domingo, 13 de novembro de 2011

CECIM - porque não?

1. Cooperativismo monárquico, trocado por miúdos, significa um associativismo de cariz cooperativo de inspiração realista.

2. Para os mais variados fins, existem muitos tipos de associações de pessoas ( sociedades, facções políticas, seitas religiosas, comunidades, etc.) todas com características próprias, salientando-se as do cooperativismo pela sua democraticidade e transversalidades sociais.

3. A função pedagógica das cooperativas é relevante visto que, graças ao seu espírito associativo, os seus membros exercitam-se nas tomadas de decisão por consensos alargados e na orientação pragmática das suas actividades.

4. Na articulação natural com outras unidades similares - mantendo a sua independência matriz - a cooperativa transforma-se numa frente para combater quer o capitalismo dos possidentes (mercados desregulados), quer o capitalismo do Estado (mercados burocratizados).

5. O cariz democrático do cooperativismo é reforçado pela opção realista na dupla acepção pragmática e campeadora da figura do rei, por esta obviar lutas partidárias no topo da comunidade, concentrando as mesmas em forum próprio, isto é, na Casa da Democracia.

6. Nesta, encontram-se reunidos os delegados eleitos por sufrágio universal realizado em cada legislatura, sendo ainda possível o alargamento daquele órgão, em sessões aleatórias, com a inclusão dos bastonários das Ordens dos Médicos, Engenheiros, Advogados, etc., bem como de outras profissões e actividades culturais - as genuinas Cortes dos nossos dias.

7. Há cerca de quatro anos, para dinamizar um eventual diálogo a respeito desta matéria procurou-se estabelecer um Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica, tout court, CECIM, mantendo-se o questionar no presente - e porque não?

Nau

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