quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Nº. 2266 - RAC


1. O caminho mais curto, do alto da colina para atingir o vale, será o definido por uma recta. Porém, obstáculos naturais (declives) ou arquitectónicos (casas, arruamentos) obrigam-nos a frequentes ziguezagues.

2. Por outro lado, figuras que nos habituámos a respeitar, desde os frescos anos, devido ao imponente porte físico ou capacidade intelectual, surpreendem-nos com indisfarçáveis debilidades, após um penoso avançar dos anos.

3. Também a agenda que mentalmente estabelecemos para a actividade diária e/ou profissional sofre alterações constantes, por intervenções de terceiros e indisposições ocasionais, obrigando-nos a improvisados ziguezagueamentos.

4. Bom será aproveitar o tempo aleatório que nos resta (duração ou capacidade) e, dado que somos uma espécie gregária, estabelecermos programas convergentes, tanto de actividades como de projectos - os mais rectos possíveis.

5. a estância de tempos livres volta à baila, pois esta oferece a possibilidade de uma cooperação diligente e, sobretudo, de um exercício físico e intelectual, pois o ramerrame por nós estabelecido é pouco salutar.

6. Tanto as obras de beneficiação como as soluções encontradas para tornar a estância confortável em qualquer época do ano são muito importantes por proporcionarem largo bestunto e uma louvável prática cooperativista.

7. Basta um pouco de imaginação: geradores de energia eléctrica; purificadores de água de furos; saneamento básico dinâmico; horticultura e pomar rentáveis, e outras coisas mais.

Nau

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Nº. 2265 - Doutrina Cooperativista


1. Logicamente, o espírito cooperativo está a ganhar força no coração dos portugueses, mas os redutos partidários mantêm-se.

2. Assim, os monárquicos formam uma comunidade distinta de homens com fé em Deus e referentes ao soberano hereditário e vitalício.

3. Os republicanos, atolados em partidarismo endémico, vão impondo os soberanos a prazo, na esperança de serem eles o eleito, como se um jogo da Santa Casa se tratasse.

4. De um lado, os militantes monárquicos (MM, isto é, muito maus como militantes); do outro, os militantes republicanos (MR, isto é, muito reles).

5. Claro que, distribuídos pelos bairros das cidades e vilas, bem como pelas aldeias e lugares, os MM e os MR multiplicam-se em núcleos afins como gente de um só credo - religião ou política.

6. Bom é ter presente que, no cooperativismo, não são praticadas discriminações sociais, políticas ou religiosas pelo que as múltiplas comunidades MM e MR partilharão cordatamente o património comum.

7. Logicamente, cada macaco em seu galho.

Nau

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nº. 2264 - Portal Comunalista


1. O nomadismo reflecte a preocupação em satisfazer pura e simplesmente as necessidades básicas.

2. Sendo um animal gregário, o homem cura em manter-se no chão familiar, optando pela sedentarização.

3. Logo, o forasteiro é bem-vindo pelas mais-valias deixadas à sua passagem e pela novidade desse momento.

4. Difere o mercador do forasteiro pela permuta de bens essenciais efectuada como regular visitante.

5. O Estado-nação resulta da necessidade da burguesia republicana dominante garantir o seu acesso ao poder através do jogo eleitoral.

6. A dita política eleitoral permitiu o esbatimento de fronteiras na Europa por interesses do capitalismo globalizante.

7. Urge debater e praticar a doutrina do CMC.

Nau 


domingo, 28 de janeiro de 2018

Nº. 2263 - Psyche


1. Toda enfermidade carece de um cuidadoso estudo, tendo em conta a sua etiologia; o modo como actua; os sintomas; a anatomia patológica; o diagnóstico; o modo de a combater e o tratamento profiláctico.

2. Doenças congénitas, do período pré-natal; hereditárias, transmitidas durante a gestação e/ou procedentes de causas externas são uma classificação possível e a ter em conta no historial do paciente.

3. Quanto à etiologia - doenças infecciosas, carenciais, etc. - a evolução poderá resultar em doenças agudas, crónicas, intermitentes ou periódicas, transmissíveis por contacto; meramente esporádicas e/ou epidérmicas.

4. O regime de tratamento poderá necessitar de simples assistência médica - regular ou ocasional - além de eventuais intervenções cirúrgicas. 

5. Logo, diagnósticos sem a adequada observação ou a partir de opiniões conjunturais, fenómenos circunstanciais ou pareceres de mestres de renome ou longa prática, são muito arriscados.

6. Diagnósticos expressos e análises laboratoriais poderão servir de instrumento para novos pareceres, porém não são estes que, indubitavelmente, poderão curar, sem a adequada intervenção de técnicos qualificados.

7. Como é óbvio, não se trata de uma escapadela a responsabilidades, mas racionalização pura.

Nau

sábado, 27 de janeiro de 2018

Nº. 2262 - Fim de Semana 4


1. Os distúrbios mentais, por norma, resultam de falhas no sistemático desenvolvimento emocional do paciente.

2. Porém, para algumas pessoas religiosas, o número daqueles que professam a mesma confissão é que importa.

3. Claro que a doutrina religiosa responde à necessidade do homem ter um paraíso à sua espera no após a morte.

4. Outros, buscando para si o paraíso na Terra, vão delapidando o bem comum e/ou surripiando tudo o que esteja ao seu alcance, numa voracidade doentia.

5. Pretende-se vender como refinada uma organização política em que o governo é exercido por indivíduos responsáveis da sua acção perante quem os investiu, mas estes são indigitados por caudilhos partidários que, manipulando a massa eleitoral, obrigam-na a abdicar do poder de decisão a desconhecidos.

6. "Entre o homem e o amanhã em novelo de linha preta: meu acto de Fé é ser criança, e crê-lo, que é ser poeta". Afonso Duarte, 1884 - 1958.

7. A República Francesa inventou o Estado-nação e este, nas primeiras quatro décadas do século transacto, em lutas fratricidas, provocou a hemorragia de 70 milhões de mortes.

Nau

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nº. 2261 - Luta Popular


1. A Revolução Francesa inventou o Estado-nação e este, nas primeiras quatro décadas do século transacto, provocou a hemorragia de mais de 70 milhões de mortos.

2. Por outro lado, as ideologias, no desencanto dos credos religiosos, substituem estas nas versões marxistas, fascistas, nazistas, estalinistas e maoistas.

3. A santificação de fronteiras e de símbolos espúrios (bandeiras, hinos, caudilhos salvadores) substituíram a figura do soberano hereditário por outro a prazo ou fruto de contingências ditatoriais.

4. O crédito à produção e ao consumo enche os bolsos dos usurários e alimenta a fé no progresso, consubstanciado na posse de bens apetecíveis - automóveis, equipamentos electrónicos, produtos brancos e outros da mesma sorte.

5. Das comunidades que procuravam certezas, segurança, controlo de degenerescências físicas e/ou morais, cultivamos a insegurança, a crítica negativa e o prazer sem limites, até à exaustão.

6. Reeducação ideológica perpetrada desde os Urais até ao extremo-oriente; lutas fratricidas em África, no novo Continente, em tudo que é sítio, alimenta os negócios armamentistas e/ou das drogas.

7. A idade da razão tarda; urge dar prioridade à cooperação em vez da continuada apropriação doentia.

Nau

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Nº. 2260 - Prelo Real



                      In Extremis (I)


          Só a criança conhece a Eternidade
          Que é inocência do desconhecido.
          E o que me dá saudade
          É havê-la em mim perdido.
          
          Outra herança de tudo que não sou
          Podeis levá-la! Faça-se a vontade:
          Que a imortal, pérene propriedade,
          Perdeu-a o homem quando semeou.

          Ah! como a onda do mar que é mais bravia
          É que abraça os escolhos,
          Só terra de poesia
          Foi na minhálma dor, o luto dos meus olhos.

          Entre o homem e o amanhã um novelo 
          De linha preta:
          Meu acto de Fé é ser criança, e crê-lo
          Que é ser poeta.


                                       Afonso Duarte
                                         1884 -1958


          

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Nº. 2259 - RAC


1. Pretende-se vender como refinado uma organização política em que o governo é exercido por indivíduos responsáveis da sua acção perante quem os investiu.

2. Ora os indivíduos que integram o governo e os que participam nas assembleias políticas são indigitados por caudilhos partidários, manipulando estes a massa eleitoral que se limita a abdicar do poder decisão a favor de desconhecidos.

3. Logo, definir república como grupo de indivíduos com interesses comuns é compreensível. Porém, da multiplicação desses grupos pretender transformá-los em uma instituição democrática é bundo castiço.

4. Já a Carta Constitucional outorgada por D.Pedro IV em 1826 confirmava o direito dos eleitores delegarem o poder de decisão a terceiros, limitando-se a República de 1910 a substituir o soberano hereditário e vitalício por um a prazo, de génese partidária.

5. A primeira constituição da doutrina "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" foi aprovada por uma assembleia em que os seus membros foram eleitos apenas em metade dos círculos existentes e a originalidade de, na falta de eleitores os candidatos serem proclamados eleitos sem votação.

6. Por erro ou omissão, os defensores da trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" não especificaram o género do votante, obrigando uma activista feminina a recorrer aos tribunais quando o seu voto foi recusado à boca da urna.

7. Claro que, em revisão apressada de 1913 ficou expresso que o votante seria apenas do género masculino... Igualdade, igualdade mas não tanta.

Nau

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Nº. 2258 - Doutrina Cooperativista


1. A religião foi o prato forte do último apontamento.

2. Claro que a doutrina religiosa responde à necessidade do homem ter um paraíso à sua espera no após a morte.

3. Logo, a aplicação das forças e faculdades do homem na luta pela subsistência (o necessário, o essencial) torna este carente de algo que o satisfaça no além.

4. Solícitos profissionais - sacerdotes, profetas, gurus, etc. - vão alimentando a esperança num mundo melhor e, in dubio, muitos crentes vão-se despojando dos bens na Terra.

5. A maioria das pessoas, porém, dispensa intervenções duvidosas e rodeios, para satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, optando pela cooperação diligente.

6. Outros, buscando para si o paraíso na Terra, vão delapidando o bem comum e/ou surripiando tudo que esteja ao seu alcance, numa voracidade doentia.

7. Paulatinamente continuamos a pregar aos peixes por uma comunidade mais sã e justa.

Nau

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Nº. 2257 - Portal Comunalista


1. Eu sou ateu. O sentimento de pertença (que faz parte de alguma coisa) basta.

2. Porém, para algumas pessoas religiosas, o número daqueles que professam a sua doutrina é que importa.

3. Assim, em termos estatísticos de 1984, os cristãos rondariam 1 150 000 000 de fiéis, divididos por católicos, protestantes, anglicanos e ortodoxos.

4. Os muçulmanos, ultrapassam os hindus em cerca de 80 000 000, contam com 589 000 000 de fiéis divididos em sunitas e xiitas.

5. Como é óbvio, a estatística que serve de apoio a este apontamento, toma por modelo a civilização ocidental, em que meras tendências são acentuadas.

6. Logo, presumir que, na imparável globalização, o seu credo religioso é mais verdadeiro do que o manifestado pelo vizinho, será pouco razoável.

7. Bom é sublinhar que todas as religiões são fraude e nefastas ao género humano.

Nau

domingo, 21 de janeiro de 2018

Nº. 2256 - Psyche


1. Os distúrbios mentais, normalmente, resultam de falhas no desenvolvimento emocional do paciente.

2. Claro que o objectivo do psicanalista será ajudar o paciente a reconhecer as suas dificuldades na relação com os outros e consigo próprio.

3. Sempre que possível, a medicação deverá ser evitada, excepto no tratamento das psicoses em que tal recurso é incontornável.

4. Na forma clássica da psicanálise o paciente tomará o lugar num divã, ficando o analista fora do seu campo visual.

5. Actualmente, os psicoterapeutas realizam sessões face a face, sentando-se o paciente em cadeiras confortáveis sem qualquer tipo de mesa ou equipamento entre si.

6. O id representa o conjunto dos instintos e impulsos regida pelo prazer, sendo o ego a estrutura mediadora e o superego a força controladora impostas por normas morais e éticas.

7. As memórias patogénicas do passado terão que ser devidamente analisadas a fim de ajudar o paciente a sentir-se mais seguro e confortável.

Nau

sábado, 20 de janeiro de 2018

Nº. 2255 - Fim de Semana 3


1. Descaradamente, os sequazes da República procuram confundir o regime político do seu agrado com a forma de governo democrático. Porém, o sistema político fundamentado na delegação do poder decisório da multitude a terceiros, estes nomeados por dirigentes partidários, é pura demagogia.

2. Queremos um Estado de direito agilizado a fim de pautar as nossas actividades de modo harmonioso; porém a actual burocracia é morosa e corruptível - ora hermética, ora dispendiosa. Logo, queremos uma justiça célere, longe de quaisquer sectarismos e encapotamentos ; queremos um futuro são e cooperativista.

3. A competição e a persecução doentia do lucro são, aparentemente, os dinamizadores do progresso. Contudo, o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de todos os concidadãos.

4. Este espaço é dedicado ao cooperativismo, mas vedado à apresentação de unidades cooperativas existentes por iniciativa cá da casa a fim de evitar falsas expectativas de envolvimentos.

5. Claro, o que importa é estabelecer diálogos descomprometidos, sublinhando o distanciamento que possa existir entre a doutrina cá da casa e a prática nas diferentes unidades cooperativas.

6. "Dizem que em sua boca se realiza a flor; outros afirmam: a sua invisibilidade é aparente mas nunca toquei deus nesta escama de peixe onde podemos compreender todos os oceanos - nunca tive a visão da sua bondosa mão". Al Berto dixit.

7. Revolução política significa mudança profunda na opinião da comunidade. Tal mudança - que se pretende tão rápida quanto possível - é devida a uma clarificação de ideias e de sentimentos. Urge promover a expansão do movimento cooperativista - a Revolução que se impõe.

Nau

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Nº. 2254 - Luta Popular


1. Revolução política significa mudança profunda na opinião da comunidade.

2. Tal mudança - que se pretende tão rápida quanto possível - é devida a uma clarificação de ideias e de sentimentos.

3. A permuta de objectos, de produtos, de utensílios, etc., entre a população no longínquo passado resultou de um espontâneo acto cooperativo.

4. Claro que a fruição das coisas nos tempos idos era naturalmente colectiva, mais no sentido de partilha do que de apropriação.

5. Porém, o intermediário, facilitando a permuta de bens essenciais, naturalmente, procurou obter benefícios próprios, alargando estes pelo recurso aos prestamistas.

6. A expansão das rotas comerciais e a multiplicação do número dos intermediários colocou na mão de pequeno grupo de capitalistas o destino dos povos.

7. Urge promover a expansão do movimento cooperativista - a Revolução que se impõe - porquanto apenas este poderá sustar os ímpetos avassaladores da burguesia republicana dominante.

Nau

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Nº. 2253 - Prelo Real


          A Invisibilidade de Deus


    dizem que em sua boca se realiza a flor
    outros afirmam:
    a sua invisibilidade é aparente
    mas nunca toquei deus nesta escama de peixe
    onde podemos compreender todos os oceanos
    nunca tive a visão de sua bondosa mão

    o certo
    é que por vezes morremos magros até ao osso
    sem amparo e sem deus
    apenas um rosto muito belo surge etéreo
    na vasta insónia que nos isolou do mundo
    e sorri
    dizendo que nos amou algumas vezes
    mas não é o rosto de deus
    nem o teu nem aquele outro
    que durante anos permanece ausente
    e o tempo revelou não ser o meu


                                               Al Berto
                                            1948 - 1997
                                              
    

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Nº. 2252 - RAC


1. Certo cavalheiro, ao ler o apontamento de ontem, apressou-se a telefonar, curioso em saber onde, em tanta cooperação, entrava o soberano hereditário e vitalício.

2. Ora, todos nós precisamos de referências válidas a fim de concertar programas de acção, e o soberano, hereditário e vitalício, será o necessário primus inter pares.

3. Logo, o soberano, hereditário e vitalício, reina mas não governa, uma vez que tal função a todos nós pertence, servindo a sua figura para obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

4. Compreendo que se enfadonha com a leitura das arengadelas do último apontamento, tal como ao autor a escrita das mesmas, porém, a falta de diálogo, i.e., argumentos contrários, não permite espraiar o raciocínio.

5. Este espaço é dedicado ao cooperativismo, mas vedado à apresentação de unidades cooperativas por iniciativa própria, a fim de evitar falsas expectativas de envolvimentos.

6. Claro, o que importa é estabelecer diálogos descomprometidos, sublinhando o distanciamento que possa existir entre a doutrina da casa e a prática do expositor.

7. Desculpas durante a segunda chamada telefónica do reincidente interlocutor aceites.

Nau

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nº. 2251 - Doutrina Cooperativista


1. A competição e a persecução doentia do lucro são, aparentemente, os dinamizadores do progresso.

2. Porém, o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de todos os concidadãos.

3. O progresso depende da mente privilegiada de alguns indivíduos, dado que todos nós somos iguais e todos diferentes.

4. Da Grécia Antiga chegam até nós o pensamento e figura de um Sócrates; a verve e postura de um Platão, harmonizando-se que não competindo.

5. Cultivar o diálogo é construir pontes para o dia de amanhã; é estabelecer programas e concertar acções que tornarão a vida na comunidade mais sã e justa.

6. A competição dá azo a sectarismos espúrios e a chefes - espirituais e cabos de guerra - a quem delegamos, desnecessariamente, o nosso poder de decisão.

7. O progresso apenas depende do espírito cooperativo; o verdadeiro ensino da cooperação, bem como do bom-senso e diálogo - jamais da competição.

Nau

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Nº. 2250 - Portal Comunalista


1. Na linha do auto "Todo o Mundo e Ninguém", de Gil Vicente, pode dizer-se: todo o mundo quer ser servido e ninguém paga o que deve.

2. Queremos um Estado de direito agilizado a fim de pautar as nossas actividades de modo harmonioso, porém a actual burocracia é morosa e corruptível - ora hermética, ora dispendiosa.

3. Queremos cidadãos bem formados que, em 40 anos a salazarquia, selectivamente e em número limitado atingiu, tal como a República vigente, mas esta a custos elevados e em mais de 40 anos, confrangendo tudo e todos em relação a outro Estados da União Europeia.

4. Queremos, ardentemente, o fim do compadrio e da delapidação dos bens públicos usados para satisfação de apetites pantagruélicos e tripudiações sectárias.

5. Queremos uma juventude desempoeirada, com opções profissionais variadas, sem necessidade de passar por aquartelamentos militares apenas para justificar o número de generais e almirantes no activo.

6. Queremos um nivelamento social bem visível, com tectos salariais públicos (ministros e deputados inclusive); real ajuda aos necessitados, excepto para aqueles que nada querem fazer.

7. Queremos uma justiça célere, longe de quaisquer sectarismos e encapotamentos; queremos um futuro são e cooperativista. 

Nau 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Nº. 2249 - Psyche


1. Descaradamente, os sequazes da República procuram confundir o regime político do seu agrado com a forma de governo democrático.

2. Porém, o sistema político fundamentado na delegação do poder decisório da multitude a terceiros, estes nomeados por dirigentes partidários, é pura demagogia.

3. Já na Grécia Antiga, nomeadamente em Atenas como unidade político-administrativa, o voto era limitado aos naturais residentes, com exclusão das mulheres, estrangeiros e escravos. Sólon, compreesivelmente, optou pelas riquezas pessoais e quatro classes distintas.

4. Os grupos sociais que leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas, sempre ambicionaram o acesso ao poder soberano por um conjunto restrito de eleitores.

5. Progressivamente o soberano hereditário e vitalício se impôs a fim de obviar as disputas sectárias no topo da comunidade, embora ficasse vinculado a assembleias de interesse público - as Cortes.

6. A classe mercantil que, no seu apogeu, controlava a produção e o consumo pela via empresarial, cedo se apercebeu das vantagens de subornar o poder político em conluio com minorias poderosas pela sua riqueza.

7. Na senda da partidocracia, a burguesia republicana dominante é, por conveniência, meramente anti-monárquica.

Nau

sábado, 13 de janeiro de 2018

Nº. 2248 - Fim de Semana 2


1. Portugal envelhece e envilece por políticas desbragadas e políticos amesendados ao erário, surripiando os valores esportulados por organizações internacionais que, deste modo, alimentam o consumo.

2. Embora os meios de comunicação social se multipliquem, os idosos, tendencialmente, se fecham na sua concha de recordações e sobrevivência, tornando-se descartáveis; aos jovens resta apenas emigrar.

3. A unidade cooperativa é a forma racional de consolidação da comuna rumo a uma Economia Social que, articulando as actividades produtivas e distributivas , não tendo em mira o lucro, poderá solver as necessidades da população em geral.

4. Porém, abdicar do poder de decisão a intercessores (medianeiros indigitados por dirigentes promovidos por interesses próprios inconfessáveis) é consolidar o predomínio de uma classe - a tentacular burguesia republicana.

5. "Hora que vem de longe (...) de rua em rua: hás-de passar e hás-de parar por toda a parte - nua, formosamente nua - para que já não possam desnudar-te". Sidónio Muralha.

6. O IBEM, aparentemente limita-se a alvitrar um mero caudilhismo damagógico, quer por figuras populistas, quer por burgueses de fartos cabedais.

7. Urgente é a multiplicação das unidades cooperativas - onde não se pratica, sistematicamente, a delegação do poder decisório a terceiros - rumo a uma Economia Social.

Nau

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Nº. 2247 - Luta Popular


1. O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - sugere o intercâmbio de ideias entre instituições congéneres, brasileiras ou estrangeiras.

2. O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - convida ao estudo e promoção da organização política do Brasil sob o regime monárquico, parlamentar, democrático e federativo.

3- O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - procura editar obras doutrinárias, publicações periódicas e material de difusão de tais ideias.

4. O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - está decidido a realizar e patrocinar eventos para a divulgação da doutrina monárquica, parlamentarista, democrática e federalista.

5. O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - além de propor a substituição de um soberano a prazo por outro, hereditário e vitalício, vai no sentido de um parlamentarismo alegadamente democrático e corporativista.

6. O IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - aparentemente limita-se a alvitrar um mero caudilhismo demagógico, quer por figuras populistas, quer por burgueses de fartos cabedais.

7. Ora, urgente é a multiplicação das unidades cooperativas onde não se pratica sistematicamente a delegação do poder decisório a terceiros, rumo a uma Economia Social.

Nau

Nº. 2246 - Prelo Real




                           Amanhã  

             Na hora que vem de longe,
         cresce e vem, cresce e vem,

         - os que tiverem frio hão-de lançar os meus versos ao lume,
         e a chama há-de subir 
         - os que tiverem fome hão-de lançar os meus versos à terra,
         como se fossem estrume,
         e a terra há-de florir...

         Os meus poemas de tragédia são degraus

         da hora que vem,
         - cresce e vem,
         - cresce e vem,
         - cresce e vem... -
         Nos meus poemas cresceu, e sofreu, e aprendeu
         nos meus poemas revoltos,
         por isso vem de longe, nua, nua,
         e traz os cabelos soltos...

         Hora que vens de longe,
         de longe vens, de rua em rua,
         - hás-de passar e hás-de parar por toda a parte,
         nua, formosamente nua,

         - para que já não possam desnudar-te.

                                             Sidónio muralha
                                                  1920 - 1962
   

     


 

        

                           



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Nº. 2245 - RAC


1. No coração imenso do Cruzeiro do Sul, IBEM - Instituto brasileiro de Estudos Monárquicos - confirma a sua vitalidade e recomenda-se.

2. Tempos problemáticos agudizam-se no Planeta Azul pela fome de poder dos bem instalados na vida e impaciência dos deserdados habituais.

3. A apropriação não exige a aquiescência dos mais, apenas a resignação destes perante o domínio daqueles que disponibilizam os recursos.

4. Logo, abdicar do poder de decisão a intercessores (medianeiros indigitados por dirigentes promovidos por interesses egoístas) é consolidar o predomínio de uma classe - a burguesia republicana dominante.

5. De facto,  burgueses somos todos nós porquanto, como membros da classe média, ora nos guindamos a posições de destaque pela acumulação de cabedais, ora nos tornamos mais dependentes por falta de recursos para promover a própria subsistência.

6. Ao apoiar um parlamentarismo em que as diversas facções foram maioritariamente indigitadas por meros dirigentes políticos, apenas defendemos o stato quo, dado que o soberano, hereditário e vitalício, apenas obvia disputas partidárias no topo do Reino e/ou Império.

7. Por conseguinte, só a multiplicação das unidades cooperativas em que o voto do associado é uninominal e reponsabilizavel poderá dirimir os ímpetos avassaladores da burguesia e dos plutocratas, tanto liberais como socialistas.

Nau

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Nº. 2244 - Doutrina Cooperativista


1. A unidade cooperativa é a forma racional de consolidação da comuna rumo a uma Economia Social.

2. Por comuna entende-se o espaço geográfico, de hábitos e usanças transmitidas de geração em geração, sob competência de vereadores residentes nomeados por via aleatória.

3. A Economia Social articula as actividades produtivas e distributivas de bens e serviços que, não tendo em mira o lucro, procura solver as necessidades da população em geral.

4. Logo, a unidade cooperativa, visando a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, partilha os seus objectivos com o sector público.

5. Baseada na economia solidária, na participação activa e democrática, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas, as unidades cooperativas permitem conter os ímpetos avassaladores da burguesia republicana conluiada com plutocratas sem fronteiras.

6. Recusando delegar o seu poder de decisão a terceiros, estes nomeados por caudilhos facciosos, a solidariedade cooperativa obvia que tais partidocratas consolidem posições dirigentes com o apoio de apaniguados que, como agentes corruptores, usurpam o património comum.

7. A multiplicação das unidades cooperativas aplanará o caminho para o regresso do soberano, hereditário e vitalício, obstando lutas facciosas no topo da comunidade.

Nau

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Nº. 2243 - Portal Comunalista


1. O tema de ontem foi o idoso desamparado pela força das circunstâncias.

2. Mesmo os casais de prole numerosa assistem ao natural afastamento dos filhos e/ou filhas na respectiva fase nubente.

3. Voltamos a sublinhar que tal fenómeno se verifica tanto nos grandes centros populacionais como nos povoados.

4. Claro que as oportunidades de trabalho e domicílio são maiores nas cidades do que nas zonas rurais.

5. Por outro lado, a força braçal de antanho foi relegada para um segundo plano devido à mecanização do processo agrícola.

6. Embora os meios de comunicação se multipliquem, o idoso tendencialmente se fecha na sua concha de recordações e sobrevivência.

7. A falta de diálogo, de meios e de solidariedade torna o idoso descartável.

Nau

domingo, 7 de janeiro de 2018

Nº. 2242 - Psyche


1. Os velhos, sobretudo os não autónomos, são frequentemente abandonados em instituições oficiais ou privadas.

2. As organizações oficiais continuam a ser regidas por normas de Pina Manique e grande número de funcionários coadjuvados por auxiliares de formação ocasional.

3. Por outro lado, as instituições privadas suportam o peso de uma legislação espiralada, conveniente a fiscais dolosos, paralisante e, acima de tudo, desmotivadora aos profissionais de formação universitária.

4. O abandono é a tendência social verificada, tanto nos grandes centros populacionais como nos pequenos povoados, em que o conjunto de pessoas que vive na mesma casa se reduz ou extingue, sem apelo nem agravo.

5. Portugal envelhece e envilece por políticas desbragadas, amesendados ao erário, surripiando os valores esportulados por organizações internacionais e/ou remessas de incautos emigrantes.

6. Sem rei e sem norte, o rectângulo ocidental da Península Ibérica face ao Atlântico é mera paisagem para turistas; tumba para os reformados com míngua das pensões de reforma transformadas em subsídios de manutenção.

7. Regresso, impossível! Talvez Dom Sebastião solucione os problemas relacionados com a justiça, a administração pública, a locupletação criminosa e sevícias da mesma sorte.

Nau

sábado, 6 de janeiro de 2018

Nº. 2241 - Fim de Semana 1


1. O patriotismo (que volta a ser bandeira até da extrema-esquerda) ressoa na União Europeia eivada de centralismos burocráticos, na mão de deputados que vivem à tripa-forra.

2. A faixa da população que ora se torna maioritária, conscientemente vai criando formas de solidariedade entre si perante uma burguesia republicana dominante que apenas cura dos interesses próprios, bem como dos seus apaniguados.

3. O António Costa, como grão-mestre da gerigonça, vem granjeando apoios nada seguros, embora a conjuntura dentro da União Europeia nos dê os amens.

4. A política como ciência dos povos articularem as suas actividades nas respectivas comunas jamais poderá ser confundida com as funções da burguesia republicana dominante.

5. Nos dias de hoje, até nos grandes centros populacionais, interpretes do divino - em cartas, em conchas, em textos apócrifos - fazem pela vida, explorando aqueles que não acreditam em bruxas, mas agem como se estas existissem.

6. "Para quê ser altura e ansiedade, se se pode gritar uma verdade ao mundo vão nas sílabas de um verso?". Florbela Espanca, 1894 - 1930.

7. Sempre existirão estômagos insaciáveis e mentes perversas em relação à média normal que, na apropriação doentia, procuram desfrutar de um domínio sobre outrem, normalmente consolidado pela acumulação de fartos cabedais.

Nau

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Nº. 2240 - Luta Popular


1. A luta popular deverá ser centrada na diligência em satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias.

2. Como necessidades próprias entendem-se aquelas que são adequadas à subsistência das pessoas, isto é, necessárias para sustentar a vida.

3. Sempre existirão estômagos insaciáveis e mentes perversas em relação à média normal que, na apropriação doentia, procuram desfrutar de um domínio sobre outrem.

4. Tal domínio, normalmente, é consolidado pela acumulação de fartos cabedais e esquemas usurários que estimulam tanto a produção como o consumo.

5. Logo, urge fomentar o diálogo e a cooperação, isto é, a concorrência de auxílio, de forças e de meios entre as pessoas para satisfazer harmoniosamente as supra citadas necessidades.

6. A multiplicação das unidades cooperativas (associações de produtores e consumidores tendo por objectivo libertar os associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas) será a verdadeira luta popular que se impõe.

7. Cruzar os braços tolerando as disputa partidárias da burguesia republicana dominante é abonar sine die o poder dos plutocratas.

Nau

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Nº. 2239 - Prelo Real




                          Para Quê

      Para quê ser o musgo do rochedo
         Ou urze atormentada da montanha?
         Se a arranca a ansiedade e o medo
         E este enleio e esta angústia estranha

         E todo este feitiço e este enredo
         Do nosso próprio peito? E é tamanha
         E tão profunda a gente que o segredo
         Da vida como um grande mar nos banha?

        Pra quê ser asa quando a gente voa,
        De que serve ser cântico se entoa
        Toda a canção de amor do Universo?

        Para quê ser altura e ansiedade, 
        Se se pode gritar uma Verdade
        Ao mundo vão nas sílabas dum verso?


                                    Florbela Espanca
                                       1894 - 1930

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Nº. 2238 - RAC


1. O bem e o mal, o céu e o inferno são as principais referências que pautam a vida do homem.

2. As grandes civilizações do Planeta Azul não fogem à regra, mesmo aquelas que, no extremo-oriente, se fundamentam no culto aos antepassados.

3. Claro que a prática de tais cultos foi transmitida, de geração em geração, por profissionais habilidosos que, explorando a insegurança dos mais, se impunham como vigários do divino.

4. Nos dias de hoje, até nos grandes centros populacionais, interpretes do divino - em cartas, conchas e textos apócrifos - fazem pela vida, explorando aqueles que não acreditam em bruxas, mas agem como se estas existissem.

5. Os sacerdotes dos nossos dias arvoram-se em defensores da doutrina - liberal ou socialista - endeusando os chefes supremos como garantes da 'democracia', i.e., da delegação do poder decisório a caudilhos da estirpe de um Kim Jong-un.

6. Sem dúvida que até os mais conservadores,não abdicando da sua fé e, embora tolerante com outros credos, não admitem algo que ponha em dúvida a pureza dos seus princípios, praticando os desmandos do crês ou morres, por hegemonias espúrias.

7. Bastou uma simples retrospectiva à quadra natalícia para este espaço ser atacado por hackers de origem desconhecida.

Nau

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Nº. 2237 - Doutrina Cooperativista


1. Aqui temos defendido a cooperação diligente versus a apropriação doentia.

2. Por cooperação entende-se a concorrência de auxílio, de forças, de meios para algum fim de interesse comum.

3. A apropriação, como temos ene vezes aqui sublinhado, é o acto ou o efeito de apropriar-se , i.e., tomar o que vem à mão como seu, embora público.

4. Na actividade cooperativa não são estimuladas quaisquer discriminações raciais, sociais ou religiosas.

5. Porém, tanto no campo liberal como socialista, o confronto de facções é inevitável, pela fome de poder dos respectivos caudilhos.

6. Claro que tais conflitos são estimulados pelos plutocratas e usurários que, financiando a produção e o consumo, garantem o crescimento dos seus réditos.

7. A política, como ciência dos povos articularem as suas actividades nas respectivas comunas jamais poderá ser confundida com as funções da burguesia republicana dominante.

Nau

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Nº. 2236 - Portal Comunalista


1. Ano novo, vida nova, porém tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

2. O AC, como grão-mestre da geringonça, vai granjeando apoios nada seguros, embora a conjuntura dentro da UE lhe dê os améns.

3. A esquerda programática, com alguma ansiedade, vai limpando as armas nos sindicatos, com apelos patrióticos por razões que a própria razão desconhece.

4. Os bloquistas - que nas últimas eleições autárquicas, contra as suas grandes expectativas, nada de substancial alcançaram - procuram colocar os seus apaniguados em posições-chave.

5. Claro que os barões do PPD, descompassadamente, tapam as rugas dos seus corifeus, mas estes apenas defendem na ribalta os feudos que presumem ainda lhes pertencer. 

6. O bombo da festa eleitoral que se avizinha é a direita a fugir para o centro, escondida sob as saias de uma Joana d'Arc, resmungando: água dura em pedra mole, tanto dá que fole.

7. Provera Garcia Pereira visitasse o Império Amarelo e, urgentemente, viesse segurar o leme da barca PCTP/MRPP, há muito tempo já à deriva.

Nau