domingo, 6 de maio de 2018
Nº. 2361 - Psyche - Carta Aberta a...
1. Possivelmente, dentro em breve, serei obrigado a abandonar as minhas lides neste espaço.
2. Decerto que o meu possível afastamento não resulta de uma desistência da doutrina política e social aqui defendida, mas razões de saúde.
3. Logicamente, procuro o apoio de três experimentados cavalheiros na arte de cavalgar a toda sela: um residente no Reino dos Algarves que, embora ateu, persiste incrédulo quanto à via cooperativa.
4. Um outro, na periferia de Lisboa, oscila entre a dúvida religiosa e novas experiências espirituais, um pouco voltado para o seu umbigo (ou um palmo abaixo deste); descuidado na formação académica, mas ensaiando, recentemente, a via empresarial, para a qual auguro bons resultados, com um pouco mais de perseverança.
5. O terceiro cavalheiro, mundano acidental e fideísta na tradição latina; ouriçado nas primeiras lides e fiel à tradição liberal em que os melhores vencem; exercita-se na crítica social com laivos do Tio Sam e imbroglios europeístas.
6. Três pessoas distintas e um pouco cépticas acerca da robotização que se avizinha; escravos da competição liberal, distraidamente permeáveis aos esquemas da burguesia republicana dominante e, embora arredados dos partidos políticos, parecem conformados com uma duvidosa pensão de reforma no fim do decurso de vida.
7. O meu apelo vai no debruçar-se acerca da alternativa aos liberalismos e socialismos decadentes; à abjuração da partidocracia; às nomeações para cargos públicos pela via aleatória; no regresso do soberano consensual, hereditário e vitalício -primus inter pares.
Nau
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