quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Nº. 643 - Luta Popular
1. Segundo parece, as pessoas não estão interessadas na política - arte de governar os povos - dado que os eventuais benefícios resultantes desta não são perceptíveis para a maioria da população.
2. Logo, cada vez menos são aqueles que se deslocam até a uma secção de voto, sendo tal tendência maior nas autárquicas do que nas legislativas, demonstrando à saciedade que as pessoas não estão minimamente interessadas em actos eleitorais.
3. As próprias organizações partidárias - essenciais em qualquer democracia - têm que ser subvencionadas para manterem, inclusive, as suas estruturas administrativas a funcionar, visto que as contribuições monetárias dos filiados são meramente simbólicas.
4. Esta é a realidade e justifica o dramatismo de alguns políticos nas suas intervenções públicas, mais apostadas na imagem pessoal e no achincalhamento da dignidade dos seus antagonistas do que numa harmoniosa gestão dos complexos problemas da comunidade.
5. As pessoas apenas estão interessadas no conforto pessoal e, sobretudo, na sua subsistência: a maioria obrigada a trabalhar toda a vida para esse efeito, enquanto que poucos entesouram ou conseguem manter o património herdado por artifício legais.
6. Nos momentos de graves crises económicas, opressão política ou angústia geral, o confronto entre os desvalidos e possidentes na comunidade é inevitável, pois os gritos bradam mais alto do que as propostas que poderão oferecer hipóteses para contornar tais dificuldades.
7. Entretanto, nas próximas autárquicas, em Lisboa, vota Joana Miranda; nas legislativas, vota Garcia Pereira.
Nau
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