terça-feira, 30 de abril de 2019

Nº. 5719 - Doutrina Cooperativista


1. A capacidade de um corpo produzir um efeito e/ou realizar um trabalho define energia.

2. Logo, a regra constante de qualquer coisa não é propriamente lei mas culto e/ou mera referência.

3. Somos aquilo que somos - nascemos, crescemos e morremos - ficando na memória dos próximos enquanto estes duram.

4. Viver basta, mas perpetuar a memória é capricho de alguns que acidentalmente a história registou.

5. Claro que a harmonia é o que importa permitindo a concertação, o entendimento, i.e., a cooperação.

6. O amor excessivo ao bem próprio limita toda acção a um palmo abaixo do umbigo - fracção imprópria.

7. A compilação de regras ou de preceitos é incontornável, fundamentada na cooperação.

Nau

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Nº. 5718 - Portal Comunalista


1. Volto a chamar a atenção do eventual visitante para o facto do acesso a este espaço ser possível através de qualquer das 7 portas temáticas.

2. Certo é qualquer das outras 6 portas facultarem idêntico acesso, porém a temas programáticos variados, sendo a ordem alterada por força das circunstâncias.

3. A flexibilidade é apenas tolerada na introdução dos temas porquanto a rapaziada cá do sítio ora avança, ora recua, de acordo com as disponibilidades.

4. Nada tenho contra as opiniões contrárias até porque estas, vindas cá da malta, reflectem apenas a necessidade de correcções ou meros esclarecimentos complementares.

5. Logo, em vez de avançar com propostas de amizade, que desde já agradeço, encarecidamente vos peço que me expliquem o objecto da vossa deambulação. 

6. Dado que se deram ao incómodo de vir até aqui, por que não sucintamente expor as vossas razões/opções - as que nos aproximem ou resultem de efeito contrário.

7. O portal mantém-se aberto - os dialogantes serão sempre bem-vindos.

Nau

domingo, 28 de abril de 2019

Nº. 5717 - Psyche


1. A sociologia de acção weberiana é incompatível tanto com o estruturalismo bem como o neo-marxismo predominante entre 1960 e os finais dos anos 70.

2. Nos dias de hoje tida como psicologia social por influência norte-americana, certo é que, na Europa, serviram de apoio aos trabalhos epistemológicos orientado para interpretação dos problemas da história.

3. A sociologia da forma ou formal na linha kantiana é uma verdadeira rapsódia de sensações embora exprima uma construção inteligente permitindo esta interrogar a realidade social.

4. Contudo, nem o historiador e tão pouco o sociólogo podem debruçar-se acerca destes assuntos sem projectar as formas tidas como realidades, posto que a sociologia seja indissociável da história.

5. Logo que um grupo de interesses ganhe determinada dimensão, embora minoritário, aumenta na eficácia de acção tal como se verificou no sector académico do PCPT/MRPP.

6. A lei é algo tida como proposta que ambiciona exprimir a proposição empírica, logo ideal avançado como facto e/ou ideia formal.

7. Claro que a filosofia do dinheiro é outra matéria da qual pouco se fala talvez por se encontrar próxima do fim.

Nau

sábado, 27 de abril de 2019

Nº. 5717 - Fim de Semana 17


1. Na celebração pascal, cordeiros ou cabritos eram imolados sendo estes repasto dos residentes e forasteiros que, vestidos de branco, após saciados no fim do jejum tradicional, afluíam às ruas em direcção ao Templo, sendo as portas do mesmo abertas à meia-noite.

2. Para alguns, debruçarmo-nos acerca das raízes das coisas é descabido. Festa é festa, sendo a razão de folgar uma necessidade para desanuviamento de tensões nervosas. Logo, a origem da festa pouco importa, sendo apenas de relativo interesse histórico o facto que a motiva.

3. Independentemente da posição social, do grupo étnico, da política partidária e do credo religioso, qualquer indivíduo tem a possibilidade e liberdade de se associar a uma cooperativa.

4. A rivalidade doentia, a luta para ultrapassar o próximo e a concorrência desbragada não é louvável, mas condicionamento preconceituoso que muitas vezes obriga a certos actos ou impede que estes se pratiquem.

5. Decidir, por concerto comum ou acordo, resulta da prática do diálogo, do entendimento harmonioso em que duas ou mais pessoas falam, expõem as suas ideias, e tomam a decisão adequada e/ou mais conveniente para o desejado efeito.

6. "Foi bonito o meu sonho de amor. Floriram em redor todos os campos em pousio. Um  Abril brilhou em pleno estio, lavado e promissor...". Miguel Torga dixit.

7. A burguesia republicana dominante considera a massa popular como mão-de-obra disponível e, sobretudo, serventuária, alimentada pelas vitualhas públicas.

Nau


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Nº. 5716 - Luta Popular


1. Os homens do povo são, por norma, associados à massa ignara.

2. A cultura popular, mormente de baixo nível intelectual, assenta em práticas e costumes simples - artes rudimentares; arraiais e romarias.

3. Claro que a manipulação e interesses muito particulares acentuam o baixo nível e salientam o campo veniagador.

4. A burguesia republicana dominante considera a massa popular como mão-de-ora disponível e, sobretudo, serventuária, alimentada pelas vitualhas públicas.

5. Os agrupamentos formados para a defesa de interesses económicos comuns são apenas a correia de transmissão dos partidos que os manipulam.

6. Logo, a cultura popular assenta no ruralismo tacanho e na instrução pontuada por uma receptividade de ignorância universitária.

7. A luta popular é o continuado torneio medieval de concepções e resistências espúrias. 

Nau

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Nº. 5715 - Prelo Real


                         Frustração

                     Foi bonito
                     O meu sonho de amor.
                     Floriram em redor
                     Todos os campos em pousio.
                     Um sol de Abril brilhou em pleno
                     estio,
                     Lavado e promissor.
                     Só que não houve frutos
                     Dessa Primavera.
                     A vida disse que era
                     Tarde de mais.
                     E as paixões tardias
                     São ironias
                     Dos deuses desleais.

                                        Miguel Torga

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Nº. 5714 - RAC


1. A capacidade para apreciar e resolver eventuais imbróglios é uma questão de bom senso e idoneidade.

2. Idóneo é todo aquele que tem condições para desempenhar certos cargos, nada tendo a ver com a duração ordinária da vida e/ou a manhosice de sua excelência o primeiro-ministro.

3. Logo, a rivalidade doentia, a luta para ultrapassar o próximo e a concorrência desbragada não é louvável, mas condicionamento preconceituoso que muitas vezes obriga a certos actos ou impede que estes se pratiquem.

4. Decidir, por concerto ou comum acordo, resulta da prática do diálogo, do entendimento harmonioso em que duas ou mais pessoas falam, expôem as suas ideias, e tomam a decisão adequada e/ou mais conveniente para o desejado efeito.

5. No espectáculo musical em que se exibem solistas e se executam vários trechos de música com o recurso instrumentista e/ou acompanhamento de orquestra sob a batuta do maestro, o concerto exige elevado grau de eficiência.

6. A disposição bem ordenada, entre os diferentes executantes no conjunto agradável de vários instrumentistas e cultivadas vozes, culmina no abalo emocional, tanto dos executantes como dos motivados expectadores.

7. O concerto resulta do actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim, tendo por objecto a paz, a solidariedade e a justiça social.

Nau

terça-feira, 23 de abril de 2019

Nº. 5713 - Doutrina Cooperativista


1. Independentemente da posição social, do grupo étnico, da política partidária e do credo religioso, qualquer indivíduo tem a possibilidade e liberdade de se associar a uma cooperativa.

2. As unidades cooperativas são administradas pelos associados de acordo com as necessidades e objectivos estabelecidos, sendo os votos unipessoais e inalienáveis.

3. O capital da unidade cooperativa é variável, dependente da quotização e dos adiantamentos realizados pelos sócios.

4. As cooperativas são unidades de empreendimento e gestão autonómica.

5. Os processos de desenvolvimento da capacidade física e intelectual dos associados, visando a integração destes nas actividades da cooperativa e da comunidade em geral, são o fundamento da sua existência..

6. A ajuda mútua dos associados deverá ser extensiva a outras unidades similares na articulação com uniões, federações e confederações. 

7. O robustecimento dos laços com a comunidade será o complemento da gestão electrónica que se avizinha.

Nau

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Nº. 5712 - Portal Comunalista


1. Para alguns, debruçarmo-nos acerca das raízes das coisas é descabido.

2. Festa é festa, sendo a razão de folgar uma necessidade para desanuviamento de tensões nervosas.

3. Logo, a origem da festa pouco importa, sendo apenas de relativo interesse histórico o facto que a motivou.

4. A crença religiosa é outra coisa necessitando, por vezes, de provas e testemunhos de indubitável transcendência.

5. Porém, existindo outros mundos fora do nosso sistema solar, é provável que outras civilizações por lá prosperam.

6. Talvez, ainda nos nossos dias, seja possível entrar em contacto com outros planetas, ficando de pé uma nova questão.

7. Será que a população interestelar também louva o deus desconhecido voltados para os lugares sagrados do nosso planeta?

Nau

domingo, 21 de abril de 2019

N º. 5711 - Psyche


1. Festa religiosa dos judeus, celebrada anualmente no 14º dia depois do equinócio da Primavera, em comemoração da saída do Egipto, encabeçada por Moisés.

2. A Torá, nome dado ao livro da lei de Moisés (embora, segundo a tradição hebraica, o preceituado existisse antes da criação do mundo) previa várias peregrinações ao Templo de Jerusalém.

3. Na celebração pascal, cordeiros ou cabritos eram imolados sendo estes repasto dos residentes e forasteiros que, vestidos de branco, após saciados no fim do jejum tradicional, afluíam às ruas em direcção ao Templo, sendo as portas do mesmo abertas à meia-noite.

4. Várias seitas religiosas foram aparecendo ao longo dos tempos, ora criticando os excessos dos residentes e peregrinos, ora condenando a venalidade dos sacerdotes do Templo mais preocupados com óbolos e impostos do que da função espiritual.

5. Profetas adventícios peregrinavam regularmente pelo Templo de Jerusalém, sobretudo nos calendários festivos, uma vez que era aí que poderiam encontrar eventual clientela e aventureiros seguidores.

6. Roma Antiga imperava na região pela força das armas e com uma mão cheia de novos deuses que irritavam os sacerdotes locais, embora estes contemporizassem, pela força das circunstancias.

7. Como a virtude está no meio, os credos religiosos foram partilhados, herdando a civilização ocidental a Páscoa bem como a oportunidade mercantilista. 

Nau

sábado, 20 de abril de 2019

Nº. 5710 - Fim de Semana 16


1. O cérebro humano, figurando algo em que predomina a função intelectiva sobre a emocional, não é característica do político uma vez que este é, por natureza, apenas habilidoso em ascensão a primeiro-ministro.

2. Todo o poder é corruptivo e a própria justiça tem olhos vendados a fim de aplicar as leis que melhor soarem aos seus ouvidos, com a rispidez que lhe for mais conveniente para salvar as aparências.

3. O comunalismo, fundamentado na estrutura de um espaço geográfico e na dinâmica dos naturais e residentes, concertando estes as suas actividades na altiva prática dos transmontanos que, sem rodeios, afirmavam - "Para lá Marão mandam os que lá estão".

4. Não temos dúvida que caminhamos para uma administração electrónica global proporcionadora de uma distribuição da riqueza de acordo com as necessidades de cada indivíduo nos espaços tradicionais.

5. Somos apologistas da cooperação porquanto, na entreajuda, apercebemo-nos das capacidades dos nossos parceiros e harmonizamos as nossas actividades.

6. "... dos homens que não cresceram, que ouviram, viram, ouviram, viram e não perceberam, essas máscaras selectas, antologias do espanto, flores sem caule, flutuando no pranto do desencanto, se não fosse a fome a sede dessa humanidade exangue, roía as unhas e os dedos até fazer sangue." António Gedeão dixit.

7. Logo, a luta da maioria deverá consubstanciar-se na multiplicação das unidades cooperativas, uma vez que a redistribuição da riqueza será realizada por via electrónica e de acordo com as necessidades individuais.

Nau 


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Nº. 5709 - Luta Popular


1. Os naturais, bem como os residentes que vivem em determinados espaços geográficos, sujeitos às mesmas leis, são designados pelo nome colectivo de povo.

2. A parte numerosa e menos rica da população (entre os antigos Romanos designada por plebe em oposição aos patrícios) foi uma das classes da primitiva sociedade portuguesa.

3. O clero, grupo profissional hierarquizada de fieis encarregados do culto ao divino, e a nobreza, grupo social a que as leis consuetudinárias reconheciam certas prerrogativas que se transmitiam por herança, formavam com o povo o trio social.

4. Obviamente que o soberano, hereditário e vitalício como a nobreza, investido de autoridade por meio de sagração eclesiástica, aclamado pelo povo, era o juiz na assembleia dos três estados, i.e., as Cortes.

5. Claro que os ministros, como o próprio nome dá a entender, eram os funcionários que tratavam dos pormenores, i.e., das coisas mínimas, uma vez que as normas jurídicas eram de observância pública.

6. Sendo a classe mais numerosa - a profissionalização sacerdotal atida aos fieis e a nobreza reduzida a títulos honoríficos ou cortesãos do poder instituído - o povo é o joguete tanto no regime partidocático como nas soluções piramidais em que a base se limita a louvar o vértice.

7. Logo, a luta da maioria deverá consubstanciar-se na multiplicação das unidades cooperativas, uma vez que a redistribuição da riqueza será realizada por via electrónica e de acordo com as necessidades individuais.

Nau 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Nº. 5708 - Prelo Real


                    Dez Réis de Esperança

             Se não fosse esta certeza
             que não sei de onde me vem,
             não comia, nem bebia,
             nem falava com ninguém.  
             Acocorava-me a um canto 
             punha os joelhos à boca
             e viesse o que viesse.
             Não fossem os olhos grandes
             do ingénuo adolescente,
             a chuva das penas brancas
             a cair impertinente,
             aquele incógnito rosto,
             pintado em tons de aguarela,
             que sonha no frio encosto
             da vidraça da janela,
             não fosse a imensa piedade
             dos homens que não cresceram,
             que ouviram, viram, ouviram,
             viram, e não perceberam,
             essas máscaras selectas,
             antologia do espanto,
             flores sem caule, flutuando
             no pranto do desencanto, 
             se não fosse a fome a sede
             dessa humanidade exangue,
             roía as unhas e os dedos
             até os fazer em sangue.
  
                              António Gedeão


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nº. 5707 - RAC


1. Muitos cantam loas à competição por esta evidenciar os mais dinâmicos da apática maioria.

2. Outros sublinham que a competitividade motiva a produção e esta carece de alargado consumo.

3. Satisfazendo o maior número de pessoas, a competição desenvolve a faculdade de escolha; enriquece o critério das opções.

4. O que não há dúvida é a competição exigir maior investimento financeiro e este ser do agrado dos plutocratas.

5. Competir não motiva o diálogo, suscitando meros esquemas tortuosos para a obtenção de inconfessáveis resultados.

6. Somos apologistas da cooperação porquanto, na entreajuda, apercebemos-nos das capacidades dos nossos parceiros e harmonizamos as nossas actividades.

7. Bom é não esquecer que o homem é um animal gregário, tendendo este para a formação de grupos e adopção de ideias alheias.

Nau


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Nº. 5706 - Doutrina Cooperativista.


1. Alguns curiosos, aventurando-se a entrar neste espaço, ficam surpreendidos por não serem confrontados por um falso passadismo cultural.

2. Não há brasões, nem castelos altaneiros (os poucos que estão de pé foram recuperados nos finais dos anos 30 do século passado para justificar um nacionalismo espúrio) nem santinhos de estimação, exceptuando as referências a sua excelência o primeiro-ministro.

3. Por outro lado, a comuna aqui defendida nada tem a ver com as organizações políticas, sociais e económicas da população agrícola estabelecidas na República Popular da China desde 1958, no âmbito de propriedades colectivas.

4. O comunalismo, fundamenta-se na estrutura de um espaço geográfico e na dinâmica dos naturais e residentes, concertando estes as suas actividades na altiva prática dos transmontanos que, sem rodeios, afirmavam: para lá do Marão mandam os que lá estão.

5. Não tenho dúvida que caminhamos para uma administração electrónica global proporcionadora de uma distribuição da riqueza de acordo com as necessidades de cada indivíduo nos ditos espaços geográficos tradicionais.

6. Claro que muitas das comunidades atidas aos hábitos da sua região mantêm laços parentais com regiões afins, sob a égide de um soberano consensual, hereditário e vitalício.

7. A multiplicação das unidades cooperativas no espaço geográfico e âmbito cultural serão as comunidades da grande Comunidade, i.e., do Reino de Portugal.

Nau

Nº. 5705 - Portal Comunalista


1. O étimo do vocábulo democracia faz vibrar de entusiasmo qualquer coração honesto. Porém, desde a sua origem, a prática resulta na infantilização da maioria por grupos minoritários com interesses muito particulares.

2. A delegação de poderes a outrem para o representar e proceder em seu nome é mero ardil, esquema recorrente da burguesia republicana dominante para eternizar a sua privilegiada posição social.

3. "Queres conhecer o vilão? Mete-lhe a vara do poder na mão", diziam os antigos por causa dos problemas que os incautos sofriam às mãos de alegados defensores de liberdades e direitos públicos.

4. Todo o poder é corruptivo e a própria justiça tem olhos vendados a fim de aplicar as leis que melhor soarem aos seus ouvidos, com a rapidez que lhe for mais conveniente para salvar as aparências.

5. O poder económico dá a adequada liberdade para qualquer plutocrata recrutar os melhores advogados para as suas causas e/ou pagar favores, i.e., subornar alguém para algo oposto à justiça, à moral ou ao dever.

6. Logo, a administração electrónica que se avizinha e o fim da circulação da moeda fiduciária permitirá ao homem uma responsável dedicação aos problemas sociais e culturais da sua comunidade.

7. O comunalismo assenta na multiplicação das unidades cooperativas; no fim da exploração do homem pelo homem; na abjuração da partidocracia e reconhecimento de um  soberano consensual, hereditário e vitalício.

Nau

domingo, 14 de abril de 2019

Nº. 5704 - Psyche


1. Distingue-se a psique do cérebro pela função mental da primeira; a ântero-póstero do encéfalo, situado no interior do crânio, centraliza a actividade nervosa.

2. Logo, o crânio é caixa destinada a alojar e proteger o encéfalo, fazendo este parte do sistema nervoso a par do cérebro, do cerebelo, do bolbo raquidiano e do istmo.

3. Porém, o cérebro, figurando algo em que predomina a função intelectiva sobre a emocional, não é característico do político uma vez que este é, por natureza, apenas habilidoso em ascensão a primeiro-ministro.

4. O sistema nervoso que coordena entre si as várias actividades do ser humano relacionando-o com as mudanças externas, parte do tubo mental composto por células, neurónios, fibras e tecido intervalar. 

5. Morfologicamente, os nervos classificam-se em cranianos, raquidianos e organizativos; anatomicamente são constituídos por grupos de fibras rodeadas por tecido conjuntivo.

6. Os cranianos emergem do encéfalo; os raquidianos da medula espinal; os organo-vegetativos são constituídos pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos, fazendo parte do sistema nervoso vegetativo.

7. Claro que a eventual semelhança entre as assembleias políticas e o sistema nervoso vegetativo é mero desequilíbrio em que os fenómenos mórbidos são atribuídos a puras aberrações.

Nau

  

sábado, 13 de abril de 2019

Nº. 5703 - Fim de Semana 15


1. Tanto o sistema económico liberal como o socialista tendem a confinar o poder político a uma minoria republicana dominante, ora de cariz partidocrático, ora de grupo restrito de dirigentes, ambos assumidos como sólidas democracias.

2. Verdade, verdade é o sistema político fundamentado no princípio que toda a autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa estatal ser mero logro, porquanto assenta na competição doentia em vez da satisfatória cooperação.

3. Quando os mesmos princípios são largamente partilhados as dúvidas resultam dos critérios e oportunidades ou mera estratégia política.

4. Só na cooperação e na natural multiplicação das unidades cooperativas o Homem de amanhã poderá francamente dialogar, uma vez que a administração electrónica global obviará a partidocracia, bem como a circulação de moeda fiduciária.

5. Do Rio ao Paulo Portas de saias a distância é pouco clara, talvez poque as luzes até aos próximos actos eleitorais se encontram muito difusas.

6. "Não me pude vencer, mas posso-me esmagar (vencer às vezes é o mesmo que tombar) e como ainda sou luz, nem grande retrocesso, em raivas ideais, ascendo até ao fim: olho do alto gelo, ao gelo me arremesso...". Mário Sá Carneiro.

7. Luta para quê? A resposta estará na multiplicação das unidades cooperativas uma vez que a administração electrónica global se avizinha.

Nau

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Nº. 5702 - Luta Popular


1. A luta popular teria por fundamento a reivindicação da camada mais desfavorecida da comunidade - luta para quê?.

2. Porém, o povo, como nome colectivo de todos os indivíduos do mesmo espaço geográfico não luta por uma causa comum - apenas pela sua subsistência.

3. Outros, embora fazendo parte do povo, lutam por um património herdado e/ou adquirido, por este lhe dar azo a usufruir de um acomodado bem-estar e, sobretudo, poder sobre os mais.

4. Prudentemente, ao nome colectivo de povo se acrescenta estar o mesmo sujeito a leis comuns embora estas sejam apenas uma garantia para os bem instalados na vida.

5. Sem dúvida que todo o mundo pretende ser igual, pelo menos nos direitos adquiridos, porém estes dizem respeito apenas à organização das sociedades humanas, quanto à sua abertura económica, política e quejandas.

6. Logo, a igualdade não é o objectivo principal uma vez que a riqueza comum se consolida na diferença e na dinâmica da cooperação, esta cultivada no espaço geográfico tradicional. 

7. Luta para quê? - foi a questão inicial - e a resposta estará na multiplicação das unidades cooperativas uma vez que a administração electrónica global inexoravelmente se avizinha.

Nau

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Nº. 5701 - Prelo Real


                        A Queda

     Eu sou o rei de toda esta incoerência,
     Eu próprio turbilhão, anseio por fixá-la
     E giro até partir... Mas tudo me resvala
     E, ruma e sonolência.

     Se acaso em minhas mãos fica um pedaço de ouro,
     Volve-se logo falso... ao longe o arremesso...
     Eu morro de desdém em frente dum tesouro,
     Morro à míngua, de excesso.

     Alteio-me na cor à força de quebranto,
     Estendo os braços de alma - e nem um espasmo venço!...
     Peneiro-me na sombra - em nada me condenso...
     Agonias de luz eu viro ainda entanto.

     Não me pude vencer, mas posso-me esmagar,
     - Vencer às vezes é o mesmo que tombar -
     E como ainda sou luz, nem grande retrocesso,
     Em raivas ideais, ascendo até ao fim: 
     Olho do alto o gelo, ao gelo me arremesso...

     ...
     Tombei...
                   E fico esmago sobre mim!...


                                         Mário de Sá-Carneiro
                                        19/5/1890 - 26/4/1916



                                                                 
     


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Nº. 5700 - RAC


1. Como habitualmente, acordara cedo mas o substancial pequeno-almoço fora acompanhado pela leitura dos entusiásticos artigos dos camaradas jornalistas - tinha que os compensar com uma passeata até ao Montijo ao abrigo do novo passe social.

2. À porta de casa, um dos onze automobilistas que o atendem, desde as 7h da manhã, ouvia música clássica do agrado do primeiro-ministro, passando as toalhitas de limpeza pelo assento e paineis da viatura a fim de eliminar resíduos do repasto matinal. 

3. Sua excelência chegou, como sempre apressado, tendo presente mais um milagre de Centeno que, embora tenha lugar lá para as calendas gregas, esperançosamente se verficará na proximidade dos próximos actos eleitorais.

4. "Bom-dia, senhor primeiro-ministro" disparou o motorista ao vê-lo no limiar da porta de casa, ao que sua excelência respondeu com um pronto "Bom-dia, Carlos: parece que vamos ter bom tempo!". Sem dúvida, senhor primeiro-ministro, mas eu sou o Francisco..."

5. "Claro, claro, és o Francisco; desculpa a confusão...". "De facto, senhor primeiro-ministro, eu sou parecido com o Carlos, pois ele é meu primo, embora o irmão dele, também motorista de vossa excelência, tenha traços fisionómicos mais próximos dos meus".

6. Entretanto a viatura arrancou em direcção à Assembleia da República para mais uma sessão de jogos florais em que os primos e primas se mimoseiam. De um lado, César insular (acabadinho de chegar do aeroporto de Lisboa) com os remoques habituais dos parceiros da geringonça.

7. Do Rio ao Paulo Portas de saias a distância é pouco clara, talvez porque as luzes até aos próximos actos eleitorais se encontram muito difusas.

Nau 

terça-feira, 9 de abril de 2019

Nº. 5699 - Doutrina Cooperativista


1. A competição, sob o ponto de vista positivo, sugere a capacidade de alguém, por adequada competência, poder avaliar e resolver qualquer assunto de interesse comum.

2. Por outro lado, na óptica do dia-a-dia, a competição motiva a concorrência febril, desenfreada, a luta por um lugar ao sol, a rivalidade feroz e a cultivada concorrência.

3. A competição pretenciosa nas relações entre diferentes comunidades dá azo a cultivadas hegemonias ilegítimas e/ou subjugação de outras comunas por encarniçados caudilhos.

4. Uma vez mais lembro que foi a competição e a desmesurada  ambição de John Bull no século transacto que lançou o kaiser alemão contra o galo tricolor, motivando a entrada do Tio Sam na dança.

5. Hoje, a hegemonia do Império Amarelo que se vislumbra no horizonte é simplesmente motivada por mera competição com o Tio Sam, preludiando o fim deste.

6. "Europa, Europa, para onde vais, Senhora?", questionava António Sardinha na segunda década do século transacto, encontrando-se a resposta nas capelinhas da burguesia republicana dominante dos nossos dias.

7. Só na cooperação e na natural multiplicação das unidades cooperativas o Homem de amanhã poderá francamente dialogar, uma vez que a administração electrónica global obviará a partidocracia, bem como a circulação de moeda fiduciária.

Nau

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Nº. 5698 - Portal Comunalista


1. As discordâncias pontuais entre familiares, amigos, colegas, etc., são espectáveis pois a cada um a sua verdade.

2. Quando os mesmos princípios são largamente partilhados as dúvidas resultam dos critérios e oportunidades e/ou estratégia política.

3. Porém, dois ou  três atritos na mesma semana são casos raros, mesmo quando classificados de pequenas divergências.

4. O primo nascido em França, 4 ou 5 anos mais novo do que eu, ficou para toda a vida o "galito"; em contrapartida, pelas mesmas razões, ser eu o "africano". Logo, "galito", em meu entender, nada tem de depreciativo.

5. Por outro lado, sou contra o serviço militar obrigatório por achar este desnecessário perante os sofisticados equipamentos bélicos dos nossos dias.

6. Tenho presente que a incorporação militar suíça dura uns escassos meses e o jovem, a partir dos 18 anos, tem fardamento e armas em seu poder, embora sem munições.

7. Porém, para indisciplinados latinos suponho que tal padrão não seja o ideal. Espero que me relevem estes desabafos, voltando ao que é mais importante: o cooperativismo.

Nau

domingo, 7 de abril de 2019

Nº. 5697 - Psyche


1. O socialismo procura uma distribuição mais igualitária das riquezas, a supressão das classes sociais, a propriedade colectiva dos meios de produção e um poder político burocrático piramidal em que a base agirá em consonância com o vértice.

2. Claro que o liberalismo, resultante da revolução industrial, baseado na crescente mecanização e na propriedade privada dos meios de produção, tende naturalmente para um mercado global onde se compram e vendem mercadorias, na persecução doentia de vantagens, por meio de cálculos sobre ganhos e lucros. 

3. Tanto o sistema económico liberal como o socialista tendem a confinar o poder político a uma minoria republicana dominante, ora de cariz partidocrático, ora de grupo restrito de dirigentes, ambos assumidos como sólidas democracias.

4. Verdade, verdade é o sistema político fundamentado no princípio que toda a autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa estatal ser mero logro, porquanto assenta na competição doentia em vez da satisfatória cooperação.

5. Por ouro lado, a influência excessiva de funcionários nas administrações (pública e privada), bem como em bilheteiras no atendimento de numerosas pessoas carentes de informações e/ou títulos de transporte, bem como na aquisição de artigos para consumo, lazer ou conforto pessoal, tendem a ser automatizadas.

6. Logo, estamos a dois passos da via administrativa electrónica integral em que a própria circulação de moeda fiduciária se torna obsoleta, sendo a distribuição da riqueza global realizada de acordo com as necessidades individuais.

7. Volto a sublinhar que uma das funções das unidades cooperativas é a satisfação das necessidades sociais e culturais dos associados, integrando-se estas nas diferentes unidades da Comunidade, tendo cada uma das comunidades  afins como referência um soberano, hereditário e vitalício, que obviamente reina mas não governa.

Nau

sábado, 6 de abril de 2019

Nº. 5696 - Fim de Semana 14


1. A hipotermia poderá ocorrer em qualquer estação do ano tornando os indivíduos de faixas etárias extremas - idosos e recém-nascidos - vulneráveis.

2. Democracias são os regimes políticos da Coreia do Norte e da Venezuela (citando apenas as que estão na berra) tal como foram no passado o nacional-socialismo alemão e o Estado Novo em Portugal, ambos resultantes dos excessos da partidocracia.

3. Aqui somos cooperativistas monárquico-comunalistas, pugnando por um soberano consensual, hereditário e vitalício - apostando na multiplicação das unidades cooperativas e na via administrativa electrónica sem circulação de moeda fiduciária.

4. Como todo o mundo tem presente, a economia social e solidária em Portugal é regida por regras específicas desde os finais do séc. XIX, (Lei Basilar, de Andrade Corvo, 2/7/1867) sujeita a actualizações até aos nossos dias sob a designação de Código Cooperativo.

5. Sem dúvida que a multiplicação das unidades cooperativas é o complemento ideal para a via administrativa electrónica que se avizinha.

6. Hoje a globalização dos mercados favorece o Império Amarelo, metendo este os liberalismos e socialismos na mesma saca. Deus, todo-poderoso, não vence o Diabo, mas os respectivos sacerdotes engordam a olhos vistos. a Juventude exibe ríspida barba para disfarçar uma débil masculinidade.

7. Bom é ter presente que os encargos com os contingentes militares em missão no estrangeiro são pagos por fundos internacionais e na incorporação obrigatória pelos impostos que pagamos.

Nau 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Nº. 5695 - Luta Popular


1. Altas patentes do exército lamentam que a reposição do serviço militar obrigatório ainda não tenha sido legislado.

2. Enfatizam as ditas altas patentes que é no serviço militar que os jovens terão a possibilidade de ganhar a noção exacta dos deveres e direitos - tanto civis como políticos.

3. Certo é que o voluntariado, até à presente data, tem proporcionado o número de elementos militares necessários para a incorporação dos profissionais em missões no estrangeiro.

4. Para tais funções o que importa é a formação técnica e/ou experiência profissional, pelo que aliciante será a melhoria do pagamento do pré aos voluntários.

5. Sem dúvida que as academias militares têm lançado anualmente muitos candidatos aos quadros superiores do exército e estes necessitam de magalas para a limpeza das botas.

6. Bom é ter presente que os encargos com os contingentes militares em missões no exterior são pagos por fundos internacionais e a incorporação obrigatória pelos impostos públicos.

7. Por outro lado, os próximos conflitos militares serão resolvidos pela alta tecnologia, sendo mais importantes bombeiros e técnicos de saúde do que numerosos magalas.

Nau

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Nº. 5694 - Prelo Real



                                  Haikai Crepuscular

                                   Este Caminho
                       Ninguém já o percorre
                       Salvo o Costa.

                                          Nau

                                     (Matsuo Bashô me perdoe)
                                        

                                       

                                


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Nº. 5693 - RAC


1. A Europa babilónica, secundarizada por mor de um capitalismo espúrio na primeira metade do século transacto, procura salvar a cara na segunda metade, num titubear de avanços e recuos.

2. Claro que as reservas naturais e a mão-de-obra barata noutros continentes foram partilhadas de modo consensual pelos pioneiros europeus das grandes navegações, na óptica capitalista do alargado consumo motivar a grande produção.

3. Porém, a competição entre as grandes potências europeias, nomeadamente a França e a Alemanha, instigada pela gula do John Bull, provocou amargos de boca a este último pelo inopinado recurso aos préstimos do Tio Sam.

4. Na segunda fase do conflito europeu, os Aliados - John Bull e o galito tricolor encabeçados pelo Tio Sam - fazendo das tripas coração, acharam mais prudente envolver o camarada Estaline, insinuando que uma terrível bomba de neutrões hitleriana seria ensaiada sobre Moscovo.

5. A Itália, encarregada de controlar o Mediterrâneo a fim de assegurar o fornecimento dos combustíveis fósseis provenientes de África ao exército alemão, foi desgastada pela fúria dos Aliados, arcando como opóbrio a palavra fascismo, para não beliscar o nacional-socialismo este parente dos sovietes.

6. Curiosamente, a edição do livro "Animal Farm" de George Orwell (pseudónimo de Eric Blair) foi postergada pelos britânicos a fim de não ferir as susceptibilidades do aliado moscovita que obviamente trocara a tecnologia alemã pela oferta de material bélico dos aliados.

7. Hoje, a globalização dos mercados favorece o Império Amarelo, metendo este os liberalismos e socialismos na mesma saca. Deus, todo-poderoso, não vence o Diabo, mas os respectivos sacerdotes engordam a olhos vistos. A juventude exibe ríspida barba para disfarçar uma débil masculinidade.

Nau

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nº. 5692 - Doutrina Cooperativista


1. A economia social e solidária em Portugal é regida por regras específicas desde os finais do séc. XIX (Lei Basilar, de Andrade Corvo, 2/7/1867) sujeita a actualizações até aos nossos dias sob a designação de Código Cooperativo.

2. Cedo as classes desprotegidas se aperceberam que a violência não era a solução para os seus problemas; a mendicidade, ultraje à dignidade humana; o cruzar de braços ou o meter votos em urnas eleitorais mero estratagema para eternizar no poder a burguesia republicana dominante.

3. Mestres fulgurantes como Pierre Proudhon, Charles Fourrier, Robert Owen, Charles Gide, António Sérgio e outros da mesma igualha, são unânimes a apostar na cooperação, abjurando os esquemas competitivos tão do agrado das minorias dirigentes de cariz partidocrático.

4. Claro que a batuta dos plutocratas (indivíduos poderosos pela acumulação doentia da riqueza) condiciona as decisões dos ditadores, bem como dos grupos restritos de dirigentes, ambos alimentados pelas vitualhas dos homens do grande capital.

5. Procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados, há muito tempo já que estas têm beneficiado do apoio de centros universitários tais como a ULB (Bélgica), RIUES (Luxemburgo), Universidade de Kassel (Alemanha), Universidade de Padova (Itália), PNUD de Moscovo, Conselho Cooperativo do Quebeque e quejandos.

6. Em Portugal, a "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" tem prestado relevante serviço no apoio à formação legal das unidades cooperativas, bem como no aconselhamento técnico às uniões, federações e confederações do sector.

7. Sem dúvida que a multiplicação das unidades cooperativas é o complemento ideal para a via administrativa electrónica que se avizinha.

Nau

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nº. 5691 - Portal Comunalista


1. Armando Ferreira, um dos grandes humoristas do século passado, criou várias figuras populares da cidade alfacinha que ainda hoje vislumbramos na Internet dos nossos dias.

2. A Narcisa, jovem romântica saída da pena de Armando Ferreira, espraiava as suas emoções em diários secretos e poesias da sua lavra exibindo estas nos saraus familiares do seu tempo visto que, como é óbvio, o Facebook ainda não tinha nascido.

3. Um dos poemas da inspirada Narcisa rezava assim: Sinto, pressinto que minto..." a que outra figura do citado humorista contrapunha: "A Narcisa precisa ter juíza e não andar por salas, salinhas e salões a arengar histórias das suas comichões". 

4. Este excerto da obra de Armando Ferreira veio à baila graças à fantástica memória do meu querido avô que, judiciosamente, me inibiu de publicar versos da minha lavra, prevaricando eu apenas no tema cooperativista ao avançar com a letra do hino do "CECIM - Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica".

5. Há erros que cometemos no entusiasmo das opções assumidas de que mais tarde nos arrependemos, tal como acontece com o palavrão "democracia" que, em boa fé, associei às Cortes, apelidando estas como a Casa da Democracia. 

6. Democracias são os regimes políticos da Coreia do Norte e da Venezuela (apenas citando as que estão na berra) tal como foram no passado o nacional-socialismo alemão e o Estado Novo salazarengo, resultantes dos excessos partidocráticos.

7. Logo, para não haver quaisquer dúvidas, somos cooperativistas monárquico-comunalistas; pugnamos por um soberano consensual, hereditário e vitalício, bem como apostamos na multiplicação das unidades cooperativas e na via administrativa  electrónica, sem circulação de moeda fiduciária.

Nau