quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Nº. 2210 - RAC


1. A guerra europeia de 1914-18 deveu-se à competição industrial entre Paris e Berlim, instigada por Londres que procurava eliminar dois concorrentes de alto gabarito.

2. Claro que a intervenção do Tio Sam, mais simbólica do que prática, foi motivada por interesses meramente colonialistas, isto é, partilha do império ultramarino alemão.

3. Procurando esquecer a dureza de tal conflito, os países beligerantes evocam a grandeza mítica do passado: "Belle Époque", em França; "Era  Eduardina", na Grão-Bretanha; a "Idade Wilhelmiana", na Alemanha.

4. O cometimento ousado dos industriais norte-americanos joga-se na bolsa de valores e o espírito da obtenção de máximo lucro sobre ganhos e custos estende-se à força laboral convertida em mercadoria.

5. Sindicatos de trabalhadores e movimentos políticos, tanto liberais como socialistas, acentuam o cariz nacionalista, desembocando no conflito que opôs as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) aos Aliados (Grã-Bretemha, França, EUA, URSS e outros) entre 1939 e 1945.

6. A burguesia republicana consolida o seu domínio no jogo partidário estimulado pelos capitalistas que acumulam grandes cabedais financiando tanto a produção como o consumo.

7. Só a multiplicação das unidades cooperativas - concertadas em uniões, federações  e confederações - poderão sustar os esquemas (tanto liberais como socialistas) de aventuras belicosas e hegemonias neocolonialistas.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário