1. A maioria da população portuguesa quando inquirida acerca do regimen político da sua preferência - Monarquia ou República - normalmente opta pela segunda hipótese.
2. Numa aproximação descomprometida ao assunto, muitos confessam nunca terem tido a oportunidade de se debruçarem sobre o mesmo.
3. Os mais levianos ou meramente opinativos afirmam considerar a monarquia como relíquia do passado e, metendo os pés pelas mãos, falam da Liberdade e da Igualdade, acabando com a frase sacramental: o país não é quinta de ninguém|
4. Agarram-se, os mais ponderados, ao Estado de Direito, afirmando ser este, na versão moderna, uma conquista da civilização europeia: todos são iguais perante a Lei e, segundo esta, eleitores/elegíveis.
5. Para outros, sendo o voto maioritário apurado em sufrágio universal a expressão da vontade democrática, a república satisfaz plenamente tal preceito, embora este seja dispensado na nomeação de magistrados, de chefes militares, de altos quadros administrativos, etc..
6. Há ainda quem afirme que na monarquia a influência de cortesãos é nefasta, esquecendo que esta também se verifica na república, transmitida e multiplicada durante a vigência do sucessor.
7. Raros são os que reconhecem serem as disputas partidárias no topo da instituição - de facto, anti-democráticas - um vício da república, obviamente evitadas na monarquia.
Nau
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Nº. 16 - e tudo o mais renova; isto é sem cura
1. Com certa incredibilidade, ouvimos o comentário de que o regimen desposto na primeira década do século passado não tinha o apoio dos monárquicos.
2. De facto, não temos qualquer dúvida que o aparente radicalismo dos coriféus de então era apenas romanesco, tomando o artífice (sapateiro, funileiro, alfaiate...), bem como estivadores e outros que tais - arrancados do mundo rural, então predominante - como operários de Liverpool ou do Havre, no meio de uma burguesia sustentada por um comércio remeloso e por funcionários vinculados à administração pública.
3. Os ditos revolucionários - manipulados por uma maçonaria impante que, entretanto, já resfolegava nas cadeiras do poder - instigavam os seus peões de brega que, nas ruas, faziam as várias sortes - latrocínios, espancamentos, assassinatos, etc. - tudo a título de uma liberdade que já era conhecida em Portugal desde a Revolução de 1820.
4. Sem dúvida que o ultramontanismo tinha larga audiência na sociedade portuguesa de então; sem dúvida por resquícios dos excessos cometidos nos anos 30. Por outro lado, o peso operário era pouco relevante, e o comentimento geral soava revanchista e anárquico, como mais tarde o encontrou Álvaro Cunhal, apelidando-o de anarco-carneiradas inconsequentes, i.e., explosões de maus humores sem objectivos definidos ou estruturados.
5. Uma monarquia sem monárquicos considero natural porquanto não era o regimen que devia ser posto em causa, mas sim as adiadas medidas governativas que urgia serem aplicadas para debelar a crise económica-financeira que então se verificava, tal como nos nossos dias.
6. A propaganda republicana do bacalhau a pataco, em vez de pertinentes soluções pragmáticas, atiçava os mais vis sentimentos de uns contra outros na sociedade portugues de então, dado que é mais fácil destruir do que criar um projecto realmente inovador que pudesse corresponder aos legítimos desejos de bem-estar da comunidade.
7. O preconceito republicano na sociedade portuguesa perdura. Os monárquicos revêm-se melhor nas lides do Facebook do que no esforço para compreender a doutrina cooperativista aventada neste espaço.
Nau
2. De facto, não temos qualquer dúvida que o aparente radicalismo dos coriféus de então era apenas romanesco, tomando o artífice (sapateiro, funileiro, alfaiate...), bem como estivadores e outros que tais - arrancados do mundo rural, então predominante - como operários de Liverpool ou do Havre, no meio de uma burguesia sustentada por um comércio remeloso e por funcionários vinculados à administração pública.
3. Os ditos revolucionários - manipulados por uma maçonaria impante que, entretanto, já resfolegava nas cadeiras do poder - instigavam os seus peões de brega que, nas ruas, faziam as várias sortes - latrocínios, espancamentos, assassinatos, etc. - tudo a título de uma liberdade que já era conhecida em Portugal desde a Revolução de 1820.
4. Sem dúvida que o ultramontanismo tinha larga audiência na sociedade portuguesa de então; sem dúvida por resquícios dos excessos cometidos nos anos 30. Por outro lado, o peso operário era pouco relevante, e o comentimento geral soava revanchista e anárquico, como mais tarde o encontrou Álvaro Cunhal, apelidando-o de anarco-carneiradas inconsequentes, i.e., explosões de maus humores sem objectivos definidos ou estruturados.
5. Uma monarquia sem monárquicos considero natural porquanto não era o regimen que devia ser posto em causa, mas sim as adiadas medidas governativas que urgia serem aplicadas para debelar a crise económica-financeira que então se verificava, tal como nos nossos dias.
6. A propaganda republicana do bacalhau a pataco, em vez de pertinentes soluções pragmáticas, atiçava os mais vis sentimentos de uns contra outros na sociedade portugues de então, dado que é mais fácil destruir do que criar um projecto realmente inovador que pudesse corresponder aos legítimos desejos de bem-estar da comunidade.
7. O preconceito republicano na sociedade portuguesa perdura. Os monárquicos revêm-se melhor nas lides do Facebook do que no esforço para compreender a doutrina cooperativista aventada neste espaço.
Nau
domingo, 27 de novembro de 2011
Nº. 15 - Corporativismo, Integralismo e Cooperativismo
1. Volta e meia, dou de caras com mais um corporativista que me saúda por fazer a defesa da doutrina cooperativa.
2. Os neófitos integralistas comungam no mesmo erro, mas a esses recomendo uma leitura mais cuidada do breviário dos "MIL" (Movimento Integralista Lusitano) embora suspeite não serem tantos os que por lá andam.
3. Para já, o corporativismo foi uma doutrina política do século XIX que defendia a constituição de organismos onde trabalhadores e empresários da mesma actividade económica concertavam a produção capitalista e resolviam eventuais diferendos entre si.
4. Na realidade, a fronteira entre o corporativismo e o integralismo é muito ténua, salientando-se esta última pela ênfase que dava ao poder local, ao proteccionismo económico e à definição da família como base da unidade pátria, esta personificada na Família Real.
5. Traço comum entre o corporativismo e o integralismo foi o impulso que estas doutrinas sociopolíticas deram ao catolicismo social, ambas estimuladas pelas encíclicas "Rerum Novarum" (1891) e "Quadragesimo Anno" (1931), estropiadas pela Salazarquia em Portugal e pelo fascismo em Itália.
6. Logo, o cooperativismo baseia-se na associação de produtores ou de consumidoreses, em unidades independentes que, no apoio mútuo e cooperação pragmática, evitam os encargos respeitantes a lucros de intermediários.
7. Repito: o cooperativismo não é uma doutrina totalitária, apenas um sistema associativo que permite colmatar os excessos dos capitalismos - Liberal (mercados desregulados) e Estatal (mercados burocratizados).
Nau
2. Os neófitos integralistas comungam no mesmo erro, mas a esses recomendo uma leitura mais cuidada do breviário dos "MIL" (Movimento Integralista Lusitano) embora suspeite não serem tantos os que por lá andam.
3. Para já, o corporativismo foi uma doutrina política do século XIX que defendia a constituição de organismos onde trabalhadores e empresários da mesma actividade económica concertavam a produção capitalista e resolviam eventuais diferendos entre si.
4. Na realidade, a fronteira entre o corporativismo e o integralismo é muito ténua, salientando-se esta última pela ênfase que dava ao poder local, ao proteccionismo económico e à definição da família como base da unidade pátria, esta personificada na Família Real.
5. Traço comum entre o corporativismo e o integralismo foi o impulso que estas doutrinas sociopolíticas deram ao catolicismo social, ambas estimuladas pelas encíclicas "Rerum Novarum" (1891) e "Quadragesimo Anno" (1931), estropiadas pela Salazarquia em Portugal e pelo fascismo em Itália.
6. Logo, o cooperativismo baseia-se na associação de produtores ou de consumidoreses, em unidades independentes que, no apoio mútuo e cooperação pragmática, evitam os encargos respeitantes a lucros de intermediários.
7. Repito: o cooperativismo não é uma doutrina totalitária, apenas um sistema associativo que permite colmatar os excessos dos capitalismos - Liberal (mercados desregulados) e Estatal (mercados burocratizados).
Nau
Nº. 14 - O homem novo
1. Todas as doutrinas revolucionárias pressupõem o aparecimento do homem novo.
2. Sem dúvida que a estratificação geracional tem vantagens por criar preceitos que garantem estabilidade no dia a dia comunitário.
3. Porém, a persistência de alguns desses hábitos redundam em formalismos que apenas agradam a minorias e coarctam o progresso social.
4. Na civilização europeia, as grandes religiões monoteístas foram criativas na sua génese, mas acabaram por sossobrar sob o peso do espírito de classe dirigente e/ou possessora.
5. O movimento socialista, aparentemente radical no início do século transacto, igualmente tem defraudado as espectativas, quer na versão soviética, quer na interpretação maoísta.
6. De facto, os mercados desregulados são campo fértil para oportunistas e especuladores. Por outro lado, os mercados burocratizados pendem para a centralização da autoridade.
7. O sistema associativo aqui proposto tem por base o conceito social de cooperação que, obviando os encargos respeitantes a lucros de intermediários, adestra o homem novo para o trabalho comum.
Nau
2. Sem dúvida que a estratificação geracional tem vantagens por criar preceitos que garantem estabilidade no dia a dia comunitário.
3. Porém, a persistência de alguns desses hábitos redundam em formalismos que apenas agradam a minorias e coarctam o progresso social.
4. Na civilização europeia, as grandes religiões monoteístas foram criativas na sua génese, mas acabaram por sossobrar sob o peso do espírito de classe dirigente e/ou possessora.
5. O movimento socialista, aparentemente radical no início do século transacto, igualmente tem defraudado as espectativas, quer na versão soviética, quer na interpretação maoísta.
6. De facto, os mercados desregulados são campo fértil para oportunistas e especuladores. Por outro lado, os mercados burocratizados pendem para a centralização da autoridade.
7. O sistema associativo aqui proposto tem por base o conceito social de cooperação que, obviando os encargos respeitantes a lucros de intermediários, adestra o homem novo para o trabalho comum.
Nau
sábado, 26 de novembro de 2011
Nº. 13 - Greve Geral
1. Não é através da cessação colectiva e voluntária de quaisquer actividades por um dia que as aflições dos trabalhadores serão atendidas.
2. Não é parando literalmente o país que se vislumbrará uma saída airosa para a difícil situação económica em que nos encontramos.
3. Não é desorganizando a estrutura administrativa que se reformará a comunidade.
4. A revitalização económica do país só poderá ser realizada com o esforço de toda a população.
5. A crise económica mundial não é propícia a rodriguinhos nacionalistas, continentais ou doutrinários.
6. A insensibilidade dos possidentes, bem como a gula dos especuladores, deverá ser ponderada e corrigida.
7. Sejamos pragmáticos. O cooperativismo não é uma doutrina totalitária, mas um bom passo para a defesa dos interesses das comunidades.
Nau
2. Não é parando literalmente o país que se vislumbrará uma saída airosa para a difícil situação económica em que nos encontramos.
3. Não é desorganizando a estrutura administrativa que se reformará a comunidade.
4. A revitalização económica do país só poderá ser realizada com o esforço de toda a população.
5. A crise económica mundial não é propícia a rodriguinhos nacionalistas, continentais ou doutrinários.
6. A insensibilidade dos possidentes, bem como a gula dos especuladores, deverá ser ponderada e corrigida.
7. Sejamos pragmáticos. O cooperativismo não é uma doutrina totalitária, mas um bom passo para a defesa dos interesses das comunidades.
Nau
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Nº. 12 - Diogo Ventura
1. Acabei de tomar conhecimento que o Amigo Diogo Ventura já não está entre nós, segundo parece, devido a uma doença súbita.
2. Não o conheci pessoalmente, mas a simplicidade das suas mensagens, o entusiasmo que punha nos combates em que voluntariosamente participava - "Olivença" será um bom exemplo - torna a sua perda ainda mais sentida.
3. Comungavamos no amor pelas coisas alentejanas, particularmente por Beja; pelas tertúlias cultivadas no Luis Rocha daquela cidade; pela boa qualidade da confeitaria deste café. Cultivando amizades sem esforço deliberado, procurando estender a rede dos seus contactos a todos os campos - música, desporto espectáculo tauromáquico, etc. - e a todos recomendava novos amigos e novos blogs, sempre fiel aos seus princípios.
4. Diogo Ventura foi um dos primeiros a reconhecer a importância da doutrina cooperativa - que alguns pretendem abafar - na arregimentação de pessoas para a formação do homem novo que irá trazer de volta el-Rei de Portugal.
5. Sendo há muito tempo membro de uma cooperativa, conforme lembrou neste espaço, Diogo Ventura não tinha qualquer dúvida que a falta do verdadeiro espírito cooperativa transforma as unidades que indevidamente ostentam esse nome em corporações ou meras repartições administrativas - existem mas não funcionam.
6. Ao contrário de muitos daqueles que navegam no facebook com intervenções anémicas - "gostei muito", "apoio integralmente", "adorei", etc. - apenas para subscrever e imortalizar o nome do interveniente, Diogo Ventura salientava factos, veiculava ideias.
7. Lutando contra infortúnios e desvarios dos tempos, Diogo Ventura permanece como um bom exemplo de luta para todos nós. Obrigado por ter existido Diogo Ventura.
Nau
2. Não o conheci pessoalmente, mas a simplicidade das suas mensagens, o entusiasmo que punha nos combates em que voluntariosamente participava - "Olivença" será um bom exemplo - torna a sua perda ainda mais sentida.
3. Comungavamos no amor pelas coisas alentejanas, particularmente por Beja; pelas tertúlias cultivadas no Luis Rocha daquela cidade; pela boa qualidade da confeitaria deste café. Cultivando amizades sem esforço deliberado, procurando estender a rede dos seus contactos a todos os campos - música, desporto espectáculo tauromáquico, etc. - e a todos recomendava novos amigos e novos blogs, sempre fiel aos seus princípios.
4. Diogo Ventura foi um dos primeiros a reconhecer a importância da doutrina cooperativa - que alguns pretendem abafar - na arregimentação de pessoas para a formação do homem novo que irá trazer de volta el-Rei de Portugal.
5. Sendo há muito tempo membro de uma cooperativa, conforme lembrou neste espaço, Diogo Ventura não tinha qualquer dúvida que a falta do verdadeiro espírito cooperativa transforma as unidades que indevidamente ostentam esse nome em corporações ou meras repartições administrativas - existem mas não funcionam.
6. Ao contrário de muitos daqueles que navegam no facebook com intervenções anémicas - "gostei muito", "apoio integralmente", "adorei", etc. - apenas para subscrever e imortalizar o nome do interveniente, Diogo Ventura salientava factos, veiculava ideias.
7. Lutando contra infortúnios e desvarios dos tempos, Diogo Ventura permanece como um bom exemplo de luta para todos nós. Obrigado por ter existido Diogo Ventura.
Nau
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Nº. 11 - Greve Geral
1. Abismado na sua jardinagem, levou tempo a aperceber-se que um certo espectador admirava o seu trabalho.
2. O trabalhador em questão, apresso-me a esclarecer, não é, de modo algum, um fura-greves; apenas um jardineiro a exercer o seu honrado ofício num jardim público, em dia normal da semana.
3. Curioso será saber a razão pela qual o jovem - bem parecido e na força da vida - se mostrava assaz quebrantado. Mas todo o mundo já deu conta da situação: este jardineiro é mais um elemento da juventude portuguesa consciente de que lhe é negado um futuro digno.
4. Num dia tão deprimente como o de hoje, hesito em prosseguir no relato desta história mas, pelo menos, omitirei a conexão miserabilista com a presente jornada de protesto laboral.
5. O espectador referido no início deste apontamento procurava apenas as boas graças do moço jardineiro que, ao aperceber-se das intenções, procurou trocar as voltas ao impertenente admirador deslocando-se para outras zonas do jardim
6. Tendo a persistência do enamorado espectador sobejamente irritado o jardineiro, este, hesitando em malhar com o cabo da enxada ou pregar um bofetão no provocador, moderou os ímpetos ameaçando "sai daqui ou ainda te enfio o cabo da enxada no trazeiro!" a que o outro respondeu, suspirando, "promessas!".
7. O dia de hoje tem parecenças com esta história. O governo pretende enfiar o pacote - vazio de interesses - no povo mas aqui é o trabalhador não vai em promessas.
Nau
2. O trabalhador em questão, apresso-me a esclarecer, não é, de modo algum, um fura-greves; apenas um jardineiro a exercer o seu honrado ofício num jardim público, em dia normal da semana.
3. Curioso será saber a razão pela qual o jovem - bem parecido e na força da vida - se mostrava assaz quebrantado. Mas todo o mundo já deu conta da situação: este jardineiro é mais um elemento da juventude portuguesa consciente de que lhe é negado um futuro digno.
4. Num dia tão deprimente como o de hoje, hesito em prosseguir no relato desta história mas, pelo menos, omitirei a conexão miserabilista com a presente jornada de protesto laboral.
5. O espectador referido no início deste apontamento procurava apenas as boas graças do moço jardineiro que, ao aperceber-se das intenções, procurou trocar as voltas ao impertenente admirador deslocando-se para outras zonas do jardim
6. Tendo a persistência do enamorado espectador sobejamente irritado o jardineiro, este, hesitando em malhar com o cabo da enxada ou pregar um bofetão no provocador, moderou os ímpetos ameaçando "sai daqui ou ainda te enfio o cabo da enxada no trazeiro!" a que o outro respondeu, suspirando, "promessas!".
7. O dia de hoje tem parecenças com esta história. O governo pretende enfiar o pacote - vazio de interesses - no povo mas aqui é o trabalhador não vai em promessas.
Nau
Nº. 10 - Necessidades
1. Tudo o que é imprescindível para um certo fim será tido como uma necessidade.
2. Porém há necessidades absolutas (alimentos vitais), necessidades supérfluoas (joias, adornos) e necessidades ocasionais.
3. As fronteiras entre as diferentes necessidades não são lineares, sendo discutível estabelecer prioridade entre o frigorífico e a máquina de lavar roupa.
4. Também não são displiscentes as necessidades espirituais, culturais e as de lazer que poderão ser apodadas de clássicas por transversais à existência da comunidade.
5. Finalmente temos as necessidades "civilizacionais" resultantes da multiplicação de artigos que estão disponíveis no mercado com grande alarde e estímulo ao consumo.
6. As necessidades viciantes são criadas no seio de uma comunidade onde os desafios de cariz introspectivo ganham foros de emulação generalizada.
7. Logo, as necessidades poderão ser racionalmente escalonadas e a prática cooperativa será uma boa acha para o efeito.
Nau
2. Porém há necessidades absolutas (alimentos vitais), necessidades supérfluoas (joias, adornos) e necessidades ocasionais.
3. As fronteiras entre as diferentes necessidades não são lineares, sendo discutível estabelecer prioridade entre o frigorífico e a máquina de lavar roupa.
4. Também não são displiscentes as necessidades espirituais, culturais e as de lazer que poderão ser apodadas de clássicas por transversais à existência da comunidade.
5. Finalmente temos as necessidades "civilizacionais" resultantes da multiplicação de artigos que estão disponíveis no mercado com grande alarde e estímulo ao consumo.
6. As necessidades viciantes são criadas no seio de uma comunidade onde os desafios de cariz introspectivo ganham foros de emulação generalizada.
7. Logo, as necessidades poderão ser racionalmente escalonadas e a prática cooperativa será uma boa acha para o efeito.
Nau
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Nº. 9 - Greve Geral
1. A greve geral anunciada para o próximo dia 24 é o grito de revolta contra o empobrecimento e a exploração desefreada da força laboral; a exigência de uma política de governo tendente a criar riqueza, garantindo a soberania dentro de uma comunidade franco-alemã para a qual fomos empurrados com falaciosas promessas.
2. O apelo à greve não é endereçado a uma classe profissional em particular, mas a toda a população, sem conotações partidárias porquanto também estas contribuiram para o descalabro económico e financeiro em que nos encontramos - os representantes do povo no parlamento tinham a obrigação de fiscalizar os actos do governo e denunciar as medidas perniciosas para o interesse público.
3. Tudo falhou, e ainda hoje empresas financeiras, candidamente, oferecem os seus préstimos na esperança de que o virus, ainda latente do consumismo, seja ronhosa e viciosamente alimentado, mediante o programa de "compre hoje e pague mais tarde".
4. Sem dúvida que o objectivo da greve geral será parar literalmente o país, desorganizando a estrutura administrativa; avisando os possidentes que chegou a hora de pôr as cartas na mesa. Os responsáveis pela situação de quase falência do país que sejam denunciados e julgados. Os compadrios, denunciados e os prevaricadores afastados da área do poder. O esforço para a recuperação económica do país equitativamente partilhado por toda a população.
5. A organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores fez um fundamentado apelo à greve geral do próximo dia 24 que é digno de ser divulgado mas que, pela sua bem articulada extensão, sugiro que todos o leiam, ponderando criteriosamente os argumentos apresentados, bastando para isso a consulta ao "Luta Popular Online" do último Sábado, dia 19.
6. Sem dúvida que todo aquele que pede dinheiro emprestado assume o compromisso de honrar a boa resolução do mesmo; os oportunistas espreitam a todas as esquinas a possibilidade de nos esmifrarem mais umas moeditas; de facto o país, sem o rcurso externo, pouco dinheiro terá para manter a máquina admnistrativa em funcionamento; a importação de bens essenciais irá definhando até à exaustão insuportável...
7. Não resisto ao impulso de reler o apelo à greve geral feita na Região Autónoma dos Açores pelo PCTP/MRPP. Qualquer comentário acerca deste assunto será bem-vindo.
Nau
2. O apelo à greve não é endereçado a uma classe profissional em particular, mas a toda a população, sem conotações partidárias porquanto também estas contribuiram para o descalabro económico e financeiro em que nos encontramos - os representantes do povo no parlamento tinham a obrigação de fiscalizar os actos do governo e denunciar as medidas perniciosas para o interesse público.
3. Tudo falhou, e ainda hoje empresas financeiras, candidamente, oferecem os seus préstimos na esperança de que o virus, ainda latente do consumismo, seja ronhosa e viciosamente alimentado, mediante o programa de "compre hoje e pague mais tarde".
4. Sem dúvida que o objectivo da greve geral será parar literalmente o país, desorganizando a estrutura administrativa; avisando os possidentes que chegou a hora de pôr as cartas na mesa. Os responsáveis pela situação de quase falência do país que sejam denunciados e julgados. Os compadrios, denunciados e os prevaricadores afastados da área do poder. O esforço para a recuperação económica do país equitativamente partilhado por toda a população.
5. A organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores fez um fundamentado apelo à greve geral do próximo dia 24 que é digno de ser divulgado mas que, pela sua bem articulada extensão, sugiro que todos o leiam, ponderando criteriosamente os argumentos apresentados, bastando para isso a consulta ao "Luta Popular Online" do último Sábado, dia 19.
6. Sem dúvida que todo aquele que pede dinheiro emprestado assume o compromisso de honrar a boa resolução do mesmo; os oportunistas espreitam a todas as esquinas a possibilidade de nos esmifrarem mais umas moeditas; de facto o país, sem o rcurso externo, pouco dinheiro terá para manter a máquina admnistrativa em funcionamento; a importação de bens essenciais irá definhando até à exaustão insuportável...
7. Não resisto ao impulso de reler o apelo à greve geral feita na Região Autónoma dos Açores pelo PCTP/MRPP. Qualquer comentário acerca deste assunto será bem-vindo.
Nau
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Nº. 8 - Cidadania
1. O tio de um amigo meu, de visita à Capital, ficou chocado com os atropelos que se verificam na conduta dos peões - e não só.
2. A turba movimenta-se numa aparente azáfama, ora guinando à direita, ora à esquerda, procurando sempre ultrapassar alguém ao balcão dos cafés, às mesas dos restaurantes, à entrada nos transportes públicos.
3. Com a memória selectiva dos idosos, recordava o familiar daquele amigo meu que, no seu tempo, a prioridade no acesso a serviços públicos, tansporte e lugares sentados, etc., era dada a senhoras e crianças, numa atitude paternalista e, sobretudo, de formalismo característico da burguesia.
4. Conta-se que numa certa altura, duas varinas aguentavam-se de pé num transporte público enquanto os cavalheiros cediam os seus lugares a senhoras enchapeladas, dando origem ao mordaz comentário de uma das ditas varins: para nós só a gaita se põe de pé.
5. Retomando o fio à meada, o idoso tio do meu amigo, apanhado num aperto à entrada de um autocarro verberou os oportunistas pela falta de civismo, mera carência de cidadania, porquanto os recem-chegados, atropelavam aqueles que, há muito tempo, aguardavam a sua vez.
6. Um dos vizados, chegando à fala com o protestante de ocasião, afirmava não ser objectivo seu ultrapassar quem quer que fosse, ou disputar qualquer lugar sentado; apenas procurava adquirir o título de transporte, por não ter cartão avençado. Além disso, era professor universitário, consciente das suas obrigações e direitos como qualquer lisboeta.
7. Apaziguados os ânimos, o tio do meu amigo não se coibiu de comentar: a formação académica não é fundamento para uma boa cidadania dado que a instrução é facultada em estabelecimentos próprios; a educação cultiva-se no seio da família; a auto-disciplina para uma saudável cidadania adquire-se nas continuadas boas práticas.
Nau
2. A turba movimenta-se numa aparente azáfama, ora guinando à direita, ora à esquerda, procurando sempre ultrapassar alguém ao balcão dos cafés, às mesas dos restaurantes, à entrada nos transportes públicos.
3. Com a memória selectiva dos idosos, recordava o familiar daquele amigo meu que, no seu tempo, a prioridade no acesso a serviços públicos, tansporte e lugares sentados, etc., era dada a senhoras e crianças, numa atitude paternalista e, sobretudo, de formalismo característico da burguesia.
4. Conta-se que numa certa altura, duas varinas aguentavam-se de pé num transporte público enquanto os cavalheiros cediam os seus lugares a senhoras enchapeladas, dando origem ao mordaz comentário de uma das ditas varins: para nós só a gaita se põe de pé.
5. Retomando o fio à meada, o idoso tio do meu amigo, apanhado num aperto à entrada de um autocarro verberou os oportunistas pela falta de civismo, mera carência de cidadania, porquanto os recem-chegados, atropelavam aqueles que, há muito tempo, aguardavam a sua vez.
6. Um dos vizados, chegando à fala com o protestante de ocasião, afirmava não ser objectivo seu ultrapassar quem quer que fosse, ou disputar qualquer lugar sentado; apenas procurava adquirir o título de transporte, por não ter cartão avençado. Além disso, era professor universitário, consciente das suas obrigações e direitos como qualquer lisboeta.
7. Apaziguados os ânimos, o tio do meu amigo não se coibiu de comentar: a formação académica não é fundamento para uma boa cidadania dado que a instrução é facultada em estabelecimentos próprios; a educação cultiva-se no seio da família; a auto-disciplina para uma saudável cidadania adquire-se nas continuadas boas práticas.
Nau
domingo, 20 de novembro de 2011
Nº. 7 - Maçonaria
1. Segundo parece, a rapaziada do costume está a preparar um programa de homenagem ao primeiro Presidente da República, Manuel Arriaga, um dos muitos homens do avental que impuseram o regimen republicano neste país.
2. Por feliz coincidência, recentemente foi dada à estampa um livro encomiástico tendo por tema as Lojas Maçónicas, historiando fabulosas raízes, desvendando um naipe de próceres ilustres, mas omitindo, por falsa pudicícia, os nomes dos peões de brega que levaram a cabo as diversas sortes no início do século passado - assassinatos, espancamentos, perseguições e outras coisas mais.
3. Certo é que os homens ligados à grande construção de pontes, catedrais, palácios, etc., conhecidos por pedreiros ou mações (de maçon, i.e., martelos grandes também usados por carpinteiros, canteiros, escultores...) sigilosamente guardavam os segredos da sua profissão, como era prática na Idade Média em todas as artes e ofícios.
4. As profissões atrás mencionadas (pedreiros, carpinteiros, escultores, etc.) exigiam conhecimentos básicos de geometria e cálculo numérico, bem como a manipulação de esquadros, réguas e compassos, estes mais tarde utilizados como emblemas nas sociedades secretas do século XVIII.
5. Claro que as referidas sociedades secretas já nada tinham a ver com as artes da construção propriamente dita, sendo apenas um estratagema usado para fugir às perseguições politico-religiosas sob a capa de organizações filantrópicas.
6. Sempre o movimento maçónico esteve ligado aos interesses da burguesia, tendo tido grande relevo, como organizações secretas, na independência estadunidense, na Revolução Francesa, bem como na independência hispano-americana, cujos líderes principais - San Martin, Bolivar, Miranda, etc. - eram mações.
7. Fazendo jus ao seu cariz burguês, os mações lusitanos dos nossos dias excedem-se em compadrios como organizações anti-democráticas - que na realidade são - ronhosamente dando a entender abarcar o escol da sociedade, mas em Lojas de índole mera e convenientemente partidária, tal como no início do século passado.
Nau
2. Por feliz coincidência, recentemente foi dada à estampa um livro encomiástico tendo por tema as Lojas Maçónicas, historiando fabulosas raízes, desvendando um naipe de próceres ilustres, mas omitindo, por falsa pudicícia, os nomes dos peões de brega que levaram a cabo as diversas sortes no início do século passado - assassinatos, espancamentos, perseguições e outras coisas mais.
3. Certo é que os homens ligados à grande construção de pontes, catedrais, palácios, etc., conhecidos por pedreiros ou mações (de maçon, i.e., martelos grandes também usados por carpinteiros, canteiros, escultores...) sigilosamente guardavam os segredos da sua profissão, como era prática na Idade Média em todas as artes e ofícios.
4. As profissões atrás mencionadas (pedreiros, carpinteiros, escultores, etc.) exigiam conhecimentos básicos de geometria e cálculo numérico, bem como a manipulação de esquadros, réguas e compassos, estes mais tarde utilizados como emblemas nas sociedades secretas do século XVIII.
5. Claro que as referidas sociedades secretas já nada tinham a ver com as artes da construção propriamente dita, sendo apenas um estratagema usado para fugir às perseguições politico-religiosas sob a capa de organizações filantrópicas.
6. Sempre o movimento maçónico esteve ligado aos interesses da burguesia, tendo tido grande relevo, como organizações secretas, na independência estadunidense, na Revolução Francesa, bem como na independência hispano-americana, cujos líderes principais - San Martin, Bolivar, Miranda, etc. - eram mações.
7. Fazendo jus ao seu cariz burguês, os mações lusitanos dos nossos dias excedem-se em compadrios como organizações anti-democráticas - que na realidade são - ronhosamente dando a entender abarcar o escol da sociedade, mas em Lojas de índole mera e convenientemente partidária, tal como no início do século passado.
Nau
sábado, 19 de novembro de 2011
Nº. - Valores
1. Numa sociedade tão formalista como a portuguesa, apegada a coisas e fenómenos superficiais esquecendo o conteúdo, os valores assumem uma importância vital.
2. Sempre que se pretende impressionar alguém ou reforçar uma "asserção" de conveniência lá se invocam os valores, embora sem fundamentar a pertinente correlação.
3. Valor é tudo aquilo que se estima útil para a comunidade podendo, por extensão e continuada observância, ser caracerística da mesma.
4. Logo, os valores portugueses, não fugindo à regra, são património comum de monárquicos e de republicanos, apenas verificando-se a diferença na Chefia do Estado que para uns é hereditária e vitalícia, para outros é arbitrária e a prazo.
5. Claro que existem princípios - meras referências - que é conveniente observar, tais como o APC (Amizade, Proximidade, Capacidade) nas diligências para a formação de uma cooperativa.
6. O antagonismo entre potenciais membros de um projecto comum; a distância geográfica entre estes e a disposição (voluntariedade) em cooperar são características ou valores imprescindíveis quando se avança para a fundação de uma cooperativa.
7. "Ser homem é ser livre. Tornarmo-nos verdadeiros homens, esse o sentido da história", afirmou Karl Jaspers, sendo igualmente um dos alvos do movimento cooperativo.
Nau
2. Sempre que se pretende impressionar alguém ou reforçar uma "asserção" de conveniência lá se invocam os valores, embora sem fundamentar a pertinente correlação.
3. Valor é tudo aquilo que se estima útil para a comunidade podendo, por extensão e continuada observância, ser caracerística da mesma.
4. Logo, os valores portugueses, não fugindo à regra, são património comum de monárquicos e de republicanos, apenas verificando-se a diferença na Chefia do Estado que para uns é hereditária e vitalícia, para outros é arbitrária e a prazo.
5. Claro que existem princípios - meras referências - que é conveniente observar, tais como o APC (Amizade, Proximidade, Capacidade) nas diligências para a formação de uma cooperativa.
6. O antagonismo entre potenciais membros de um projecto comum; a distância geográfica entre estes e a disposição (voluntariedade) em cooperar são características ou valores imprescindíveis quando se avança para a fundação de uma cooperativa.
7. "Ser homem é ser livre. Tornarmo-nos verdadeiros homens, esse o sentido da história", afirmou Karl Jaspers, sendo igualmente um dos alvos do movimento cooperativo.
Nau
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Nº.5 - Cooperativismo e Monarquia
1. Para a maioria das pessoas, a defesa e divulgação da doutrina cooperativa é compreensível, por esta se apresentar como uma alternativa válida quer às soluções liberais (mercados desregulados), quer às propostas socialistas (mercados burocratizados).
2. Contudo, a associação do cooperativismo à vetusta doutrina monárquica - mesmo atendendo ao aggiornamento desta - já não é tão óbvia em virtude da primeira ter uma orientação económica e a segunda uma base meramente política.
3. Ora o sistema republicano é de igual natureza do monárquico pelo que a valência cooperativa tanto florescerá num regimen como no outro, aparentemente não se justificando a colagem de monárquicos a tal orientação económica.
4. Porém, a prática democrática do cooperativismo - regida por largos consensos (Equidade), preocupações sociais (Solidariedade) e total independência em relação à administração pública e ao controlo dos possidentes (Liberdade) - é uma escola pragmática de formação integral.
5. Tendo presente que o défice democrático que se verifica nas comunidades dos nossos dias é cada vez maior por carência de uma cidadania medularmente criteriosa, a prática cooperativa, de certo modo, irá colmatar essa latente inanidade.
6. Uma vez compreendido e consolidado o espírito democrático, naturalmente a questão do regimen ocorrerá a uma maioria esclarecida: a figura do rei é, de facto, imprescindível por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
7. Indisciplinados por lassitude ou falta de determinação, os neófitos cooperativistas cedo aprenderão a pugnar pelos seus interesses, aptos a enfrentar as viciosas manobras dos possidentes, bem como os esquemas dos tecnocratas àvidos do poder.
Nau
2. Contudo, a associação do cooperativismo à vetusta doutrina monárquica - mesmo atendendo ao aggiornamento desta - já não é tão óbvia em virtude da primeira ter uma orientação económica e a segunda uma base meramente política.
3. Ora o sistema republicano é de igual natureza do monárquico pelo que a valência cooperativa tanto florescerá num regimen como no outro, aparentemente não se justificando a colagem de monárquicos a tal orientação económica.
4. Porém, a prática democrática do cooperativismo - regida por largos consensos (Equidade), preocupações sociais (Solidariedade) e total independência em relação à administração pública e ao controlo dos possidentes (Liberdade) - é uma escola pragmática de formação integral.
5. Tendo presente que o défice democrático que se verifica nas comunidades dos nossos dias é cada vez maior por carência de uma cidadania medularmente criteriosa, a prática cooperativa, de certo modo, irá colmatar essa latente inanidade.
6. Uma vez compreendido e consolidado o espírito democrático, naturalmente a questão do regimen ocorrerá a uma maioria esclarecida: a figura do rei é, de facto, imprescindível por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
7. Indisciplinados por lassitude ou falta de determinação, os neófitos cooperativistas cedo aprenderão a pugnar pelos seus interesses, aptos a enfrentar as viciosas manobras dos possidentes, bem como os esquemas dos tecnocratas àvidos do poder.
Nau
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Nº. 4 - Cooperativismo
1. A cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer as suas aspirações económicas, sociais e culturais comuns, por via de uma empresa de propriedade colectiva e democraticamente gerida (Congresso Internaciona Cooperativo, 1995).
2. Segundo António Sérgio, [o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses; tornar possível as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum; assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo; suprimir as barreiras profissionais e de classe".
3. Conforme salientei no apontamento anterior dedicado a este tema, o cooperativismo nada tem a ver com o colectivismo, nem tão pouco com o corporativismo, sendo um tipo de associação baseado na liberdade de adesão, controlo democrático pelos sócios, cultivado por uma independência e autonomia nas decisões em relação ao poder estatal
4. Repetir, repetir definições nunca é demais, porquanto há sempre alguém que associa o espírito cooperativo a movimentos partidários - quer de Esquerda, quer de Direita - apontando uma ou outra associação que, do cooperativismo, apenas ostenta o nome que não a prática.
5. Em vários apontamentos tenho chamado a atenção para o facto das deslocações peregrinativas aos grandes centros comerciais (particularmente aos fins de semana)resultarem na aquisição de artigos supérfluos, podendo tal ser evitado mediante a elaboração de listas de compras conjuntas, destinadas a satisfazer as necessidades de várias famílias.
6. A negociação com empresas de vendas por grosso de um largo volume de compras permitirá a obtenção de preços mais vantajosos, mesmo que, para o efeito, seja prudente aliciar o pequeno comerciante de bairro que, por falta de clientes, definha a olhos vistos.
7.Pequenos passos poderão resultar enormes avanços no bem-estar de muitas famílias, racionalizando e moderando as respectivas listas de compras; revitalizando o comércio de bairro que, pela proximidade, evitará perdas de tempo e/ou gastos de combustíveis a cada um dos agregados familiares envolvido.
Nau
2. Segundo António Sérgio, [o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses; tornar possível as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum; assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo; suprimir as barreiras profissionais e de classe".
3. Conforme salientei no apontamento anterior dedicado a este tema, o cooperativismo nada tem a ver com o colectivismo, nem tão pouco com o corporativismo, sendo um tipo de associação baseado na liberdade de adesão, controlo democrático pelos sócios, cultivado por uma independência e autonomia nas decisões em relação ao poder estatal
4. Repetir, repetir definições nunca é demais, porquanto há sempre alguém que associa o espírito cooperativo a movimentos partidários - quer de Esquerda, quer de Direita - apontando uma ou outra associação que, do cooperativismo, apenas ostenta o nome que não a prática.
5. Em vários apontamentos tenho chamado a atenção para o facto das deslocações peregrinativas aos grandes centros comerciais (particularmente aos fins de semana)resultarem na aquisição de artigos supérfluos, podendo tal ser evitado mediante a elaboração de listas de compras conjuntas, destinadas a satisfazer as necessidades de várias famílias.
6. A negociação com empresas de vendas por grosso de um largo volume de compras permitirá a obtenção de preços mais vantajosos, mesmo que, para o efeito, seja prudente aliciar o pequeno comerciante de bairro que, por falta de clientes, definha a olhos vistos.
7.Pequenos passos poderão resultar enormes avanços no bem-estar de muitas famílias, racionalizando e moderando as respectivas listas de compras; revitalizando o comércio de bairro que, pela proximidade, evitará perdas de tempo e/ou gastos de combustíveis a cada um dos agregados familiares envolvido.
Nau
Nº. 4 - Cooperativismo
1. A cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer as suas aspirações económicas, sociais e culturais comuns, por via de uma empresa de propriedade colectiva e democraticamente gerida (Congresso Internacional Cooperativo, 1995).
2. Segundo António Sérgio, "[o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses; tornar possível as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum; assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo; suprimir as barrreiras profissionais e de classe".
3. Conforme salientei no apontamento anterior dedicado a este tema, o cooperativismo nada tem a ver com o colectivismo, nem tão pouco com o corporativismo, sendo um tipo de associação baseado na liberdade de adesão, controlo democrático pelos sócios, cultivado por uma independência e autonomia nas decisões em relação ao poder estatal.
4. Repetir, repetir definições nunca é demais, porquanto há sempre alguém que associa o espírito cooperativo a movimentos partidários - quer de Esquerda, quer de Direita - apontando uma ou outra associação que, do cooperativismo, apenas ostenta o nome que não a prática.
5. Em vários apontamentos tenho chamado a atenção para o facto das deslocações aos grandes centros comerciais resultarem na aquisição de artigos supérfluos, podendo tal ser evitado mediante a elaboração de listas de compras conjuntas, destinadas a satisfazer as necessidades de várias famílias.
6. A negociação com empresas de vendas por grosso de um largo volume de compras permitirá a obtenção de preços mais vantajosos, mesmo que, para o efeito, seja prudente aliciar o pequeno comerciante de bairro que, por falta de clientes, definha a olhos vistos.
7. Pequenos passos poderão resultar grandes avanços no bem-estar de muitas famílias, racionlizando e moderando as respectivas listas de compras; revitalizando o comércio de bairro que, pela proximidade, evitará perdas de tempo e/ou gastos de combustíveis a cada um dos agregados familiares envolvidos.
Nau
2. Segundo António Sérgio, "[o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses; tornar possível as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum; assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo; suprimir as barrreiras profissionais e de classe".
3. Conforme salientei no apontamento anterior dedicado a este tema, o cooperativismo nada tem a ver com o colectivismo, nem tão pouco com o corporativismo, sendo um tipo de associação baseado na liberdade de adesão, controlo democrático pelos sócios, cultivado por uma independência e autonomia nas decisões em relação ao poder estatal.
4. Repetir, repetir definições nunca é demais, porquanto há sempre alguém que associa o espírito cooperativo a movimentos partidários - quer de Esquerda, quer de Direita - apontando uma ou outra associação que, do cooperativismo, apenas ostenta o nome que não a prática.
5. Em vários apontamentos tenho chamado a atenção para o facto das deslocações aos grandes centros comerciais resultarem na aquisição de artigos supérfluos, podendo tal ser evitado mediante a elaboração de listas de compras conjuntas, destinadas a satisfazer as necessidades de várias famílias.
6. A negociação com empresas de vendas por grosso de um largo volume de compras permitirá a obtenção de preços mais vantajosos, mesmo que, para o efeito, seja prudente aliciar o pequeno comerciante de bairro que, por falta de clientes, definha a olhos vistos.
7. Pequenos passos poderão resultar grandes avanços no bem-estar de muitas famílias, racionlizando e moderando as respectivas listas de compras; revitalizando o comércio de bairro que, pela proximidade, evitará perdas de tempo e/ou gastos de combustíveis a cada um dos agregados familiares envolvidos.
Nau
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O amigo Zé
Nº. 3
1. Confidenciou o amigo Zé que as coisas neste país vão de mal a pior.
2. A maioria da população, à semelhança da máquina administrativa do Estado, mandou as poupanças às malvas e passou a viver (pelo menos alguns) à tripa forra.
3. Com o arrendamento de habitação praticamente congelado e o investimento no sector pouco atractivo, a construção civil definharia se a política do condomínio não tivesse sido implementada.
4. O crédito à habitação própria subiu em flecha e todos aplaudiram quando a administração pública, totalmente apadrinhada e conluiada, se lançou à compita com obras de fachada.
5. Foram estradas, foram equipamentos sociais de grande vista, foram estádios de futebol, etc., e toda a gente se embasbacou - estamos na comunidade europeia e comportamo-nos como se pertencessemos ao clube dos ricos.
6. Por outro lado, os artigos importados a preço da uva mijona do terceiro mundo (a quem previamente se forneceu a tecnologia contra o pagamento a prazo de royalties) vai evitando lutas laborais na comunidade... até quando?.
7. Hoje, em Portugal, aumenta-se o preço dos passes sociais nos transportes públicos - penalizando idosos, estudantes e a classe média - a fim de fomentar a circulação dos veículos particulares dado que é nos escandalosos impostos sobre os combustíveis que o governo espera obter mais recursos para o regabofe do costume.
Nau
1. Confidenciou o amigo Zé que as coisas neste país vão de mal a pior.
2. A maioria da população, à semelhança da máquina administrativa do Estado, mandou as poupanças às malvas e passou a viver (pelo menos alguns) à tripa forra.
3. Com o arrendamento de habitação praticamente congelado e o investimento no sector pouco atractivo, a construção civil definharia se a política do condomínio não tivesse sido implementada.
4. O crédito à habitação própria subiu em flecha e todos aplaudiram quando a administração pública, totalmente apadrinhada e conluiada, se lançou à compita com obras de fachada.
5. Foram estradas, foram equipamentos sociais de grande vista, foram estádios de futebol, etc., e toda a gente se embasbacou - estamos na comunidade europeia e comportamo-nos como se pertencessemos ao clube dos ricos.
6. Por outro lado, os artigos importados a preço da uva mijona do terceiro mundo (a quem previamente se forneceu a tecnologia contra o pagamento a prazo de royalties) vai evitando lutas laborais na comunidade... até quando?.
7. Hoje, em Portugal, aumenta-se o preço dos passes sociais nos transportes públicos - penalizando idosos, estudantes e a classe média - a fim de fomentar a circulação dos veículos particulares dado que é nos escandalosos impostos sobre os combustíveis que o governo espera obter mais recursos para o regabofe do costume.
Nau
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nº. 2 - Cooperativismo
1. Embora para alguns seja coisa sabida, outros nunca tiveram a oportunidade de se debruçar sobre o assunto.
2. Ainda há aqueles que, por acidente ou decisões menos cuidadadas, tropeçaram em arremedos de cooperativas, ficando com ideias erradas acerca destas.
3. Também é vulgar a confusão (por vezes inocente) entre o cooperativismo e o corporativismo ou a badalada doutrina colectivista.
4. Posto que o colectivismo seguido pelos socialistas, com as variantes democráticas - por etapas (PS) ou por sistemas redistribuitivos da riqueza (PSD) - e as estatais (PCP), andem na berra, será de senso comum não confundir com o cooperativismo.
5. Os exemplos apresentados no parágrafo anterior (PS, PSD e PCP) são meros contributos para o esclarecimento do rumo socialista, embora estes, na prática, sejam apenas movimentos burocratizantes, mesmo quando anunciam o abandono da "ditadura do proletariado" (PCP).
6. O movimento liberal (ou neo-liberal como gostam de propalar) é defendido pelos partidos de Direita (Expl.: CDS/PP) que acreditam ser a livre iniciativa o impulsionador da economia, nada tendo que ver com o corporativismo que segue a versão burocrática, mas com sinal contrário.
7. Claro que o cooperativismo é a resposta adequada à pressão burocratizante (socialismo, colectivismo e corporativismo), bem como às debilidades dos mercados desregulados (liberalismo ou neo-liberalismo), como será exposto nos próximos apontamentos.
Nau
2. Ainda há aqueles que, por acidente ou decisões menos cuidadadas, tropeçaram em arremedos de cooperativas, ficando com ideias erradas acerca destas.
3. Também é vulgar a confusão (por vezes inocente) entre o cooperativismo e o corporativismo ou a badalada doutrina colectivista.
4. Posto que o colectivismo seguido pelos socialistas, com as variantes democráticas - por etapas (PS) ou por sistemas redistribuitivos da riqueza (PSD) - e as estatais (PCP), andem na berra, será de senso comum não confundir com o cooperativismo.
5. Os exemplos apresentados no parágrafo anterior (PS, PSD e PCP) são meros contributos para o esclarecimento do rumo socialista, embora estes, na prática, sejam apenas movimentos burocratizantes, mesmo quando anunciam o abandono da "ditadura do proletariado" (PCP).
6. O movimento liberal (ou neo-liberal como gostam de propalar) é defendido pelos partidos de Direita (Expl.: CDS/PP) que acreditam ser a livre iniciativa o impulsionador da economia, nada tendo que ver com o corporativismo que segue a versão burocrática, mas com sinal contrário.
7. Claro que o cooperativismo é a resposta adequada à pressão burocratizante (socialismo, colectivismo e corporativismo), bem como às debilidades dos mercados desregulados (liberalismo ou neo-liberalismo), como será exposto nos próximos apontamentos.
Nau
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Nº. 1 - Propósitos
1. Em sete apontamentos expus, há já algum tempo, o que entendo por doutrina monárquica, no "monarquicos.com".
2. Recentemente, num igual número de intervenções, alonguei-me no "realistas.org" acerca da Democracia, evocando os mestres do passado.
3. Antes de me ser vedado o acesso ao blog mencionado no parágrafo anterior, manifestei o propósito ,de trazer à colação os mestres do presente.
4. Entretanto, fui-me espraiando por outros temas, consoante as disponibilidades do momento e o tempo necessário para diferentes lucubrações.
5. Com a abertura deste espaço, talvez seja oportuno retomar o fio à meada, voltando a inserir alguns daqueles textos, sem o risco destes serem eliminados por sensabilidades pouco realistas.
6. Sem dúvida que alguns temas, catrapiscados no "Luta Popular" do PCTP/MRPP, serão, de igual modo, aqui inseridos e, quem se sentir incomodado, que faça o favor de expor as suas razões.
7. Em suma: pretendo que este espaço seja um forum aberto a largas cavaqueiras. Cá vos espero.
Nau
2. Recentemente, num igual número de intervenções, alonguei-me no "realistas.org" acerca da Democracia, evocando os mestres do passado.
3. Antes de me ser vedado o acesso ao blog mencionado no parágrafo anterior, manifestei o propósito ,de trazer à colação os mestres do presente.
4. Entretanto, fui-me espraiando por outros temas, consoante as disponibilidades do momento e o tempo necessário para diferentes lucubrações.
5. Com a abertura deste espaço, talvez seja oportuno retomar o fio à meada, voltando a inserir alguns daqueles textos, sem o risco destes serem eliminados por sensabilidades pouco realistas.
6. Sem dúvida que alguns temas, catrapiscados no "Luta Popular" do PCTP/MRPP, serão, de igual modo, aqui inseridos e, quem se sentir incomodado, que faça o favor de expor as suas razões.
7. Em suma: pretendo que este espaço seja um forum aberto a largas cavaqueiras. Cá vos espero.
Nau
domingo, 13 de novembro de 2011
CECIM - porque não?
1. Cooperativismo monárquico, trocado por miúdos, significa um associativismo de cariz cooperativo de inspiração realista.
2. Para os mais variados fins, existem muitos tipos de associações de pessoas ( sociedades, facções políticas, seitas religiosas, comunidades, etc.) todas com características próprias, salientando-se as do cooperativismo pela sua democraticidade e transversalidades sociais.
3. A função pedagógica das cooperativas é relevante visto que, graças ao seu espírito associativo, os seus membros exercitam-se nas tomadas de decisão por consensos alargados e na orientação pragmática das suas actividades.
4. Na articulação natural com outras unidades similares - mantendo a sua independência matriz - a cooperativa transforma-se numa frente para combater quer o capitalismo dos possidentes (mercados desregulados), quer o capitalismo do Estado (mercados burocratizados).
5. O cariz democrático do cooperativismo é reforçado pela opção realista na dupla acepção pragmática e campeadora da figura do rei, por esta obviar lutas partidárias no topo da comunidade, concentrando as mesmas em forum próprio, isto é, na Casa da Democracia.
6. Nesta, encontram-se reunidos os delegados eleitos por sufrágio universal realizado em cada legislatura, sendo ainda possível o alargamento daquele órgão, em sessões aleatórias, com a inclusão dos bastonários das Ordens dos Médicos, Engenheiros, Advogados, etc., bem como de outras profissões e actividades culturais - as genuinas Cortes dos nossos dias.
7. Há cerca de quatro anos, para dinamizar um eventual diálogo a respeito desta matéria procurou-se estabelecer um Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica, tout court, CECIM, mantendo-se o questionar no presente - e porque não?
Nau
2. Para os mais variados fins, existem muitos tipos de associações de pessoas ( sociedades, facções políticas, seitas religiosas, comunidades, etc.) todas com características próprias, salientando-se as do cooperativismo pela sua democraticidade e transversalidades sociais.
3. A função pedagógica das cooperativas é relevante visto que, graças ao seu espírito associativo, os seus membros exercitam-se nas tomadas de decisão por consensos alargados e na orientação pragmática das suas actividades.
4. Na articulação natural com outras unidades similares - mantendo a sua independência matriz - a cooperativa transforma-se numa frente para combater quer o capitalismo dos possidentes (mercados desregulados), quer o capitalismo do Estado (mercados burocratizados).
5. O cariz democrático do cooperativismo é reforçado pela opção realista na dupla acepção pragmática e campeadora da figura do rei, por esta obviar lutas partidárias no topo da comunidade, concentrando as mesmas em forum próprio, isto é, na Casa da Democracia.
6. Nesta, encontram-se reunidos os delegados eleitos por sufrágio universal realizado em cada legislatura, sendo ainda possível o alargamento daquele órgão, em sessões aleatórias, com a inclusão dos bastonários das Ordens dos Médicos, Engenheiros, Advogados, etc., bem como de outras profissões e actividades culturais - as genuinas Cortes dos nossos dias.
7. Há cerca de quatro anos, para dinamizar um eventual diálogo a respeito desta matéria procurou-se estabelecer um Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica, tout court, CECIM, mantendo-se o questionar no presente - e porque não?
Nau
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