sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Nº. 1562 - Fim de Semana 9
1. Num apontamento da semana passada sublinhamos vários tipos de amnésia que frequentemente se verificam nos meios políticos portugueses, atribuíveis a vapores etílicos dopantes, digo, valores de suposta glória esfuziante, que não o acumular de fluídos no cérebro.
2. Sem dúvida o que importa é cultivar o dialogismo puro tendo por lema a cooperação e a prática cooperativa na persecução de uma Economia Social, debatendo assuntos, questionando proposições, investigando teses tecnocratas liberais, bem como os programas burocratizantes socialistas.
3. A corrente liberal - supostamente defendendo a liberdade política, civil, económica, religiosa, etc. - apenas serve os interesses dos minoritários plutocratas através de um Estado de direito que é fraco perante os possidentes; forte e penoso para a maioria de fracos recursos.
4. Por outro lado, a corrente socialista aposta na burocratização do aparelho do Estado em que os assuntos correntes, de interesse para o bem-estar da comunidade, são tratados por meros escriturários, estes sistematicamente dependentes de vários escriturários, além dos privilegiados dirigentes políticos.
5. Só uma actividade verdadeiramente cooperativista poderá acautelar uma produção e consumo que satisfaça as reais necessidades das populações tornando-se suficientemente forte pela multiplicação das células cooperativas.
6. O espírito comunitário é indissociável da ideia peregrina de reino que assenta no diálogo, no consenso e na responsabilidade social, jamais no voto anódino tanto do agrado de liberais como de socialistas.
7. O cooperativismo não é uma doutrina de exclusão, nem tão-pouco sectária, uma vez que não admite discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, exigindo uma real solidariedade entre os cooperadores associados, extensiva a células afins da comunidade onde se encontra integrada.
Nau
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