sexta-feira, 20 de junho de 2014

Nº. 946 - Fim de Semana 25


1. A capacidade de coagir os outros, isto é, o poder, é fome que não se sacia moderadamente, abusando de todos os meios - a intriga, a violência, a crendice e outras coisas mais - para atingir os seus fins.

2. Nunca é demais repetir: o comunalismo não pressupõe qualquer tipo de exclusão - xenofóbica, de classes sociais, de valores sublimes, etc. - mas tão-somente duma articulação harmoniosa de interesses, possível através da via cooperativa.

3. Somos de facto comunalistas porquanto no espaço em que exercemos as nossas actividades - subsistência e cooperação - estas são prudentemente concertadas com os nossos pares, por mor de uma administração criteriosa.

4. A justiça social apenas é possível através da solidariedade colectiva e mediante uma reforma progressiva das mentalidades predominantes, tendo presente que não somos liberais, nem tão-pouco socialistas: somos reais cooperativistas.

5. A pátria, a família, deus são conceitos, tão formais como a liberdade, a igualdade e a fraternidade, porquanto o que se impõe é um processo harmonioso de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.

6. Tardam as almejadas reformas sociais e a corrupção tudo avassala, fomentada por uma pecha consumista que vai para lá das necessidades básicas, atingindo proporções pantagruélicas que o imediato dificilmente satisfaz e/ou dura fugazes momentos.

7. Não somos liberais, nem tão-pouco socialistas - somos reais cooperativistas.

Nau

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