quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Nº. 2217 - RAC


1. Fenómenos gripais desabaram viciosamente sobre a minha pessoa manietando-me em casa.

2. Recusando o envenenamento proporcionado pela indústria farmacêutica, refugiu-me em ambientes com temperaturas adequadas e redobrados cuidados higiénicos.

3. Nas inevitáveis deslocações ao exterior do meu casulo, acautelo-me com roupa confortável e máscara anti-séptica para evitar a disseminação do vírus que inadvertidamente me assolou. 

4. Mezinhas e panos quentes não fazem mal a ninguém, mas das infusões milagreiras, apenas aceito as das plantas Teáceas das quais se extrai um alcalóide (teína) óptimo estimulante a nível nervoso e cardíaco.

5. Originário da China onde era recorrente na medicina popular, o 'tchaeh' foi introduzido na Europa pelos portugueses que, na descarga portuária, marcava os fardos para consumo local com"C"; em trânsito, para exportação, com "T".

6. Logo, o 'tea' de John Bull e o "thé" gaulês tiveram a mesma origem, enquanto o 'chá' português foi devido à corruptela do "tchaeh" que os nossos navegantes adoptaram de sons familiares nas regiões beirãs, exemplo: tchave.

7. Sempre que a rapaziada afirma livrar-se da influenza através do acto sexual com a sua mulher, fico tentado em pedir esta emprestada. Porém, jamais aceitarei a troca do chá por infusões herbáceas.

Nau

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