sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Nº. 2268 - Luta Popular
1. Paulo Especial, numa recente intervenção facebookiana, declara que o erro dos portugueses é não participar nos actos eleitorais em massa.
2. Ora votar, sem objectivos definidos, é delegar o poder de decisão a terceiros, estes indigitados por caudilhos que, de cenoura em punho, oferecem tudo... e mais qualquer coisa.
3. Claro que o parlamentarismo, baseado num relativo equilíbrio dos poderes do Estado, resulta em uma luta de facções políticas, pouco diferentes do clubismo alegadamente desportivo.
4. Abro aqui um parêntesis para uma vez mais sublinhar que o Cascalheira Futebol Clube é a maior associação desportiva portuguesa - quiçá do mundo! - sem nunca ter disputado relevantes títulos desportivos.
5. De facto, a passagem da monarquia autocrática ao regime parlamentar moderno deve-se à revolução liberal-burguesa do séc.XVII, e esta continua a favorecer o empreendedorismo suportado por um financiamento à produção/consumo, na persecução doentia do lucro.
6. Tanto os liberais como os socialistas - nas versões corporativistas, fascistas, nazistas, comunistas, etc. - dão azo a um elitismo de grande burguesia (automóvel, computadores, produtos brancos, etc.) limitando-se a maioria da população a chuchar no dedo, i.e., a ser chuchalista.
7. Procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados, em múltiplas unidades autofinanciadas e gestão autónoma, aguardamos governos cibernéticos , secundados por observadores aleatoriamente nomeados, e um soberano hereditário e vitalício.
Nau
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