1. Volta e meia, dou de caras com mais um corporativista que me saúda por fazer a defesa da doutrina cooperativa.
2. Os neófitos integralistas comungam no mesmo erro, mas a esses recomendo uma leitura mais cuidada do breviário dos "MIL" (Movimento Integralista Lusitano) embora suspeite não serem tantos os que por lá andam.
3. Para já, o corporativismo foi uma doutrina política do século XIX que defendia a constituição de organismos onde trabalhadores e empresários da mesma actividade económica concertavam a produção capitalista e resolviam eventuais diferendos entre si.
4. Na realidade, a fronteira entre o corporativismo e o integralismo é muito ténua, salientando-se esta última pela ênfase que dava ao poder local, ao proteccionismo económico e à definição da família como base da unidade pátria, esta personificada na Família Real.
5. Traço comum entre o corporativismo e o integralismo foi o impulso que estas doutrinas sociopolíticas deram ao catolicismo social, ambas estimuladas pelas encíclicas "Rerum Novarum" (1891) e "Quadragesimo Anno" (1931), estropiadas pela Salazarquia em Portugal e pelo fascismo em Itália.
6. Logo, o cooperativismo baseia-se na associação de produtores ou de consumidoreses, em unidades independentes que, no apoio mútuo e cooperação pragmática, evitam os encargos respeitantes a lucros de intermediários.
7. Repito: o cooperativismo não é uma doutrina totalitária, apenas um sistema associativo que permite colmatar os excessos dos capitalismos - Liberal (mercados desregulados) e Estatal (mercados burocratizados).
Nau
Nenhum comentário:
Postar um comentário