sábado, 3 de agosto de 2013

Nº. 624 - Psyche


1. No que diz respeito à Democracia, estamos conversados: não há doutrina política tão prostituida como esta e, talvez por isso, ronhosamente embrulhada em papel de seda e vendida como sinónimo de República.

2. Assim, os comunalistas afirmam-se como comunalistas - nem liberais, nem socialistas - defensores de reais autogovernos dentro das comunidades da Comunidade e, dentro das comunidades autogovernáveis, em células verdadeiramente autónomas.

3. Como células autónomas entende-se cooperativas, estas - a par das associações cívicas - vocacionadas para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores, enquanto que as associações cívicas esmeram-se para manter o resto da população atenta e bem informada.

4. Bom é ter presente que comunalismo não é sinónimo de colectivismo porquanto, na comuna, o que é comum assim deve ser entendido, e o que é próprio, isto é, o que pertence exclusivamente a alguém, do mesmo modo se manterá.

5. No colectivismo, o sistema de produção e distribuição - eliminada que foi a propriedade privada - subsiste num emaranhado esquema burocrático, sendo as decisões superiormente tomadas pelos tecnocratas de serviço.

6. Volta-se aqui a sublinhar que as facções políticas são indispensáveis no comunalismo por funcionarem como autênticas bússolas orientadoras para os seus apoiantes e simpatizantes.

7. Logo, a figura do Rei torna-se indispensável no comunalismo por obviar disputas paridárias no topo da Comunidade.

Nau

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