segunda-feira, 7 de março de 2016
Nº. 1572 - Doutrina Cooperativista
1. Apenas uns 10% dos atenienses tinham direito a voto, porquanto as mulheres, os escravos e os residentes sem progenitores autóctones não desfrutavam de tal regalia.
2. Porém era na Eclésia que as leis eram discutidas e aprovadas sem representantes por intermédio, pelo que este tipo de governo era tido como a expressão da vontade popular.
3. Hoje os círculos eleitorais são muito mais vastos pelo que o governo do povo, isto é, a democracia, fica limitado à eleição de representantes que, uma vez no poleiro, tratam bem da sua vida.
4. Uma vez mais sublinhamos que nas modernas democracias tudo é válido, desde que seja mantida a vontade do grupo minoritário, ou seja, o domínio da classe burguesa abastada.
5. Para combater o voto anódino em que já participam as mulheres e os eternos escravos, o cooperativismo propõe uma autogestão de pequenas células autónomas onde é exercido o voto responsabilizador.
6. O comunalismo pretende replicar as Eclésias atenienses, expurgando-as das maleitas partidocráticas impostas pelas democracias liberais e/ou socialistas, na linha defendida pela terceira via, isto é, a doutrina cooperativista.
7. Bom é não esquecer que tanto o capitalismo liberal, como o capitalismo socialista trabalham para a manutenção do poder oligárquico.
Nau
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