quarta-feira, 23 de maio de 2018

Nº 2378 - RAC


1. Um vetusto jornalista, um tanto ou quanto taralhouco, fez um extensivo comentário a um recente casamento real.

2. Começando por lamentar o fausto do acontecimento, permitiu-se avançar com apreciações racistas quanto à noiva, por esta ser mestiça; ao noivo pela sua escolha não ser protocolar.

3. Outros membros da família nubente não foram poupados, ora pelos palácios que desfrutam, ora pelos títulos senhoriais ostentados.

4. Claro que, para um soberano a prazo ter por residência um palácio não é crime de grande monta, mas herdar ou desfrutar de monumentos históricos é outra loiça.

5. Bom é não esquecer que muitos monumentos históricos são propriedade comum e muito que os soberanos a prazo ostentam são cabedais adquiridos na curta função no topo do Estado.

6. Os podres das grandes famílias não foram esquecidos, ventilados com acinte de coscuvilheira aldeã que branqueia os seus por omissão ou fraca memória.

7. Sem dúvida que o casamento real foi espectáculo e encheu os bolsos de muita gente, bem como o cofre do Estado, e, talvez por isso, o vetusto jornalista tenha pena de não ter ele conseguido abocanhar qualquer coisita.

Nau 

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