terça-feira, 1 de maio de 2018

Nº. 2356 - Doutrina Cooperativista


1. A aplicação das forças e faculdades intelectuais do homem à produção de qualquer coisa é uma possível definição sintética do substantivo trabalho.

2. Cultivar a terra inculta; manobrar alavancas simples ou sofisticadas máquinas; amassar a farinha com outros ingredientes para o fabrico do pão; esculpir a pedra ou materiais semelhantes com instrumentos apropriados; delinear um projecto; defender uma tese; investigar dados científicos e/ou técnicas matemáticas para a tomada de decisões no campo administrativo, industrial e económico, são hipóteses de trabalho físico e intelectual.

3. Logo, o trabalho tem sido a mola do progresso humano - penoso para alguns, ligeiro para outros - gratificante no todo e, em vésperas de um salto qualitativo, graças à robotização que se avizinha, esta lançará para o desemprego a maior parte da mão-de-obra disponível no Planeta Azul.

4. A escravatura - tráfico de compra e venda de escravos - foi prática de todas as civilizações da Antiguidade, chegando até aos nossos dias como degradantes contratos de trabalho ou meros acordos verbais em que a mão-de-obra disponível, tanto do homem como da mulher, vai com o corpo para consumo na prostituição - infame uso que, por interesse material, se estimula na res publica.

5. O amo e senhor é a burguesia republicana dominante que se digladia para ter acesso às cadeiras do poder, tanto político como económico: o primeiro, tripudiado nas várias facções da partidocracia; o segundo, na função de lacaios dos plutocratas sem rosto, estes financiando a produção e o consumo, quer no esquema liberal, quer no socialista.

6. Ainda há pouco tempo um mero processador de dados para a realização de diversas operações, hoje o computador é utilizado para o desenvolvimento de conteúdos, a formulação de programas, controlo administrativo e gestão da Economia Social em parceria com as unidades cooperativas, sendo estas o último reduto da dignidade humana.

7. Sendo um conceito social que opõe a cooperação e o apoio mútuo à competitividade entre as pessoas, o cooperativismo monárquico-comunalista motiva a participação em comum para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos residentes, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, primus inter pares.

Nau

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