quinta-feira, 3 de março de 2016
Nº. 1568 - Luta Popular
1. Deploráveis são as atitudes de monárquicos insensatos que pretendem regressar ao passado para resolver problemas dos nossos dias, com uma prolixidade de beatos e santos que até brada aos céus.
2. A facilidade de movimentação das pessoas graças ao conjunto de estradas ou caminhos que se ligam e ramificam, bem como à sofisticação dos meios de transporte, as comunidades deixaram de ser redutos nacionais, mas tão-somente universos de múltiplas e desvairadas gentes.
3. Claro que em Roma, a fim de não destoar do aprumo citadino, deveremos agir como os romanos, porém tal máxima será apenas um convite urbano, de bom-tom, que não paradigma-rígido, unissonante, isto é, tipo pensamento único.
4. O bom - tudo aquilo que é adequado ao uso e efeito pretendido, no caso vertente, o bem comum - deverá ser partilhado de modo parcimonioso uma vez que os excessos dão azo a desregramentos lastimáveis; a penúria gravosa, a monopólios invectivadores.
5. Evidentemente que a partilha não é sinónimo de subsídio para aqueles que nada contribuem para o bem-comum, vindo a propósito chamar a atenção para o facto da solidariedade defendida pelos cooperativistas assentar no trabalho ombreado que não esforço de alguns para benefício doutrem.
6. Sem dúvida que todas as religiões são fraude e nefastas para o género humano - aliás único grupo taxinómico que almeja a eternidade, limitando-se as outras espécies a meramente subsistir - proporcionando a existência de classes sacerdotais exploradoras das misérias do intelecto sugestível.
7. A luta popular é, simultaneamente, cooperativista e realista.
Nau
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