sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Nº. 5562 - Luta Popular
1. As pessoas mais carenciadas, com fracos recursos económicos, instrução e conhecimentos rudimentares, politicamente apáticos, são coisa desprezível ou simplesmente negligenciável por aqueles que intervêm nos negócios públicos.
2. Tidos como mera clientela e subsídiodependentes são, por norma, marginalizados pelas facções políticas uma vez que a arregimentação de tal gente é problemática e o peso, bem como a probabilidade da presença destes nos actos eleitorais é nula.
3. Por outro lado, a característica daqueles que passam a vida de cuidados e privações não é uniforme na Europa ocidental por razões culturais, aproveitando uns a protecção de alguém ou de instituições criadas para o efeito; outros, as estruturas sociais de Estados com contas públicas mais equilibradas.
4. A dificuldade social gravosa é uma das características do capitalismo duro uma vez que a mão-de-obra barata permite produções a baixo custo, dispensando investimentos imediatos em equipamentos sofisticados e, sobretudo, dispendiosos.
5. Sem dúvida que os artigos tecnologicamente avançados e de alto preço destinados a uma burguesia endinheirada são fonte de confortável rendimento e preferência dos investidores, alegando estes que ao Estado cabe a obrigação de socorrer os desvalidos.
6. Porém, os equilíbrios orçamentais são organizados em função dos calendários eleitorais pelo que, mesmo com a mudança de dirigentes nas cadeiras do poder, os que saem já estão aviados; os que entram algum tempo disporão para se abastecerem.
7. A multiplicação das unidades cooperativas, sem compadrios e sem distinções de classe, é a luta a que nos devemos dedicar.
Nau
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