1. A maioria da população portuguesa quando inquirida acerca do regimen político da sua preferência - Monarquia ou República - normalmente opta pela segunda hipótese.
2. Numa aproximação descomprometida ao assunto, muitos confessam nunca terem tido a oportunidade de se debruçarem sobre o mesmo.
3. Os mais levianos ou meramente opinativos afirmam considerar a monarquia como relíquia do passado e, metendo os pés pelas mãos, falam da Liberdade e da Igualdade, acabando com a frase sacramental: o país não é quinta de ninguém|
4. Agarram-se, os mais ponderados, ao Estado de Direito, afirmando ser este, na versão moderna, uma conquista da civilização europeia: todos são iguais perante a Lei e, segundo esta, eleitores/elegíveis.
5. Para outros, sendo o voto maioritário apurado em sufrágio universal a expressão da vontade democrática, a república satisfaz plenamente tal preceito, embora este seja dispensado na nomeação de magistrados, de chefes militares, de altos quadros administrativos, etc..
6. Há ainda quem afirme que na monarquia a influência de cortesãos é nefasta, esquecendo que esta também se verifica na república, transmitida e multiplicada durante a vigência do sucessor.
7. Raros são os que reconhecem serem as disputas partidárias no topo da instituição - de facto, anti-democráticas - um vício da república, obviamente evitadas na monarquia.
Nau
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