quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Nº. 2280 - RAC
1. O parlamentarismo baseado no equilíbrio dos poderes - legislativo, executivo e judicial - e no facto do governo ser politicamente responsável perante o parlamento subsiste graças à classe média burguesa.
2. Sem dúvida que a classe social gerada historicamente pelos centros de transacções comerciais na Idade Média desenvolveu-se devido à multiplicação dos ditos centros e à sofisticação dos meios de transporte, permitindo rumos seguros e cada vez mais distantes.
3. A burguesia industrial, adequando a produção ao consumo, aumenta a sua dependência aos recursos usurários, passando estes a controlar tanto a economia no planeta Terra, como as decisões políticas das várias comunidades espalhadas pelos cinco continentes.
4. Logo, o capitalismo - tanto o liberal como o socialista - caracterizado pela existência de vários mercados onde se compram e vendem mercadorias, sobretudo a força de trabalho, apenas poderá ser moderado através da multiplicação das unidades cooperativas, onde a prática da autogestão e autofinanciamento é judiciosamente cultivada.
5. Abro aqui um parêntesis a fim de chamar a atenção para o facto de, tanto a burguesia liberal como a socialista, ambas procurarem consolidar o seu poder através da paixão partidária (nas versões mono e multipartidárias), bem como na óptica capitalista sublinhada no parágrafo anterior.
6. Por outro lado, o soberano a prazo de génese partidária é uma das bengalas do capitalismo porquanto, nas versões rotativistas ou acidentalmente autocráticas, é exigida a delegação do poder decisório da população a terceiros, estes indigitados por corifeus profissionais.
7. A robotização iminente e a nomeação aleatória confirmarão a excelência da prática cooperativista, bem como a solução do soberano hereditário e vitalício que será a referência lógica das diferentes comunidades, em uma normal globalização.
Nau
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