sábado, 12 de dezembro de 2020

Nº. 6309 - Fim de Semana 50 12/XII/2020

1. Gregário como todas as outras espécies, o homem diligenciou pela sua subsistência em espaços confinados ou continentes, deslocando-se em grupos familiares. Nos nossos dias, ainda há quem prefira os paraísos além-túmulo do que um bem-estar social no amanhã.

2. O sectarismo político pouca diferença faz do doentio clubismo futebolístico, ambos tendo jornalistas a soldo e uma periclitante carreira profissional. A tese anarco-comunalista propõe o apressado fim do estado lastimoso em que nos encontramos, sugerindo a prática da autogestão cooperativista.

3. Segundo teóricos da primeira metade do século XIX, a reforma social das comunidades deverá ser orientada para o combate ao lucro e à concorrência.

4. Monarquia significa a autoridade de um só, isto é, do Povo, sendo a unidade cooperativa a távola redonda do anarquismo.

5. Como doutrina político-social destruidora da autoridade, defende o anarco-comunalismo a liberdade total do indivíduo sem as preocupações totalitárias quer da centralização do sector administrativo, quer da sobreposição de interesses partidários sobre a colectividade.

6. "Nirvana: Viver assim: sem ciumes, sem saudades, sem amor, sem anseios, sem carinhos, livre de angústias e felicidades, deixando pelo chão rosas e espinhos; poder viver em todas as idades; poder andar por todos os caminhos; indiferente ao bem e às falsidades, confundindo chacais e passarinhos; passear pela Terra, e achar tristonho tudo o que em torno se vê, nela espelhado; a vida a olhar como através de um sonho; chegar onde cheguei, subir à altura onde agora me encontro - é ter chegado aos extremos da Paz e da Ventura". Antero de Quental dixit.

7. O sectarismo trafulha tem na ponta da língua a palavra democracia, válida tanto para a Coreia do Norte, como para as terras do Tio Sam, onde o voto trapaceiro medra despudoradamente.

Nau


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