sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Nº. 5541 - Luta Popular


1. O homem sempre teve a percepção que a falta de harmonia nas e entre as comunidades era nefasta, sendo o perigo consubstanciado na imagem dos quatro Cavaleiros do Apocalipse: Peste, Guerra, Fome e Morte.

2. Hoje a harmonia comunitária é o resultado da tomada de decisões equilibradas no seu espaço a fim de ser tirado o máximo proveito dos recursos limitados existentes, quer pelo comportamento individual e empresarial, quer pelas instituições sociais e políticas.

3. Porém, a corrupção social e estatal, devido à inaptidão dos membros da comunidade assumirem compromissos destinados a satisfazer as necessidades comuns, favorece de modo sistemático e doentio as negociatas e subornos de uns em prejuízo de outros.

4. Logo, a contribuição do indivíduo à comunidade onde se encontra integrado deverá ser despretensiosa, franca e leal, mesmo no âmbito da realização do ego, dissociando-se de qualquer tipo de dominação e/ou alienação impostas pelas correntes do capitalismo liberal e do centralismo burocrático socialista. 

5. A via cooperativista sustentada neste espaço, em consonância com a Recomendação 193 da OIT defende a "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para satisfazer as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática".

6. Dos quatro Cavaleiros do Apocalipse mantém-se a Peste, concorrendo esta para a corrupção do bem-estar e costumes; as Guerras partidárias estimuladas pelos plutocratas; a Fome devido à miséria de uns e à ganância da burguesia republicana dominante; a Morte absoluta.

7. Na expectativa da administração e governo robotizados, pugnamos pela multiplicação das unidades cooperativas e pelo regresso do soberano, hereditário e vitalício, por este obviar a disputa partidária no topo da comunidade.

Nau

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