quinta-feira, 31 de março de 2016

Nº. 1596 - Luta Popular


1. Sendo o capitalismo um sistema económico, social e político que coarcta a liberdade do homem, urgem o despertar colectivo para dirimir tão grande mal.

2. À competição e lógica singular, os cooperativistas deverão opor a prática da sua doutrina rumo a uma Economia Social com base em deliberações verdadeiramente responsáveis.

3. Contra uma tecnocracia de cariz liberalista e um centralismo burocrático socialista, deverão os campeadores do cooperativismo lutar por um real movimento comunalista de raiz popular, mas de rosto humano.

4. Exercitar uma gestão autonómica, verdadeiramente independente, e de recursos ponderados, as dificuldades serão muitas mas até as pequenas vitórias servirão para enrobustecer o espírito de solidariedade.

5. Claro que o apoio mútuo e a rectidão das decisões são as armas nobres dos cooperativistas que de modo algum vacilarão perante os apelos ao consumismo e aos estratagemas capitalistas.

6. A normal multiplicação das células cooperativistas - escudadas pelas uniões, federações e confederações de recurso - serão o paradigma das estruturas comunalistas súbditas da Coroa Real que a todos abarca.

7. O cooperativismo tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, em todo o tempo solidários com a comunidade integrante.

Nau

quarta-feira, 30 de março de 2016

Nº. 1595 - Prelo Real




                         Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam 
                         todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade.




                                                            José Almada-Negreiros

                                                     in "A Intervenção do Dia Claro"
                                                          edição Assírio & Alvim


terça-feira, 29 de março de 2016

Nº. 1594 - RAC


1. Os monárquico andam muito apáticos e os republicanos de múltiplos enganos.

2. Claro que os primeiros tiveram eventualmente um toque familiar, o sopro de algum mestre, a influência de um amigo, mas a preguiça, tanto física como mental - nunca os levaram a avançar com as adequadas lucubrações.

3. Os segundos afirmam-se por mero preconceito, numa alegada superioridade numérica, baseando-se nos chavões inculcados pelos compêndios escolares, não indo além da trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" que tão-pouco assimilaram.

4. Dos activistas e/ou simpatizantes de qualquer facção política não vale a pena falar porquanto estes agem de acordo com o programa do partido cuja prioridade é a conquista das cadeiras do poder.

5. Por outro lado, tanto o clubismo da esquerda como da direita, sendo mero amor à camisola, prevalece na maioria dos adeptos de ambas as facções, não se distinguindo entre estas diferenças abissais.

6. A direita adora escudar-se atrás das designações pouco consistentes - tais como democrata-cristã e/ou liberalismo político, civil, económico e religioso - nada esclarecendo acerca do rumo dos negócios públicos que pretendem tomar.

7. À cautela, vamos avançando com algumas dicas acerca do CMC, na eventualidade de alguém não ter bases cooperativistas, nem tão-pouco monárquico-comunalistas.

Nau

segunda-feira, 28 de março de 2016

Nº. 1593 - Doutrina Cooperativista


1. Sem dúvida que a República foi, é e sempre será campo de manobra da burguesia.

2. No passado, a burguesia dos vastos cabedais enformava a classe dirigente (senadores) da Roma Antiga, secundada pelos demagogos, herança da democracia ateniense.

3. A República Francesa de 1789 - parente do acto anticolonialista do Novo Mundo perpetrado 12 anos antes - tem por substrato a média burguesia que, mercadejando, abarca a indústria de produção e transformação de materiais.

4. Claro que a indústria transformadora exige capitais a longo prazo - equipamentos, investigação, escoamento do produto - bem como novas metas esperançosamente expansionistas.

5. Logo, o reduto burguês consiste da grande, da média e da pequena burguesia - capital+demagogos+serventuários - suportados pelo maralhal, este alegadamente sindicalizado a esmo.

6. Perante o desafio da burguesia republicana da trilogia BCD - Burguesia+Capital+Demagogia - impõe-se a defesa da Economia Social, baseada nos valores cooperativistas, tal como é advogado pelo CMC.

7. A prática da autogestão e do autofinanciamento, robustecido por um comunalismo saudável, dirimirá os ímpetos burgueses, uma vez que Monarquia significa governo de um só, i.e., do Povo.

Nau

domingo, 27 de março de 2016

Nº. 1592 - Portal Comunalista


1. República - exaustivamente arvorada como coisa pública - é tão-somente o campo onde resfolega a burguesia, sendo o trabalho de arregimentação do maralhal  efectuado pelos demagogos.

2. Ora vejamos. Começa-se por identificar República como nação politicamente organizada, i.e., conjunto de habitantes naturais de um determinado território regidos por leis próprias, excluindo os estrangeiros, tal como se verificava na democracia da Antenas Antiga.

3. Claro que as leis próprias são ditadas pela burguesia - gente abastada que gizou o Estado de direito
para defesa dos seus interesses particulares - à semelhança do que se verificava na Roma Antiga. Logo, tudo como dantes.

4. A arregimentação da maioria, como acima foi dito, é realizada pelos demagogos - chefes das facções vocacionadas para excitar os sentimentos populares - demonstrando estes profissionais ser exímios corifeus.

5. Como é evidente, a trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" é paleio engana-meninos, consistindo o Estado de direito apenas de "República, Capital, Demagogos", i.e., nação politicamente organizada, dominada pelo grande capital e gerida por demagogos ao serviço da grande burguesia.

6. Sem dúvida que o espírito de comunidade - conjunto de pessoas que vivem e trabalham num delimitado território com recursos comuns - foi avassalado pela grande burguesia através do voto anódino administrado por demagogos profissionais.

7. Urge recuperar o verdadeiro conceito de comunidade: espaço onde residem pessoas que labutam para satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, tal como é defendido pelo cooperativismo.

Nau

sábado, 26 de março de 2016

Nº. 1591 - Psyche


1. Academicamente importa sublinhar que a dor é coisa subjectiva resultante de traumas verificados até pelos nascituros.

2. Sempre desagradável, a dor ocorre pelo estímulo do nervo onde a eventual lesão, doença ou distúrbio emocional teve lugar.

3. Estimulada mecânica, eléctrica, térmica ou quimicamente, os impulsos são transmitidos por fibras nervosas até aos neurónios sensoriais da medula.

4. Descrever a dor não é fácil dado que esta poderá resultar de potenciais lesões cuja sintomatologia definirá a doença.

5. Muitas são as dores - incluindo a camoniana que dói sem doer - resultando a nociceptiva de potencial lesão de tecidos detectada pelo sistema nervoso central.

6. A neuropática denúncia uma lesão ou disfunção do sistema nervoso ocorrida, de forma crónica e progressiva, numa ou mais partes do corpo.

7. Por outro lado, a dor psicológica tem uma componente física e emocional manifestada no corpo e nos tecidos.

Nau

sexta-feira, 25 de março de 2016

Nº. 1590 - Fim de Semana 13


1. A informação científica disponibilizada acerca da homossexualidade é muito complexa, reflectindo o preconceito do investigador. Bertrand Russell, num dos seus ensaios, chamava a atenção para a diferença comportamental dos cães estudados por investigadores estadunidenses e alemães: os primeiros por serem muito impacientes; os segundos demasiado disciplinados.

2. As crenças religiosas; os movimentos e cidadania; as associações de trabalhadores por conta de outrem; os movimentos estudantis em busca de soluções para a área da instrução; as tendências  e os partidos políticos, são temas abertos a debates neste espaço, para além da doutrina do CMC.

3. A acção social do cooperativismo não se limita ao processo de enriquecimento cultural dos associados, dado que o conhecimento e aptidão para se educar poderão ser cultivados em qualquer idade, sendo a prática contínua altamente recomendada.

4. A possibilidade granjeada; o direito adquirido ; a força moral ou física; a jurisdição profissional; o mandado administrativo, e outras coisas mais, são expressões do poder que foi, é e será sempre corruptível pelo que, contra as ambições pessoais desmedidas por riquezas, honrarias ou glórias, só a prática cooperativista poderá moderar tais ímpetos doentios.

5. "Na minha alma há um balouço que está sempre a balouçar (...) se a corda se parte um dia (e já vai estando esgarçada) morre a criança afogada... (...) deixá-la balouçar-se enquanto vive... - mudar a corda era fácil... tal ideia nunca tive". Recordar Mário de Sá Carneiro é tão natural como o simples acto de respirar.

6. A rebelião poderá apenas evidenciar um desajustamento social em que o indisciplinado, sentindo-se como uma pessoa livre, independentemente daqueles que o rodeiam tem o direito de exprimir gostos, aversões e comportamentos contrários à vivência comum, a fim de ser notado.

7. A reforma social que almejamos apenas carece do apoio de pessoas de boa vontade, sem obsessões doentias ou apetites desmesurados de sofregado domínio sobre outrem.

Nau

quinta-feira, 24 de março de 2016

Nº. 1589 - Luta popular


1. Ó popular, luta!: substantivando o adjectivo, e precedendo-o da interjeição que ao generalizado homem do povo incentiva este a um esforço, esperançosamente revolucionário, alargamos somente o campo das hipóteses.

2. Lutando, por que razão e para quê, dado que o ímpeto revolucionário poderá apenas designar aquele que é afeiçoado a revoluções políticas - tal como se verificou nos últimos anos da instituição monárquica - com propriedade designado por insurrecto.

3. A rebelião poderá apenas evidenciar um desajustamento social em que o indisciplinado, sentindo-se como uma pessoa livre, independente daqueles que o rodeiam, tem o direito de exprimir gostos, aversões e comportamentos contrários à vivência comum, a fim de ser notado.

4. O confronto - mais como provocação ou vontade destrutiva - não se trata de simples desajustamento social, mas sintomas doentios, resultantes de uma formação desvalida ou de graves frustrações incapacitantes.

5. Notáveis - na acepção de ilustres, extraordinários, digno de atenção - são aqueles que se distinguem por feitos e obras valorosas, representando estas esforços denodados e qualidades excepcionais.

6. A reforma social que almejamos apenas carece do apoio de pessoas de boa vontade, sem obsessões doentias ou apetites desmesurados de sofregado domínio sobre outrem.

7. Logo, a luta popular integrante é sinónimo de cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau




quarta-feira, 23 de março de 2016

Nº. 1588 - Prelo Real


                           


                                        Recreio



                                 Na minha alma há um balouço
                        Que está sempre a balouçar -
                        Balouço à beira de um poço,
                        Bem difícil de montar...

                        - E um menino de bibe
                        Sobre ele sempre a brincar...

                        Se a corda se parte um dia,
                        (E já vai estando esgarçada),
                        Era uma vez a folia
                        Morre a criança afogada...

                        Se o indez morre,deixá-lo...
                        Mais vale morrer de bibe 
                        Que de casaca... Deixá-lo
                        Balouçar-se enquanto vive...

                        - Mudar a corda era fácil...
                        Tal ideia nunca tive...


                                                      Mário de Sá-Carneiro


terça-feira, 22 de março de 2016

Nº. 1587 - RAC


1. O poder - possibilidade granjeada; direito adquirido; força moral ou física; jurisdição profissional; mandado administrativo, etc. - foi, é, e será sempre corruptível.

2. Claro que o suborno terá por motivação aleatória um simples afecto - atracção natural de uma pessoa por outra ou por algum paradigma vinculativo - bem como por meios venais.

3. A venalidade poderá ser, ou não ser, vexatória ao descambar para o domínio público, mas alguns indivíduos que têm a seu cargo grandes responsabilidades aceitam os riscos de cara lavada.

4.Penas radicais, supervisores probos, altos preceitos morais tudo falha perante uma fatalidade inerente ao homem, isto é, o desfrutar de coisas agradáveis, sem grande esforço físico.

5. Os reinos longíquos com telhados auríficos sempre tocaram a imaginação dos aventureiros que antegozavam um regresso a casa com uma telha (ou mais) debaixo do braço.

6. Logo, a partilha de interesses e obrigações mútuas em unidades de dimensão variável que se multiplicam de acordo com as necessidades dos associados, e em consonância com o tecido social envolvente, é o possível antídoto para o flagelo da corrupção.

7. Contra as ambições pessoais desmedidas por riquezas, honrarias ou glórias, só a prática cooperativista poderá moderar tais ímpetos doentios

Nau.


Nº. 1586 - Doutrina Cooperativista


1. A acção social do cooperativismo não se limita ao processo de enriquecimento cultural dos associados.

2. O conhecimento e aptidão para se educar poderá ser cultivada em qualquer idade, sendo a prática contínua altamente recomendada.

3. A instrução, particularmente aquela ministrada nos estabelecimentos do primeiro grau do ensino e até a nível académico, terá o mérito de disciplinar o aluno, mitigando a falta de educação.

4. Claro que a formação moral e cívica começa nos primeiros passos, prolongando-se ao longo da vida, podendo tornar-se desapercebida a muita boa gente que, pela autoridade da sua ignorância, se sente igual entre iguais.

5. Logo, sendo os valores morais o substrato da educação esta é enrobustecida pelo efeito do disseminar de conhecimentos que aproximam as pessoas de boa vontade - ideal para o entendimento numa plataforma cooperativista.

6. A multiplicação das células cooperativas é um passo mais importante para o combate do domínio burguês por este, com os cantos de sereias e promessas de satisfações imediatas, desmotivar os menos afoitos em relação à doutrina cooperativista.

7. Bom é ter presente que as células cooperativas articulam-se melhor em comunidades intelectualmente mais desenvolvidas.

Nau

domingo, 20 de março de 2016

Nº. 1585 - Portal Comunalista


1. As crenças religiosas unem os sectários de cultos prestados às divindades, a fim de superar sofrimentos e/ou na busca da felicidade.

2. Os movimentos sociais e cidadania enformam projectos de mudança na comunidade, bem como na formação de homens livres e responsáveis.

3. As associações de trabalhadores por conta de outrem são constituídas para a defesa dos interesses sociais, económicos e profissionais dos membros sindicalizados.

4. Os movimentos estudantis caracterizam-se pela busca de soluções para os problemas sociais na área da educação, advogadas pelos estudantes.

5. As tendência políticas sociais manifestam propósitos de mudanças fora do âmbito estritamente partidário.

6. Os partidos políticos reúnem militantes com afinidades meramente ideológicas ou doutrinárias.

7. Aqui, o portal comunalista afirma-se como a entrada para o debate de temas de preferência geral, para além da doutrina CMC.

Nau 

sábado, 19 de março de 2016

Nº. 1584 - Psyche


1. O terceiro núcleo intersticial do hipotálamo é duas vezes maior nos homens do que nas mulheres.

2. Alguns estudos apontam para o facto de, na homossexualidade masculina, tal diferença ser insignificante.

3. Outros estudos atribuem a influências ambientais; a razões hereditárias; ao síndrome da hiperplasia adrenal congénita.

4. A masculinização dos bebés do sexo feminino também é atribuída à ingestão de drogas antiabortivas.

5. Logo, a informação disponibilizada acerca da homossexualidade é muito complexa, reflectindo o preconceito do investigador.

6. Sem dúvida que a expressão da sexualidade hominídea tanto poderá ser influenciada pelo desenvolvimento do cérebro, como pela história comportamental de cada um.

7. Bertrand Russell, num dos seus ensaios, chamava a atenção para a diferença comportamental dos cães estudados por investigadores estadunidenses e alemães: os primeiros por serem muito impacientes; os segundos demasiados disciplinados.

Nau

sexta-feira, 18 de março de 2016

Nº. 1583 - Fim de Semana 12


1. O comportamento define a personalidade individual, evidenciando qualidades e características próprias - sentimentos, tendências e desejos.

2. Bom é ter presente que as personalidades explosivas facilmente se integram nos grupos hipertímicos, pessimistas, obsessivos e histéricos, consoante a educação, as vivências e o comportamento quando instalados nas cadeiras da Assembleia da República.

3. Toda a burguesia - alta, média e baixa - tem como padrão social uma adequada "democracia" baseada no voto anódino e em intermediários que apenas servem para manter o statu quo, tanto pelo multipartidarismo, como pela via monopartidária.

4. A globalização de que tanto se tem falado acicata os nacionalismos, servindo estes de cordeiros para imolação nos altares do capital. Logo, apenas a reforma da mentalidade burguesa poderá dar azo à multiplicação de comunidades de índole cooperativista, mais sãs e justas.

5. Persistir nos erros do passado (santificando a memória deste) dando rédeas soltas a plutocratas que capricham em multiplicar confrontos em tudo que é sítio - a fim de assegurar o conforto de minorias doentias - não é solução, apenas falta de sensatez.

6. Fernando Pessoa, foi por nós, recentemente, citado como oráculo do presente - "Ninguém sabe que coisa quer... Nem o que é mal nem o que é bem" - esperançosamente rematando com a profecia deste grande vate: "Ó Portugal, hoje és nevoeiro ... É a Hora!".  

7. A luta popular é o esforço que a todos cabe fazer para obviar a bifurcação dominantes e dominados, enveredando pela prática da autogestão e do autofinanciamento, doutrina realista aqui defendida pelo CMC.

Nau

quinta-feira, 17 de março de 2016

Nº. 1582 - Luta Popular


1. A luta popular é o esforço que a todos cabe fazer para obviar a bifurcação dominantes e dominados.

2. Os multimilionários; a burguesia industrial e a latifundiária; a alta burguesia do Estado em parceria com os donos da comunicação social são as forças dominantes nas modernas comunidades.

3. A média e a baixa burguesia - compreendendo os primeiros os quadros dirigentes e a segunda a mão-de-obra descartável - formam o grosso da massa eleitoral, votando a primeira ao centro e a segunda consoante os humores de insegurança ou de mero revanchismo.

4. Os extremos - tanto à esquerda como à direita - normalmente votam por simples clubismo, tendo os seus momentos de glória quando o centro não consegue assegurar uma maioria estável ou a insegurança seja conveniente para a classe dominante.

5. A alta burguesia, como é óbvio, tanto financia a produção dos bens essenciais como o consumo de tudo que agrade à massa sob o seu controlo, provocando a instabilidade através dos excessos e das restrições modais.

6. Os partidos políticos, os sindicatos e os movimentos sociais existem apenas para manter o statu quo, em troca do voto anódino que assegura aos intermediários uma reforma confortável, desde que não ultrapassem as barreiras estabelecidas.

7. A luta popular é tão-somente a prática da autogestão e do autofinanciamento real, aqui defendido pelo CMC.

Nau


quarta-feira, 16 de março de 2016

Nº. 1581 - Prelo Real



                             Nem rei, nem lei, nem paz nem guerra,
                     Define com perfil e ser
                     Este fulgor baço da terra
                     Que é Portugal a entristecer -
                     Brilho sem luz e sem arder,
                     Como o que fogo-fátuo encerra.

                     Ninguém sabe que coisa quer.
                     Ninguém conhece a alma que tem, 
                     Nem o que é mal nem o que é bem.
                     (que ânsia distante perto chora?)
                     Tudo é incerto e derradeiro.
                     Tudo é disperso, nada é inteiro.
                     Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

                     É a Hora!


                                                Fernando Pessoa      
                                                  in "Mensagem" 


     

terça-feira, 15 de março de 2016

Nº. 1580 - RAC: Action Royaliste


1. Uma visita aos espaços afectos ao sistema monárquico francês deixou-me deveras entristecido.

2. Mentes a todos os títulos brilhantes deixam-se facilmente enredar por esquemas nacionalistas decadentes, com larga profusão de santos e heróis de autenticidade duvidosa.

3. Os realistas portugueses aprestam-se a macaquear tais práticas esgrimindo um Nuno Álvares Pereira, digo, beato Nuno de Santa Maria, a uma Joana d'Arc, e o santuário de Fátima ao seu predecessor de Lourdes.

4. Claro que o patriotismo gaulês, de que Charles Maurras foi o expoente máximo, lambia as feridas de 1870 que, estimulando a criatividade tricolor, veio a sucumbir sob os esquemas políticos da Albion ao pretender esta eliminar dois concorrentes no campo industrial.

5. Na Guerra 1914-18 a presença alemã no continente africano foi seriamente afectada; a segunda fase daquele conflito (1936-45) pouco beneficiou a Albion que se viu endividada até à ponta dos cabelos, rabiando ainda hoje pela Europa fora, perante sinais de nova desmembração insular.

6. Persistir nos erros do passado dando rédeas soltas a plutocratas que capricham em multiplicar conflitos em tudo que é sítio para assegurar o bem-estar de minorias doentias é falta de sensatez.

7. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, sendo a figura do Rei o garante da democracia por esta obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

segunda-feira, 14 de março de 2016

Nº. 1579 - Doutrina Cooperativista


1. Para combater o capitalismo, o endividamento aos estabelecimentos de crédito burgueses não será uma boa opção.

2. O autofinanciamento das unidades cooperativas é realizado através do sistema de quotização mensal pago pelos associados, bem como através de adiantamentos disponibilizados pelos mesmos, segundo condições pontuais.

3. Porém, qualquer adiantamento proporcionado pelos associados não concede a estes quaisquer direitos preferenciais, uma vez que todos os indivíduos que fazem parte de uma unidade cooperativa apenas dispõem de um só voto deliberativo em cada matéria.

4. A verdadeira escola cooperativista é a autogestão, prática que se adquire em equilibrar as potencialidades próprias com as metas a atingir - individuais e/ou colectivas - tendo presente que os objectivos alcançados são novas marcas de partida.

5. Este desafio natural tem sido explorado pelos plutocratas em benefício próprio, estimulando o consumo; dando a entender que o imediato é o bem-aventurança inatingível, tal como o tempo ou o espaço tomados em absoluto.

6. Bom é ter presente que a globalização de que tanto se tem falado acicata os nacionalismos, servindo estes de cordeiros para imolação nos altares do capital.

7. Apenas a reforma da mentalidade burguesa prevalecente poderá dar azo à multiplicação de comunidades de índole cooperativista mais sãs e justas.

Nau

domingo, 13 de março de 2016

Nº. 1578 - Portal Comunalista


1. A burguesia, geralmente conotada com a classe média, tem por refrigério os clubes mundanos e, por vezes, as associações desportivas, embora pouca actividade tenha nesse sector.

2. Claro que a alta burguesia, ligada ao grande capital, pratica desportos mais selectivos, tais como o golfo e a vela, que servem para os manter em contacto com as respectivas lojas maçónicas.

3. A baixa burguesia, serventuária das suas congéneres jerarquicamente superiores, vivendo entre uma eventual promoção ou o descambar na ralé inerme, tem por entretém o clube de futebol, como mera turba de apoio.

4. Sob o rótulo da fraternidade e da filantropia, as sociedade secretas de apoio ao grande capital tomam o nome de lojas maçónicas, onde o compadrio medra, à semelhança do que acontece no rotarismo de inspiração estadunidense.

5. Toda a burguesia tem por padrão social uma suposta "democracia" baseada no voto anódino e em intermediários que apenas mantêm o statu quo, tanto pelo multipartidarismo, como pela senda monopartidária.

6. Apenas com preocupações sociais e pela via cooperativista, os monárquicos comunalistas praticam o voto responsável, estimulando a prática da autogestão e do autofinanciamento,

7. Sem discriminações sociais, políticas ou religiosas, procuramos suscitar francos debates acerca das teses acima enunciadas.

Nau

sábado, 12 de março de 2016

Nº. 1577 - Psyche


1. O comportamento define a personalidade individual, evidenciando qualidades e características próprias - sentimentos, tendências e desejos.

2. As personalidades hipertímicas são geralmente muito activas, porém improfícuas e, sobretudo, excitadas, à semelhança de muitos deputados da Assembleia da República.

3. Depressivas, cépticas ou péssimistas são aquelas que, na dita Assembleia da República, não abocanham as comissões parlamentares agradáveis, mormente por fazerem parte da oposição.

4. As inseguras, com comportamentos obsessivos, vendo um eventual concorrente e/ou delator da sua manifesta ineptidão em cada elemento da sua bancada..

5. Não esquecer as personalidades lábeis de ânimo, facilmente dando o flanco,  que são vítimas da sua languidez e amorfidade psicopática.

6. Finalmente as histéricas, necessitando de pronta atenção; excêntricas, fanfarronas e, sobretudo, burlonas; são oportunas para envenenar ambientes, já por si, pouco recomendáveis.

7. Bom é ter presente as personalidades explosivas que facilmente se integram nas classificações acima, consoante a educação, as vivências e o comportamento na dita assembleia.

Nau

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nº. 1576 - Fim de Semana 11


1. Pano para mangas há nos temas "domínio e dependência" que importa debater exaustivamente.

2. A desmistificação da democracia baseada no acto eleitoral anódino,  tanto o proposto por liberais como pelos socialistas, apenas serve para assegurar nas cadeiras de poder a abastada burguesia.

3. Por abastada burguesia entende-se aquela que vive desafogadamente, ora como administradora de grandes empresas (privadas ou estatais) ora integrada nos quadros partidários, na expectativa de um lugar governamental.

4. O comunalismo pretende replicar as Eclésias atenienses, onde as leis eram discutidas e aprovadas, sem os intermediários impostos pelas "democracias" liberais e/ou socialistas.

5. A burguesia dominante é mera serventuária de uma poderosa força oligárquica que tanto financia a produção de bens essenciais, como o consumo destas, obtendo largos proventos em ambas operações.

6. "Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha, bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha..." não é apenas boa poesia, mas sinal que, até aos grandes, a vassalagem dos humildes poderá ser negada.

7. Contudo, bom é não perder de vista que as atitudes românticas serão pouco eficazes na luta contra os sectários do capitalismo.

Nau

quinta-feira, 10 de março de 2016

Nº. 1575 - Luta Popular


1.Até as mais jovens gerações, denodadamente na puberdade, assumem ares românticos, mesmo quando reflectem acerca de problemas sociais.

2. Também aquele que, em política, pretende reformas profundas na comunidade a que pertence, pega em tudo que seja contundente e, à semelhança dos "sans-culotte", corre a fim de participar no assalto à Bastilha.

3. Porém a realidade é outra loiça e o acto heróico da "Tomada da Bastilha" redundou na libertação de 4 falsários, 1 tarado sexual e 2 loucos, bem como no massacre dos guardas prisionais que procuravam salvar os seus coiros.

4. Sintomática é a libertação de notórios falsários, do tarado sexual, este denunciado pela família, e dos loucos ser tida como o grito pela liberdade política, civil, económica e religiosa quando este, de facto, teve lugar quando da independência estadunidense, em 4 de Julho de 1777, dando início à saga capitalista.

5. A luta popular, por vezes, toma o cariz da "Tomada da Bastilha", pela insensatez e crueldade do acto em si, pelo que, neste espaço, procuramos explorar a faceta romântica, próxima da linha assumida pelo PCTP/MRPP.

6. Contudo, bom é não perder de vista que as atitudes românticas serão pouco eficazes na luta contra os sectários do capitalismo, tanto o liberal mascarado de socialismo, como o socialismo de cariz liberal.

7. Embora possa ser tido como acto romântico, convictamente apelamos: COOPERATIVISTAS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS1

Nau

quarta-feira, 9 de março de 2016

Nº. 1574 - Prelo Real


                                     A Lágrima


               Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,
               Sêca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.

               Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
               Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.

               Sobre uma folha hostil duma figueira brava,
               Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,

               A aurora desprendeu, compassiva e divina,
               Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.

               Lágrima tão ideal, tão límpida, que ao vê-la
               De perto era um diamante e de longe uma estrêla.

               Passa um rei com seu cortejo de espavento,
               Elmos, lanças, clarins, trinta pendões ao vento.

               - "No meu diadema, disse o rei, quedando a olhar,
               Há safiras sem conta e brilhantes sem par,

               "Há rubis orientais, sangrentos e doirados,
               Como beijos d'amor, a arder, cristalizados.

               "Há pérolas que são gotas de mágoa imensa,
                    Que a lua chora e verte, e o mar gela e condensa.

               "Pois, brilhantes, rubis e pérolas de Ofir,
               Tudo isso eu dou, e vem, ó lágrima, fulgir

               "Nesta c'roa orgulhosa, olímpica, suprema,
               Vendo o Globo a teus pés do alto do teu diadema!"

               E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
               Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou-se silenciosa.

                                        ******

               Couraçado de ferro, épico e deslumbrante,
               Passa no seu ginete um cavaleiro andante.

               E o cavaleiro diz à lágrima irisada:
               "Vem brilhar, por Jesus, na cruz da minha espada!

               "Far-te-ei relampejar, de vitória em vitória,
               Na Terra Santa, à luz da Fé, ao sol da Glória!

               E à volta há-de guardar-te a minha noiva, ó astro,
               Em seu colo auroreal de rosa e de alabastro.

               "E assim alumiarás com teu vivo esplendor
               Mil combates de heróis e mil sonhos d'amor!"

               E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
               Ouviu, sorriu, tremeu e quedou-se silenciosa.

                                      ******

               Montado numa mula escura, de caminho,
               Passa um velho judeu avarento e mesquinho.

               Mulas de carga atrás levam-lhe o tesoiro:
               Grandes arcas de cedro, abarrotadas d'oiro.

               E o velhinho andrajoso e magro como um junco,
               O crânio calvo, o olhar febril, o bico adunco,

               Vendo a estrêla, exclamou: "Oh Deus, que maravilha!
               Como ela resplandece, e tremeluz, e brilha!

               "Com o meu oiro em montão podiam-se comprar
               Os impérios dos reis e os navios do mar,

               "E por esse diamante esplêndido trocara
               Todo o meu oiro imenso a minha mão avara!"

               E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
               Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou-se silenciosa.

                                        ******

               Debaixo da figueira, então, um cardo agreste,
               Já ressequido, disse à lágrima celeste:

               "A terra onde o lilás e a balsamina medra
               Para mim teve sempre um coração de pedra.

               "Se a queixar-me ergo ao céu os braços por acaso
               O céu manda-me em paga o fogo em que me abraso.

               "Nuna junto de mim, ulcerada de espinhos,
               Ouvi trina, gorjear a música dos ninhos.

               "Nunca junto de mim ranchos de namoradas
               Debandaram, cantando, em noites estreladas...

               "Voa a ave no azul e passa longe o amor,
               Porque ai! Nunca dei sombra e nunca tive flor!...

                "Ó lágrima de Deus, ó astro, ó gota d'água,
               Cai na desolação desta infinita mágoa!."

               E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
               Tremeu, tremeu, tremeu... e caiu silenciosa.

                                    ******

               E algum tempo depois o triste cardo exangue,
               Reverdecendo, dava uma flor côr de sangue,

               Dum roxo macerado, e dorido, e desfeito,
               Como as chagas que tem Nosso Senhor no peito...

               E ao cálix virginal da pobre flor vermelha
               Ia buscar, zumbindo, o mel doirado a abelha!...



                                                    
                                                          A. Guerra Junqueiro
                                                         
                                                           Edição Lello Editores, 2010


        
              





              
     







                             



terça-feira, 8 de março de 2016

Nº. 1573 - RAC


1. Os emigrados de fresca data, bem como os veteranos com raízes nas comunidades de acolhimento, poderão ser um dos elos cooperativistas para o resgate do Portugal desnorteado.

2. Degradado por liberais e socialistas que à tripa-forra amesendaram no erário português, tanto fideístas como ateístas prometem vindouros paraísos desde que à burguesia dominante seja confiada a vara do poder.

3. Sob o protectorado da União Europeia - que vacila entre o eixo Paris/Berlim, imprudentemente arredando Moscovo por traumas ideológicas, e o gavião Washington/Londres que da asa insular pretende ainda cobrir uma comunidade pluricontinental - Portugal subsiste.

4. A burguesia dominante é mera serventuária de uma poderosa força oligárquica que tanto financia a produção de bens essenciais, como o consumo destas, obtendo largos proventos em ambas operações.

5. Por outro lado, a globalização que tanto se apregoa, talvez para desviar a atenção dos ghuettos que se vão criando por tudo que é sítio, não passa do controlo avassalador do grande capital e da imposição de padrões de consumo.

6. Obviamente o CMC tem vindo a pugnar por uma terceira via - a Economia Social - alicerçada no autofinanciamento e na autogestão, sendo a prática desta última o cerne da questão por incentivar o voto  responsável, enveredando pelo monárquico-comunalismo.

7. Claro que os emigrantes portugueses, ao consolidarem as suas relações com as cooperativas locais e estimulando o contacto destas com as unidades do seu torrão natal, terão, a curto prazo, a prova da virtualidade da doutrina aqui defendida.

Nau

segunda-feira, 7 de março de 2016

Nº. 1572 - Doutrina Cooperativista


1. Apenas uns 10% dos atenienses tinham direito a voto, porquanto as mulheres, os escravos e os residentes sem progenitores autóctones não desfrutavam de tal regalia.

2. Porém era na Eclésia que as leis eram discutidas e aprovadas sem representantes por intermédio, pelo que este tipo de governo era tido como a expressão da vontade popular.

3. Hoje os círculos eleitorais são muito mais vastos pelo que o governo do povo, isto é, a democracia, fica limitado à eleição de representantes que, uma vez no poleiro, tratam bem da sua vida.

4. Uma vez mais sublinhamos que nas modernas democracias tudo é válido, desde que seja mantida a vontade do grupo minoritário, ou seja, o domínio da classe burguesa abastada.

5. Para combater o voto anódino em que já participam as mulheres e os eternos escravos, o cooperativismo propõe uma autogestão de pequenas células autónomas onde é exercido o voto responsabilizador.

6. O comunalismo pretende replicar as Eclésias atenienses, expurgando-as das maleitas partidocráticas impostas pelas democracias liberais e/ou socialistas, na linha defendida pela terceira via, isto é, a doutrina cooperativista.

7. Bom é não esquecer que tanto o capitalismo liberal, como o capitalismo socialista trabalham para a manutenção do poder oligárquico.

Nau

domingo, 6 de março de 2016

Nº. 1571 - Portal Comunalista


1. A desmistificação da democracia é um dos propósitos do cooperativismo monárquico-comunalista.

2. O acto eleitoral (quer proposto por liberais, quer por socialistas) apenas serve para manter nas cadeiras do poder a abastada burguesia.

3. Claro que acima da abastada burguesia pairam os plutocratas dominantes que tanto financiam a produção, como o consumo, arrecadando benefícios de ambos.

4. A abastada burguesia vive confortavelmente, ora como administradora de grandes empresas (privadas ou estatais) ora integrada nos quadros partidários ou nos órgãos governamentais.

5. Sem dúvida que o aumento da produção racional de bens essenciais poderia satisfazer as necessidades da população carenciada, porém esta é orientada apenas para aumentar o lucro dos financiadores.

6. A maioria da população é obrigada a trabalhar para benefício da minoria (plutocratas + burgueses abastados) na mira de esmifrados salários e/ou subsídios degradantes.

7. Tanto a democracia estadunidense (aliás, a timocracia estadunidense), bem como o centralismo democrático da União Soviética são exemplos da falsa democracia.

Nau

sábado, 5 de março de 2016

Nº. 1570 - Psyche


1. O tema lucubrado seria o da dependência e do domínio, campo recheado de personagens esquizofrénicas, mas cedo descambou para outras áreas, mais adequadas à doutrina cooperativista e, sobretudo, aos problemas sociais.

2. Não me movem quaisquer preocupações literárias pelo que os apontamentos saem a partir de notas tomadas a esmo, redigidas em ambientes pouco favoráveis a meditações, frequentemente interrompido por caprichos de terceiros determinados em chamar sobre si a atenção.

3. Transposto este desabafo, e para não perder o fio à meada, vamos retomar pelo bom caminho enunciado na abertura deste apontamento, ziguezagueando pelas oportunidades que nos são oferecidas e de acordo com o compromisso de não discorrer acerca de assuntos pessoais.

4. A faculdade de entendimento, de ajuizar, discorrendo acerca de matérias que exigem compreensão e pensamento lógico, caracterizam o ser humano, quanto ao seu temperamento, desejos e afectos, qualidades que distinguem uma pessoa de outras do mesmo grupo familiar e/ou social.

5. Embora tendo presente que as funções fisiológicas do corpo humano, sobretudo a digestão e a circulação sanguínea, não se encontram sob o controlo psíquico directo e consciente, as perturbações mentais poderão ocorrer devido a causas meramente físicas.

6. Também não existem doenças orgânicas como, por exemplo, úlceras gástricas que possam dar origem a perturbações mentais directas - embora as comportamentais sejam bem evidentes - não esquecendo que uma má circulação sanguínea cerebral pode dar origem a apatias gravosas.

7. Pano para mangas há nos temas aqui aflorados, sem perder de vista o domínio e a dependência que importa debater noutros apontamentos.

Nau

sexta-feira, 4 de março de 2016

Nº. 1569 - Fim de Semana 10


1. As nossas memórias de factos, experiências e acontecimentos são transferidas do hipocampo para o córtex. Tudo parece factível e cristalino reflectindo apenas desejos inconscientes, preocupações individuais.

2. O despertar conduz à inexorável realidade e o éden que presumimos nos ser devido pelo simples facto de existir reduz-se à expressão simples de cadáver e este a gérmenes de novas vidas.

3. A comunidade que almejamos carece de indivíduos válidos, determinados a cooperar para o bem-estar comum, na linha de uma Economia Social, rumo à revigorante instituição monárquica.

4. O processo de enriquecimento cultural, implementando a reformação da mentalidade burguesa, é o passo de gigante para debelar os ímpetos da apropriação imoderada, tendo por refrigério a cooperação racional.

5. A doutrina cooperativista, na persecução do voto responsável, enrobustece o comunalismo através da prática da autogestão e do autofinanciamento, sendo tais práticas a pedra angular do CMC.

6. Muitos são os jovens que se sentem vocacionados para as letras devido à facilidade com que se desenvencilharam das penosas teses académicas de citação e copianço que, não sendo transgressão legal, deverão ter presente que a frivolidade, o aprumo atascado, a falta de ideias, a prostituição intelectual - é crime indesculpável.

7.A luta popular é, simultaneamente, cooperativista e realista.

Nau

quinta-feira, 3 de março de 2016

Nº. 1568 - Luta Popular


1. Deploráveis são as atitudes de monárquicos insensatos que pretendem regressar ao passado para resolver problemas dos nossos dias, com uma prolixidade de beatos e santos que até brada aos céus.

2. A facilidade de movimentação das pessoas graças ao conjunto de estradas ou caminhos que se ligam e ramificam, bem como à sofisticação dos meios de transporte, as comunidades deixaram de ser redutos nacionais, mas tão-somente universos de múltiplas e desvairadas gentes.

3. Claro que em Roma, a fim de não destoar do aprumo citadino, deveremos agir como os romanos, porém tal máxima será apenas um convite urbano, de bom-tom, que não paradigma-rígido, unissonante, isto é, tipo pensamento único.

4. O bom - tudo aquilo que é adequado ao uso e efeito pretendido, no caso vertente, o bem comum - deverá ser partilhado de modo parcimonioso uma vez que os excessos dão azo a desregramentos lastimáveis; a penúria gravosa, a monopólios invectivadores.

5. Evidentemente que a partilha não é sinónimo de subsídio para aqueles que nada contribuem para o bem-comum, vindo a propósito chamar a atenção para o facto da solidariedade defendida pelos cooperativistas assentar no trabalho ombreado que não esforço de alguns para benefício doutrem.

6. Sem dúvida que todas as religiões são fraude e nefastas para o género humano - aliás único grupo taxinómico que almeja a eternidade, limitando-se as outras espécies a meramente subsistir - proporcionando a existência de classes sacerdotais exploradoras das misérias do intelecto sugestível.

7. A luta popular é, simultaneamente, cooperativista e realista.

Nau

quarta-feira, 2 de março de 2016

Nº. 1567 - Prelo Real


1. Muitos são os jovens que se sentem vocacionados para as letras devido à facilidade com que se desenvencilharam das penosas teses académicas de citação e copianço.

2. Noutros a loquacidade é ingénita enchendo longos parágrafos, com epítetos mordazes a todos os que não sejam do seu clube desportivo favorito e/ou não partilhem da opinião política da sua inclinação.

3. A profissão de escrever em jornais ou aparecer nos aparelhos receptores de televisão afigura-se fácil, sobretudo quando se tem um familiar que se movimenta à vontade naqueles meios da comunicação social.

4. De curadores de males físicos ou morais, bem como de escrevinhadores de versos ou de ideias peregrinas são fases da vida incontornáveis, porém adequadas para uma regular maturação pessoal.

5. A pertinácia em orientar o leme para determinados rumos - contra ventos e marés - às vezes resulta numa ou noutras obras que, na voracidade dos ledores compulsivos e, sobretudo, no círculo dos amigos do coração, encontram um nicho - estante ou armário - para um justo repouso.

6. Deixar o texto maturar ou a obra editada ganhar espaço no campo das letras por audácia do impaciente autor não é transgressão de qualquer preceito legal, mas penosa jornada a ponderar atempadamente.

7. Crime será a frivolidade; o aprumo meramente atascado; a falta de ideias; a prostituição intelectual.

Nau

terça-feira, 1 de março de 2016

Nº. 1566 - Real Actividade Cooperativista


1. Real, no caso vertente, que tem ou proporciona resultados práticos, adjectivando o almejado dinamismo.

2. Dinamismo que comporta essencialmente forças positivas - energia positiva - que motiva a maneira de actuar concertada.

3. Maneira concertada, ponderada e serena, uma vez que a concertação pressupõe o diálogo e o consenso equilibrado.

4. Consenso equilibrado será mero sinónimo de solidariedade - um dos fundamentos da excelsa doutrina cooperativista.

5. A doutrina cooperativista, na persecução do voto responsável, enrobustece o comunalismo através da prática da autogestão e do autofinanciamento.

6. O autofinanciamento, possível através de uma autogestão criteriosa e sem pôr em risco o futuro das gerações vindouras, é a pedra angular do CMC.

7. A pedra angular do CMC prediz o regresso do Rei, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau