terça-feira, 8 de março de 2016

Nº. 1573 - RAC


1. Os emigrados de fresca data, bem como os veteranos com raízes nas comunidades de acolhimento, poderão ser um dos elos cooperativistas para o resgate do Portugal desnorteado.

2. Degradado por liberais e socialistas que à tripa-forra amesendaram no erário português, tanto fideístas como ateístas prometem vindouros paraísos desde que à burguesia dominante seja confiada a vara do poder.

3. Sob o protectorado da União Europeia - que vacila entre o eixo Paris/Berlim, imprudentemente arredando Moscovo por traumas ideológicas, e o gavião Washington/Londres que da asa insular pretende ainda cobrir uma comunidade pluricontinental - Portugal subsiste.

4. A burguesia dominante é mera serventuária de uma poderosa força oligárquica que tanto financia a produção de bens essenciais, como o consumo destas, obtendo largos proventos em ambas operações.

5. Por outro lado, a globalização que tanto se apregoa, talvez para desviar a atenção dos ghuettos que se vão criando por tudo que é sítio, não passa do controlo avassalador do grande capital e da imposição de padrões de consumo.

6. Obviamente o CMC tem vindo a pugnar por uma terceira via - a Economia Social - alicerçada no autofinanciamento e na autogestão, sendo a prática desta última o cerne da questão por incentivar o voto  responsável, enveredando pelo monárquico-comunalismo.

7. Claro que os emigrantes portugueses, ao consolidarem as suas relações com as cooperativas locais e estimulando o contacto destas com as unidades do seu torrão natal, terão, a curto prazo, a prova da virtualidade da doutrina aqui defendida.

Nau

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