sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Nº. 2156 - Luta Popular
1. No país rural dos nossos avós a mecanização era muito primitiva e baseada na força braçal.
2. O operariado nos finais do século XIX, nos grandes centros populacionais de Lisboa e do Porto, era limitado a carroceiros e trolhas, porquanto tipógrafos e mão-de-obra especializada - relojoeiros, sapateiros, barbeiros, etc. - faziam parte da carenciada burguesia.
3. Ainda nos finais dos anos 40, os veículos motorizados eram reis nos transportes de passageiros e mercadorias, sendo as máquinas a vapor (centrais electricas, locomotivas, etc.) bem como os equipamentos movidos a electricidade muito limitada.
4. Certo é grande parte dos nossos empresários nos anos 50 serem eles próprios a movimentarem empilhadores, pás-carregadoras e gruas-torres por este tipo de equipamento exigir perícia e mão-de-obra qualificada, além de representarem um investimento em material de custo muito elevado.
5. A mecanização da agricultura pela introdução de motocultivadores, máquinas de vindimar, arrancadores de batatas, etc., embora mais adequada às grandes extensões agrárias, correspondem à forçada incorporação dos jovens nas forças armadas durante a guerrilha colonialista, bem como ao tradicional fluxo emigratório.
6. Sofisticados equipamentos são introduzidos nos mercados a um ritmo nunca anteriormente visto e a uma imediata aceitação. Conflitos regionais e intercontinentais estão com tendência a aumentar de modo alucinador. A robotização avança a passos de gigante.
7. A luta popular tende a limitar-se a conflitos entre facções políticas e/ou religiosas numa cultivada estratégia da burguesia republicana dominante. A luta que se impõe é de afirmação da responsabilidade individual e associação cooperativa.
Nau
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