quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Nº. 2168 - RAC
1. Sempre que avanço com a estância pedagógica rural a meio da semana, pressurosamente os vigilantes de serviço levantam questões acerca da oportunidade e/ou necessidade de tal matéria.
2. De facto, a seguir ao apontamento dedicado à doutrina cooperativa, seria curial a referência às unidades que singram naquelas agitadas águas e, embora o consenso tenha sido, frequentemente, reiterado, há sempre alguém que manifesta o seu descontentamento.
3. Porém a real actividade cooperativista jamais se poderá limitar à citação das unidades de sucesso existentes naquele campo a fim de evitar viciosas conexões políticas que, de facto, aqui nunca foram cultivadas.
4. Todo o mundo tem presente que nas associações de cariz cooperativo as arregimentações políticas e/ou religiosas são descabidas, uma vez que as ditas unidades existem basicamente para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.
5. Como é óbvio, o desenvolvimento que se dá por cuidados regulares às faculdades naturais, implícito no exercício da agilidade física e intelectual, fazem parte da cultura, nada tendo que ver com mesquinhas arregimentações partidárias.
6. Aliás, as facções políticas e/ou religiosas limitam-se a estimular a formação de grupos de indivíduos de pensamento único, determinados a contradizer outros grupos igualmente monocórdio, numa estratégia imposta pela burguesia republicana dominante.
7. Logo, sendo o cooperativismo o conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo, lógico será fomentar os instrumentos para atingir os adequados efeitos. Voltaremos à estância pedagógica rural em momento oportuno.
Nau
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