personificada nas figuras antropomórficas egípcias de Osíris, irmão e esposo de Ísis, esta mãe devotada de Hórus, presente em todos o templos do mundo romano com o filho ao colo.

3. Os cristãos, no Concílio de Niceia (325), adoptaram o dogma que impôs a união de três pessoas distintas em um só Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) escamoteando a figura feminina de Ísis, embora não dispensando a imagem da Virgem com o Filho ao colo.

4. Nos grupos sociais primitivos, a figura masculina era muito importante pela sua capacidade em executar trabalhos árduos - defesa, caça, arroteamento da terra - além de ser dotado de órgãos para a fecundar as fêmeas da sua espécie, estas dependentes dos ciclos menstruais, além de dedicadas ao tratamento da prole.

5. O largo número de braços varonis disponíveis para garantir a subsistência da tribo era suposto corresponder à abastança desta, servindo a fêmea obviamente como unidade reprodutora e dote negociável para o estabelecimento de novos grupos sociais.

6. Mudaram-se os tempos, mas o cerne do problema mantém-se: subsistência igual a trabalho; realização pessoal igual a trabalho; prole igual a agravados trabalhos que vão desde a satisfação sexual ao casamento, isto é, levar para casa própria uma ou mais pessoas, conforme ambos se comportarem.

7. Logo, o trabalho significa concorrência de auxílio, de forças, de meios para a satisfação própria, em suma - cooperação.

Nau

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