segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Nº. 1565 - Doutrina Cooperativista


1. A reformação da mentalidade burguesa é um dos objectivos do cooperativismo monárquico-comunalista.

2. Perante tal mentalidade, vocacionada para a apropriação a todo o custo, importa ter presente os anteparos de que esta desfruta.

3. O apego aos haveres - adquiridos e/ou herdados - por mais parcos que estes sejam, representam a segurança da insegurança que lhe é oferecida.

4. A fé num deus de recurso, de que se lança mão para alcançar algum fim, tanto serve para contornar dificuldades como para castigar os inimigos de estimação.

5. Ciosa do seus direitos - que frequentemente evoca, mas cujo âmbito desconhece - a classe média da sociedade faz por esquecer as correspondentes obrigações.

6. Logo, o processo de enriquecimento cultural é passo de gigante para debelar os ímpetos da apropriação imoderada, tendo por refrigério a cooperação racional.

7. A actividade cooperativista é mera articulação das células cooperativas.

Nau

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Nº. 1564 - Portal Comunalista


1. Sem dúvida que uma boa formação profissional poderá ser uma mais-valia para qualquer trabalhador.

2. Porém não é expectável que o filho de um bom trabalhador, sem o adequado empenho e preparação, ganhe as qualificações do seu ascendente.

3. As três gerações consecutivas dos famosos matemáticos italianos Bernoulli deveu-se somente à determinação de ambos - o filho e o neto - honrarem a carreira do seu predecessor.

4. Logo, só os néscios procurarão dar lustro aos supostos brasões familiares presumindo ter herdado qualidades aristocráticas, sem qualquer capacidade intelectual ou mérito próprio.

5. Tanto a formação académica como a carreira profissional apenas preparam indivíduos para as funções necessárias para o regular funcionamento da comunidade.

6. A comunidade que almejamos somente carece de indivíduos válidos, determinados a cooperar consensualmente para o bem-estar comum, na linha de uma Economia Social.

7. Claro que o adiamento da implantação da Monarquia é devido à insensatez e falta de coerência daqueles que se dizem monárquicos.

Nau

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nº. 1563 - Psyche


1. Recordei, no último Prelo Real, o "Palácio da Ventura", soneto emblemático de Antero de Quental.

2. Quando o homem sonha - o que normalmente acontece durante o sono REM - movimentos corporais são esboçados, embora não se desencadeiem dado que os comandos do córtex cerebral se encontram bloqueados.

3. As nossas memórias de factos, experiências e acontecimentos são transferidas do hipocampo para o córtex, provocando uma actividade neural que facilita a consolidação da faculdade de reter imagens, ideias ou noções elementares.

4. Tudo parece factível e cristalino ao ritmo de cerca oito impulsos neurais por segundo que, de acordo com a teoria de Freud, exprimem desejos inconsequentes, reflectindo estes apenas preocupações individuais, caldeadas por acontecimentos esporádicos ou desprovidos de sentido.

5. O despertar conduz à realidade, nua e crua; desânimo acidental provocado pelos jogos cerebrais destinados a manter-nos atentos aos problemas e expectativas que temos em relação ao desenrolar da nossa vida.

6. Porém a esperança se manifesta latente, ao tomar a nuvem por Juno, porquanto a fortuna parece ser o éden que nos é devido pelo simples facto de termos existido, reduzíveis a cadáveres e estes a gérmenes de novas vidas.

7. Tudo que parece ser e a decepção é o reconhecimento da possível realidade. Isto é sem cura.

Nau

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Nº. 1562 - Fim de Semana 9


1. Num apontamento da semana passada sublinhamos vários tipos de amnésia que frequentemente se verificam nos meios políticos portugueses, atribuíveis a vapores etílicos dopantes, digo, valores de suposta glória esfuziante, que não o acumular de fluídos no cérebro.

2. Sem dúvida o que importa é cultivar o dialogismo puro tendo por lema a cooperação e a prática cooperativa na persecução de uma Economia Social, debatendo assuntos, questionando proposições, investigando teses tecnocratas liberais, bem como os programas burocratizantes socialistas.

3. A corrente liberal - supostamente defendendo a liberdade política, civil, económica, religiosa, etc. - apenas serve os interesses dos minoritários plutocratas através de um Estado de direito que é fraco perante os possidentes; forte e penoso para a maioria de fracos recursos.

4. Por outro lado, a corrente socialista aposta na burocratização do aparelho do Estado em que os assuntos correntes, de interesse para o bem-estar da comunidade, são tratados por meros escriturários, estes sistematicamente dependentes de vários escriturários, além dos privilegiados dirigentes políticos.

5. Só uma actividade verdadeiramente cooperativista poderá acautelar uma produção e consumo que satisfaça as reais necessidades das populações tornando-se suficientemente forte pela multiplicação das células cooperativas.

6. O espírito comunitário é indissociável da ideia peregrina de reino que assenta no diálogo, no consenso e na responsabilidade social, jamais no voto anódino tanto do agrado de liberais como de socialistas.

7. O cooperativismo não é uma doutrina de exclusão, nem tão-pouco sectária, uma vez que não admite discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, exigindo uma real solidariedade entre os cooperadores associados, extensiva a células afins da comunidade onde se encontra integrada.

Nau

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Nº. 1561 - Luta Popular


1. Os afeiçoados a revoluções políticas normalmente prometem transformações profundas na comunidade, não passando estas de arruaças para mera descompressão das tensões sociais.

2. Na maioria dos casos, as revoluções bem-sucedidas, apenas deram azo à mudança de dirigentes políticos, sendo mantidas as práticas rotineiras, para gaudio da classe média bem instalada.

3. Alguns saem contusos, sobretudo os apaniguados do quadro dirigente apeado; outros refestelam-se com a oportunidade única de locupletação oferecida fortuitamente.

4. Porém, o que se pretende em Portugal não é uma revolução deste tipo (com propriedade, denominada como revolução clássica) mas uma mudança progressiva da mentalidade pequeno burguês.

5. O cooperativismo não é uma doutrina de exclusão, nem tão-pouco sectária, uma vez que não admite discriminações socias, étnicas, políticas ou religiosas.

6. Logo, a doutrina cooperativa exige uma real solidariedade entre os cooperadores associados, extensiva a células afins da comunidade onde se encontra integrada.

7. A rede cooperativista, embora alargada a todo o Planeta Azul, toma como símbolo a Coroa Real que todos abarcam, salientando o património comum.

Nau

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Nº. 1560 - PR: Palácio da Ventura



                         Sonho que sou um cavaleiro andante.
                          Por desertos, por sóis, por noite escura,
                          Paladino do amor, busco anelante
                          O palácio encantado da Ventura!

                          Mas já desmaio, exausto e vacilante,
                          Quebrada a espada já, rota a armadura...
                          E eis que súbito o avisto, fulgurante,
                          Na sua pompa e aérea formusura!

                          Com grandes golpes bato à porta e brado:
                          Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
                          Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

                          Abrem-se as portas d'Ouro com fragor...
                          Mas dentro encontro só, cheio de dor,
                          Silêncio e escuridão - e nada mais.


                            Antero de Quental
                             (in "Sonetos")


                             

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Nº. 1559 - RAC


1. Não basta afirmar-se como simpatizante do cooperativismo uma vez o que importa é agir de acordo com essa doutrina.

2. A actividade cooperativista vai desde o despertar para a cooperação incluindo a formação académica, a formação profissional e, sobretudo, a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores associados.

3. O poder económico continua a avassalar tanto o poder liberal como o poder socialista, ambos subservientes da política estadunidense que controla a produção petrolífera, bem como a indústria farmacêutica, estas subsidiárias das soluções musculadas.

4. Dado que o que importa para os possidentes são os lucros fabulosos e rápidos, a Europa cede as Joias da Coroa, i.e., a tecnologia de ponta, a países com mão-de-obra barata, subsidiando o desemprego do Velho Continente a fim de manter níveis de alto consumo.

5. Só uma actividade verdadeiramente cooperativista poderá acautelar uma produção e consumo que satisfaça as reais necessidades das populações tornando-se suficientemente forte pela multiplicação das células cooperativas.

6. O espírito comunitário é indissociável da ideia peregrina de reino que assenta no diálogo, no consenso e na responsabilidade social, jamais no voto anódino tanto do agrado de liberais como de socialistas.

7. Nas unidades cooperativas, como é óbvio, não existem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas.

Nau

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Nº. 1558 - DoutrinaCooperativista


1. O Homem é um animal sociável, logo dependente; por mais habilidoso que seja recorre sempre ao auxílio ou engenho de outrem para a realização dos seus intentos.

2. Deslocando-se igualmente com as plantas dos pés no solo e tendo polegares oponíveis aos outros dedos, tanto os chimpanzés como os gorilas, resolvem problemas existenciais através da imitação das soluções pelo grupo encontradas.

3. O homem, também mamífero primata, bípede, igualmente sociável, distingue-se de todos os outros animais pelo dom da palavra e desenvolvimento intelectual que, sendo estas capacidades alavancas eficazes para uma adequada emancipação, mantem a maioria sujeita aos ditames dos minoritários plutocratas.

4. A corrente liberal - supostamente defendendo a liberdade política, civil, económica, religiosa, etc. - apenas serve os interesses dos minoritários plutocratas através de um Estado de direito que é fraco perante os possidentes; forte e penoso para a maioria de fracos recursos.

5. Por outro lado, a corrente socialista aposta na burocratização do aparelho do Estado em que os assuntos correntes, de interesse para o bem-estar da comunidade, são tratados por meros escriturários, estes sistematicamente dependentes de vários escriturários, além dos privilegiados dirigentes políticos.

6. Ninguém defende melhor os seus interesses do que aqueles que procuram alcançar o que lhes é mais útil e agradável pela via cooperativa em que a ajuda mútua, i.e., a solidariedade, se pratica harmoniosamente pelo consenso que não por lutas promovidas pelas forças económicas dominantes.

7. A comunidade, espaço geográfico onde residem e labutam pessoas de entendimento cooperativo, é a recuperação do ideal peregrino de reino onde os ímpetos oligarcas são judiciosa e eficazmente contidos.

Nau

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Nº. 1557 - Portal Comunalista


1. O diálogo resume-se ao trivial quotidiano.

2. As lucubrações não passam de monólogos inconsequentes.

3. O estudo fica circunscrito ao tradicional copianço de ideias não assimiladas.

4. As teses, estafadas à partida, são proposições liberais tecnocráticas e/ou programas socialistas burocratizantes.

5. Tudo o resto são disputas clubísticas marteladas com gritos de guerra mata e esfola.

6. Urgente é cultivar o dialogismo puro tendo por tema a cooperação e a prática cooperativa, rumo a uma Economia Social.

7. Porém, debater (examinando assuntos, questionando proposições, investigando critérios) não é sinónimo de agitação turbulenta ou resistência acéfala.

Nau

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Nº. 1556 - Psyche


1. A acumulação de fluidos no cérebro exercendo uma pressão inusitada sobre este é a causa provável de amnésia dos pacientes.

2. Como é sabido, há várias formas de amnésia, sendo a característica desta a perda de referências, i.e., de memória, com a manifesta dificuldade em fixar ou recordar acontecimentos.

3. Na amnésia anterógrada, o paciente mantém a capacidade de recordar-se de acontecimentos havidos há muito tempo, mas esquece, com facilidade, factos recentes.

4. A amnésia retrógrada ou de evocação acontece justamente ao contrário do parágrafo anterior demonstrando o paciente enorme dificuldade de recordar-se dos acontecimentos do passado.

5. Na situação crítica de se recordar tanto dos factos recentes como da evocação dos mais antigos, logicamente é classificada como amnésia retroanterógrada.

6. A amnésia relacionada com a perda de consciência por epilepsia e/ou por um estado confusional em consequência de uma psicose orgânica é designada por trauma lacunar.

7. Porém, a amnésia electiva não é popriamente uma doença, mas trauma orgânico resultante de causas emocionais, mormente verificadas em indivíduos neuróticos.

Nau

P.S.: Sublinhamos estes tipos de amnésia por serem os que mais frequentemente se verificam nos políticos portugueses, não por causa de fluidos no cérebro, mas vapores etílicos dopantes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Nº. 1555 - Fim de Semana 8


1. A actividade mental que se manifesta durante o sono e da qual se conserva, ao acordar, lembranças vagas é uma das habilidades fantasiosas do cérebro que, simultaneamente, controla a respiração, os movimentos corporais, a articulação das palavras, além daquelas actividades realizadas na cama.

2. De portas abertas, de par em par, nem os cabeçudos por distracção ou insegurança, põem aqui os pés, o que torna difícil a obtenção de resenhas editoriais, tanto de Macau, como de Angola e Moçambique, não esquecendo o Brasil que tem larga produção literária.

3. Tanto o transporte físico, como a transmissão verbal e/ou de imagens, vão sendo realizados por meios cada vez mais subtis e rápidos, dificultando o excesso a destrinça entre o trigo e o joio. Logo, cada vez mais estamos sendo controlados por minorias que orientam e manipulam a informação de acordo com os seus interesses particulares.

4. Aqui, durante algum tempo, passamos a informação relativa às actividades dos vários tipos de cooperativas - produção, consumo, crédito, mutualismo, etc. - catrapiscada nos boletins da "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social", mas muitos foram aqueles que recomendaram que se obtivesse autorizações prévias das cooperativas visadas de modo a não ferir sensibilidades políticas.

5. Uma vez que as recomendações para alterar o nosso esquema inicial (consulta do boletim da "CASES") partiram de simpatizantes deste espaço, deixamos ao critério dos sócios de qualquer cooperativa o relato que acharem por bem aqui apresentar, particularmente das unidades espalhadas pelo Planeta Azul.

6. O poema "Eu Sou a Sombra" do poeta alentejano, João A. Pestana Teixeira, autor do livro "O Grito do Gaio", foi reposto no último  'Prelo Real', expurgado dos erros verificados na anterior apresentação que, apenas pelo entusiasmo e precipitação com que o fizemos, deu origem a erros que sinceramente lamentamos - ao autor, pelas irritantes deturpações; aos leitores a quem foi vedado a apresentação de um trabalho devidamente protegido.

7. A luta popular, só é possível através do esclarecimento das pessoas - experiência individual, jamais cantos de sereias ensaiadas por demagogos - experiência adquirida na gestão de pequenas células cooperativas que, responsavelmente, se multiplicarão a breve trecho.

Nau

Nº. 1554 - Luta Popular


1. Ideia feita, i.e., mero preconceito, sem fundamento sério, vizinha da crendice em que se atribui confiança excessiva a certas coisas que, à força de serem repetidas, são tomadas como conceitos exactos, tal como o repisar do binómio república+democracia tido como sinónimo indissociável.

2. Em França, donde veio este subterfúgio, é frequente falar-se das liberdades republicanas e nunca das liberdades democráticas, talvez por terem presente que a res publica - a coisa pública, mas supostamente de todos - é roupa de franceses, vistosa e frívola, escondendo, em regra, cadáveres adiados.

3. O popular não é coisa feita para o povo (o povoléu, a arraia-miúda ou que lhe queiram chamar) mas aquilo que agrada ao povo, a saber: benfeitorias, de preferência mascaradas de benesses, sem contrapartidas e/ou obrigação de assumir qualquer tipo de responsabilidade.

4. A luta também é palavra forte, bonita de se dizer, mas nestas coisas de refregas o que importa é muita presença de espírito e ausência de corpo, uma vez que os técnicos fazem as bombas, os experimentados lançam-nas no momento aprazado e o maralhal sofre as consequências.

5. Todos têm presente que a violência gera mais violência. Porém, aqueles que afirmam que o ditador tudo pode fazer com a ponta das baionetas menos sentar-se nestas, por certo, nunca visitaram a Coreia do Norte, cujo presidente da república deve andar prevenido com cuecas de aço ou...

6. A luta popular só é possível através do esclarecimento das pessoas - experiência individual, jamais cantos de sereias ensaiadas por demagogos - experiência adquirida na gestão de pequenas células cooperativas que, responsavelmente, se multiplicarão a breve trecho.

7. O futuro não está nas mãos dos audazes, mas dos sensatos que dialogam, cooperam, trabalhando para a consolidação de uma Economia Social.

Nau

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Nº. 1553 - PR: João A. Pestana Teixeira


                    Com os pedidos de desculpa ao autor pelas deturpações verificadas na anterior
                    transcrição do seu poema, apresentamos a versão fidedigna do mesmo.
                  
 

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                                        Eu Sou a Sombra
 
 
                           És um velho!
                           Diz-me ele com os olhos baços
                           Porque eu sou o espelho
                           Dos seus cansaços
                           Das suas ilusões e desilusões
                           Ilusões perdidas desilusões sofridas
                           Velho? Sim sou velho
                           Mas cá sigo o meu caminho
                           E por amor de Deus
                                     Nunca me chamem velhinho
                           Velho? Sim sou velho
                           Mas peço a Deus e tenho fé
                           De terminar como sempre vivi
                           De pé!
 
                           Fui moço aventureiro e folgazão
                                     E muito precoce no amar
 
                           Eramos duas crianças
                           Eu e ela
                           Que não era feia nem bela
                           Sim moça alegre e singela
                           Que era todo o meu querer
                                     Mas por um estranho pudor
                           Nunca lhe falei de amor.
                           Mas esse pudor irracional
                           Pouco tempo durou
                           Doença súbita e mortal
                           Para o Céu ma levou
                           Mas não fiquei no mundo só
                           Deixou-me a saudade por companheira
                           Agora que tantos anos lá vão
                           Uma vida inteira.
                           E antes que a vida me fuja
                           Pensei, melhor sonhei
                           Dar voz à saudade
                           E fazer um poema para a posteridade
                           À memória sempre companheira
                           Daquela moça alegre e singela
                           Que não era feia nem bela.
                           Mas o meu estro quase implume
                                     Já pouco pode voar.
                           Quando forço a mente
                           Em busca de uma ideia
                           Muitas surgem num repente
                           Mas tão modestas e sem alma
                           Que lembram a minha aldeia.
 
                           Sempre gritei hinos à liberdade
                           Mas agora sou escravo
                           Das horas de tomar
                           Cápsulas, comprimidos ou drageias
                           Todas elas palavras feias
                           Difíceis de pronunciar.
                           Mas diz-me o doutor
                           Que zela pela minha saúde
                           Que elas têm a virtude
                           De afastar o mais possível
                           A maldita que no silêncio das noites
                           Me sussurra aos ouvidos
                           Sussurro que me queima e gela
                           E me soa a vento agreste
                           Lá vai ela. Lá vai ela
                           A tua vida a fugir
                           Parece um apagar de vela
                           Ou fruto maduro a cair
                           Lá vai ela... Lá vai ela...
 
 
 
Poema inédito do escritor alentejano João A. Pestana Teixeira, autor d' "O Grito do Gaio"
 
 
 
 
 
                      
                                  
              

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Nº. 1552 - RAC


1. Sabe bem ouvir falar da realidade e dinamismo das cooperativas, facto que, em Portugal, se resume ao boletim da "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social".

2. Neste campo, os brasileiros levam a palma uma vez que, tanto os órgãos coordenadores como as próprias unidades cooperativas fazem alarde dos seus projectos, reiterando matéria doutrinária, avançando com esquemas inovadores.

3. Aqui, durante algum tempo, passamos a informação facultada pela CASES, mas muitos foram aqueles que recomendaram que se obtivesse uma autorização prévia das cooperativas visadas a fim de não ferir sensibilidades políticas.

4. No nosso entender, uma aproximação por essa via seria contrariar um dos fundamentos da doutrina cooperativa, uma vez que esta consiste em não fazer quaisquer discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas.

5. Por outro lado, o simples facto de pretendermos obter prévias autorizações poderia ser tomado como uma tentativa de avançar com esquemas publicitários, coarctando a possibilidade de eventuais análises críticas do nosso lado.

6. Uma vez que as recomendações para alterar o nosso esquema inicial partiram de simpatizantes deste espaço, deixamos ao critério dos sócios de qualquer cooperativa o relato que acharem por bem aqui apresentar.

7. Nós, por cá, estamos muito bem e confirmamos a nossa disponibilidade para dar guarida a todo o tipo de informações que nos queiram facultar.

Nau

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Nº. 1551 - Doutrina Cooperativista


1. O espaço que medeia dois pontos geográficos vai minguando no tempo necessário para o vencer em toda a extensão.

2. Tanto o transporte físico, como a transmissão verbal e/ou de imagem, vão sendo realizados por meios cada vez mais subtis e rápidos, dificultando o excesso a destrinça entre o trigo e o joio.

3. Logo, cada vez mais estamos sendo controlados por minorias que seleccionam e manipulam a informação de acordo com os seus interesses particulares.

4. Como é óbvio, o domínio dos plutocratas é mantido graças ao esquema de produção industrial em crescentes séries e ao estímulo ao consumo das mesmas, facultando o capital necessário para tais operações.

5. Aparentemente, o prover do necessário à população - sobretudo o disponibilizar de bens essenciais - remediaria as carências do passado, contudo estas são mantidas por via do progressivo endividamento pessoal.

6. Há três semanas (apontamento Nº. 1530) sublinhamos que o autofinanciamento, possível pela quotização dos sócios da cooperativa, bem como os réditos disponibilizados por uma gestão criteriosa, poria cobro aos viciantes endividamentos denunciados no parágrafo anterior.

7. Destarte, o cooperativismo é, de modo absoluto, o contraveneno eficaz para obstar os ínvios esquemas plutocratas, abrindo o caminho para uma real Economia Social.

Nau

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Nº. 1550 - Portal Comunalista


1. De portas abertas, de par em par, nem os cabeçudos, por distração ou por insegurança, põem cá as patas.

2. Os de pé ligeiro, esses avançam mas, não lhes cheirando a santidade - arrenego este cooperativismo! - saem a toques de clarim que, segundo parece, ressoa por todo Macau.

3. Também ensaiei passos em Timor mas, para essas bandas, compreensivelmente, preferem o cheiro a petróleo e das letras nem os poetas (que, de certeza, por lá existem) se atrevem a enviar uma resenha das publicações locais.

4. Suponho que Angola e Moçambique meteram o socialismo no bolso e, com este, a veia literária esgotou-se na redacção das doutrinas oficiais que os próprios doutrinadores soletram.

5. Cabo-Verde - à semelhança de São Tomé e Príncipe - é terra de poetas e, enquanto uns se deslumbram com as praias morenas, outros se intoxicam com os aromas do café.

6. Da Guiné-Bissau aguardo apenas que acabe o namoro com os afrancesados e resolutamente deitem mãos à obra, dado que a literatice para nada serve.

7. Quanto ao Brasil - nem novas, nem mandados acerca da actividade editorial - apenas um narcisista continua agarrado ao comentário que alguém, por facécia, lhe soletrou.

Nau

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Nº. 1549 - Psyche: A Máquina Humana III


1. Ao contrário da classe política portuguesa, a máquina humana  é controlada pelo cérebro, sendo a conjectura acerca da acefalia da dita classe muito acertada.

2. De facto, a actividade mental que se manifesta durante o sono e da qual se conserva, ao acordar, lembranças vagas é uma das habilidades fantasiosas do cérebro para se manter activo que, simultaneamente, controla a respiração, os movimentos corporais, a articulação das palavras, além de outros tipos de actividades, como aquelas realizadas na cama.

3. Conforme já sublinhamos em anteriores apontamentos, o cérebro é composto por mais de cem milhões de neurónios - células nervosas com todos os seus prolongamentos sinápticos - que permitem funções mais rigorosas que todos os milhares, digo, milhões de departamentos dos Estados da União Europeia.

4. Os sinais dentro de um neurónio são transportados por corrente electrica, esta totalmente fora do controlo da majestática companhia de serviços electricos, tendo cada um dos ditos sinais excesso de densidade de carga negativa no interior da membrana que o envolve, devido à distribuição desequilibrada de iões positivos e iões negativos.

5. Curioso é o cérebro representar cerca de 3% do peso total do corpo humano e consumir apenas 17% de toda a energia gerada, esta mantida num campo electrico ao longo de cada membrana dos neurónios, transmitida em rede, tão subtilmente que o custo de pensar, ao contrário do que certos indivíduos julgam, é insignificante.

6. Apagar a memória não é coisa fácil, embora esta, aparentemente, falhe na busca dos óculos, das chaves e de outros objectos de uso diário, mas isso é devido a estados pessoais de ansiedade e/ou fobias que nos inibem da capacidade de concentração nas tarefas que pretendemos realizar.

7. Recordar, acidentalmente, por estímulo difuso, reactiva memórias antigas, tornando estas mais duradouras.

Nau

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Nº. 1548 - Fim de Semana 7


1. A literatura pornográfica que corre pelas mãos da juventude é pródiga em fotografias de exuberantes mulheres nuas e de homens musculados, bem como de referências a produtos eficazes, estimulantes e/ou dilatantes do órgão copulador, sobretudo procurados por jovens e veteranos.

2. Sendo a prática sexual mais diligenciada para satisfação  do que para a necessidade da multiplicação da espécie, o desempenho pessoal de tal função é, frequentemente, questionado pelo próprio, dando origem a ansiedades e perda de controlo sobre si mesmo, embora nada tenha a ver com a performance do acto.

3. A construção do acelerador de partículas Wendelstein 7-X sob a égide do Instituto Max Plank, em Greifswald, marca um grande passo na civilização europeia, quiçá mais importante do que a Exposição de Paris, nos finais do século XIX, baptizada como o apogeu do Século das Luzes.

4. Decidir é tomar sobre si uma responsabilidade, enfrentando os desafios que, através de uma criteriosa gestão de cariz cooperativo, poderá superar e, embora nas unidades cooperativas existam órgãos encarregados da gestão das mesmas, tal não exime os associados de serem elementos completivos das referidas funções.

5. Na política - sobretudo na prática da má política - imputamos responsabilidades aos órgãos dirigentes que, por sua vez, retribuem na mesma moeda para os opositores, num vai-vem ancilosador. Porém, a construção do futuro a cada um de nós pertence, dispensando títeres dominantes que só pela tolerância dos arreigados transigentes é possível a existência de inveterados espoliadores.

6. A páscoa que se avizinha - festa anual dos judeus em memória da fugida ao trabalho escravo que lhes era imposto no Egipto, serve de padrão aos políticos portugueses e o primeiro-ministro em função nem precisa dos 40 dias da quaresma para dizer, mentindo, que as recente promessas eleitorais são para serem cumpridas.

7. Sem dúvida que a luta popular só poderá ser eficaz quando apoiada por células com larga experiência cooperativa.

Nau

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Nº. 1547 - Luta Popular


1. A luta popular pressupõe a acção concertada de muitos, estes motivados por interesses e sentimentos comuns.

2. Porém, a falta de princípios orientadores transformam a busca de soluções (objectivos) em desforços (sentimentos frustâneos) largamente aproveitados pelos oportunistas, isto é, aqueles que se acomodam em quaisquer circunstâncias.

3. Mesmo durante grandes cataclismos (inundações, tremores de terra, desastres sociais, etc.) há sempre minorias que se aproveitam dos despojos e até dos auxílios disponibilizados para usufrutar como benefícios pessoais.

4. Recentemente, os refugiados de teatros de guerra, zonas depauperadas por endémicos conflitos de interesses políticos e/ou religiosos, são carreados como mão de obra barata para viabilizar unidades europeias industriais, tornando-as mais competitivas.

5. Entretanto, no seio da massa emigrante desorientada são introduzidos elementos de uma quinta-coluna sectária, destinada a praticar actos terroristas, destabilizando comunidades ordeiras e laboriosas.

6. Logo, a luta popular apenas poderá ser eficaz quando apoiada por células com larga experiência cooperativa, tanto na reorganização de redes produtivas e/ou de consumo, multiplicadas por uniões, federações e confederações, sem quaisquer discriminações sociais, políticas ou religiosas.

7. Claro que ao invés dos nacionalismos espúrios, importa congregar vontades sob a Coroa Real que nas comunidades do futuro, tudo e todos abarca.

Nau

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Nº. 1546 - PR


1. As festas carnavalescas prolongam-se em Portugal ao longo de todo ano.

2. Os domingos semanais ora são gordos para alguns, ora magros para a maioria.

3. Para os católicos, o primeiro dia da semana era o domingo, destinado a descanso e oração.

4. Claro que os não católicos dispensam a oração e descansam durante toda a semana, graças ao desemprego.

5. Para outros, os três dias de folguedo que acabam em cinzas, medeiam um período de 40 dias (igualmente entrudesco) até à páscoa.

6. A páscoa, festa anual dos judeus em memória da fugida ao trabalho escravo que lhes era imposto no Egipto, serve de padrão aos políticos portugueses.

7. O primeiro-ministro em funções nem precisa dos 40 dias da quaresma para dizer, mentindo, que as promessas eleitorais são para serem cumpridas.

Nau

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Nº 1545 - RAC


1. O jogo de empurra continua em voga  neste rectângulo da parte mais ocidental da Ibéria a entristecer.

2. Mãe de pátrias gizadas a linhas geométricas caprichosas, a península extrema da Europa, onde a  terra acaba e o mar começa, é fronteira de coisa nenhuma.

3. Esgotadouro europeu de ideias não assimiladas, mantém-se Portugal estarrecido perante teorias vagamente extremistas de pouco ou nenhum senso prático.

4. Na política - sobretudo na prática da má política - atribuímos responsabilidades aos outros que, por sua vez, retribuem na mesma moeda, num vai-vem ancilosador.

5. Em tudo mais rumina, como os mamíferos artiodáctilos, com a mesma pachorra, mas sem a capacidade física para sustar plutocratas empedernidos.

6. A construção do futuro a cada um de nós pertence, dispensando títeres dominantes que só a tolerância dos arreigados transigentes permitem a existência de inveterados espoliadores.

7. Logo, a prática cooperativista - a real actividade cooperativa - é a via tortuosa dos futuros.

Nau

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Nº. 1544 - Doutrina Cooperativista


1. "Autogestão - sem a persecução doentia do lucro" foi o segundo termo do apontamento Nº. 1530 da última semana do mês findo.

2. Decidir é tomar sobre si uma responsabilidade, enfrentando os desafios que, através de uma criteriosa gestão de cariz cooperativo, poderá superar.

3. Evidentemente que nas unidades cooperativas existem órgãos encarregados da gestão das mesmas; contudo, tal não exime os associados de serem elementos completivos de tais funções.

4. O objecto das unidades cooperativas é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados pelo que o participar na selecção dos bens essenciais é incontornável.

5. A integração do indivíduo na comunidade onde reside e/ou exerce a sua normal actividade tem na base cooperativa o apoio para uma socialização equilibrada.

6. O sentimento que nos leva a procurar aquilo que nos é útil  agradável tem por impulso o substrato da cultura, isto é, o desenvolvimento intelectual.

7. Logo, a autogestão é a liberdade de decisão ajuizada, dando acesso aos produtos e/ou serviços pretendidos, sem a intervenção de intermediários e/ou o desnecessário onerar do resultado pretendido.

Nau

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nº. 1543 - Portal Comunalista


1. Lá para os anos 50 deste jovem século é possível que haja energia limpa e a baixo custo, permitindo largo avanço na mobilidade das pessoas, além de baixo custo na produção de bens essenciais.

2. O ensaio realizado na passada 4ª.feira,  com átomos de hélio submetidos a temperaturas de 100 milhões de graus Celcius para a fusão dos seus núcleos gerando energia análoga ao Sol, foi um passo de gigante da tecnologia alemã.

3. A construção do acelerador de partículas Wendelstein 7-X - estrutura contentora reforçada; sistema de arrefecimento de alta precisão; anel supercondutor destinado à produção do campo magnético; sistema de controlo e dispositivos de aquecimento micro-ondas  - levou vários anos, terminando a fase preparatória em Abril de 2014.

4. Só a 10 de Dezembro último, O Instituto Max Plank, em Greifswald, começou a preparar a agenda dos trabalhos para a realização dos ensaios agora efectuados, estes destinados à fusão do plasma de hélio, tendo por objectivo a construção de uma central geradora de energia electrica.

5. Este será um dos marcos da civilização europeia, quiçá mais importante do que a exposição de Paris, nos finais do século XIX, baptizada como o Século da Luz, dando origem à construção de múltiplas centrais electricas alimentadas a carvão e diesel, além das barragens hídricas e  de energia nuclear (radiactividade).

6. Esperamos que esta nova tecnologia de produção de energia limpa - sem problemas de segurança ambiental; sem o perigo de resíduos tóxicos que duram milhares de anos a serem eliminados - possa ser partilhada por todo o Planeta Azul, tornando este mais são e próspero.

7. O fim dos motores de explosão está próximo e os jogos de poder efectuados por especuladores que controlam a extração da rocha sedimentar líquida terá o mesmo fim.

Nau

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Nº. 1542 - Psyche: O Prostituto


1. Aos 17 anos, farto das gabarolices dos colegas e perturbado pelas suas urgências fisiológicas, decidiu visitar a meretriz mais popular do seu restrito grupo de amigos.

2. O esforçado acto, embora lhe tenha dado o ensejo de contestar a sua varonilidade, não esclareceu a dúvida quanto às adequadas dimensões do seu órgão copulador.

3. Delicado de formas, mas estatura desenvolvida, poderá ter suscitado gratas recordações à profissional visitada que, da fase vasocongestiva, atingiu o clímax a curto prazo e uma distensão progressiva do clítoris, acontecendo o mesmo com a vulva que o rodeia.

4. A ejaculação descompassada deve-se a uma atitude de instintivo controlo masculino perante as contracções espontâneas da vagina, permitindo que os sentimentos o dominassem por segundos e medo de ofender a parceira, inferiorizando-se perante esta.

5. Toda a literatura pornográfica que corria pelas mãos daquela juventude apresentava fotografias de exuberantes mulheres nuas e de homens musculados, recomendando a estes o uso de preservativos, bem como de medicamentos com propriedades estimulantes e/ou dilatantes.

6. Obcecado pelo problema dimensório do pénis, cedo participou em actividades gimnodesportivas  adquirindo um físico atlético, que tanto impressionava as moças como os indivíduos do mesmo sexo que afastava com enfado.

7. Certo dia um magnata do Novo Mundo avançou com uma proposta fabulosa, promovendo-o a treinador gimnodesportivo do casal e, segundo parece, ambos não tiveram qualquer objecção a fazer à dimensão do órgão copulador do técnico contratado.

Nau

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nº. 1541 - Fim de Semana 6


1. O ser humano - biológico, afectivo, psíquico - não existe exclusivamente para o sexo e os fracassos em alcançar orgasmos não significa anomalias graves, nem tão-pouco mera repulsa em relação ao parceiro, pois muitas das ansiedades e frustrações verificadas na prática sexual resultam de expectativas exageradas e/ou de preocupações que nada têm a ver com o acto em si, mas da inadequada aproximação.

2. As más práticas sociais tanto poderão ir no sentido de corrupções graves ou mero desrespeito pelos espaços comuns, ambos exigindo provas evidentes, concretas e materiais a fim de prevenir demandas litigiosas e, quanto às discussões do foro doutrinário, compreende-se a hesitação da maioria em lidar num campo desconhecido, arriscando-se a uma disputa mais clubista do que a uma avaliação de princípios fundamentais.

3. Embora a liberdade seja cantada em todos os campos políticos, esta continua tutelada pelos plutocratas, tanto nas fantasias liberais como nos devaneios socialistas. Portanto, nomear procuradores para tratar de problemas que só ao próprio diz respeito é adiar o inadiável, tal como reza a máxima - quem quer faz; quem não quer, manda.

4. A real actividade cooperativa não é uma simples profissão de fé clubista em que a adopção das cores e do emblema de uma determinada associação desportiva o habilita a ser o comentador abalizado dos eventos recreativos, obviamente consistindo mais nos actos do que em palavras, sempre na perspectiva de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais, próprias, bem como do agregado familiar.

5. Embora todo o mundo tenha presente que a paixão sectária conduz, em regra, ao enviesamento das decisões políticas, só uma cultura de raiz democrática poderá dirimir a fome de poder, tanto dos plutocratas como dos políticos encartados, dado que o poder da riqueza e do dinheiro, sendo tentacular, abate vontades políticas por via da corrupção insidiosa.

6. Sistematicamente pretende-se confundir República com Democracia, procurando escamotear os gritantes exemplos da teocrática Republica Iraniana e da democrática República da Coreia do Norte, embaraçando nesse logro apenas gente muito crédula, fascinadas pelo número de republicas que medraram por interesses geopolíticos, bem como pelo subterfúgio de apresentar o Estado de direito como nação politicamente organizada - pelos burgueses e capitalistas, entenda-se.

7. Só o espírito cooperativo poderá consolidar uma verdadeira Economia Social, sem a tutela dos profissionais da política, estes aliados a uma caterva de intermediários espoliadores.

Nau

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Nº. 1540 - Luta Popular


1. Há uma semana atrás, terminámos o nosso apontamento sublinhando que a Economia Social é o fundamento da luta popular.

2. Recentemente voltámos a chamar a atenção para o facto dos liberalismos e dos socialismos terem como traço comum uma classe dirigente, designada por meio de votos anódinos.

3. Embora se pretenda, sistematicamente, confundir República com  Democracia, procurando escamotear os gritantes exemplos da teocrática República do Irão e da democrática República da Coreia do Norte, só gente muito crédula embarca neste logro.

4. Durante o século XIX, as repúblicas medraram por interesses geopolíticos - neocolonialismo estadunidense no Novo Mundo; rivalidade industrial no Velho Continente; estagnação das reservas colonialistas tradicionais - trapaceando o espírito de comunidade e substituindo este pelo  Estado de direito como nação politicamente organizada.

5. Continuamos a chamar a atenção para o facto da real actividade cooperativa consistir mais em actos do que em palavras, sempre no sentido de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais do associado, bem como do agregado familiar.

6. Tal como afirmámos no início deste apontamento, só o espírito cooperativo poderá consolidar uma verdadeira Economia Social, sem a tutela dos profissionais da política, a opressão dos plutocratas e a caterva de intermediários espoliadores.

7. A luta popular será uma realidade através do aumento em número das unidades cooperativas.

Nau

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Nº. 1539 - Prelo Real: México


1. O sistema parlamentar, em que a estabilidade do poder executivo depende do jogo partidário, parece ser o regime defendido pelos monárquicos mexicanos.

2. Embora todo o mundo tenha presente que a paixão sectária conduz, em regra, ao enviesamento das decisões políticas, só uma cultura de raiz democrática poderá dirimir a fome de poder, tanto dos plutocratas como dos políticos encartados.

3. O poder da riqueza e do dinheiro é tentacular, o primeiro resultante da boa ventura nos negócios privados (lucros reprodutivos por acumulação doentia) e o segundo pela cedência temporária de fundos pecuniários à taxa de penosos juros.

4. Claro que os políticos encartados são presas fáceis para as pessoas influentes pela sua riqueza, bem como sensíveis para os favores de banqueiros, tanto em réditos como em lugares na administração das instalações de crédito, por via da corrupção.

5. A fim de dirimir o poder da riqueza e do dinheiro junto da classe política, curial será vigiar as mordomias pagas a estes, bem como cortar as benesses que a si próprios atribuem, uma vez que o serviço público deverá ser taxado como rendimento médio da população carenciada.

6. Só o espírito cooperativo - robustecido pela multiplicação das células de produtores/consumidores associados, formando uniões, federações e confederações, de modo libertar as referidas células dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas - poderá consolidar uma verdadeira Economia Social.

7. Bom é ter presente que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo; logo, os soberanos a prazo apenas servem para apoiar os executivos da sua afecção e contrariar os restantes, portanto de matriz antidemocrática, pelo que o regresso do Rei é lógica incontroversa.

Nau

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nº. 1538 - RAC


1. A real actividade cooperativa não se limita ao pagamento das pertinentes quotas e/ou à exibição da cédula de identificação do associado.

2. A real actividade cooperativa não é meramente uma profissão de fé clubista em que a adopção das cores e do emblema de uma determinada associação desportiva o habilita a ser comentador abalizado dos eventos recreativos.

3. A real actividade cooperativa obviamente consiste mais nos actos do que em palavras, sempre no sentido de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias, bem como do agregado familiar.

4. A real actividade cooperativa, fazendo jus ao espírito matriz da solidariedade, mantem os cooperadores atentos aos problemas de subsistência da comunidade em que se encontram inseridos.

5. A real actividade cooperativa não impõe exclusividades, isto é, limitações ao dinamismo dos associados que poderão fazer parte de unidades vocacionadas para a produção de bens essenciais e/ou simples consumo dos mesmos.

6. A real actividade cooperativa não se limita à célula na qual o associado voluntariamente se inscreveu, concorrendo este com palavras e actos para a aproximação a unidades afins - locais, regionais e internacionais.

7. A real actividade cooperativa é a via segura para o desenvolvimento de comunidades mais sãs e justas, abrindo o caminho para o regresso do rei.

Nau

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Nº. 1537 - Doutrina Cooperativista


1. "Adesão livre e voluntária - Liberdade", foram as palavras com que abrimos o apontamento da semana passada.

2. O tema tem sido recidivo ao longo da gesta deste espaço, bem como dos que o precederam no "monárquicos.com índice" e no "realistas.org.".

3. Embora a liberdade seja cantada em todos os campos, esta continua tutelada pelos plutocratas - sufocando os inconformados - tanto nas fantasias liberais, como nos devaneios socialistas.

4. Nomear procuradores para tratar de problemas que só ao próprio diz respeito é adiar o inadiável, tal como reza a máxima popular: quem quer faz; quem não quer, manda.

5. A liberdade não é praticar o que não é proibido por lei; também não será mero poder de agir e/ou praticar algo sem outra razão além do próprio querer.

6. Liberdade é a obrigação de responder por actos próprios, bem como por alheios, na comunidade em que estamos inseridos, sendo este um dos fundamentos da cooperação.

7. O aferro será à vontade e de moto próprio.

Nau