sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nº. 270 - Nobreza & Aristocracia, III


1. O governo dos melhores subentendido na Aristocracia deixa no ar a seguinte questão: melhores para quem?

2. Por vezes a arrogância dos supostos iluminados é mais penosa para a população em geral do que um prático governante.

3. O que não deixa qualquer dúvida é o facto de, raramente, os melhores serem os mais eficientes num governo democrático.

4. A democracia real assenta em consensos alargados que não em o abaixar de braços ou o encolher de ombros - "outros que participem e nos deixem em paz com os anjos"

5. Se a apatia dos mais possibilitasse a emergência de autênticos aristocratas, talvez a paz com os anjos resultasse em benefício para a comunidade.

6. Porém, só os cidadãos criteriosos estarão habiltados a efectuar apreciações seguras acerca dos seus interesses particulares em harmonia com a colectividade.

7. Sendo o governo dos melhores um mito e a democracia utópica um campo fértil para especuladores e burocratas, a alternativa será o comunalismo, via o sistema cooperativista aqui repetidamente sugerido.

Nau

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