sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nº.5 - Cooperativismo e Monarquia

1. Para a maioria das pessoas, a defesa e divulgação da doutrina cooperativa é compreensível, por esta se apresentar como uma alternativa válida quer às soluções liberais (mercados desregulados), quer às propostas socialistas (mercados burocratizados).

2. Contudo, a associação do cooperativismo à vetusta doutrina monárquica - mesmo atendendo ao aggiornamento desta - já não é tão óbvia em virtude da primeira ter uma orientação económica e a segunda uma base meramente política.

3. Ora o sistema republicano é de igual natureza do monárquico pelo que a valência cooperativa tanto florescerá num regimen como no outro, aparentemente não se justificando a colagem de monárquicos a tal orientação económica.

4. Porém, a prática democrática do cooperativismo - regida por largos consensos (Equidade), preocupações sociais (Solidariedade) e total independência em relação à administração pública e ao controlo dos possidentes (Liberdade) - é uma escola pragmática de formação integral.

5. Tendo presente que o défice democrático que se verifica nas comunidades dos nossos dias é cada vez maior por carência de uma cidadania medularmente criteriosa, a prática cooperativa, de certo modo, irá colmatar essa latente inanidade.

6. Uma vez compreendido e consolidado o espírito democrático, naturalmente a questão do regimen ocorrerá a uma maioria esclarecida: a figura do rei é, de facto, imprescindível por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

7. Indisciplinados por lassitude ou falta de determinação, os neófitos cooperativistas cedo aprenderão a pugnar pelos seus interesses, aptos a enfrentar as viciosas manobras dos possidentes, bem como os esquemas dos tecnocratas àvidos do poder.

Nau

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