domingo, 28 de agosto de 2016
Nº. 1745 - Psyche
1. Monarquia significa uma só força política - governo e administração do povo - uma vez que, arvorando o poder supremo, o soberano é de facto rei: reina mas não governa.
2. Nas comunidades primitivas, as normas eram consensuais e por afinidades entre os diferentes grupos que a compunham, assumindo os velhos e os sacerdotes o poder decisório geral; cabendo ao rei o tal poder supremo.
3. Entre os antigos, o sacerdote era aquele que tratava dos assuntos mais intrincados da governação e tinha o poder de oferecer vítimas à divindade, embora o beneplácito régio fosse imprescindível.
4. Claro que o poder é multifacetado - indo do exercício de certas funções administrativas à influência espiritual, fundamentando-se o primeiro na força impositiva e o segundo no equilíbrio da razão moral e/ou efectiva.
5. O poder do rei torna-se absoluto - imperioso e incontestável - sempre que os ministros, encarregados das "minudências" governamentais e/ou meramente administrativas, precisavam de cobertura para os abusos que cometiam no exercício das suas funções.
6. A República, ao impor o soberano a prazo (de preferência da sua cor política) é o regime da predilecção da burguesia que, à semelhança da pescadinha-de-rabo-na-boca, digo, pescadinha-de-cauda-nos-lábios, se apropria da parada alheia em jogo de azar para conservar o poder.
7. Logo, só o regresso ao espírito das comunidades de antanho proporcionado pela multiplicação das células cooperativas - estas exercitadas na prática da autogestão e do autofinanciamento - tornará possível a instauração da Monarquia.
Nau
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