segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nº. 2432 - Portal Comunalista


1. Não é com vinagre que se apanha moscas, porém esta parece ser a receita predilecta de certos tradicionalistas.

2. Atribuindo a Nuno Álvares Pereira o lema "Deus, Pátria, Rei", pretensos doutrinadores esquecem que, nos tempos medievais, a pátria não tinha a mesma simbologia dos dias de hoje.

3. Claro que, à maçónica trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", procurou o Integralismo Lusitano alegadamente opor uma tríade de peso, associando-a à inquestionável figura do Condestabre do Reino.

4. O amor à pátria fora exacerbado diligentemente pelos afrancesados republicanos nas grandiosas homenagens camonianas dos finais do séc.XIX, procurando esbater o reverencial à figura do rei.

5. Do oportunístico recurso do Integralismo Lusitano, sobrelevam os tradicionalistas a ideia peregrina de deus, válida apenas para a sua confissão religiosa, embora tolerante para com outros credos.

6. A figura do rei, outros tantos tradicionalistas procuram esbater através da multiplicação de "pretendentes às coroas", sugerindo a convocação de assembleias (Cortes) em que industriados procuradores deliberariam acerca deste assunto.

7. Sem razões plausíveis, os cóios tradicionalistas - causas sem efeito, professores ancilosados, juventudes caquécticas - são espaços na Internet e arredores pouco recomendáveis.

Nau

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