sábado, 5 de janeiro de 2013
Nº. 424 - Portal da Cidadonia
1. Por incrível que pareça, o eleitor que, em Portugal, se exima de participar como votante nos actos eleitorais, não sofre qualquer penalização.
2. No entanto, se qualquer cidadão consumidor de energia electrica não declarar, dentro de um prazo previamente fixado, qual o fornecedor pelos quais serviços optou, fica sujeito a multa pecuniária.
3. Todo o mundo já se apercebeu que tais chinesices nada têm a ver com a liberalização do mercado energético que permitiria ao consumidor optar, a todo o momento, pelos serviços que mais lhe conviesse.
4. A informação acerca deste assunto é 'demasiado elaborada' para que o simples consumidor, sem dados adequados acerca dos serviços da concorrência, mantenha tudo como dantes, ronhosamente cumprindo-se a liberalização do mercado energético.
5. Segundo parece, estas cabalas passam ao largo das autoridades encarregadas da protecção do consumidor, bem como dos representantes do povo, estes designados pelos corifeus dos partidos políticos, nos quais votámos sem saber quem são, o que andam por lá a fazer para além das tricas do costume.
6. A badalada transparência dos governantes não difere da capacidade dos seus antecessores, continuando a burocracia a aumentar vertiginosamente, ao rítmo dos impostos, sem qualquer pudor, isto é, sem rei, nem roque.
7. Entretanto, na semana passada, a fila dos clientes da EDP sob a indiferença e sobrançaria do leão do Marquês de Pombal, em Lisboa, aguardava cerca de duas horas - na via pública, em fila gigantesca - para ser atendida.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário