quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Nº. 440 - Luta Popular
1. Há cerca de 6 anos, no 'monarquicos.com indice', um dos nossos colaboradores deu início a uma campanha de apoio à candidatura de Garcia Pereira para a Assembleia da República.
2. A prata desta casa torceu o nariz a tal ideia , mas não encontrou argumentos que pudessem demover a iniciativa de um grupo minoritário (que entretanto foi crescendo) centrada na figura carismática de Garcia Pereira.
3. Por outro lado, alguns elementos de relevo do 'monarquicos.com indice', afirmando que, em anteriores eleições, já tinham votado no PCPT/MRPP, prometiam uma reincidência sem qualquer pejo.
4. Todo o mundo tem presente que o embrionário PCTP/MRPP, muito antes do 25A, foi o movimento da juventude universitária que frontalmente se opôs aos sociais-facistas, considerando as achegas maoistas como hipótese de real valor.
5. A reaproximação ao PCTP/MRPP da 'velha guarda', por iniciativa da rapaziada do Porto, aconteceu numa das celebrações do '31 de Janeiro" nas quais foram apontadas divergências que, afora as diferentes perspectivas históricas, nos unem.
6. Muitos são os caminhos para chegar ao PCTP/MRPP mas, por vezes, as distâncias geográficas de uns e a pouca disponibilidade de outros, dificulta o acesso à informação daquele movimento político em tempo útil.
7. O CECIM, como aqui várias vezes tem sido sublinhado, insere-se no movimento cooperativo e comunalista que, através da formação de cidadãos criteriosos, almeja o regresso do Rei.
Nau
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Nº. 439 - Prelo Real: 'O Grito do Gaio'
1. Manuseiam-se as primeiras folhas por curiosidade e num ápice dezenas de páginas são percorridas num crescente interesse pelas histórias apresentadas.
2. Ficamos com a sensação de estar a assistir a um filme pois os factos narrados tornam-se familiares, graças a uma escrita leve e muito expressiva.
3. Saboreiam-se os intervalos das leituras comparando a alegada ficção com as figuras e situações reais que vamos conhecendo no dia a dia e voltamos, motivados, à leitura.
4. O encadeamento das histórias e as intervenções dos diferentes actores que se vão tornando familiares pelos fortes traços descritos, serão autobiografia ficcionada ou mera ficção personalizada.
5. A todo o momento poderemos ouvir 'o grito do gaio' mas só após a leitura das últimas páginas entenderemos a razão deste, o que nos sensibiliza profundamente.
6. João A. Pestana Teixeira confirma-se como um moderno autor das letras portuguesas, pela escrita fluente, pelo vigor das imagens, pela capacidade de prender o leitor até aos últimos parágrafos.
7. Ficamos na expectativa da próxima obra pois 'O Grito do Gaio' continua - até aqui, numa outra aldeia do Baixo Alentejo - bem audível.
Nau
N. B.: está para breve uma 2ª edição deste livro dado que a 1ª encontra-se esgotada.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Nº. 438 - RAC: Quinta dos 7 Nomes
1. Mãos amigas fizeram chegar até nós informações muito interessantes acerca das actividades cooperativas em Portugal.
2. Hoje seleccionámos a quinta ecológica de Galamares onde um grupo de 7 cooperantes fundaram uma unidade cooperativa em 2007.
3. Na "Quinta dos 7 Nomes" a actividade não se resume à produção agrícola ecológica para consumo dos seus associados, porquanto a coooperativa mantém loja aberta para eventuais clientes.
4. A dois passos de Lisboa, esta quinta disponibiliza um espaço de lazer e de formação das práticas ecológicas para crianças e adultos, estrictamente de acordo com os fundamentos cooperativos.
5. Num curto prazo, com apenas 50 sócios e uma quota de 50 Euros, a "Quinta dos 7 Nomes" regista hoje um total de 500 cooperantes como unidade multi-sectorial - produção, consumo e formação.
6. A formação compreende cursos de carpintaria, horta biológica, permacultura, hortas verticais, etc., pelo que uma visita à "Quinta dos 7 Nomes" será importante para quem tenha pouca informação acerca do que é uma cooperativa.
7. Como é natural, uma unidade cooperativa com um número tão elevado de sócios, tendencialmente será dirigida pelos elementos voluntariosos, pelo que aqui reconmendamos a formação de grupos mais compactos.
Nau
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Nº. 437 - Doutrina Cooperativa
1. O conjunto de conhecimentos acerca da produção e da distribuição de bens de serviços para satisfazer as urgências da comunidade é, correntemente, designada por ciência económica.
2. Até os recursos naturais, isto é, os bens susceptíveis de aproveitamento no espírito da dita ciência - quer sejam abundantes, quer sejam disponíveis apenas em determinadas áreas - exigem o esforço humano para a mera recolecta ou acção reprodutiva.
3. Logo, a abundância e a escassez dão origem aos ciclos económicos de crescimento sustentável - que permite elevar os níveis de vida da população em geral - ou de contracção/recessão - que acentuam o empobrecimento das classes mais desfavorecidas.
4. Numa economia de mercado a intervenção do governo será, teoricamente, mínima porquanto toda a produção estará condicionada ao poder de compra do consumidor, sendo a equidade e a justiça social para a população de fracos recursos meramente caritativa.
5. Sempre que o governo procura orientar toda actividade económica - em suma, numa economia planificada - a burocratização é incontornável, sujeita a estatísticas e critérios de o que, como, e para quem produzir.
6. Porém, a economia social, visando as actividades económicas que não se encontram subjugadas à persecussão doentia do lucro, procura satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através do agrupamento de pessoas determinadas em fazer frente a especuladores capitalistas, quer a endeusados burocratas.
7. Nesta conformidade, o CECIM pugna por uma economia solidária, isto é, comunalista, destinada à formação de cidadãos criteriosos, logicamente monárquicos.
Nau
domingo, 27 de janeiro de 2013
Nº. 436 - Portal da Cidadonia
1. Os actuais governantes embandeiram em arco com a possibilidade do renovado acesso ao mercado financeiro internacional.
2. A produção de bens e serviços continua a diminuir e o aumento do desemprego de longa duração atinge níveis insuportáveis.
3. Não há dúvida que a introdução de más políticas governamentais nos últimos 15 anos, acrescido do pantagruélico apetite especulativo dos mesmos de sempre, parece não abrandar.
4. A administração estadunidense passeia a pomba branca da paz com o olho nos recursos naturais de certos países, enquanto se exacerbam preconceitos religiosos como prato forte.
5. Por seu lado, a China mantém o seu programa expansionista - mercados e territórios - repetindo erros; ruminando viganças; em nada contribuindo para a criação do homem novo.
6. Claro que o homem novo é o cidadão esclarecido que facilmente atenuará as investidas de burocratas e de predadores especulativos.
7. Bom é salientar que o cooperativismo não é uma nova religião, mas um bom exercício para o aumento em número de cidadãos criteriosos.
Nau
sábado, 26 de janeiro de 2013
Nº. 436 - Psiche
1. O sofisma de que todos os homens são iguais perante a lei apenas serve para impressionar certo género humano.
2. Embora a lei seja uma norma jurídica geral e obrigatória ditada pelo poder legislativo, a interpretação desta depende dos cabedais e interesses envolvidos.
3. Logo, o estado de direito, isto é, a forma como uma comunidade se encontra politicamente organizada, evidencia a natureza do legislador.
4. Tendencialmente, os burocratas favorecem a concepção dos seres humanos emergirem de base única e contínua com perfeita uniformidade.
5. O conceito liberal é mais lato dado que tudo pertence ao homem pelo facto de ser homem, independentemente de qualquer raça, credo, legislação ou convenção.
6. Nós, os cooperativistas, partimos do princípio de que os homens não nascem iguais pela via da hereditariedade, evidenciado pela educação e cultura que distingue o sagaz do apagado.
7. Apenas a concorrência de auxílio de forças, de meios para algum objectivo comum distingue o homem cooperativista do liberal, bem como do socialista.
Nau
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Nº. 435 - Fim de semana
1. Passar revista à semana não é tempo de divagação, mas de constrangimento.
2. Apenas o monólogo e o silêncio ensurdecedor marca a passagem dos dias.
3. Os facebokianos resumem tudo na expressão "porreiro, pá. Assim é que é!"
4. Todo o mundo ceensura e murmura, mas poucos sabem o que querem.
5. De facto, o regimen vigente dura apenas por falta de vontades esclarecidas.
6. Será que o´Futebol Clube da Cascalheira' ainda existe?. Por favor, investiguem!.
7. Será que o "Clube do Tostão' na Graça de Lisboa ainda cobra quotas de 100 réis?. Angustiosa questão.
Nau
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Nº. 434 - Luta Popular
1. A história dos povos europeus tem sido a de uma continuada luta de interesses mesquinhos.
2. Sempre houve alguns macacos que, trepando mais alto, sobranceiramente exigem que sejam servidos, alardeando méritos pessoais muito discutíveis.
3. Certo é que a massa ignara não sabe como concertar as suas actividades submetendo-se reverenciadamente a directrizes perversas.
4. Os mais aventureiros cedo abandonaram o continente europeu indo praticar as mesmas sevícias em outras partes do mundo.
5. A rivalidade franco-alemã, instigada pelos anglo-saxões que assim procuravam enfraquecer dois concorrentes de uma só cajadada, já esqueceu as duas grandes guerras do século passado.
6. Claro que o colonialismo moderno não se dá ao incómodo de estabelecer gente alhures para a exploração de riquezas naturais - há sempre pessoal in loco disponível para esse efeito.
7. Os jogos dos senhores da guerra continuam por todo o lado ao sabor das ondas... lê e comenta o apontamento do 'Luta Popular Online' acerca da intervenção francesa no Mali.
Nau
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Nº. 433 - Prelo Real
1. Já dos idos do "monarquicos.com indice" a vinda do 'Prelo Real' tem estado latente, sendo a sua aparição adiada por casos fortuitos.
2. Logo que as dificuldades técnicas tenham sido totalmente superadas, daremos a máxima audiência possível a livros e autores de interesse para o público em geral.
3. Porém, estando a equipa do CECIM já assoberbada de trabalho, toda a colaboração de amigos e simpatizantes será prestimosa e bem-vinda.
4. O esquema é simples. Quem tiver uma informação sucinta acerca de um autor, de um livro, de textos importantes - quer para o movimento cooperativo, quer para a divulgação da doutrina monárquica - poderá remetê-la para o 'Prelo Real'.
5. Os interessados na aquisição dos livros divulgados no 'Prelo Real' farão a aquisição dos mesmos através de um correio electrónico (criado para esse fim) e as obras em questão serão remetidas à cobrança.
6. Em estudo, há ainda a hipótese das obras seleccionadas pelos eventuais clientes ficarem disponíveis num estabelecimento comercial de Lisboa mediante garantia de levantamento destes dentro de prazos razoáveis.
7. Sempre que possível, divulgaremos mais pormenores acerca do 'Prelo Real' que esperamos mereça a vossa atenção e apoio.
Nau
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Nº. 432 - Real Actividade Cooperativa
1. Daqui lançamos novo desafio: testemunhe a sua experiência (positiva ou negativa) acerca do cooperativismo.
2. Como todo o mundo tem presente, a cooperativa é uma associação de produtores ou consumidores que tem por fim libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de especuladores capitalistas.
3. Porém, a actividade cooperativa não se limita quer ao estabelecimento de uma nova associação de características cooperativistas, quer à mera inscrição do potencial cooperante numa unidade desse tipo já existente.
4. Liminarmente, a cooperativa é uma unidade autónoma onde os cooperantes poderão desenvolver projectos de interesse pessoal mediante o aliciamento de outras vontades que, conjuntamente, levarão o dito projecto avante.
5. Encontrando-se a actividade empresarial coarctada por uma recessão económica muito séria e o empreendorismo limitado a modestos créditos pessoais, a união destes será a hipótese mais credível do momento.
6. Segundo informação recente, jovens portuenses criaram cooperativas irregulares, isto é, grupos de trabalho para actividades afins - serviços técnicos, limpezas domésticas, apoio domiciliário a seniores, etc. - com algum sucesso.
7. Venha até nós e publicite a sua actividade; dificuldades encontradas; o robustecimento da vontade cooperativa face à passividade dos mais.
Nau
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Nº. 431 - A Minha Cooperativa
1. A minha cooperativa é como a minha rua: a todos pertence, residentes ou não residentes.
2. Porém, é natural que, na minha residência, centralize grande parte da minha actividade em que, normalmente, estou envolvido.
3. A residência é a nossa morada habitual, onde permanecemos sempre que as actividades - profissionais, sociais ou de lazer - nos dão a oportunidade de disfrutar do conforto a que estamos habituados.
4. Logo, é na minha cooperativa que procuro encontrar aquilo que responda às minhas necessidades economicas, sociais e culturais.
5. Claro que, por ser a minha rua, não tenho o direito de estacionar qualquer viatura que prejudique o acesso a outrém.
6. Na minha cooperativa procuro, civilizadamente, dar-me com os outros parceiros; discutir problemas de interesse comum; tomar decisões tal como de condomínios se tratasse; avançar com projectos de interesse geral.
7. Caso parta para outros destinos - mudança de residência, de cidade, de país, etc. - a cooperativa permanecerá sem a minha presença, pois património a repartir, mera quota-parte a negociar ou a transmitir a eventuais herdeiros não é possível em qualquer cooperativa.
Nau
domingo, 20 de janeiro de 2013
Nº. 430 - Animais
1. Que todo o mundo seja um animal político, mantenho sérias reservas.
2. Mas que todos os animais estão envolvidos em políticas, não há qualquer dúvida.
3. Porém, a qualidade que faz que uma coisa seja tal qual esta se considera, não está adstrita a todos os políticos.
4. Há mais políticos do que animais criteriosos, sendo o excesso sinónimo de pouca qualidade.
5. Também o que é mau em determinadas circunstâncias, apruma-se como mais valias noutras.
6. Interditar o acesso a determinados sítios da rede de comunicação internacional (Internet) é um abuso na Coreia do Norte, mas precaução anti-terrorista em certas "democracias" europeias.
7. Por este andar, a carneirada será a comunidade virtuosa do futuro.
Nau
sábado, 19 de janeiro de 2013
Nº. 429 - Contrastes
1. A garrafa meia-cheia ou meia-vazia, segundo o ponto de vista de observadores temperalmente controversos, é lugar comum.
2. Um observador perfeccionista conjecturaria doutro modo. E se a garrafa fosse tomando as exactas dimensões do líquido contido?
3. O potencial investidor, em presença de uma garrafa com dimensões variáveis, limitar-se-ia a considerar a hipótese de uma comercialização inédita de custos mais moderados.
4. Por seu lado, o cooperativista perante uma garrafa de capacidade ou dimensões variáveis procuraria partilhar esta com outros consumidores, numa linha de conveniência.
5. A malta da pesada aos deparar-se com uma garrafa de capacidade ou dimensões variáveis pontapearia esta de modo sobranceiro, como é regra geral.
6. Todo o mundo precisa de consumir algo - até para a sua sobrevivência e/ou necessidade fisiológica - mas, sempre que a racionalização da necessidade é vista com ponderação logo o acto de cooperar naturalmente ocorre.
7. O excesso de oferta parece tornar o consumidor impulsivo como algo irracional não curando este, antes de mais, avaliar as vantagens da cooperação, mesmo quando a hipótese de garrafas com capacidade ou dimensões variáveis seja pouco provável.
Nau
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Nº. 428 - Fim de Semana
1. Revista às tropas, isto é, aos espaços internauticos, é missão espinhosa.
2. Arredados do convívio durante uma semana e picos, tudo permanece como dantes.
3. No movimento cooperativo está algo em preparação, mas os pormenores são ainda desconhecidos.
4. Os Facebook, Twitter, Orkut, etc., continuam na sua marcha... imparável e o número de adeptos da nova religião não pára de crescer.
5. A campanha anti-monárquica continua, agora liderada por nefelibatas talassas, isto é, os tontinhos do costume.
6. Segundo parece a inovação mais recente é a celebração do "dia de reis", com jantaradas, música, fardamentos novos e tudo.
7. Porém, desta vez, os organizadores optaram por um programa mais turístico, incluindo a promoção de produtos regionais e outras finezas - boa malha!.
Nau
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Nº. 427 - Vamos a isto
1. Para aborrecimento de alguns - entre os quais se inclui o autor destes apontamentos - o CECIM regressa após a passagem pelo deserto que durou uma boa dezena de dias.
2. Quem apostou no silêncio ou capitulação destes abencerragens não perdeu, nem ganhou. Nós continuaremos as nossas charlas - indiferentes para quem nos é indiferente.
3. Não será por falta de missas e jantaradas que as boas almas ficarão à porta do Paraíso, mas se o objectivo é dar nas vistas, empanturrem-se e não chateiem os mais.
4. Há coisas que pairam como desgraças servindo, ao fim e ao cabo, para esclarecer ideias, robustecer posições e aumentar a nossa determinação.
5. Não cruzamos os braços à espera de Godot pois o futuro a nós pertence: somos livres; o nosso Rei é livre; as nossas mãos nos manterão libertos de dependências e preconceitos.
6. De facto a mente concebe e as mão actuam. Nada será como dantes: há novas ideias, novos processos, a mesma determinação - quem vier por bem, bem recebido será.
7. Cooperar significa trabalhar juntamente com alguém; colaborar, prestar cooperação, actuando ao mesmo tempo e para o mesmo fim.
Nau
Nº. 426 - Luta Popular
1. "Porquê o apoio descarado a Gardia Pereira?". Foi nestes termos que a questão foi levantada.
2. A resposta do autor destes apontamentos só podia ser uma: porque é o político mais coerente que temos.
3. "Repete e repete a mesma coisa", insistia o meu interlocutor. Logicamente, o ideário do citado político não varia com as modas, mantendo-se firme na luta contra a exploração da maioria por grupos de pessoas que, abusando da posição dominante em que se encontram, disfrutam de vantagens materiais supérfluas.
4. A afinidade entre as posições de Garcia Pereira e as do cooperativismo verifica-se no facto de ambas abjurarem a persecução doentia do lucro; manterem-se firmes no robustecimento da solidariedade social; assumirem que a propriedade, isto é, os bens próprios têm uma iniludível função social.
5. Outros reputados políticos militam no mesmo partido (PCTP/MRPP) como, por exemplo, Arnaldo de Matos, embora este assuma uma natural posição anti-monárquica devido a uma insidiosa campanha republicana dos finais do século XIX que persiste em efabular actos criminosos com as legítimas aspirações de bem-estar e dignidade já enunciadas na revolução de 1820.
6. Sem dúvida que a figura carismática de Garcia Pereira na Assembleia da República seria uma forte machadada no compadrio existente em que socialistas actuam como liberais e os liberais como bloquistas, isto é, as rameiras da política do regimen vigente.
7. Não é com propósitos demagogicos que se resolverão os problemas sociais dos nossos dias - o entendimento e a cooperação entre todos será a fórmula inteligente para o objectivo almejado: a harmonia social.
Nau
domingo, 6 de janeiro de 2013
Nº. 425 - Portal da Cidadonia
1. Ainda ontem escrevi acerca do funcionamento anómalo da EDP e eis que nova história chega ao nosso conhecimento, esta relativa à GALP.
2. Durante a substituição do contador do gás numa residência, operação efectuada a título gratuito pelos técnicos da GALP, estes sugeriram ao consumidor a verificação graciosa de eventuais fugas de gás no distribuidor de água e no fogão de cozinha.
3. Como é natural, tais equipamentos - incluindo os distribuidores de água automáticos, ditos inteligentes - há sempre ligeiras fugas de gás que o equipamento sofisticado dos referidos técnicos normalmente registam.
4. Perante o consumidor que não está habituado a estas encenações, a detecção de fuga ensaiada pelos técnicos da GALP é um perigo para a sua segurança, pelo que se justifica o corte de gás na residência.
5. Afirmando que nada mais poderão fazer naquele momento, o solícito pessoal da GALP recomenda ao consumidor que entre em contacto com a empresa a fim desta enviar pessoal qualificado para resolver o grave problema que a boa-fé do consumidor presenciara.
6. Claro que a solicitude do pessoal que se deslocara à residência do consumidor para substituir o aparelho da contagem do gás em jornada de rotina foi apenas um estratagema para arranjar trabalho a colegas seus, porquanto o custo da deslocação de uma nova equipa será de conta do consumidor.
7. Ao tomar conhecimento do estratagema, o consumidor desloca-se à loja da GALP, na Rua José Duro 27 C, em Lisboa, onde aguarda cerca de duas horas, de pé, para ser atendido, por três funcionários não identificados que, aleatoriamente, vão atendendo o público - não há senhas, não há precedências, não há organização e, sobretudo, não há vergonha pelo mau serviço prestado.
Nau
sábado, 5 de janeiro de 2013
Nº. 424 - Portal da Cidadonia
1. Por incrível que pareça, o eleitor que, em Portugal, se exima de participar como votante nos actos eleitorais, não sofre qualquer penalização.
2. No entanto, se qualquer cidadão consumidor de energia electrica não declarar, dentro de um prazo previamente fixado, qual o fornecedor pelos quais serviços optou, fica sujeito a multa pecuniária.
3. Todo o mundo já se apercebeu que tais chinesices nada têm a ver com a liberalização do mercado energético que permitiria ao consumidor optar, a todo o momento, pelos serviços que mais lhe conviesse.
4. A informação acerca deste assunto é 'demasiado elaborada' para que o simples consumidor, sem dados adequados acerca dos serviços da concorrência, mantenha tudo como dantes, ronhosamente cumprindo-se a liberalização do mercado energético.
5. Segundo parece, estas cabalas passam ao largo das autoridades encarregadas da protecção do consumidor, bem como dos representantes do povo, estes designados pelos corifeus dos partidos políticos, nos quais votámos sem saber quem são, o que andam por lá a fazer para além das tricas do costume.
6. A badalada transparência dos governantes não difere da capacidade dos seus antecessores, continuando a burocracia a aumentar vertiginosamente, ao rítmo dos impostos, sem qualquer pudor, isto é, sem rei, nem roque.
7. Entretanto, na semana passada, a fila dos clientes da EDP sob a indiferença e sobrançaria do leão do Marquês de Pombal, em Lisboa, aguardava cerca de duas horas - na via pública, em fila gigantesca - para ser atendida.
Nau
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Nº. 423 - Incongruências, II
1. Falsas e nefastas não são apenas as religiões porquanto até os factos históricos são narrados de acordo com as interpretações e as conveniências - universais e/ou particulares - do momento, época ou determinada situação.
2. Ocorre-me o 14 de Julho celebrado em toda a França, com pompa e circunstância, devido à tomada de uma antiga fortaleza de Paris, utilizada desde o governo de Richelieu (séc. XVII) como prisão política mas que, à data do levantamento popular (14-7-1789), comportava 5 ou 7 deliquentes comuns, sendo dois declarados doentes mentais.
3. Sem dúvida que a 'Tomada da Bastilha' serve apenas para designar um periodo conturbado da história da França, mas associar a libertação de presos de delito comum - 4 falsários, 1 predador sexual e 2 doentes mentais, bem como o massacre de 100 pessoas e destruição da respectiva fortaleza - às conquistas da revolução propriamente dita, parece pouco razoável.
4. Claro que os excessos são esquecidos em função dos resultados alcançados - mesmo quando estes são manchados pela ignomia e a irracionalidade do momento - multiplicados por enes mitos, alheios ao levantamento popular, que se encontram polvilhados por episódios dantescos e figuras oportunísticas que fazem parte da corte que acompanhou a ascensão, glória e queda de Napoleão Bonaparte.
5. Em Portugal, sintomaticamente, a República foi imposta a partir da varanda do município de Lisboa onde o partido republicano obtivera uma maioria relativa no último acto eleitoral de então, e daí transmitida ao país pelo telefone e telégrafo como acto imperiosamente consumado.
6. A Casa da Democracia, onde o partido republicano era naturalmente minoritário (apenas 5%), foi dissolvida a partir dos paços do concelho e, durante os 16 anos seguintes, a coisa foi mais simplificada, tendo um dos 42 governos sido demitido por arma apontada à cabeça do primeiro-ministro que acabara de ser eleito.
7. Os cerca de 40 anos de salazarquia mantiveram a cerimónia do hastear da bandeira nos paços do concelho. A originalidade do regimen vigente foi, no ano findo, em hastear a bandeira verde-rubra ao contrário, como prognóstico de rendição a desconhecidos - seria à Troika?.
Nau
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Nº. 422 - Luta Popular
1. Numa sessão debate que teve lugar na Voz do Operário em finais de Setembro, o PCPT/MRPP sublinhou a importância de uma aproximação aos sectores da pequena e média burguesia democrática a fim de evitar que estes sejam arrastados para golpes bonapartistas.
2. De facto, o descontentamento da população em relação ao futuro que se advinha muito sombrio - o aumento do desemprego, acrescido pelo disparar da criminalidade a todos níveis; a incapacidade dos governantes darem uma imagem de segurança e conhecimento do que estão a fazer; a via dos impostos selectivos - é rastilho abrasado na vizinhança de barris de pólvora.
3. Claro que todo aquele que tem algo a perder de bom grado apoiará um demagogo qualquer que lhe prometa segurança e algo muito diferente do que se está a passar, não obstante tal não ir além de promessas vãs elaboradas pela minoria do costume.
4. Ainda recentemente se ergueram vozes do sector castrense lembrando jornadas passadas, na linha de oficiais turcos que têm a pecha de ser os patronos da República - logo, uma futura rotatividade de chefes a prazo - sempre prontos a defender os seus interesses de classe e, por acréscimo, daqueles que têm algo a perder em benefício da maioria.
5. Na referida sessão debate em Lisboa falava-se de um programa e tactica política destinada a consolidar a democracia, a independência nacional, basicamente recusando o pagamento da dívida soberana e preparando medidas para a saída do país da esfera do euro.
6. Embora sem alternativa viável através dos partidos que fazem parte do arco governamental, a situação política arrasta-se perante o azedume da maioria da população e a inépcia dos governantes que acreditam salvar o país da bancarrota por via de impostos gravosos que atrofiam a economia; arruinam o país; castigam as classes mais desfavorecidas e, de vitória em vitória, prosseguem até ao abismo final.
7. Inscreva-se e comente as achegas do Luta Popular Online, no respectivo facebook.
Nau
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Nº. 421 - Incongruências
1. "Considero, sem excepção - Budismo, Hinduismo, Islamismo e Comunismo - como religiões falsas e nefastas". Bertrand Russell, 'Why I am not a christian and other essays on religion and related subjects'.
2. Porém, um casal da classe alta - material e academicamente - de um país dos norte de África, quando a maioria presente na reunião condenava a apatia da massa ignara, este confessava que teria muito orgulho se um filho seu optasse por ser um soldado-mártir ao serviço do islão.
3. Quando no regresso à Europa um membro do nosso grupo recordou, manifestando veemente desagrado pela atitude dos progenitores que faziam a apologia do soldado-mártir, alguém lembrou que, em Portugal, há muitos bons católicos que apenas no seu credo religioso vêem santidade, condenando todos que sejam de sinal contrário.
4. Confundindo folclore - tradições, artes, festas regionais, etc. - com as características da população de um povo soberano, isto é, a comunidade de indivíduos que têm e cultivam uma tradição comum e dispõem de governo próprio, muitos são aqueles que receiam o esbatimento das fronteiras territoriais alimentando xenofobismos doentios e ridículos.
5. Não se apercebendo que o critério de propriedade privada está numa mudança incontornável - o título de propriedade do espaço subterrâneo de construção municipal para parqueamento de viaturas em Lisboa (pelo menos o existente numa das artérias de Benfica) é válido apenas por 90 anos - muitos são aqueles que não aceitam a propriedade colectiva advogada pelos socialistas.
6. Certo é que a apropriação - efeito de apropriar-se - não é o mesmo que propriedade privada, isto é, aquilo cuja posse pertence legalmente a alguém, porquanto na primeira verifica-se um impulso natural e na segunda uma vontade doentia de posse.
7. Aqui defendemos o cooperativismo - colaboração e solidariedade - os outros que se amanhem!.
Nau
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Nº. 420 - Utopia de John Lennon
1. Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us;
Above us only sky.
Imagine all the people
Living for today.
2. Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too.
Imagine all the people
Living life in peace.
3. You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day you'll join us
And the world will be as one.
4. Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherwood of man.
Imagine all the people
Sharing all the world.
5. You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one.
I hope some day you'll join us
And the world will be like as one.
6. Em verdade, os céus há muito que estão vazios porquanto, hoje em dia, todos querem o Paraíso, já!. As fronteiras tendem a desaparecer mas os interesses particulares mantêm-se, vingando a paz como o intervalo entre disputas.
7. O desapossamento geral dos bens materiais não é um sonho, nem uma utopia: a história do homem consiste na luta pela sobrevivência e apropriação de coisas. O homem vive porque a vida dura (ah, grande Fernando Pessoa!) mas que seja com dignidade - solidariedade e cooperação.
Nau
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