terça-feira, 17 de junho de 2014

Nº. 943 - RAC


1. Erros meus, má fortuna, paixão ardente por uma justiça social postergada e crua, sofreganho de vaidades e egoísmos incontidos.

2. Pensei ser a felicidade - satisfação, bem-estar, fortuna boa - o objectivo a perseguir a vida inteira, porém, enredados na luta pela subsistência, os dias são passados em frágil contentamento.

3. Má fortuna - perigos, riscos, incertezas - vicissitudes certas na vida humana, são cultivados por amor excessivo ao bem próprio e completo desprezo pelos interesses alheios.

4. A justiça social apenas é possível através da solidariedade colectiva, embora alardeada como uma igualdade de direitos que todos já se aperceberam ser inatingível sem uma real e cultivada reforma das mentalidades predominantes.

5. Vi na cooperação o caminho mais adequado para uma progressiva justiça social, realizada por esforço próprio, na linha do pensamento dos nossos grandes mestres dos quais saliento António Sérgio pela sua tenacidade e luta contra os liberalismos e socialismos espúrios.

6. Procurei trazer à colação exemplos reais de unidades cooperativas que singram nestas águas - umas melhores do que outras - mas apenas enfrentei azedumes e/ou silêncios daqueles que dizem comungar das mesmas ideias.

7. Não tenho qualquer dúvida que o espírito prevalecente no PCTP/MRPP será o republicano, porém este não está comprometido com a podridão da República vigente, nem assume atitudes  idênticas àqueles que se dizem monárquicos e lutam em contra-senso.

Nau

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