segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nº. 928 - Doutrina Cooperativa


1. Participar na 'coisa pública' é o fundamento do comunalismo que jamais poderá ser confundido com o vocábulo do agrado dos anti-monárquicos: república.

2. De facto, em França, 'republicanismo' é incutido como forma de governo em que o soberano (presidente da república) não detém o poder exclusivo, nem tão-pouco é hereditário.

3. Assim, os nossos amigos gauleses falam das liberdades republicanas com uma certa ênfase, não abusando do termo democrático tão em voga nos regimenes musculados que medram por esse mundo fora.

4. Camile Desmoulins, escritor e político francês, autor de "La philosophie du peuple français", guilhotinado por ordem de Robespierre, definia: "par république j'entends un État libre, avec un roi ou un stathouder ou un gouverneur géneral ou un empereur, le nom n'y fait rien".

5. A ideia que domina a real terceira via, isto é, o cooperativismo, fundamenta-se no trabalho para satisfazer as necessidades de todos, que não a persecução doentia do lucro, sem a tendência individualista da acumulação da riqueza à custa dos outros.

6. Logo, para uma economia social a importação é uma contrapartida da exportação com base na confederação das cooperativas de consumo e/ou produção, apoiadas em Bancos cooperativos que saldarão as contas internacionais.

7. A verdadeira reforma social depende do robustecimento da prática cooperativa (cooperação) dirimindo os ímpetos de entesouramento, ou seja, da apropriação indevida.

Nau

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