segunda-feira, 30 de junho de 2014

Nº. 957 - RAC


1. Segundo parece, os dados aqui disponibilizados na semana passada acerca da cooperativa Fruta Feia tem suscitado grande curiosidade aos nosso habituais visitantes.

2. Natural é a actividade da Fruta Feia, de momento, estar circunscrita à cidade de Lisboa, mas a réplica desta cooperativa poderá ser realizada noutros pontos do país.

3. Bom será beneficiar da experiência adquirida peos órgãos directivos da Fruta Feia e dar largas a tal projcto como meras operações com terceiros, na capacidade de estruturas locais, regionais ou nacionais.

4. Tendo presente que osprodutos fruto-hortículas com aspecto menos atractivo dificilmente esntrarão nos normais circuitos comerciais, o projecto Fruta Feia requer uma gestão muito equilibrada.

5. Logo, um escoamento problemático (grande tempo d selecção e/ou armazenagem) bem como elevados encargos com o transporte dos produtos fruto-hortículos poderão resultar desperdícios desnecessários.

6. Claro que o processamento de alguns dos produtos fruto-hortículos excedentes poderão ser encaminhados para o sector industrial e/ou mera forragem, mas como projectos de recurso.

7. O que importa é estudar bem os assuntos, dialogar com os órgãos directivos de Fruta Feia e jamais cruzar os braços.

Nau
1. Alguns monárquicos defendem que o governo cabe ao Rei e a administração ao Povo, querendo com isto dizer que a direcção dos negócios do Estado deverá ser exercida pelo soberano enquanto que a coisa pública é gerida pela maioria.

2. Sendo uma prática muito antiga e consensual nos primórdios da Revolução Francesa, foi completamente arredada da cena política devido à intolerância daqueles que pretendiam manter certos privilégios, bem como da audácia de gente de poucos escrúpulos e, sobretudo, da bem sucedida classe argentária.

3. Aliás, são as gentes de vastos cabedais que, para defesa dos mesmos, cedo se aperceberam não ter necessidade do envolvimento directo nas actividades político-partidárias, bastando instilar, distanciadamente, as adequadas intrigas ao abrigo do chamado Estado de Direito que habilidosos causícos manipulam a peso de ouro a seu mútuo contento.

4. Escusado será dizer que os ricaços são autênticos camaleões facilmente se adaptando à cor partidária e/ou à atitude política que mais lhes convém, assumindo-se como cidadãos protectores da República, dirigentes irmãos maçónicos, piedosos membros de igrejas, veneráveis intelectuais, comissários do povo, e outras coisas mais.

5. A própria 5ª República Francesa, de carácter presidencialista, inaugurada por Charles de Degaulle nos finais dos anos cinquenta do século passado, mantém-se na linha de governo do soberano (aquele que ocupa o primeiro lugar na instituição política) e administração popular, isto é, partidária, sendo os ministros eventualmente contestados demitidos pelo soberano sempre que, para a sua sobrevivência política, tal lhe convenha.

6. Outros exemplos poderiam aqui ser trazidos à colação, mas bastam a dinastia dos Castros, em Cuba; os Kim Il Sung, da Coreia do Norte; os Chavez& Sucrs, na Venezuela e até, com a devida distância, o recente presidencialismo popularucho do Cruzeiro do Sul.

7. Do nosso lado, continuamos persistentemente a defender a reforma das mentalidades pela via da cooperação; a comuna (auto-organização e auto-gestão), bem como a figura do Rei, esta por obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 29 de junho de 2014

Nº. 955 - Portal Comunalista


1. Comunalista ou do Comunalista são os termos aqui usados para um arremedo de portal, funcionando o adjectivo como normal  designação do destinatário.

2. Porém a preposição de estabelece uma relação nocional mais determinativa, embora sem grande alteração do objecto em si que será de proporcionar um amplo debate de situações e conceitos tidos como importantes para o robustecimento do espírito comunal.

3. Segundo parece, a maioria dos visitantes ora se limita a entrar mudo e a sair calado, ora faz com o dedo do polegar da mão direita três sinais em cruz, primeiro na testa, o segundo na boca e o terceiro no peito, pois nada quer com aqueles que pensam livremente em matéria religiosa.

4. Os mais perversos ensaiam o lançamento de anátemas por via de hackers que apenas criam dificuldades aos encarregados do bom funcionamento deste blog, infestando os computadores de serviço, por mero capricho ou estupidez congénita.

5. Verdade, verdade se diga largo número daqueles que se dizem monárquicos vagamente sabem o que isso significa, chegando a tomar posições contrárias àquilo que supõem defender, agarrados a um passado mítico cheio de esperanças, suor e lágrimas que pouco entendem.

6. Segundo se diz, a esperança é a última coisa a morrer e muitos são aqueles que atingem o fim esporadicamente disfrutando o almejado bem-estar, labutando a vida inteira por um naco de pão e sofrendo na pele as agruras da fraca solidariedade dos mais afortunados.

7. Aqui defendemos a cooperação, a comuna (auto-organização e auto-gestão) e a figura do Rei por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

sábado, 28 de junho de 2014

nº.954 - Psyche


1. O Kremlin - antiga residência dos czares e sede do governo soviético, em Moscovo - enfrenta surda contestação popular contra a mascarada democracia republicana.

2. Porém, a corporação argentária não está eficientemente controlada pela oligarquia política e o desgaste da figura central que representa tal poder é manifesto.

3. A recuperação de alguns símbolos da Santa Rússia - como, por exemplo, a bandeira - e o tolerado esplendor da Igreja Ortodoxa já não colmatam a insatisfação da maioria.

4. Claro que a referida insatisfação não é característica apenas da sociedade russa dos nossos dias, pois a cultivadahumildade de antanho já poucos a suportam.

5. O estafado recurso nacionalista é lenimento para mitigar dificuldades na governação, assumindo o Kremlin a defesa dos intersses dos nacionais no estrangeiro, tal como fez Hitler com os sudetas.

6. Quem paga as favas das dificuldades do Kremlin é a Ucrânia, sendo tais dificuldades agravadas pela disputa de influências entre a Rússia e a União Europeia, bem como pela população russófila que pensa tirar vantagens com tal situação.

7. Como se comportará o Kremlin quando os povos mongolóides da Sibéria - região rica em zinco, chumbo, cobre, minério de ferro, além de gás natural e petróleo - se aproximarem mais da China do que da Rússia?.

Nau

Nº. 953 - Fim de Semana 26


1. Sem dúvida que a História é a versão do passado de cada geração na expectativa de encontrar soluções para os problemas do seu tempo.

2. Nunca será de mais sublinhar que o universo dos eleitores no conceito jeffersoniano de "um homem, um voto" compreende tanto a expressão criteriosa como aquela simplesmente anódina e irresponsável.

3. Claro que a prática cooperativa motiva o agrupamento de capitais necessários para a implementação de projectos sem a subserviência bancária, tornando a gestão dos mesmos mais coesa e mais solidária.

4. A Fruta Feia é uma unidade cooperativa de consumo em que todo o possível lucro é destinado ao crescimento do projecto comum e onde todos os consumidores são parte integrante do mesmo.

5. Reler os apontamentos jornalísticos de Vasco Pulido Valente no jornal O Público é um acto de desintoxicação dos disparates debitados pelos comentadores habituais nos meios de comunicação social.

6. Sendo a República o recurso das minorias argentárias e seus apaniguados, logicamente lutamos para a instauração da Monarquia porquanto esta significa o governo de um só, isto é, o Povo.

7. O que não há qualquer dúvida é que o PCTP/MRPP não está comprometido com a corrupção e desvarios do presente.

Nau

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Nº. 952 - Luta Popular


1. Vamos à luta porquanto a passividade não é solução para qualquer problema e ronhosos agentes aguardam a oportunidade para satisfazer interesses particulares.

2. Pessoalmente não creio que os deuses resolvam situações existenciais difíceis (embora façam parte das mesmas) pelo que cabe a todos nós assumir as nossas responsabilidades através da via mais racional - a cooperação.

3. Caudilhos arvorados prometem saídas airosas para questões complicadas prolongando-as na monomania (mera obcessão) pelo desejo em alcançar as cadeiras do poder em que serão simples factotums das corporações argentárias.

4. Sem dúvida que os partidos políticos - grupos de pessoas unidas em ideias e doutrinas sociais - são importantes para a democracia, porém não são a Democracia porquanto esta apenas se realiza na participação do povo na gestão administrativa da comunidade.

5. Logo, defendemos o comunalismo pela via racional de base cooperativa - por esta ser a escola para a continuada prática da auto-gestão e auto-organização com o mínimo de intermediários - além da figura do Rei por esta obviar disputas partidárias no topo da instituição política.

6. Sendo a República o recurso das minorias argentárias e seus apaniguados, logicamente lutamos para a instauração da Monarquia porquanto esta significa o governo de um só, isto é, do Povo.

7. Estou convencido que a almejada reforma da instituição política poderá ser realizada por um partido republicano e destes apenas o PCPT/MRPP não está comprometido com a corrupção e desvarios do presente.

Nau

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nº. 951 - Prelo Real: jPúblico


1. Ler os comentários de Vasco Pulido Valente - bem escritos e melhor ponderados - é um redrigério.

2. A memória de "O Dia D" é uma lição de História, explicando as razões, os conflitos de interesses, as estratégias e os passos finais. De facto, pouco há para ser comemorado.

3. O dr. Cavaco e as guerrilhas partidárias não escapam à lupa mordaz de Vasco Pulido Valente pelo que a análise feita por este é uma referência até para aqueles que, de perto, acompanham estes assuntos.

4. A "Copa do Brasil" com a comunicação social, através dos seus comentadores (de uma ignorância enciclopédica) que nos têm diariamente massacrado é versão saudável a não perder.

5. No Portugal-Alemanha - em que a equipa nacional perdeu por 4 a 0 - é evidenciada a preparação dos comentadores ao serviço de interesses obscuros que a pena do nosso vingador denuncia.

6. As desisteleigências entre António Costa e Seguro - estilos e estratégias - são comentadas com segurança, sendo um bom aviso para quem está longe do torrão natal e serve para precaver futuras ilusões.

7. Os nacionalistas históricos do país vizinho, caprichando "falar uma língua que ninguém mais fala ou escreve" não escapam à pena de Vasco Pulido Valente e assim ficamos a compreender - quanto mais republicano, maior o engano.

Nau

terça-feira, 24 de junho de 2014

Nº. 950 - RAC: Fruta Feia


1. 'Fruta Feia' é uma cooperativa de consumo em luta contra o desperdício alimentar, canalizando dos agricultores aos consumidores os produtos fruto-hortículos devido à sua fraca aparência.

2. A Fruta Feia CRL é uma cooperativa de primeiro grau e insere-se no ramo de consumo, consistindo a sua actividade na promoção ou aquisição de produtos fruto-hortículos formalmente desadequados de origem portuguesa com vista à minização do desperdício alimentar e à defesa do Ambiente.

3. Fruta Feia tem a sua sede social em Lisboa, na Âzinhaga da Cidade, Torre B, nº. 4 D., aceitando como membros/cooperadores pessoas singulares de idade igual ou superior a 14 anos, bem como pessoas colectivas.

4. Os candidatos a cooperadores poderão fazer o seu pedido de admissão, por escrito, à Direcção da Fruta Feia, indicando o nome completo, data e local de nascimento, residência habitual, declarando conhecer os Estatutos disponibilizados na Internet, comprometendo-se com os espírito e letra dos mesmos.

5. A Fruta Feia CRL funciona, neste momento, à segunda-feira das 17h às 21h na Casa Independente (Largo do Intendente nº. 45 - 1º. andar) e à terça-feira, das 17h30h às 21h no Ateneu Comercial de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão nº. 110, 1º andar). No entanto, a recolha das cestas está reservada aos consumidores que se associaram à cooperativa.

6. Os eventuais consumidores poderão inscrever-se na página web da Fruta Feia, pagando uma quota anual administrativa de 5.00 Euros, sendo-lhe então facultado um artão de associado e oferecido um saco de pano da Fruta Feia, pagando semanalmente a sua cesta no valor de 3.50 e/ou 7.00 Euros.

7. A Fruta Feia é, de facto, uma cooperativa de sonsumo em que todo o possívellucro é destinado ao crescimento do projecto e onde todos os consumidores são parte integrante do mesmo.

Nau

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nº. 949 - Doutrina Cooperativa


1. Num recente apontamento sublinhamos que o poder é a expressão da vontade - força de ânimo, energia - para realizar algo.

2. Logo, a cooperativa é o reduto onde qualquer um poderá tomar as pertinentes decisões quanto às suas necessiades económicas, sociais e culturais.

3. O cooperador é um inter pares pelo que o seu voto, em qualquer órgão cooperativo e especialmente na assembleia geral, é a expressão do seu poder.

4. A democracia fundamenta-se na participação do homem na tomada de decisões próprias - sem discriminação social, racial, política ou religiosa - por amplos consensos.

5. Nos diferentes ramos de actividade - agrícola, artesanato, consumo, cultura, pescas, produção operária, serviços e solidariedade social - as cooperativas são o escudo contra os liberalismos e socialismos espúrios.

6. A prática cooperativa motiva o agrupamento de capitais necessários para a implementação dos projectos em curso sem a subserviência bancária, o que torna a gestão dos mesmos mais coesa e solidária.

7. Sem dúvida que a unidade cooperativa é uma escola de aprendizagem contínua, de gestão económica, de relações sociais e petrechamento cultural.

Nau

domingo, 22 de junho de 2014

Nº. 948 - Portal Comunalista


1. Claro que em Espanha também há muitos políticos diletantes que asseveram que Filipe VI não deveria ocupar o trono por este ter sido cedido por Juan Carlos, monarca imposto pelo ditador de serviço.

2. Num raro momento de introspecão, certos monárquicos recomendam não a aclamação (reconhecimento do soberano pela voz do povo e da respectiva assembleia política), mas a eleição do rei de entre um reduzido número de pretendentes.

3. Na Alemanha antiga, o imperador era eleito por uma assembleia de príncipes ou bispos que regiam os seus territórios com a dignidade de eleitores, prática pouco diferente da República Romana em que os cônsules eram maioritariamente eleitos pelos patríios, classe privilegiada daquele tempo.

4. Habilidosos historiadores contemporâneos, descaradamente, dão a entender que o fim da Monarquia Etrusca teve origem numa insurreição contra Tarquínio, o Soberbo, dando origem à democracia, isto é, à Repúlica Romana, no esquema salientado no parágrafo anterior.

5. Como é óbvio, a universalidade dos eleitores, compreendendo tanto o voto criterioso como aquele facilmente manipulável, não é a expressão de uma racional Democracia, mas recurso doutrinário dos republicanos.

6. A celebrada democracia estadunidense não passa de uma mascarada timocrática; a democracia iraniana é a versão teocrática pouco diferente da verificada naRepública Norte-coreana... . Em suma: as Repúblicas são o aprazimento das minorias sedentas de poder.

7. Logo, a figura do Rei é indispensável por obviar disputas partidárias no topo da omunidade; a Democracia robustece-se através da prática cooperativa.

Nau

sábado, 21 de junho de 2014

Nº. 947 - Psyche


1. A história é mero testemunho, depoimento de outrem, transmitido, bem como interpretado, de múltiplas maneiras.

2. O encanto da história não reside no que tenha verdadeiramente acontecido, mas no prazer que o relato dos factos possa suscitar.

3. Por outro lado, a informação que vem do conhecimento do passado enriquece, com os adequados retoques, o presente, extendendo-se mais além.

4. Os números naturais (1, 2, 3...) nascem coma contagem de rebanhos e colheitas; a geometria com a necessidade de medir a superfície dos terrenos de cultivo; a medicina com a prática de curandeiros, manipuladores de tisanas.

5. Através da memória são estabelecidas analogias, precavendo falhanços pela adopção de outras medidas mais eficazes que colmatem erros e esclareçam dúvidas.

6. Cada geração inexoravelmente escreve a sua história do passado com a preocupação de encontrar soluções para os problemas que enfrenta no presente, arriscando sempre dado que a vida é um risco iminente.

7. A razão última da história é a preocupação do futuro, aliás, o risco do futuro.

Nau

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Nº. 946 - Fim de Semana 25


1. A capacidade de coagir os outros, isto é, o poder, é fome que não se sacia moderadamente, abusando de todos os meios - a intriga, a violência, a crendice e outras coisas mais - para atingir os seus fins.

2. Nunca é demais repetir: o comunalismo não pressupõe qualquer tipo de exclusão - xenofóbica, de classes sociais, de valores sublimes, etc. - mas tão-somente duma articulação harmoniosa de interesses, possível através da via cooperativa.

3. Somos de facto comunalistas porquanto no espaço em que exercemos as nossas actividades - subsistência e cooperação - estas são prudentemente concertadas com os nossos pares, por mor de uma administração criteriosa.

4. A justiça social apenas é possível através da solidariedade colectiva e mediante uma reforma progressiva das mentalidades predominantes, tendo presente que não somos liberais, nem tão-pouco socialistas: somos reais cooperativistas.

5. A pátria, a família, deus são conceitos, tão formais como a liberdade, a igualdade e a fraternidade, porquanto o que se impõe é um processo harmonioso de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.

6. Tardam as almejadas reformas sociais e a corrupção tudo avassala, fomentada por uma pecha consumista que vai para lá das necessidades básicas, atingindo proporções pantagruélicas que o imediato dificilmente satisfaz e/ou dura fugazes momentos.

7. Não somos liberais, nem tão-pouco socialistas - somos reais cooperativistas.

Nau

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nº. 945 - Luta Popular


1. "Com o PS, seja de Seguri, de Costa, de Sócrates ou de Ferro Rodrigues, nunca haverá um governo democrático e patriótico em Portugal, susceptível de tirar o país do Euro e recuperar totalmente a sua independência nacional". Espártaco dixit.

2. "O Tribunal Constitucional (...) em nome da submissão aos ditames da Troica - a que chama de 'interesse público de excepcional relevo' - , o governo pode roubar os trabalhadores e os pensionistas e reformados e reduzir os subsídios de desemprego, desde que saiba disfarçar esses roubos ou não exagere na extorsão, deixando passar como normalíssimo o corte dos complementos de reforma que os trabalhadores conseguiram conquistar nas empresas públicas". excerto do "Comunicado à imprensa do PCTP/MRPP em 30/5/14".

3. "... o pedido desesperado de Seguro a Cavaco para o golpe-de-mão mortal contra o PS: dissolver a Assembleia da República, em consequência da derrota da coligação governamental nas eleições europeias, e convocar imediatamente eleições antecipadas, é o tudo ou nada de Seguro. Já não haverá lugar para Costa... Seguro prevê que a convocação imediata de eleições legislativas isolaria Costa e levaria o PS e a coligação PSD/CDS a uma pripla de totobola: empate técnico entre as duas forças, leve vantagem do PS ou leve vitória do PSD/CDS." Espártaco dixit.

4. "Nos últimos vinte e cinco anos, nunca houve ninguém em Portugal que não fosse tão mimado, tão incensado, tão elogiado, tão lambido, tão carregado ao colo e tão carregado aos ombros de tudo o que é jornalista e órgão de comunicação social como esse tal Francisco Louçã (...) baptizado de Bloco de Esquerda, de que se safou logo que pôde, foi levado a deputado da Assembleia da República e até foi colocado numa cátedra ali para os lados de S. Bento, no Instituto Superior de Economia e Gestão, sem que ninguém se tivesse apercebido a tempo de que o homem não só era de esquerda como não passava de um ignorante em matéria de economia e finanças". Espártaco dixit.

5. "Os trabalhadores das cantinas e bares concessionados (a funcionar nas grandes empresas, universidades, escolas, outros serviços ou instituições públicos e privados) estiveram, dia 9 de Junho, em greve, convocada pelos sindicatos do sector federados na FESAHT (Federação dos Sindcatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal) pelo aumento de um euro no salário e contra a violação sistemática do estabelecido contratualmente (e nalguns casos a scondições mínimas estabelecidas pela lei geral) quanto ao trabalho nocturno, horas extraordinárias e horas de trabalho".

6. "No momento em que se encontrava a fazer o seu primeiro discurso, nas cerimónias promovidas na cidade da Guarda para assinalar o 10 de Junho, Cavaco sucumbiu aos apupos, vaias e vibrantes protestos que se fizeram ouvir por um grupo significativo de manifestantes populares que gritavam 'Governo para a eua! Cavaco para a rua!' salientando-se a intervenção no local para o canal CMTV do camarada Leopoldo Mesquita".

7. Todos estes temas, acompanhados por análise nua e crua, encontram-se disponíveis no lutapopular@pctpmrpp.org - Lê, Discute e Divulga.

Nau

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Nº. 944 - Prelo Real


1. Sem dúvida que o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social, será no ambiente da família.

2. Porém, o conjunto de pessoas que vivem na mesma casa, ligadas por laços de parentesco, não é, por vezes, harmonioso, tornando-se num cadinho onde se fundem tensões sociais provocadas por frustrações várias.

3. O facto de pôr casa, leviana e imprudentemente, acarreta para esta questões imaturas próprias que se avolumam com novas realidades e degeneram literalmente em rebentos doentios.

4. Por outro lado, os preceitos rotineiros ministrados no ensino público são orientados ao empinanço e formação de mão-de-obra pronta e condicionada, escancaradamente aberta a tutelas corruptoras e, por conveniência, corruptíveis.

5. Sublima-se a aristocracia como forma de governo em que este é exercido por pessoas notáveis - pelo prestígio e pela inteligência - embora tal notabilidade seja devida a aproveitamentos circunstanciais em favor de grupos de interesses particulares e/ou benefício próprio.

6. Só a tomada de consciência da capacidade que qualquer pessoa tem de si própria - pela observação, conhecimento instruido e prática adquirida na função cooperativa - poderá reformar a predominante mentalidade apática.

7. Este palavreado não tem por causa directa "Um Sonho de Casamento", obra modelar e recente de Domingos Amaral, mas resulta da doutrina política passadista que certos nefelibatas incompreensivelmente arengam nos nossos dias.

Nau

terça-feira, 17 de junho de 2014

Nº. 943 - RAC


1. Erros meus, má fortuna, paixão ardente por uma justiça social postergada e crua, sofreganho de vaidades e egoísmos incontidos.

2. Pensei ser a felicidade - satisfação, bem-estar, fortuna boa - o objectivo a perseguir a vida inteira, porém, enredados na luta pela subsistência, os dias são passados em frágil contentamento.

3. Má fortuna - perigos, riscos, incertezas - vicissitudes certas na vida humana, são cultivados por amor excessivo ao bem próprio e completo desprezo pelos interesses alheios.

4. A justiça social apenas é possível através da solidariedade colectiva, embora alardeada como uma igualdade de direitos que todos já se aperceberam ser inatingível sem uma real e cultivada reforma das mentalidades predominantes.

5. Vi na cooperação o caminho mais adequado para uma progressiva justiça social, realizada por esforço próprio, na linha do pensamento dos nossos grandes mestres dos quais saliento António Sérgio pela sua tenacidade e luta contra os liberalismos e socialismos espúrios.

6. Procurei trazer à colação exemplos reais de unidades cooperativas que singram nestas águas - umas melhores do que outras - mas apenas enfrentei azedumes e/ou silêncios daqueles que dizem comungar das mesmas ideias.

7. Não tenho qualquer dúvida que o espírito prevalecente no PCTP/MRPP será o republicano, porém este não está comprometido com a podridão da República vigente, nem assume atitudes  idênticas àqueles que se dizem monárquicos e lutam em contra-senso.

Nau

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Nº. 942 - Doutrina Cooperativa


1. Não somos liberais, nem tão-pouco socialistas - somos reais cooperativistas.

2. Tendo o entesouramento como meio de domínio sobre os mais e o inefável mercado como dinamizador do consumismo, os liberais  defendem o espírito de classe empresarial.

3. Arrogam os socialistas a colectivização dos meios de produção, tanto pela via parlamentarista, como pelo esquema do centralismo democrático assente em mera subordinação a obstinados dirigentes.

4. Tanto liberais como socialistas veem no Estado de direito o seu escudo protector pois que este a ambos garante a impunidade dos corifeus habituais.

5. A coisa pública é o espaço que a ninguém pertence e raros são aqueles que cuidam preservá-lo o melhor possível porquanto a manutenção é suposta ser realizada por terceiros desconhecidos.

6. Somos comunalistas dado que no espaço vital em que exercemos as nossas actividades - de subsistência e cooperação - concertamos com os nossos pares a administração do mesmo.

7. A cooperativa é a escola onde satisafazemos as nossas necessidades económicas, sociais e culturais, porquanto não somos liberais, nem tão-pouco socialistas - somos reais cooperativistas.

Nau

domingo, 15 de junho de 2014

Nº. 941 - Portal Comunalista


1. O comunalismo é tão-somente o conjunto de vontades que persiste num adequado espaço geográfico.

2. A vontade é o poder - potência interior - que leva o homem a fazer ou não alguma coisa.

3. Sendo algo ou ideia afim, harmoniosamente se concerta numa teoria de governo do espaço comum.

4. O espaço comum - tanto físico como espiritual - compreende aquilo que é próprio, o particular e o partilhado.

5. Logo, o comunalismo não pressupõe uma exclusão - de classes, de pertenças, de valores, de ordem social - mas uma articulação de interesses.

6. Todos somos iguais - em natureza, em direitos, em vontades - mas na maneira de estar diferentes, com um estilo próprio, sui generis, não jerarquizável.

7. Como fundamento, o comunalismo sublima a cooperação, abjurando a desproporcionada apropriação.

Nau

sábado, 14 de junho de 2014

Nº. 940 - Psyche


1. Voltamos à vaca fria, isto é, à natureza do poder que, como o conjunto de sinais ímpares, perfaz a sua essência.

2. Para simplificar a coisa, vamos considerar duas espécies de poder: o político e o espiritual.

3. Sendo o poder a capacidade de coagir os outros, obrigando-os a fazer a nossa vontade, tal (em regra) nada deve à inteligência.

4. Muitos demagogos "venderam" bacalhau a pataco com um esforço intelectual mínimo, apostando somente na predisposição à crendice popular.

5. O poder político não reside na figura que ocupa a posição sobranceira, mas na satisfação de interesses que esta terá que contemplar para proteger o seu coiro.

6. Por outro lado, o poder espiritual reside na tomada de decisões criteriosas próprias, após uma longa experiência de vida.

7. Bom é não confundir poder espiritual com crenças absurdas ou ridículas mormente utilizadas por figuras públicas.

Nau

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nº. 939 - Fim de Semana 24


1. Escrever por meio de caracteres gráficos e falar exprimindo o pensamento por meras palavras são vias de comunicação que não esgotam as expressões gestuais e alimentam o desentendimento entre os homens.

2. De facto, dialogar é falar alternadamente cada um dos eventuais interlocutores, transmitindo informações, expondo conceitos, apresentando argumentos destinados a provar ou a refutar determinadas teses, estas fundamentadas em raciocínios lógicos e juizos circunspectos.

3. Por outro lado, bom é não esquecer que a cooperativa tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, mediante uma gestão equilibrada e sem uma estratégia de entesouramento viciosa.

4. Fundamentando-se na solidariedade e, basicamente, numa economia social - interesses e responsabilidades partilhadas com os outros membros da cooperativa - as relações entre sócios são pautadas pela rectidão e espírito de entreajuda.

5. A República esgotou-se pela inépcia dos seus dirigentes, bem como por uma corrupção escandalosa, repetindo os mesmíssimos erros do passado, pelo que o debate deste assunto poderá ter como ponto de partida a recente obra de Domingos Amaral "Um Sonho de Casamento".

6. Todo o mundo tem presente que o Estado de direito - conjunto de leis ou preceitos que regulam as relações sociais - mormente existe apenas para garantir privilégios às minorias possuintes e/ou aos quadros dirigentes.

7. Ó Portugal, hoje és nevoeiro. É a hora!.

Nau

Nº. 938 - Luta Popular


1. Por luta popular muita gente pressupõe o confronto entre ideias conservadoras e outras de índole radical.

2. Vantagens exclusivas - quer por prerrogativas políticas, quer por apropriação cultivada - têm sido regularmente contestadas por posteriores gerações, ao longo da História.

3. Opuseram-se os bem sucedidos mercadores (burgueses) contra os privilégios dos senhores feudais; lutaram os trabalhadores rurais de míseras courelas contra os latifundiários indolentes; aventuraram-se os colonos em inóspitas terras distantes e outras coisas mais.

4. Doutrinas políticas ora pugnam pela liberade política, civil, económica, religiosa própria; ora preconizam a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo.

5. O Estado de direito - conjunto de leis ou preceitos que regulam as relações sociais - mormente existe para garantir privilégios às minorias possuintes e/ou aos quadros dirigentes.

6. A força - energia, violência, poder, etc. - garante a submissão dos mais; a passividade, o delegar decisões, os desvairos congénitos, estimulam minorias a disfrutar em benefício próprio bens que são comuns.

7. A luta popular será a supremacia da cooperação sobre a apropriação indevida.

Nau

Nº. 937 - Prelo Real (11/6/14)


1. "Um Sonho de Casamento", recente obra de Domingos Amaral, tem provocado interessantes debates acerca dos temas levantados.

2. Todas as gerações tem os seus mitos de estimação os quais - sempre que conotados com gerações anteriores - se tornam mais puras devido às saudosas memórias dos vetustos agentes.

3. Porém, a geração que Domingos Amaral retrata em "Um Sonho de Casamento" poucos traços apresenta da salazarquia de má memória, embora denuncie velhos hábitos lusos.

4. A queda da Monarquia foi precedida por um estado de alma caracterizado pela indolência governativa, aproveitada por uma minoria desvairada que prometia bacalhau a pataco.

5. Os excessos da 1ª República foram literalmente pagos com sangue, suor e lágrimas - perseguições plíticas, ataques aos credos religiosos, maquinações de inspiração maçónica - regabofe partidário.

6. Saldou-se a salazarquia pela ordem nas ruas e o equilíbrio das contas públicas por métodos artesanais; intolerância política de um homem inseguro e enrededor.

7. A jornada pós-25A evidencia a exaustão da República e a repetição dos mesmíssimos erros do passado, pelo que o debate público de "Um Segredo de Casamento", de Domingos Amaral - sem qualquer conotação política - importa abordar.

Nau

Nº. 936 - RAC (10/6/14)


1. Toda actividade pressupõe o exercício de uma força, de preferência, positiva.

2. Logo, a actividade cooperativa sublima-se na força da cooperação que articula o trabalhar concomitantemente.

3. A apropriação indevida, mormente criando riqueza à custa dos outros, tem efeitos avassaladores.

4. Estar sobranceiro a outrém poderá massajar o ego próprio mas indicia mera insegurança.

5. Solidariedade fundamenta-se no conhecimento das obrigações ou direitos motivando-nos na defesa de interesses e responsabilidades mútuas.

6. Divulgação de actividades e projectos tem por objecto não só aliciar mas motivar adequadas réplicas.

7. Este espaço continua à inteira disposião de motivados cooperadores.

Nau

Nº. 935 - Doutrina Cooperativa (9/6/14)


1. O cooperativismo é um sistema associativo fundado no princípio cooperativo que reune a acção de várias pessoas interessadas em determinado fim, a partir de algum trabalho comum.

2. Cooperar será actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim com determinação, sem preconceitos religiosos, políticos, raciais ou de qualquer outro tipo, que pressuponha mero espírito de classe.

3. Na associação cooperativa todos os membros têm os mesmos direitos, embora os resultados alcançados sejam repartidos na proporção da actividade participativa de cada um.

4. O capital da cooperativa é variável, dependendo da contribuição dos seus associados, posto que as decisões sejam tomadas uninominalmente, independente do capital contribuido por cada sócio.

5. A persecussão doentia do lucro instilada pelo capitalismo burguês, bem como o capitalismo estatal, tem na prática cooperativa o seu verdadeiro antídoto.

6. Bom é não esquecer que a cooperativa tem por objecto a satisfação das necessdidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, mediante uma gestão equilibrada e sem uma estratégia de entesouramento particular.

7. Sem dúvida que o cooperativismo é um ideal cívico e humanitário que tem por objecto transformar a comunidade mais sã e justa. 

Nau

Nº. 934 - Portal Comunalista (8/6/14)


1. Na sociedade de comunicação em que vivemos - telefone, rádio, televisão e internet - o que impera é a falta de diálogo.

2. Nas chamadas telefónicas, particularmente naquelas que se alongam até à exaustão da bateria, são os monólogos que predominam.

3. A radiodifusão privilegia a música - para além dos relatos clubísticos - bem como a voz tornada familiar pela cultivada ilusão de não estarmos só.

4. Fortes são as imagens televisivas que captivam a nossa atenção pela aparnte atmosfera real, subjugando vontades, impondo silêncios e inércias alienantes.

5. Possibilita-se o diálogo na internet onde afluem torrentes opinativas e ocorrem participações egocêntricas de comentários anódinos.

6. Dialogar é falar alternativamente, tendo por objecto a discussão de ideias, de conceitos, com vista à solução de problemas, à realização de consensos, ao entendimento harmonioso.

7. Por outro lado, é através dos meios de comunicação que as corporações timocráticas impõem os seus esquemas avassaladores.

Nau

Nº. 933 - Psyche (7/6/14)


1. A palavra escrita perdura como som articulável, mas defunto.

2. O som articulado poderá ser compreensível para o inadverido espectador; o escrito, só quem o saiba ler.

3. No entanto, o linguajar poderá ser solto mas suficientemente interessante para captivar a atenção do ouvinte.

4. Se falamos, procuramos despertar e/ou manter a atenção do nosso interlocutor porquanto o som articulado - a menos que exista um adequado registo - se perde no éter.

5. Logo, daquilo que foi escrito presume-se exprimir um pensamento, a menos que seja um extracto palavroso dalguma sessão da Assembleia da República.

6. Claro que num confronto de ideias, cada interlocutor procura marcar a sua diferença; o insucesso será mera bravata.

7. A complexidade, física e moral, torna-se penosa no desvario dos nossos dias.

Nau

Nº. 932 - Fim de Semana 23 (6/6/14)


1. A Europa persiste nas rivalidades dantanho - o cardeal Rechelieu apoia os luteranos para minar a ascendente Casa de Habsburgo; a Inglaterra alimenta a rivalidade franco-prussiana para defesa da sua indústria e comércio; a moeda Euro procura criar um mercado próprio e enfrenta a reticência da libra esterlina - pondo em causa o seu padrão social.

2. O amor excessivo por si próprio sem consideração pelos interesses alheios é uma das características do individualismo que cultiva uma independência de acção, nunca de acordo com a colectividade, minando a paz social, assente em macaqueamento dos preconceitos de classe, sobretudo nos indivíduos da mais baixa extração.

3. Bom é salientar que a real terceira via, isto é, o cooperativismo - conceito social que, dirimindo a competitividade entre as pessoas, sublima a cooperação e o apoio mútuo - fundamenta-se no trabalho orientado para a satisfação das necessidades de todos, que não na persecução doentia do lucro, sem a tendência individualista da acumulação da riqueza à custa dos outros.

4. Logo, a prática cooperativa nunca teve a pretensão de erradicar as actividades perniciosas de capitalistas, por mais viciados que estes se encontrem no ganho de vantagens, mas tão-somente afirmar-se como uma alternativa que, através da referida prática, atenue o espírito de competição no comérdio mundial.

5. A análise aos comportamentos sociais negativos realizada com profundidade por Vasco Pulido Valente, na linha de um Aldous Huxley, são um tomar de consciência da sociedade dos nossos dias, verificada no escalpelar suave, mas também arguto, de Domigos Amaral na sua recente obra literária "Um Sonho de Casamento".

6. Esgotado o regimen político vigente devido a um rotativismo espúrio, assolado por uma direita cruzadista e sem norte, bem como por uma esquerda ancilosada e utópica, a esperança volta-se para o PCTP/MRPP que, mais pragmático, poderá fazer a difrença na luta popular que se impõe.

7. Segundo Alexander Pope, "o próprio estudo da Humanidade é o Homem", talvez por isso gosto mais das Mulheres.

Nau

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Nº. 931 - Luta Popular


1. A luta popular é o esforço comum (logo, concertado) para a subsistência individual.

2. Embora todos sejamos iguais em necessidades e direito à existência, todos somos diferentes em capacidades, estrutura física, percepção das coisas e motivada luta pela subsistência.

3. Os demagogos dizem vender pólvora sem fumo, embora seja daquela que, ao atroar, faz muita fumaça, porém tal é do pleno agrado da multidão que, nos estrondos ensurdecedores, se vai guardando das latentes frustrações.

4. A luta popular está receptível a todo o tipo de crenças - do aquém e do além - dado que o importante é esquecer o árduo trabalho do dia a dia, daí o apego a coisas simples e/ou a uma almejada (sempre fugaz) felicidade.

5. Conforme demonstrado num recente apontamento em que Camille Desmoulins asseverava que a república tanto podia ter um soberano hereditário (rei), como um soberano a prazo (presidente da república), o importante são os actos, não as extrapolações.

6. Esgotado o regimen político vigente devido a um rotativismo espúrio, assolado por uma direita cruzadista e rancorosa, bem como por uma esquerda ancilosada e utópica, a esperança volta-se para o PCTP/MRPP que, mais pragmático, poderá fazer a diferença na luta popular que se impõe.

7. Cabe a nós, cooperativistas monárquico-comunalistas ir criando as bases associativas que, no futuro próximo, marcarão a diferença entre as outras duas vias: tecnocrata/centralizadora e a do retrocesso social-fascista.

Nau

NOTA:  Por razão de força maior, durante a próxima semana não serão apresentados os habituais apontamentos diários neste espaço, continuando o mesmo disponível para os eventuais comentários dos seus leitores o que, antecipadamemte, agradecemos.

AA

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nº. 930 - PR: Domingos Amaral


1. O autor de "Amor à Primeira Vista", "O Fanático do Sushi", "Os Cavaleiros de São João Baptista", "Enquanto Salazar Dormia", "Já Ninguém Morre de Amor", "Quando Lisboa Tremia" e "O Retrato da Mãe de Hitler", acaba de dar à estampa um novo romance - "Um Casamento de Sonho".

2. Teve lugar o lançamento deste novo livro na passada quinta-feira, 29 de Maio, na Feira do Livro em Lisboa, durante a qual o autor autografou vários exemplares, foi muito cumprimentado, difundiu a simpatia habitual encantando as suas incondicionais admiradoras.

3. Gostaria de ter passado por lámas, distância geográficas não mo permitiram, tendo que me contentar sofridamente com o relato do observador designado que prometeu a remessa do livro em causa autografado pelo autor.

4. Num resumo de "Um Casamento de Sonho" feito pelo autor, o tema é a geração dos últimos 20 anos; das mudanças, das modas, das alegrias, dos infortúnios, ou seja, todos os condicionamentos para tornar a leitura deste novo romance numa função obrigatória.

5. Dos excertos que me foram transmitidos, bem como dos comentárioscolhidos até este momento, não deixa qualquer dúvida que "Um Sonho de Casamento" vem na linha de "Antic Hay", de Aldous Huxley: é uma obra de referência.

6. Domingos Amaral entra pela porta grande da literatura portuguesa com uma obra que, ao contrário do seu colega britânico, não é satírico e arrazador da moral convencional, mas assaz escalpelizador.

7. Em suma: uma obra a não perder e os coleccionadores das primeiras edições que se cuidem.

Nau

terça-feira, 3 de junho de 2014

Nº. 929 - RAC


1. A divulgação das actividades cooperativas é importante, aliás, essencial, segundo o esquema preconizado no último apontamento.

2. Os organismos coordenadores - uniões, federações, confederações, etc. - estabelecidos no mesmo espírito das unidades cooperativas, existem tão-somente para agilizar a importação/exportação sem o recurso de intermediários motivados pela perspectiva do lucro.

3. Logo, as contrapartidas mencionadas no dito apontamento não indiciam um mercado concorrencial onde se vendem e compram mercadorias destinadas à formação de um capital reprodutível.

4. Claro está que as ditas uniões, federações, confederações, etc., jamais serão estabelecidas por decretos estatais, mas por libérrima concertação entre as unidades cooperativas de produção e consumo, existindo para articular que não para impor regras comerciais.

5. Embora sabido, é bom sublinhar que as uniões, as federações, as conferações, etc., são formadas por unidades cooperativas pertencendo os quadros das mesmas aos corpos administrativos das cooperativas associadas.

6. A prática cooperativa não tem a pretensão de erradicar as actividades perniciosas de capitalistas viciados, mas sim de ser uma alternativa que, através do alargamento da mesma, dirimirá o espírito de competição do comércio mundial.

7. Quando condenamos o espírito competitivo do comércio mundial apontamos o dedo ao consumismo alimentado por este, na prática de suscitar necessidades que não de satisfazer o essencial.

Nau

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nº. 928 - Doutrina Cooperativa


1. Participar na 'coisa pública' é o fundamento do comunalismo que jamais poderá ser confundido com o vocábulo do agrado dos anti-monárquicos: república.

2. De facto, em França, 'republicanismo' é incutido como forma de governo em que o soberano (presidente da república) não detém o poder exclusivo, nem tão-pouco é hereditário.

3. Assim, os nossos amigos gauleses falam das liberdades republicanas com uma certa ênfase, não abusando do termo democrático tão em voga nos regimenes musculados que medram por esse mundo fora.

4. Camile Desmoulins, escritor e político francês, autor de "La philosophie du peuple français", guilhotinado por ordem de Robespierre, definia: "par république j'entends un État libre, avec un roi ou un stathouder ou un gouverneur géneral ou un empereur, le nom n'y fait rien".

5. A ideia que domina a real terceira via, isto é, o cooperativismo, fundamenta-se no trabalho para satisfazer as necessidades de todos, que não a persecução doentia do lucro, sem a tendência individualista da acumulação da riqueza à custa dos outros.

6. Logo, para uma economia social a importação é uma contrapartida da exportação com base na confederação das cooperativas de consumo e/ou produção, apoiadas em Bancos cooperativos que saldarão as contas internacionais.

7. A verdadeira reforma social depende do robustecimento da prática cooperativa (cooperação) dirimindo os ímpetos de entesouramento, ou seja, da apropriação indevida.

Nau

domingo, 1 de junho de 2014

Nº. 927 - Portal Comunalista


1. O que é meu, é meu; o que é doutrém, obviamente, deverá ser partilhado.

2. Conspurca-se o espaço comum porquanto temos a liberdade para o fazer - a alguém  caberá a obrigação do limpar.

3. Queremos ser servidos pois não somos criados de ninguém e a escravatura há muito que foi abolida.

4. Não suportamos o trabalho apenas aceitando o emprego de tempo remunerado.

5. Graças a Deus que somos ateus e tolerantes, excepto no apego ao clubismo irracional.

6. Estando na Europa, não queremos ser europeus, mas exigimos beneficiar das vantagens europeias.

7. Como a paz mundial seria fácil se todos penssassem como nós!.

Nau