1. Nos anos 40 do século passado, uma família abastada de Lisboa, tendo gerado um débil varão, alimentava este com leite mungido em uma vacaria que existia lá para os lados do Lumiar.
2. Residindo em uma mansão próxima do Campo Pequeno, manhã cedo deslocava-se um empregado da dita família ao Lumiar, de táxi, de modo a trazer o leite ainda morno, para o bebezinho, com a obrigação de assistir ao mungir da vaca e assegurar as melhores condições higiénicas para tal acto.
3. Por volta dos anos 50, os proprietários de vacarias dos arredores de Lisboa foram 'convidados' a participar em uma associação em que a produção do leite seria recolhida e comercializada por esta.
4. Claro que aos proprietários das vacarias era assegurado a assistência de veterinários, bem como o transporte de leite para a central leiteira, limitando-se os produtores ao mungir e enchimento do adequado vasilhame.
5. Todavia aos produtores era cobrada a assistência de técnicos qualificados e o transporte do leite, ficando sujeitos aos preços fixados pela central leiteira; em suma: proprietários das vacarias mas condicionados por uma administração externa.
6. Certo dia, vendo os seus rendimentos mais reduzidos, os proprieários da vacaria da Quinta das Rosas, em Caneças, recusaram-se a entregar o leite, tendo a GNR sido chamada, porquanto, renitentemente, o leite fora espalhado no terreno.
7. Como proprietários, recusavam-se a vender o leite a baixo preço; por outro lado, a dita associação, alegadamente cooperativa, tinha uma pesada administração, um elevado número de secretários e auxiliares.
Nau
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