quarta-feira, 3 de maio de 2017
Nº. 1993 - RAC
1. Pretendeu De Gaulle dignificar o soberano a prazo aproximando-o da figura do rei que, segundo Adolphe Thiers, reina mas não governa.
2. De Gaulle, ele mesmo, atento às insatisfações sociais, procurou que estas fossem atenuadas pela substituição do primeiro-ministro que ele nomearia, funcionando o parlamento como inspector dos actos governamentais.
3. A burguesia republicana dominante em França, posto que satisfeita com o esquema De Gaulle, receou que este se inclinasse para a mera substituição do soberano a prazo por outro hereditário e vitalício, saindo à rua em defesa "des libertés républicaines".
4. Claro que, tal como em Portugal, o cultivado problema dos pretendentes "às coroas" é agravado pelo apego destes a um credo religioso bafiento - embora tolerante com outras confissões da mesma sorte - o que, como é óbvio, serve mais para complicar do que para solucionar o problema.
5. Afastou-se De Gaulle para salvaguardar o seu projecto, avançando Mitterrand (católico confesso) em nome das ditas "liberdades republicanas" mantendo-se a geringonça por esta corresponder aos interesses da burguesia republicana dominante, mesmo com figuras pardacentas idênticas ao "petit monsieur Hollande".
6. Logo o que importa é combater a demagogia reforçando o espírito verdadeiramente democrático cultivado no seio das unidades cooperativas em que a autogestão e o esquema autofinanceiro é a arma eficaz para sustar os ímpetos burguesoides dos insaciáveis plutocratas.
7. A robotização que se advinha será, de longe, melhor do que a pertinácia da burguesia republicana dominante, mas não dispensará o bom senso da doutrina CMC aqui defendido.
Nau
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