quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Nº. 426 - Luta Popular
1. "Porquê o apoio descarado a Gardia Pereira?". Foi nestes termos que a questão foi levantada.
2. A resposta do autor destes apontamentos só podia ser uma: porque é o político mais coerente que temos.
3. "Repete e repete a mesma coisa", insistia o meu interlocutor. Logicamente, o ideário do citado político não varia com as modas, mantendo-se firme na luta contra a exploração da maioria por grupos de pessoas que, abusando da posição dominante em que se encontram, disfrutam de vantagens materiais supérfluas.
4. A afinidade entre as posições de Garcia Pereira e as do cooperativismo verifica-se no facto de ambas abjurarem a persecução doentia do lucro; manterem-se firmes no robustecimento da solidariedade social; assumirem que a propriedade, isto é, os bens próprios têm uma iniludível função social.
5. Outros reputados políticos militam no mesmo partido (PCTP/MRPP) como, por exemplo, Arnaldo de Matos, embora este assuma uma natural posição anti-monárquica devido a uma insidiosa campanha republicana dos finais do século XIX que persiste em efabular actos criminosos com as legítimas aspirações de bem-estar e dignidade já enunciadas na revolução de 1820.
6. Sem dúvida que a figura carismática de Garcia Pereira na Assembleia da República seria uma forte machadada no compadrio existente em que socialistas actuam como liberais e os liberais como bloquistas, isto é, as rameiras da política do regimen vigente.
7. Não é com propósitos demagogicos que se resolverão os problemas sociais dos nossos dias - o entendimento e a cooperação entre todos será a fórmula inteligente para o objectivo almejado: a harmonia social.
Nau
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