terça-feira, 19 de maio de 2015

Nº. 1279 - RAC


1. Segundo parece, há um cavalheiro do Cruzeiro do Sul que regularmente visita este espaço a fim de reler o único comentário aqui expresso acerca de um apontamento que tem por tema: Nobreza & Aristocracia.

2. Outros apontamentos têm versado o mesmo assunto, mas apenas aquele tem merecido a atenção do persistente comentarista, apesar dos espraiados desenvolvimentos feitos ao longo da existência deste ponto de encontro, sem, aparentemente, ter satisfeito a curiosidade do nosso inveterado e silencioso visitante.

3. Presumimos ter deixado ficar bem claro que numa moderna instituição monárquica, tanto a Aristocracia (suposta classe governamental superior pelo saber e merecimento), como a Nobreza (antigo grupo social a que as leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas transmissíveis por herança) não têm qualquer função política, suscitando um eventual interesse a curiosos, semelhante ao dos filatelistas ou dos numismatólogos.

4. O próprio conceito de propriedade está a evoluir e nos grandes centros urbanos do Velho Continente, os bens imobiliários (herdados e/ou adquiridos), apenas são mantidos na posse do adquirente ou herdeiro por um número limitado de anos.

5. Por outro lado, a mundialização continua a impor centros de controlo escamoteados num emaranhado de organismos burocráticos que protegem os interesses de plutocratas, tanto no sector da produção dos bens essenciais, como na área especulativa e/ou financeira.

6. Apenas uma Economia Social eficaz, opondo a cooperação e o apoio mútuo à competitividade entre pessoas, poderá moderar a devastação operada pelos capitalistas e desbragados consumistas, tornando-se urgente a multiplicação das células cooperativistas a fim de motivar os seus associados a satisfazerem racionalmente as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. Talvez o nosso regular visitante do Cruzeiro do Sul se sinta capaz de criar elos de base cooperativista - envolvendo o Novo Mundo, África, Ásia, Oceânia, bem como a decrépita Europa
 - tendo por ferramenta um linguajar comum.

Nau

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