terça-feira, 26 de novembro de 2019
Nº. 5928 - Doutrina Cooperativista
1. Opondo a cooperação e o apoio mútuo, a solidariedade e a autogestão são a alternativa à economia de mercado imposta por liberais e socialistas.
2. Claro que as uniões, federações e confederações nada têm a ver com esquemas partidocráticos da burguesia republicana dominante, uma vez que os homens, tendo aptidões variadas, enrobustecem-se e consolidam os laços sociais na comunidade em que se encontram integrados.
3. Por outro lado, a participação dos sócios de uma unidade cooperativa assenta na associação de ideias e nas actividades por si promovidas e/ou em que tomam parte, cultivando racionalmente o espírito de iniciativa que não a impassibilidade fomentada pelas velhacas minorias arrogadas de imprescindíveis.
4. Há muito tempo já que o pequeno negócio de bairro (padaria, lugar de frutas, peixaria, etc.) tende a desaparecer substituído pelos grandes centros comerciais onde o aumento das opções de compra é alargado e os serviços (cabeleireiro, engomadoria, sapataria, etc.) são de fácil acesso.
5. O centralismo burocrático, embora a mobilidade dos residentes nas grandes urbes tenha aumentado, continua a promover a concentração de serviços meramente sociais, chegando a fechar lares para idosos que pecam pela fraca qualidade de organização posto que idêntica às das unidades estatais.
6. Dado que a não-de-obra descartável aumenta em função do crescimento dos processos automáticos que, a partir de programas sofisticados, dispensam a intervenção humana, excepto dos quadros superiores reservados à clientela política, a maioria terá a távola redonda das unidades cooperativas à sua disposição.
7. O fim do Estado burguês é certo graças ao anarcomonarquismo de inspiração cooperativista.
Nau
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