quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Nº. 1505 - Luta Popular


1. Acabei de tomar conhecimento de um texto publicado recentemente (quarta-feira, 24 de Dezembro) no semanário "Expresso" - cuja leitura e divulgação é indispensável - expondo a gestão danosa da maioria dos banqueiros portugueses.

2. Claro que alguns dos nomes citados - sob suspeita e investigação em curso - são apenas a ponta de um icebergue, envolvendo políticos e mafiosos, protegidos por uma teia de profissionais do Estado de direito que, a seu tempo, justificarão a prescrição dos processos forenses.

3. O escândalo é tão gritante que  cassação dos prémios viciosamente recebidos, nos últimos dez anos, pelos administradores dos vários bancos deveria ser um dos primeiros passos, seguido da proibição dos ditos profissionais voltarem a exercer funções idênticas em quaisquer instituições financeiras.

4. Por incrível que pareça, os responsáveis pela supervisão dos continuados actos criminosos - nomeadamente os do Banco de Portugal - até são premiados com altos cargos na República vigente, bem como na União Europeia, demonstrando que o crime e desleixos profissionais são munificientemente compensados.

5. Se a maioria dita de esquerda, que tem assento na Assembleia da República, não avançar com legislação adequada à punição dos banqueiros e seus apaniguados, congelando bens e investigando os esquemas de enriquecimento ilícitos, será também conivente da burla que ora flagela a população portuguesa, particularmente a mais carenciada.

6. A República está podre e assim continuará enquanto a impunidade bafejar os mais favorecidos e o maralhal continuar à espera de Godot.

7. Entretanto, o CMC aguarda a oportunidade de diálogo com aqueles que, de facto, pretendem uma reforma profunda da impante e despundonorosa mentalidade burguesa.

Nau

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nº. 1504 - Prelo Real


1. A informação é um bem precioso pois através desta podemos tomar conhecimento daquilo que mais nos apraz.

2. Mesmo dentro de fronteiras geográficas milenárias vivem comunidades que da Comunidade conglomerante apresentam naturais diferenças - de língua, de costumes e de credos - muito acentuadas.

3. Interessante é verificar que, num encontro internacional de jovens de várias nacionalidades, os falantes de línguas de raiz latina comunicam naturalmente entre si com grande à vontade.

4. No entanto, homens com uma formação universitária chegam a comunicar, de modo informal, entre os falantes da mesma nacionalidade, na língua predominante no fórum internacional.

5. Outros indivíduos não têm pejo em adoptar expressões consagradas internacionalmente revelando a sua origem natal, tal como aquele que denunciou um 'quézus belai' ao pretender dizer casus belli.

6. Já vão longas as minhas divagações quando apenas pretendia sublinhar a importância da raiz lusa na literatura de vários países espalhados pelo planeta que vivem de costas voltadas uns para os outros.

7. Pelo menos os monarquistas brasileiros poderiam utilizar este espaço (apenas sete parágrafos!) para apresentar uma singela resenha editorial. É bom tentar, não custa nada.

Nau

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Nº.1503 - RAC


1. Displicente não será repetir que o liberal assume-se como uma classe privilegiada uma vez que pretende ser o campeão da liberdade impondo a sua visão de que a condução da maioria deverá ser realizada pelos mais aptos - entenda-se, os liberais - na fomentação da riqueza por si arrecadada.

2. Logo, a produção e distribuição da riqueza são propriedade privada e os lucros de ambas operações  distribuídos pelos proprietários, pagando estes os serviços prestados pela maioria, revertendo grande parte desses pagamentos para os cofres dos privados, através da cobrança dos juros dos financiamentos à produção e ao consumo.

3. Os socialistas, embora defendam uma futura sociedade sem distinções de classes, presumem que estas continuarão a existir, não só como actividades profissionais mas também como política, tomando esta como arte de governar o maralhal e, recorrendo ao estratagema do voto anódino, vão propondo reformas progressivas através do parlamentarismo multipartidário.

4. Como adepto do progresso (sobretudo em política) os socialistas preconizam a direcção e domínio do aparelho do Estado nos bens de produção e consumo, isto é, a burocracia, cientes que clientela não lhes falta para os lugares de direcção na administração pública e/ou nos quadros igualmente burocráticos da União Europeia.

5. O sistema doutrinário do socialista Karl Marx, isto é, a religião marxista russificada por Lenine, assenta num sistema administrativo em que os negócios do Estado são tratados por elevado número de escriturários, todos eles dependentes de assinaturas e pareceres de altos funcionários.

6. A um conjunto piramidal de assembleias que supostamente espelham as ansiedades e desejos da população, cabe a responsabilidade de aplaudir as medidas anunciadas pelo directório central  dado que, a opinião contrária, será pouco salutar para eventuais contestatários.

7. Os cooperativistas, enrobustecidos pelas práticas da autogestão e do autofinanciamento, vão concertando os esquema das produção e consumo através das uniões, federações e confederações, escudos eficazes contra os capitalismos plutocráticos e a centralizada burocracia tecnocrática.

Nau

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Nº. 1502 - Doutrina Cooperativista


1. Urgente é cultivar o espírito cooperativista estimulando a acção concertada que não o aventureirismo individualista.

2. Nas ruas, nos jardins, nos transportes públicos é raro o dia em que o atento transeunte não assista ao triste espectáculo de presumida gente civilizada conspurcando os espaços comuns.

3. Todo o mundo quer ser servido demonstrando apenas a sua mesquinhez no cumprimento de deveres e estrito respeito pelo trabalho alheio quando cabe a si contribuir para o bem-estar da comunidade.

4. O dever é algo retributivo porquanto, residindo no seio de uma comunidade, somos obrigados a respeitar os usos e costumes desta, bem como contribuir com o nosso esforço para o bem-estar comum.

5. Sem dúvida que o trabalho alheio depende da capacidade daquele que o executa, no entanto, mesmo considerando a hipótese de alguém com potencialidades excepcionais, a cooperação poderá ultrapassar cansaços e/ou dar continuidade ao projecto em curso.

6. As cooperativas de consumo procuram satisfazer as necessidades dos seus associados sem a persecução doentia do lucro, enquanto que as unidades cooperativas de produção laborando em regime colectivo e colocando em comum os seus produtos, têm melhores hipóteses de praticar o preço justo.

7. O sistema de fabrico e distribuição de mercadorias são a via adequada para a consolidação da Economia Social.

Nau

domingo, 27 de dezembro de 2015

Nº. 1501 - Portal comunalista


1. Desafiamos os visitantes a debater as ideias expostas neste espaço - a cooperação; a doutrina monárquica; o comunalismo - mas ninguém está disponível para  efeito.

2. A cooperação (do latim cooperatione) é o fundamento da Economia Social, voltada para o homem em si e este em harmonia com a comunidade, tendo por objecto a satisfação das coisas de que não se pode prescindir - a subsistência, a saúde, a realização como homem económico-social - sem a persecução doentia do lucro.

3. Tudo aquilo que é íntegro, probo, justo, leal, franco, próprio do homem independentemente de qualquer convenção ou legislação, fundamentado nos hábitos sociais, nos costumes, na prática, no longo uso são tidos como a base de religião e esta confere esse direito consuetudinário à figura do Rei que reina, mas não governa.

4. Hoje a totalidade dos indivíduos que residem num determinado espaço geográfico onde livremente exercem o seu modo de vida, sem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas são a verdadeira essência do reino, a comunidade das comunidades que se revêm na figura do rei, este par inter pares e garante da democracia.

5. O cooperativismo tem por base a política consentânea; a capacidade de decidir responsável; o autofinanciamento a partir dos seus próprios recursos, isto é, quotizações e abonos (auxílios monetários) dos próprios associados ou réditos gerados pela regular actividade.

6. Significando monarquia o governo do povo a este jamais poderá ser imposto o esquema autoritário das minorias; liberalismos tecnocráticos de inspiração plutocrática e/ou socialismos burocráticos pela tendência do predomínio do Estado em todos os campos, quer por via parlamentar, quer por ditaduras espúrias.

7. A ideia peregrina de reino já sem a necessária reverência e acatamento às coisas sagradas d´antanho, consolida o espírito de real comunidade.

Nau

sábado, 26 de dezembro de 2015

Nº. 1500 - Psyche


1. Todos os seres têm necessidades e motivações distintas, mor parte delas adquiridas pela aprendizagem.

2. Os motivos que caracterizam os comportamentos, para lá da sua base biológica, são modelados pela dita aprendizagem e pelos impulsos relacionados com a sobrevivência.

3.Carentes durante toda a vida - desenvolvimento das potencialidades individuais (auto-realização); competências (auto-estima); necessidade de amor (pertença); ausência de perigo (segurança); necessidades básicas (fisiológicas).

4. Porém, até os impulsos ditos básicos são influenciados pela cultura, logo de cariz social afectados por condicionamentos vários - determinação pessoal (conceito de liberdade) e/ou autoconceito de insegurança (desigualdade de oportunidades).

5. As frustrações e as dores (mental ou física) geram, nomeadamente, acessos violentos de furor e estimulam os sistemas agressivos do cérebro, por razões hereditárias ou mera química do sangue, neurotransmissores e experiências inopinadas.

6. Os seres humanos auto-avaliam-se, sem objectivos de defesa, os quais incluem a negação da realidade, a fantasia, a supressão de factos ou mero retraimento e fuga.

7. Em suma: o homem é, por natureza, conflituoso e assim se justifica a monomania de alguns monárquicos que defendem pretendentes não genuínos supondo aviltar o herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio.

Nau 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nº. 1499 - Fim de Semana 51


1, O conhecimento assenta na memória de longo prazo através de uma rede de expressão sintética de efeito mnemónico. Porém, a questão dinástica para certos monárquicos, aliás cripto-republicanos, não será uma questão de memória, mas entorpecimento das faculdades mentais.

2. Como é óbvio, o patriotismo designa a qualidade de patriota - pessoa que ama e deseja servir a sua pátria - ideia por demais conveniente aos emburguesados republicanos dos finais do século XVIII que, por essa via, procuravam defender os seus interesses políticos e/ou materiais.

3. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a revolução é uma mudança profunda das bases e das estruturas da comunidade que não mero conflito entre os parceiros dominantes que trocam as posições relativas nas cadeiras do poder, mantendo o statu quo.

4. Logo, o que importa não é a violência (que denota apenas a falta de argumentos) mas a reforma da mentalidade burguesa, esta assente no regime de propriedade capitalista, vocacionada para o aumento da produção e do consumo, ambos cultivados pelos plutocratas e seus favorecidos.

5. Tomar como exclusivamente seu o que é comum e/ou deverá ser partilhado com outros - particularmente os mais necessitados - não será apenas questão de justiça social, mas princípio moral que igualmente condena o sistemático hipotecar das gerações futuras.

6. O solstício de inverno era uma festa pagã - a premência da actividade agrícola era muito reduzida - que os  cristãos inutilmente combateram nos primeiros três séculos da nossa era. Embora a troca de presentes seja uma tradição pagã, aqui nós oferecemos versos do poeta José Travaços Santos.

Nau

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Nº. 1498- LP: José Travaços Santos


                    Cristo Negro de Santa Cruz de Coimbra

                             Cristo negro
                             das marcas dos tempos,
                             crestado de velas e pinturas,
                             patina de séculos
                             que antes esconder revela
                             no corpo chagado dos tormentos
                             o sofrimento que apela
                             à vida
                             eterna, redimida.

                             Tanta paixão
                              num só copo torturado,
                             tanta esperança de salvação
                             na dor de Deus crucificado!

                             Que sopro divino
                             despertou desmedido o génio
                             e guiou a mão
                             do escultor ignorado.

            do livro "CÍRIO"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Nº. 1497 - PR: Resenha Editorial Moçambicana


1. "Xibugo", autor José Craveirinha, edição do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1980.

2. "Choriro", autor Ungulani Ba Ka Khosa, Sextante Editora, reimpressão de 2015.

3. "O Regresso do Morto", contos, autor Suleiman Cassano, edição Caminho.

4. "O Fio das Missangas", contos, autor Mia Couto, edição Companhia das Letras.

5. "Niketche - Uma história de poligamia", autora Paulina Chiziane", edição Companhia das Letras.

6. Moçambique: Raízes, Identidade Nacional", autor Albino Magaia, edição Ndjira.

7. "Sonhos ao Avesso", autor Hélder Mutela, edição Marimbique.

Nau

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nº. 1496 - RAC


1. Sempre que um grupo industrial decide aumentar as suas margens de lucro, as autoridades fiscais sorriem com a perspectiva de maior colecta de impostos.

2. No caso da indústria do grupo em questão fazer parte do sector farmacêutico, também as farmácias beneficiarão de tal aumento, uma vez que a medicamentos mais caros, maior serão as margens de lucro arrecadadas.

3. Bom é ter presente que ao aumento dos lucros do grupo industrial e das farmácias corresponderá um maior encargo para os consumidores, bem como para o serviço social e, nomeadamente, a administração pública que, por pudicícia, baixa os olhos.

4. Recentemente, um famoso empresário industrial norte-americano - suspeito de ter viciado a cotação de várias empresas na bolsa - foi levado à barra do tribunal onde alegou a urgente necessidade de realizar fundos para pagamento das suas astronómicas dívidas.

5. Para estes aventureiros de alto coturno, tanto o conceito moral, como o social não têm qualquer significado porquanto o que importa é o seu bem-estar e veneração que os basbaques habitualmente lhes prestam.

6. Tomar como exclusivamente seu o que é comum e/ou deverá ser partilhado com outros - particularmente os mais necessitados - não será apenas questão de justiça social, mas princípio moral que igualmente condena o sistemático hipotecar das gerações futuras.

7. Cooperar - trabalhar juntamente com alguém para o mesmo fim, isto é, para a satisfação das pertinentes necessidades económicas, sociais e culturais - é o fundamento do CMC.

Nau

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Nº. 1495 - Doutrina Cooperativista


1. Certos monárquicos crêem que a simples mudança das instituições políticas bastará para erradicar todos os males da sociedade portuguesa - a corrupção; a exploração despundonorada do maralhal pelos privilegiados; o carreirismo político; o adiamento das reformas do aparelho do Estado e outras coisas da mesma sorte.

2. A República maçónica que na segunda década do milénio passado afirmara acabar com o sistema parlamentar assente no princípio da rotação no poder entre dois partidos predominantes eleitoralmente, durou dezasseis penosos anos, sendo substituída pela República salazárquica de má memória.

3. Bom é não esquecer que a dita República salazárquica também assentava num sistema parlamentar, tipo monopartidário, sendo os deputados à assembleia magna escolhidos pelo ditador e confirmados por um sufrágio universal em que o número de votantes - por milagre ou mera inspiração divina - era superior aos registados em recentes actos similares.

4. Com finanças públicas equilibradas - mas com um sorvedouro de meios pouco rentáveis; uma capacidade industrial altamente condicionada e um comércio baseado em esquemas pouco dinâmicos - a segunda República foi sobrevivendo, graças às remessas dos imigrantes e à tolerância dos chamados regimes da civilização ocidental.

5. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a revolução é uma mudança profunda das bases e das estruturas da comunidade que não mero conflito entre os parceiros dominantes que trocam as posições relativas nas cadeiras do poder mantendo o statu quo.

6. Logo, o que importa não é a violência (que denota apenas falta de argumentos) mas a reforma da mentalidade burguesa, esta assente no regime de propriedade capitalista, vocacionada para o aumento da produção e do consumo, ambos cultivados pelos plutocratas e seus favorecidos.

7. O CMC avança com a ideia peregrina da cooperação (acto de cooperar que não apropriar); com o nobre conceito da equidade (disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um); com o preceito magnifico da solidariedade ( responsabilidade mútua, moral e materialmente úteis); em suma: com a revolução monárquica e o regresso do Rei.

Nau

domingo, 20 de dezembro de 2015

Nº. 1494 - Portal Comunalista


1. Os substantivos nação e pátria, tidos como sinónimos de país ou Estado em que cada indivíduo nasceu, foi o estratagema usado pelos mentores revolucionários franceses de 1793.

2. Contornando a ideia de reino - comunidade de residentes que geralmente falam o mesmo idioma num delimitado espaço geográfico sob a mesma Coroa - a pátria foi reduzida ao país em que cada um nasceu e de que é cidadão.

3. Logo, o patriotismo designa a qualidade de patriota - pessoa que ama e deseja servir a sua pátria - ideia por demais conveniente aos emburguesados republicanos que, por essa via, procuravam defender os seus interesses políticos e/ou materiais.

4. Para os que herdavam privilégios dos antepassados e/ou subsistiam através de um direito consuetudinário, o soberano - por direito de sucessão e destinado a durar em tais funções a vida toda - era garantia bastante para a existência das comunidades e defesa do reino.

5. Volto a sublinhar que a ideia de reino como comunidade de território, de gentes, de história, de costumes e outras coisas mais é distinta da grande comunidade humana possível numa globalização sem nacionalismos gloríolas, alimentados por ódios e imperialismos espúrios.

6. O cooperativista não é patriota porquanto defende uma plataforma consensual em que a autogestão e o autofinanciamento são cultivados de modo responsável, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas a fim de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

7. Sendo a Monarquia o governo de um só, isto é, do Povo, somos comunalistas como fundamento do reino e abjuramos todos os extremismos, particularmente aqueles que glorificam a nação odiando os que não são do mesmo credo e/ou etnia.

Nau

sábado, 19 de dezembro de 2015

Nº. 1493 - Psyche


1. A faculdade psíquica que permite reter e recordar o passado começa pela codificação, secundada pela armazenagem e a eventual recuperação.

2. De curto ou longo prazo, a memória em escassos segundos poderá reter algo que já lhe é familiar ou manter uma vaga ideia durante minutos por inexpressividade.

3. Reaprender, reconhecer e recordar são fases das quais a segunda apresenta ser mais fácil do que a última, por esta exigir uma associação de imagens mais elaborada.

4. Logo, o conhecimento assenta na memória de longo prazo através de uma rede de expressão sintética de efeito mnémico.

5. A retenção de longo prazo é influenciada pela repetição e exposição, além de outros esquemas, emoções e/ou drogas inclusive.

6. Enviesadas por natureza, as memórias nem sempre são fiáveis devido a condicionamentos emocionais, ambientais ou de pressão por terceiras pessoas.

7. A questão dinástica para falsos monárquicos não será uma questão de memória, mas entorpecimento das faculdades intelectuais.

Nau

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Nº. 1492 - Fim de Semana 50


1. Por incrível que pareça, a formação profissional realizada gradual e intensamente, bem como uma boa preparação académica, aumenta a capacidade de resistência do cérebro, tanto quanto ao envelhecimento, como ao risco dos problemas demenciais.

2. O CMC, à ideia peregrina da cooperação alia o novo conceito de Pátria - totalidade dos residentes de um determinado espaço geográfico, sem discriminações sociais, políticas ou religiosas - bem como de Monarquia - governo de um só, isto é, do Povo - tendo a figura do Rei como garante da Democracia, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

3. Para os cooperativistas o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um, concertadas em unidades cooperativas as quais, multiplicadas por células autónomas - uniões, federações e confederações - vão progressivamente reformando a impante mentalidade burguesa.

4. Embora ainda numa fase de contenção, os sectários do comunismo mantêm a sua crença no sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens, na abolição da propriedade privada e na ditadura do proletariado, tendo por livro sagrado "O Capital" de Karl Marx e o partido como Cúria do Vaticano.

5. A resenha editorial macaense compreende o "Livro de fotografias sobre Macau (2010-2015). Autor Gonçalo Lobo Pinheiro; prefácio de José Luís Peixoto. Projecto editorial inovador em curso - www.gonçalo.lobopinheiro.com .

6. Nos últimos três séculos, a decadência das religiões no espaço europeu é evidente e o poder sacerdotal verifica-se apenas em número reduzido de pessoas que continua a acreditar no Pai Natal.

7. A luta popular nada tem a ver com os conflitos religiosos que são cultivados apenas para favorecer interesses económicos particulares.

Nau

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Nº. 1491 - Luta Popular


1. Só pela defesa dos interesses próprios e/ou emoções muito fortes é que o maralhal se manifesta.

2. Governos despóticos como o da Coreia do Norte sobrevivem, não pela racionalidade, mas pelo terror que inspiram.

3. A eficiência do governo citado como exemplo é duvidosa, mas o abafado descontentamento e a falta de comunicação entre os potenciais contestatários justifica o silêncio dos túmulos.

4. Programaticamente são realizadas manifestações de apoio ao déspota tais como festas aniversariantes, exibição de capacidades bélicas, inauguração de obras imponentes de reduzida utilidade pública.

5. Operações violentas geram, normalmente, reacções violentas e desesperadas pelo que os ímpetos negativos são acalmados com a exibição de punições radicais a alguns membros do próprio aparelho político.

6. Nos últimos três séculos, a decadência das religiões no espaço europeu é evidente e o poder sacerdotal verifica-se apenas em número reduzido de pessoas que continua a acreditar no Pai Natal.

7. A luta popular nada tem a ver com os conflitos religiosos que são cultivados apenas para favorecer interesses económicos particulares.

Nau

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nº. 1490 - PR: Resenha Editorial de Macau


1. "Amores do Céu e da Terra, Contos de Macau", autores Ling Ling e Fernando Dias, tradução de Stella Lee. Edição da Casa de Portugal em Macau, com o apoio do IC - Instituto Cultural.

2. "Livro de fotografia sobre Macau (2010-2015)", autor Gonçalo Lobo Pinheiro; prefácio de José Luís Peixoto. Projecto editorial em curso, ver www.Gonçalo.lobopinheiro.com.

3. "Poemas de Tao Yuanming", traduzidos por Manuel Afonso Costa. Editora Livros do Meio em parceria com o Instituto Cultural de Macau.

4. "A História de Macau, segundo o Livro da RAEM". Obra baseada no livro "Macau 2003 Livro do Ano", publicada pelo Gabinete de Comunicação Social de Macau.

5. "Guia de Conversação Chinês-Português"; autores Liliana Inverno, Paula Costa e Zhou Xiaochen. IPOR, 2015.

6. "Nascido para Vencer - D. José da Costa Nunes". Autora Maria Guiomar Lima. Edição Livros do Oriente.

7. "Álvaro Semedo - Educação na China Imperial", autor António Aresta. Edição Instituto Internacional de Macau, 2015.

Nau

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Nº. 1489 - RAC


1. Nos últimos apontamentos tenho andado às voltas com as doutrinas políticas - liberal, socialista e cooperativa - nenhuma delas tendo suscitado qualquer reacção dos seus adeptos.

2. Claro que, se o tema fosse o encontro desportivo entre o Cascalheira e o Carcavelinhos, no estadio do Moscavidense, não faltariam doutos pareceres acerca de tal evento.

3. Sem dúvida que cada um poderá teimar obstinadamente a respeito daquilo que mais lhe agrada, sem a necessidade de ser um verdadeiro cornígero, porquanto cada um marra com o que lhe é mais conveniente.

4. Verdade, verdade é que a corrente liberal propondo a liberdade do homem em todas as circunstâncias já deu o que tinha para dar. Hoje um liberalista contenta-se em preconizar a obtenção de reformas sociais por meios parlamentaristas,

5. Os socialistas defendem o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, exigindo a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, bem como uma nova distribuição da riqueza mediante uma prestação pecuniária coactiva e sem contraprestação para os mais abastados.

6. Embora ainda numa fase de contenção os sectários do comunismo mantêm a sua crença no sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens; na abolição da propriedade privada e na ditadura do proletariado, tendo por livro sagrado "O Capital" de Karl Marx e o partido como Cúria do Vaticano.

7. No CMC não pretendemos regressar ao passado ou ficar a ruminar conceitos sociais falhados, à semelhança dos liberais, dos socialistas e dos comunistas.

Nau

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Nº. 1488 - Doutrina Cooperativista


1. A vitalidade liberal reside no facto de Zeus ter cegado o filho de Jásio e Deméter a fim de que este repartisse a riqueza própria por igual, porém a mesma caiu nas mãos de habilidosos finórios universalmente conhecidos como plutocratas.

2. Bom é ter presente que o plutocrata não é uma estirpe, nem tão-pouco uma tradição familiar mas alguém que ama o poder, a autoridade, o domínio sobre os outros, proporcionado por fartos cabedais adquiridos e/ou meticulosamente acumulados por mero pioneirismo.

3. Empenhados na realização dos seus projectos individuais, os plutocratas cerram as mãos entre si, tanto para promoverem a expansão dos seus negócios através de monopólios e carteis, bem como para excluírem eventuais concorrentes.

4. Os socialistas, nas versões compassadas e a todo o vapor, afirmam ter por objectivo a abolição da propriedade privada; a extinção das classes sociais e a distribuição dos bens de consumo a cada um segundo as suas necessidades ou, na versão aggiornata marxista, segundo as capacidades próprias.

5. Uma e outra versão socialista, nas velocidades designadas no parágrafo anterior, procuram realizar uma estatização da vida pública, isto é, impor um sistema político, económico e social controlado por burocratas, quer pela via parlamentarista, quer através da ditadura do proletariado.

6. Tanto os esquemas liberais como as práticas socialistas assentam no voto anódino, os primeiros conduzidos por demagogos que cultivam a delegação dos poderes do maralhal a desconhecidos; os segundos através de assembleias piramidais em que o voto das bases terá que corresponder aos desígnios dos dirigentes.

7. Para os cooperativistas o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um, consertadas em unidades cooperativas as quais, multiplicadas por células autónomas - uniões, federações e confederações - vão progressivamente reformando a impante mentalidade burguesa.

Nau



















domingo, 13 de dezembro de 2015

Nº. 1487 - Portal Comunalista


1. De certo não será por falta de temas que regulares debates andam muito esquivos deste espaço com pretensões comunais.

2. O único comentário registado até à presente data foi da lavra de um afoitado brasileiro que, de numerosa prole e parentesco multiforme, goza de visitas diárias, desvirtuando as estatísticas cá do burgo.

3. Porém, o que importa é discutir as doutrinas em confronto porquanto, dos princípios que servem de base aos ismos - liberal, social e cooperativo - apenas este último aposta no acto sublime e redentor: a cooperação.

4. Do cooperativismo - conceito social que, face à cultivada competitividade entre pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo - temos sublinhado a autogestão e o autofinanciamento em espaço próprio, estes proporcionadores de uma real democracia.

5. O liberalismo - corrente intelectual que propõe a liberdade do homem em todas as circunstâncias - advoga a não intervenção estatal na economia, defendendo que os plutocratas são os principais geradores de riqueza, manipulando estes os demagogos e apaniguados, exploradores do trabalho alheio.

6. Claro que os socialistas, defendendo a propriedade colectiva dos meios de produção e da supressão das classes sociais, avançam com uma estatização faseada (via parlamentarista) através de uma burocracia clubística ou impondo uma ditadura em nome dos proletários, em que os interesses de um reduzido grupo dirigente se identifica com os de toda a comunidade.

7. O CMC, à ideia peregrina da cooperação alia o novo conceito de Pátria - totalidade dos residentes de um determinado espaço geográfico, sem discriminações sociais, políticas ou religiosas - bem como de Monarquia - governo de um só, isto é, do Povo - tendo a figura do Rei como garante da Democracia, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 12 de dezembro de 2015

Nº. 1486 - Psyche


1. Um cérebro saudável requer exercício físico uma vez que os neurónios necessitam de sangue constante, sendo este que transporta o alimento básico: glucose e oxigénio.

2. Aumentando o ritmo cardíaco, o exercício físico é susceptível de manter as capacidades cognitivas do indivíduo numa idade avançada, tendo presente que a orientação espacial vai diminuindo, à semelhança do hipocampo que se torna tendencialmente mais pequeno.

3. O risco para a doença Alzheimer é o avançar dos anos, duplicando este cada cinco anos a partir dos sessenta, e, embora uma dezena de genes tenham sido identificados pelo aumento dos factores de risco, a apolipoproteína E sobreleva todos os outros.

4. Por incrível que pareça, a formação profissional realizada gradual e intensamente, bem como uma boa preparação académica, aumenta a capacidade de resistência do cérebro, tanto quanto ao envelhecimento, como ao risco dos problemas demenciais.

5. A correlação entre a genética e o meio ambiente, isto é, a qualidade genética sem um meio ambiente adequado para o desenvolvimento intelectual poderá afectar negativamente o indivíduo, tal como um desequilibrado regime alimentar.

6. Claro que as situações de frequente esgotamento geral libertam adrenalina que, activando o nervo vago este projecta ao tronco cerebral informação negativa, afectando a memória e provocando lesões no hipocampo.

7. Sem dúvida que a falta de memória dos políticos quanto às promessas feitas durante as campanhas eleitorais, após o acesso às cadeiras do poder, é devido ao dito esgotamento físico geral.

Nau

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Nº. 1485 - Fim de Semana 49


1. As novas tecnologias vão desnudando o átomo e descortinando o universo primitivo. Deus encontra-se irredutivelmente só - não tem religião.

2. O liberalismo, o socialismo e o cooperativismo poderão ser aqui discutidos até à exaustão, desde que esse seja o desejo e compromisso dos visitantes deste espaço.

3. Sem dúvida que a multiplicação das células cooperativas - estas consertadas em uniões, federações e confederações - é a via mais eficaz para a erradicação da impante mentalidade burguesa.

4. Escola de autogestão e autofinanciamento, a observação das boas práticas cooperativistas permitirá ao desorientado cidadão reorganizar a sua vida privada que, por cansaço e/ou adiamento de decisões, se arrasta penosamente.

5. Urgente é tomar consciência de que o número de leitores lusos é muito grande pelo que a divulgação do nome dos mestres da arte de compor ou escrever trabalhos artísticos (prosa e verso) bem como de obras científicas é muito importante.

6. Esforçamo-nos para alcançar a liberdade de movimentos; para conquistar a independência; para tomar decisões, mor parte das vezes delegamos o poder de decisão adquirido a outrem, a fim de não assumir responsabilidades.

7. Somos prisioneiros das lutas não provocadas mas que justificam a nossa determinação, bem como a nossa existência.

Nau

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nº. 1484 - Luta Popular


1. A luta significa esforço; competência de forças, de habilidade, mor parte das vezes por razões que a ultrapassam.

2.Esforçamo-nos para alcançar a liberdade de movimentos; para conquistar a independência; para tomar decisões.

3. Porém, frequentemente delegamos o poder de decidir adquirido a outrem, a fim de não assumir responsabilidades.

4. Lutamos pela vida entre um e outros organismos da nossa própria espécie, adquirindo espaço e poder na sociedade.

5. Claro que lutamos pela eternidade (da qual já fazemos parte) prolongando a forma actual, sem idade e/ou obrigações.

6. Lutamos pró ou contra doutrinas, ideias, religiões e políticas - a natureza, os flagelos sociais, os compagnons de route.

7. Somos prisioneiros das lutas não provocadas mas que participam da nossa existência.

Nau

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Nº. 1483 - Prelo Real


1. Temos procurado manter as secções temáticas do nosso espaço, mas este - enquanto não ganhar estruturas próprias - vai contentando-se pelas leituras cá do sítio.

2. Claro que nem todas as leituras merecem qualquer referência - quer por fraca substância, quer por não corresponder às espectativas da nossa selecção - pelo que, à última hora, socorremo-nos de outros temas.

3. Dado que a capacidade de produção editorial no Brasil é muito grande - largo número de leitores de diferentes estratos sociais - a divulgação do nome dos autores, das obras e das respectivas casas editoriais é muito importante para o mundo lusófono.

4. O mesmo se passa com os escritores angolanos, cabo-verdianos, são-tomenses, moçambicanos, timorenses, goeses, macaenses e até daqueles que, espalhados pelo Planeta Azul, se dedicam às letras, tal como o brasileiro Paulo Coelho.

5. Este nosso apelo não se limita aos mestres da arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou em verso, porquanto muitas teses científicas jazem nos arquivos das universidades, aguardando a devida atenção das casas editoriais.

6. A prova está no interesse que tem sido manifestado pelos trabalhos de Henrique Sousa, no campo das energias renováveis, a qual se estende à obra literária deste, com pedidos de opinião que ultrapassam a mera curiosidade.

7. O que importa é tomar consciência de que o número de leitores lusos é muito vasto pelo que se torna importante divulgar o nome dos autores, o título das obras, bem como a casa editora envolvida.

Nau

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nº. 1482 - RAC


1. Muitos são aqueles que se afirmam cooperativistas, pagando as quotas nas unidades em que se encontram associados, mas não tomando parte nas actividades destas.

2. A justificação normalmente avançada é a falta de tempo, devido a uma actividade profissional muito exigente e problemática vida privada.

3. Outros evidenciam ressentimentos por se terem incompatibilizado com alguns elementos da direcção e/ou frustrados por não fazerem parte esta, limitando-se a visitas esporádicas, mormente nas quadras festivas.

4. Afirmar-se cooperativista, nas condições acima será como afirmar-se futebolista por se ter meramente inscrito como sócio neste ou naquele clube desportivo, por diletantismo ou simpatia pela cor ou símbolos do mesmo.

5. O que importa não é ser membro de qualquer unidade cooperativa mas encontrar-se imbuído do real espírito cooperativista, procurando satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais nessa conformidade.

6. Escola de autogestão e autofinanciamento, a observação da prática cooperativista permitirá ao desajustado sócio reorganizar a sua vida privada que, por cansaço e/ou adiamento de decisões, se arrasta penosamente.

7. Racionalizar as nossas actividades é o primeiro passo para um bom adestramento - físico e psíquico - na preparação para as olimpíadas diárias.

Nau

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Nº. 1481 - Doutrina Cooperativista


1. O fundamento da doutrina cooperativista é tão-somente a cooperação.

2. A concorrência de auxílio, de forças, de meios para algum fim de interesse de muitos significa trabalho consertado.

3. O acto ou efeito de consertar pressupõe consenso, anuência das partes envolvidas, bem como consentaneidade, adequação ao trabalho potenciado.

4. Logo, é o exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa que motiva o homem a aplicar a sua força e faculdades à produção.

5. Porém, aquilo que é produzido - tanto pela natureza, como pelo engenho do homem - deverá ser orientado para a satisfação de necessidades e não para o incremento destas.

6. A unidade cooperativa, associando produtores e/ou consumidores, tem por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de usurários.

7. Sem dúvida que a multiplicação das células cooperativas - estas consertadas em uniões, federações e confederações - é a via mais eficaz para a erradicação da mentalidade burguesa.

Nau

domingo, 6 de dezembro de 2015

Nº. 1480 - Portal Comunalista


1. A discussão de ideias, de conceitos, com o objectivo de estabelecer plataformas de entendimento, é a razão da existência deste espaço.

2. Porém, embora o número de visitantes diários seja um bom estímulo para a conservação do mesmo, a ausência de dialogantes leva a supor algo mais grave, isto é, dúvida constante acerca daquilo que todos geralmente aceitam.

3. Admitir as teses defendidas neste espaço, embora discordando de algumas delas, seria razão suficiente para fundamentar argumentos contrários, promovendo debates e esclarecendo posições que, embora pessoais, poderiam merecer consenso de visitantes menos... afoitos.

4. O plano aqui defendido era a abertura a temas, denúncias e sugestões de interesse comum como, por exemplo, questionar doutrinas políticas; revelar comportamentos de má cidadania; aventar boas práticas.

5. As doutrinas políticas - liberalismo, socialismo e cooperativismo - poderiam ser enunciadas para o aprazimento dos menos esclarecidos e debatidas até à exaustão, complementadas por exemplos - tanto do foro interno, como das práticas em outras comunidades.

6. Claro que a denúncia de comportamentos anti-sociais - atropelos e desrespeito por aquilo que é justo, recto e conforme à lei na protecção do próximo - teriam que ser acauteladas por testemunhos válidos, tanto para os casos de corrupção como para práticas comezinhas - conspurcação de espaços públicos; parqueamentos indevidos e outras coisas mais.

7. Nunca é demasiado citar os bons exemplos, dado que a partir da divulgação destes, poderemos tornar a vida na comunidade mais sã e harmoniosa.

Nau

sábado, 5 de dezembro de 2015

Nº. 1479 - Psyche


1. Fazemos todos parte de uma força universal que flui e reflui pelo infinito.

2. Somos pedra, somos areia, somos gelo, somos vulcão, somos uma forma de energia, embora com os atributos de possuir massa e extensão no espaço e no tempo.

3. A fragilidade do nascituro prediz a evolução mas o homem tem que dar prova - mostrar que uma coisa por si observada tem razão de ser - atribuindo os fenómenos da natureza ao capricho dos deuses.

4. Tudo quanto existe no espaço e no tempo sendo multiforme ao incipiente observador foi por este atribuído a seres sobrenaturais por estar longe a sua capacidade cognitiva.

5. Ultrapassando a aptidão do chefe do grupo na conduta dos mais, à divindade de personificação masculina era atribuída influências peculiares (benéficas ou maléficas) nos destinos do universo.

6. Supondo ser deus a causa primeira e fim de todas as coisas; princípio supremo de explicação da existência da ordem e da razão do universo, convenientemente ele era tido como garantia necessária dos valores morais.

7. Porém, as novas tecnologias vão desnudando o átomo e descortinando o universo primitivo. Deus encontra-se irredutivelmente só - não tem religião.

Nau

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Nº. 1478 - Fim de Semana 48


1. As comunidades definem-se pelo trabalho que os seus residentes produzem. Logo, as células cooperativas poderão robustecer o espírito de comunidade contrariando os nacionalismos espúrios, estes bastardos da globalização.

2. Como é óbvio, a comunidade - espaço geográfico onde residem povos (os nativos e os meros residentes) com interesses afins e organização política comum - subsiste pela vontade dos seus habitantes.

3. Não somos anti-União Europeia porquanto a  recente experiência estadunidense (pouco mais de dois séculos) demonstra que cada um dos seus Estados cultiva os hábitos e costumes adquiridos, mantendo-se solidários, mesmo quando alguns deles apresenta deficits orçamentais e/ou de outra jaez.

4. Homens de ciência, da jurisprudência, das artes (na produção de coisas belas ou apenas marciais) só teoricamente são iguais perante a lei porquanto os erros que, eventualmente, pratiquem serão apreciados em contextos diferentes - erro profissional no caso de um incauto cirurgião ou acto premeditado de um arreigado criminoso há muito carente de observação médica.

5. Claro que a morte ocorrida durante uma intervenção cirúrgica não se compara à acção criminosa de um psicopata, embora ambas tenham tido consequências fatais, a primeira por verosímil imprudência do cirurgião e a segunda por negligência médica. Porém, a sociedade tende a ser branda face às posições sociais relevantes e forte perante as inferiores.

6. A prática, bem como o conjunto de caracteres exclusivos de um povo devem ser preservados porquanto robustecem o espírito comunitário, jamais confundindo este com o obstinado espírito tradicionalista o qual tem por base factos puramente históricos que, transmitidos de idade em idade, se conservam como valores espirituais, consciência de identidade própria.

7. Destarte lutamos por uma comunidade onde se multiplicam as unidades cooperativas nas quais os próprios trabalham para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas.

Nau

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nº. 1477 - Luta Popular


1. Aqui lutamos contra os preconceitos de classe - tanto pelo nascimento, como pelos cabedais adquiridos - procurando criar uma dinâmica em que todos se sintam irmanados pelo desejo de realizar consensos.

2. Aqui lutamos contra os autoritarismos das classes dirigentes, prepotentes e ditatoriais - poder público; agentes ou delegados do poder público - assumidas como poder legítimo graças ao cultivado voto anódino, irresponsável.

3. Aqui lutamos contra a apatia do maralhal que prefere discrepar vociferando, mas cegamente correndo a colocar o voto nas urnas eleitorais, delegando o seu poder a demagogos em troca de pão e circo, isto é, subsídios de subsistência e futebol.

4. Aqui lutamos pela dignificação da vida humana, sem credos dopantes ou vinculações a forças sectárias que apenas se consagram na conquista das cadeiras do poder onde se refestelam os seus inolvidáveis corifeus.

5. Aqui lutamos pelo voto responsável - consciente e moralizador - possível numa autogestão sensata e num autofinanciamento sistemático, abjurando os recursos aos usurários e/ou plutocratas sanguessugas.

6. Aqui lutamos por uma comunidade onde se multiplicam as unidades cooperativas nas quais os próprios trabalham para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas.

7. Aqui lutamos pelo regresso do Rei por este - par entre pares - obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Nº. 1476 - Prelo Real


1. Aos que têm mostrado interesse pelas energias renováveis aconselhamos um contacto directo com o professor Henrique Sousa através do respectivo facebook.

2. Claro que o conjunto de caracteres próprios e exclusivos de um povo devem ser preservados, porquanto robustecem o espírito comunitário, jamais confundindo este com o obstinado espírito tradicionalista.

3. A tradição é apenas uma referência baseada em factos puramente históricos que, transmitidos de idade em idade, se conservam como valores espirituais, consciência de identidade própria.

4. Nunca a tradição deverá ser tomada como programa de governo, nem tão-pouco como sinal de excelência nas relações sociais porquanto estas, conforme vimos sublinhando, são pautadas pelo desempenho de deveres.

5. Por outro lado, a identidade de que nos orgulhamos não é suposta extinguir-se com afastamentos geográficos pelo que é legítimo presumir que os deveres se mantêm ad aeternum.

6. Tendo presente o espectacular avanço tecnológico da China e a necessidade desta em apostar nas energias renováveis, de certo que a visita de Henrique Sousa àquele país seria muito oportuna.

7. Faço votos que "O Clarim", prestimoso órgão da comunicação social de Macau, possa efectuar as devidas diligências nesse sentido.

Nau

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nº. 1475 - RAC


1. A recente mensagem do Príncipe herdeiro, Dom Duarte Pio, aos portugueses está dentro dos objectivos expectáveis: confirmação da disponibilidade em assumir as suas responsabilidades dinásticas; análise da conjuntura nacional e internacional; estímulo à pacificação e apelo ao espírito construtivo para a formação de uma comunidade mais coesa e harmoniosa.

2. Claro que a súmula ensaiada no parágrafo anterior em nada beliscará o mais inflexível republicano, excepto no preconceito de que os homens são todos iguais perante a lei, por lapso não considerando a possibilidade de fartos cabedais vencerem tal prescrição do poder legislativo uma vez que na comunidade não se cultivam discriminações sociais, apenas existem diferentes posições sociais.

3. Pelo direito consuetudinário, o Silva poderá usar ou não (mas por decisão própria) o nome dos seus avós, honrando - tanto os valores morais, como os materiais, caso estes existam e seja sua a determinação em os conservar - sem qualquer dificuldade, eventualmente recorrendo ao direito vigente para acautelar interesses particulares.

4. Homens de ciência, da jurisprudência, das artes (na produção de coisas belas ou apenas marciais) só teoricamente são iguais perante a lei porquanto os erros que, eventualmente, pratiquem serão apreciados em contextos diferentes - erro profissional, no caso de um incauto cirurgião ou acto premeditado de um arreigado criminoso, há muito carente de observação médica.

5. A adulteração de certos temas, embora visível em mera investigação casual, ganham foros de virtude, tal como a democracia ateniense, na Grécia Antiga, em que apenas os naturais e as figuras de largo património poderiam votar no fórum político, sendo os estrangeiros, as mulheres, os escravos e as classes baixas excluídas.

6. O medo das figuras públicas preponderantes era tão grande que o fórum ateniense chegou a condenar estas ao exílio, através de símbolos riscados em casca de ostra, dando origem que tal acção de proscrever ganhasse o significado de votar ao ostracismo - hoje manda-se para Bruxelas ou Estrasburgo.

7. Para nós, cooperativistas, a Democracia subsiste apenas no voto responsável, praticado nas unidades cooperativas, sendo a figura do Rei - hereditária e vitalícia - uma mais valia, por obstar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau